terça-feira, 29 de outubro de 2013

a Filosofia de Wittgenstein



Notas introdutórias sobre a Filosofia da Linguagem de Wittgenstein



Ludwig Joseph Johann Wittgenstein, filósofo austríaco, naturalizado britânico (1889-1951) dedicou-se à interpretação dos mistérios da linguagem.  Sua obra é dividida, geralmente, em dois períodos:


No primeiro (representado pela famosa obra Tractatus Logico-Philosophicus, de 1922), a linguagem tem com o mundo uma relação formal e estática; ela é algo relativamente abstrato em relação à atividade humana. Neste período, sob influência do filósofo realista Bertrand Russel (1872-1970), concentra-se na teoria do “significado”, segundo a qual uma frase representa um estado de coisas na medida em que é uma espécie de imagem ou modelo desse estado de coisas, contendo elementos que correspondem aos elementos do estado de coisas e uma estrutura ou forma que espelha a estrutura do estado de coisas que representa. A linguagem figura o real. Esta ideia veio a influenciar os positivistas lógicos do Círculo de Viena.

A crise

“Era uma vez um homem que vivia à beira de uma estrada, onde vendia cachorro-quente. Ele não ouvia bem, por isso não tinha rádio. Tinha problemas de visão, por isso não lia jornais.
Mas ele vendia cachorro-quente.
Colocava cartazes na estrada, fazendo propaganda da qualidade de seu produto. Ficava na beira da estrada e oferecia o seu produto em alta voz, e o povo comprava.
Lentamente foi aumentando as vendas e cada vez mais aumentava a compra de salsicha e de pão. Comprou um fogão industrial para melhor atender os fregueses. O negócio prosperava: o homem conseguiu até mesmo enviar seu filho para estudar na capital.
Certo dia, o filho, já formado, retornou para cuidar do pai e viu que as coisas não mudavam naquele lugar. Em casa, chegou logo dizendo ao pai: Você não ouve rádio! Nem lê jornais! Há uma crise no mundo. A situação na Europa é terrível e a do Brasil ainda pior. Tudo está indo para o vinagre.
O pai logo pôs-se a refletir: “Meu filho estudou, lê jornais, ouve rádio e só pode estar com a razão.” Então resolveu reduzir as compras de salsicha e de pão. Tirou os cartazes de propaganda e já não anunciava tão alto seu cachorro-quente, abatido que estava pela notícia da crise. As vendas foram caindo, caindo, caindo…
Então o pai finalmente disse ao filho:
- Você estava certo, meu filho. Nós certamente estamos vivendo uma grande crise.”
(Autor desconhecido)

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Educação das Relações Étnico-raciais



DISCRIMINAÇÃO RACIAL E EDUCAÇÃO

o desafio da formação docente


Questões relacionadas à discriminação racial e educação, tanto no âmbito acadêmico quanto nos demais, têm sido objeto de um número crescente de publicações e estudos, favorecendo a abertura de espaços para discussões e busca de alternativas para minimizar a discriminação racial e o preconceito nas nossas escolas. Trabalhos que desmascaram o Mito da Democracia Racial1, que criou uma cortina de fumaça e camuflou o preconceito por muitos anos, têm contribuído para a exploração do assunto.

sábado, 26 de outubro de 2013

Rumi: dicas valiosíssimas para meditação

Quando se distrair, volte
Quando cochilar, volte
Quando ‘viajar’, volte
Quando se perder, volte
Carinhosamente,
persistentemente, volte
Isso é meditação”

(Rumi)

que alimento estamos servindo à nossa alma?

Atenção à percepção, a cada momento!


Numa fria noite de inverno, voltei para casa depois de caminhar pelas colinas e descobri que todas as portas e janelas da minha ermida haviam sido escancaradas pelo vento. Quando saí, eu não as havia trancado. Um vento gelado soprara pela casa, abrira as janelas e espalhara os papéis da minha escrivaninha por toda a sala. Eu imediatamente fechei as portas e janelas, acendi a luz, recolhi os papéis e os arrumei com cuidado sobre a escrivaninha. Depois acendi a lareira e logo as achas crepitavam, trazendo o calor de volta ao aposento.
As vezes, no meio de uma multidão, nós nos sentimos cansados, desanimados e solitários. Podemos ter vontade de nos retirar dali para que sozinhos possamos nos reaquecer, como eu fiz fechando as janelas e me sentando diante da lareira, protegido do vento frio e úmido. Nossos sentidos são nossas janelas para o mundo, e às vezes o vento passa por elas e perturba tudo que há em nosso íntimo.
Alguns de nós mantêm as janelas abertas o tempo todo, permitindo que os sons e os suspiros do mundo nos invadam, nos penetrem e exponham nossos eus tristes e perturbados. É que sentimos frio, medo e solidão. Você alguma vez já se flagrou assistindo a um programa horrível na televisão, sem conseguir desligar o aparelho? Os ruídos estridentes e as explosões dos tiros o transtornam. Mesmo assim, você não se levanta para desligar a televisão. Por que se torturar dessa forma? Você não quer fechar suas janelas? Tem medo da solidão do vazio e do isolamento que pode encontrar quando olhar para si mesmo sozinho?

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

STF rejeita regras da Serra do Sol em outros processos

STF rejeita regras da Serra do Sol em outros processos

Ministros do Supremo Tribunal Federal mantiveram as 19 condicionantes estabelecidas em 2009 para a demarcação da reserva indígena. Outros processos, no entanto, serão analisados caso a caso


Nelson Jr./SCO/STF
Índios acompanharam a sessão do STF que manteve a demarcação das terras



Por maioria de votos, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (23) manter a validade das 19 condicionantes que foram estabelecidas em 2009 no processo sobre a demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Na mesma decisão, a Corte também entendeu que as regras não podem ser aplicadas em outros processos de demarcação de terras indígenas. Os ministros seguiram o voto do relator, Luís Roberto Barroso.

TEXTOS PARA ANÁLISE SEMIÓTICA



Análise Semiótica: alguns exemplos*


Texto I - O galo que logrou a raposa


            Um velho galo matreiro, percebendo a aproximação da raposa, empoleirou-se numa árvore. A raposa, desapontada, pensou consigo: “Deixe estar, seu malandro, que já te curo!”. E em voz alta:
            - Amigo, venho contar uma grande novidade: acabou-se a guerra entre os animais. Lobo, cordeiro, gavião e pinto, onça e veado, raposa e galinhas, todos os bichos andam agora aos beijos, como namorados. Desça desse poleiro e venha receber o meu abraço de paz e amor.
            - Muito bem! - exclama o galo. Não imagina como tal notícia me alegra! Que beleza vai ficar o mundo, limpo de guerras, crueldades e traições! Vou já descer para abraçar a amiga raposa, mas... como já vêm vindo três cachorros, acho bom esperá-los, para que também eles tomem parte na confraternização.
            Ao ouvir falar em cachorro, Dona Raposa não quis saber de papo, e tratou de cair fora, dizendo:
            - Infelizmente, amigo Có-ri-có-có, tenho pressa e não posso esperar pelos amigos cães. Fica para outra vez a festa, sim? Até logo.
            E raspou-se.   
Contra esperteza, esperteza e meia.

(Lobato, Monteiro. Fábulas. 19 ed. São Paulo: Brasiliense. s.d. p. 47)


Análise do texto

Segundo Greimas, um texto admite três planos ou níveis distintos na sua leitura:

1º nível: estrutura discursiva

o nível da estrutura superficial,  dos significados mais concretos e diversificados: é o nível onde aparecem o narrador, os personagens, os cenários, o tempo e as ações concretas:

    - o galo, sabendo que a raposa é inimiga, trata de proteger-se ao vê-la aproximar-se;

    - a raposa tenta convencer o galo de que não há mais guerra entre os animais tradicionalmente inimigos e que a paz reina entre eles;

   - o galo finge acreditar, mostra-se feliz com a novidade e convida a raposa para esperar três cães que se aproximam, para que eles participem da confraternização

    - a raposa, mais do que depressa, trata de ir embora.

2o nível: estrutura narrativa 

nível mais abstrato: a relação entre o sujeito (S) e o objeto (O) - onde se definem os valores com que os diferentes sujeitos entram em acordo ou desacordo.
 Nesse nível uma estrutura narrativa pode constituir-se em
1) enunciados de estado: No qual se estabelece uma relação de posse ou de privação entre um sujeito e um objeto qualquer – o sujeito em conjunção ou em disjunção como um objeto de valor
2) enunciados de ação: aqueles que, em razão da participação de um agente qualquer, indicam a passagem de um enunciado de estado para outro.
Nos enunciados de ação a narrativa é construída a partir da articulação de quatro fases:
. MANIPULAÇÃO: um personagem induz outro a fazer alguma coisa pela (1) tentação (Se você comer tudo te levo ao cinema); (2) intimidação (Coma tudo, senão você apanha); (3) provocação (Duvido que você seja capaz de comer todo esse quiabo. Só as pessoas bem sucedidas usam sabonete Cheira Bem);  (4) sedução (Você, um menino tão bonito, vai comer tudo, não vai?.  Toda mulher moderna usa...):
            . COMPETÊNCIA: o sujeito do fazer adquire um saber e um poder fazer
            . PERFORMANCE: o sujeito do fazer executa sua ação
            . SANÇÃO: o sujeito do fazer recebe castigo ou recompensa
Como ocorre no texto acima: o galo tenta manipular a raposa pela sedução, mas o galo não acredita e não faz o que a raposa quer e por isso sua sanção é positiva: ele não perde a vida.
           

 3o nível: estrutura profunda ou fundamental

nível mais abstrato e mais simples. Nesse nível ocorrem os significados mais abstratos e mais simples. É nesse nível que se podem postular dois significados abstratos que se opõem entre si e garantem a unidade do texto inteiro: guerra x paz

No texto o significado do texto, no nível fundamental ou profundo, se constrói em três etapas:

a) Primeiro temos a afirmação do conflito (da guerra):  “os animais viviam em guerra”

b) Em seguida temos a negação do conflito  - “agora os animais não estão mais em guerra”

c) Finalmente temos a afirmação da paz: “os animais vivem aos beijos e abraços, como namorados”.


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Falando um Monte!: Uma tarde para celebrar a cidadania!

Falando um Monte!: Uma tarde para celebrar a cidadania!: Seria uma atitude muito ingênua esperar que as classes dominantes desenvolvessem uma forma de educação que permitisse aos meno...

“por que é errado matar? (Thich Nhat Hanh)

Se a morte não existe, porque é errado matar?.
O monge Zen vietnamita Thich Nhat Hanh dá um sorriso, diz que é “muito boa pergunta” e, em cinco minutos gravados no vídeo abaixo, explica sobre a ilusão de quem acha que vai matar.
O vídeo possui legendas embutidas em inglês, para usar a tradução automática para o português que há disponível, clique em Captions (ícone branco e retangular no canto inferior direito do vídeo), selecione “Translate Captions” e escolha Português.



terça-feira, 22 de outubro de 2013

a capacidade de ficar só e a capacidade de amar

Nesse trecho o psicólogo, sociólogo e filósofo alemão Erich Seligmann Fromm (1900-1980) parece estar falando de algo parecido com a meditação: “o exercício de sentar-se em posição repousada, fechar os olhos e tentar ver em frente deles uma tela branca, tentar remover os pensamentos e imagens, acompanhar a própria respiração". 

A concentração pode ser um aliado na meditação, já que a mente do homem ocidental parece estar cada vez mais errática e dispersa, mas não há um real medicamento para evitar a solidão, a não ser enfrentá-la . 

Fromm fala em “ficar só sem ler, sem ouvir rádio, sem fumar, sem beber”, e a gente pode adicionar “sem TV, sem Internet, sem celular, sem cachorro, sem gato” etc. Isso caso quisermos sermos capazes de amar.

Abaixo, segue o trecho da obra:

“A concentração é bem mais difícil de praticar em nossa cultura, em que tudo parece agir contra a capacidade de concentrar-se. 

O passo mais importante no aprendizado da concentração é aprender a ficar só consigo mesmo, sem ler, sem ouvir rádio, sem fumar, sem beber. Na verdade, ser capaz de concentrar-se significa ser capaz de ficar só consigo mesmo — e esta capacidade é precisamente uma condição da capacidade de amar. 

Se me ligo a outra pessoa porque não posso suster-me por meus próprios pés, ele ou ela podem ser um salva-vidas, mas a relação não é a de amor. Paradoxalmente, a capacidade de ficar só é a condição da capacidade de amar. 

Quem quer que tente ficar só consigo mesmo descobrirá quão difícil isso é. Começará a sentir-se inquieto, nervoso, ou mesmo a experimentar considerável ansiedade. Estará disposto a racionalizar sua má vontade em continuar com essa prática pensando que ela não tem valor, é simplesmente tola, toma muito tempo, e assim por diante. Observará também que lhe vêm à mente todas as espécies de pensamento, que tomam conta dele. Ver-se-á a pensar em seus planos para o resto do dia, ou numa dificuldade no trabalho que tem a fazer, ou aonde ir à noite, ou em qualquer número de coisas que lhe encherão a mente — em lugar de permitir que ela se esvazie. 

Seria útil praticar uns poucos e muito simples exercícios como, por exemplo, sentar-se em posição repousada (nem espreguiçada, nem rígida), fechar os olhos e tentar ver em frente deles uma tela branca, tentar remover todos os pensamentos e imagens que interferem, tentar acompanhar a própria respiração; não pensar a respeito dela, nem forçá-la, mas simplesmente acompanhá-la — e, ao fazê-lo, senti-la; tentar, além do mais, ter o senso do seu “Eu”; 
eu = mim mesmo, como o centro de minhas forças, como o criador de meu mundo. 

Dever-se- ia, pelo menos, fazer esse exercício de concentração todas as manhãs durante vinte minutos (se possível, mais) e todas as noites antes de deitar-se. ”.

~ Erich Fromm (“A Arte de Amar”, pág. 84)






FONTE:
http://dharmalog.com/2013/10/21/paradoxalmente-capacidade-ficar-so-condic%CC%A7a%CC%83o-capacidade-amar-erich-fromm-classico-arte-amar/


domingo, 20 de outubro de 2013

redações dos alunos vencedores do concurso de redação promovido pela BATRA

redações dos alunos vencedores do concurso de redação promovido pela BATRA (2º e 3º colocados), publicadas na Tribuna do Leitor do Jornal da Cidade de 20/10/2013

(http://www.jcnet.com.br/Tribuna)

(a redação do 1º colocado já foi publicada neste blog, em postagem anterior: http://oficina-de-filosofia.blogspot.com.br/2013/10/aluno-vence-concurso-sobre-cidadania.html)

 

20/10/13 05:00 - Tribuna do Leitor

Investidores de Bauru


É interessante notar que os investidores monitoram constantemente seus lucros vindos de investimentos na bolsa de valores. Nós somos todos cidadãos investidores, pois devemos também verificar constantemente como estão sendo usados os nossos investimentos na cidade, para isso temos a Lei da Transparência, que mostra como os impostos pagos estão sendo usados em prol dos cidadãos. Mas será que todos os cidadãos se importam com essa lei?

Em uma cidade como Bauru, que está em constante desenvolvimento, temos a lei a transparência em ação. Por exemplo, no site oficial da Prefeitura Municipal de Bauru, temos uma página onde podemos monitorar os gastos com educação, saúde, etc. Mas nem todos sentem-se interessados em monitorar esses investimentos. Na escola aprendemos o princípio da cidadania que inclui direitos e deveres, entre esses estão o dever de pagar impostos e também o direito de acompanhar como isso tem sido gasto. Em caso de descontentamento, podemos protestar, manifestar e questionar, já em caso de tudo estar correto, deleitaremos de uma cidade melhor.

Assim sendo, o governo deve continuar atualizando a página da transparência no site e investindo em publicidades e divulgações desse “trunfo” da sociedade, e nós, como cidadãos, devemos nos interessar mais por nossos investimentos, pois os resultados destes podem tanto nos beneficiar, quanto nos prejudicar.

Carlos Eduardo Martins Xavier, E.E. Prof. Durval Guedes de Azevedo





20/10/13 05:00 - Tribuna do Leitor

A voz do povo



A Lei de Transparência, como muitas outras conquistas do povo brasileiro, veio para fortalecer o poder que nossa população possui por direito democrático. Antes de sua aprovação, as negociações públicas possuíam acesso restrito, o que facilitava a ação de agentes corruptos e a inadequação administrativa.

Utilizo do raciocínio de que se as transações fossem expostas à população há mais tempo, injustiças como a grande quantidade de verba pública investida em obras inacabadas como o viaduto Mauá e as muitas ruas de Bauru que constam pavimentadas na teoria e não na realidade, teriam despertado a insatisfação do povo e explicações teriam sido reivindicadas a tempo de apontar as falhas e os culpados.

Como bem sabemos, a cidadania não se limita ao voto nas épocas de eleição e possuindo o acesso menos burocrático aos documentos e aos nossos representantes, temos o compromisso de acompanhar projetos de sua concretização, individualmente ou em conjunto com organizações da sociedade civil, pois uma vez possuindo o conhecimento, não haverá a possibilidade de sermos enganados por aqueles a quem confiamos nossa representação. Para isso, basta abranger a conscientização da população sobre a autoridade que temos nesta forma de governo que nos dá voz, sair deste comodismo incômodo e agirmos elefetivamente para que o poder público cumpra o que foi prometido em prol do bem comum.

Chrishinau Thays de Sales Silva, E.E. Prof. José Aparecido Guedes de Azevedo

sábado, 19 de outubro de 2013

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Aluno vence concurso sobre cidadania - BATRA

17/10/13 05:00 - Geral

Aluno vence concurso sobre cidadania


Malavolta Jr.
Jefferson Oliveira recebeu como prêmio, no último dia 5, uma bolsa de estudos para cursinho pré-vestibular
O estudante Jefferson Henrique de Oliveira, 17 anos, foi o vencedor do concurso de redação promovido pela ONG Bauru Transparente (Batra).
O tema foi “Como a Lei da Transparência favorece a cidadania em Bauru?”. A disputa teve como objetivo conscientizar jovens de Bauru e região sobre a necessidade da participação de cada um no cenário político da cidade.
A entrega do prêmio foi realizada no último dia 5, no auditório Véritas da USC. Aluno da escola estadual Sueli Aparecida Sé Rosa, Jefferson ganhou uma bolsa de estudos para o cursinho pré-vestibular no Colégio Rembrant COC.
Jornal da Cidade - Você já conhecia a Lei da Transparência?
Jefferson -
Não. Mas quando eu soube do tema, busquei estudar e me informar para fazer a redação. Foi bom porque aprendi muita coisa.
JC - Qual a importância dessa legislação?
Jefferson -
Acredito que ela seja importante para que toda a população saiba o que o dinheiro arrecadado e recebido pelo governo está gerando, onde está sendo aplicado. Mas como é algo disponibilizado na Internet, muitas pessoas não têm acesso ao site.
JC - Acha que, se todos tivessem acesso, o País poderia ser melhor?
Jefferson -
Com certeza! Se cada um fizesse sua parte e controlasse esse dinheiro, os políticos não teriam por onde escapar. Talvez pudesse ser o fim da corrupção.
JC - Fale sobre a experiência de participar deste concurso de redação.
Jefferson -
Eu comecei a me interessar mais por assuntos sobre política, direitos e deveres. Agora vejo como é importante ter conhecimento sobre esses temas.
JC - E que profissão você vai querer seguir?
Jefferson -
Vou querer fazer ciências da computação. Assim, quem sabe eu consigo desenvolver um jeito de todos terem acesso a essas informações.

Leia a redação na íntegra

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Seguiremos - Hospital Sant Joan de Déu y Macaco

"Os Sonhos mudaram o destino dos homens e das nações..."


Seguiremos 

Di si (oh oh) seguiremos (oh oh)
Si dicen perdido yo digo buscando,
Si dicen no llegas de puntillas alcanzamos,
Y sí (oh oh) seguiremoos (oh oh).
Si dicen caíste yo digo me levanto
Si dicen dormido es mejor soñando

domingo, 13 de outubro de 2013

O melhor da Trance Music - Dance - ATB - Mix 2012




ATB é o nome artístico do DJ alemão André Tanneberger, nascido em 26 de fevereiro de 1973, na cidade de Freiberga/Thüringen, antiga Alemanha Oriental. 
Andre Tanneberger iniciou sua carreira musical fazendo suas próprias músicas usando um computador e um pequeno sintetizador em seu próprio quarto. 
Seu primeiro grupo de dance  chamava-se "Sequential One". Ele foi o cérebro do grupo de 1993 até 2002. Em 1998, Andre também iniciou um projeto solo chamado ATB.
Sua primeira música com este nome foi "9PM (Till I Come)", incluída no álbum Movin' Melodies, que liderou as paradas musicais do Reino Unido em 1999.

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/ATB

sábado, 12 de outubro de 2013

Temos de achar um tipo humano de educação no mundo

Pergunta a Osho:

Osho,
Sempre estou me sentindo culpado, como se tivesse cometido grandes crimes. Como posso abandonar essa culpa? Ela está me destruindo e todas as possibilidades para viver minha vida alegremente.

Isso é o que eu estava dizendo agora mesmo: você foi pro­gramado de tal modo que não pode viver alegremente. Toda a alegria foi contaminada, toda a alegria foi envenenada, toda a alegria foi condenada.

E você ouviu a condenação repetida muitas vezes — do padre, do pai, dos professores, de todo o mundo —, tanto que ela se tornou uma ideia muito, muito enraizada em você de que há algo errado em ser alegre.


Retorne, lembre-se de seus dias de infância. Sempre que você estava contente, alguém se aproximava para dizer: “O que você está fazendo? Por que você está gritando? Por que você está dançando? Papai está lendo o jornal, ele será perturbado”. O papai e seu tolo jornal, e de repente sua alegria fica mutilada. Você quis correr ao sol e não lhe foi permitido; você foi forçado a sentar-se no quarto em um canto escuro. Você quis escalar as árvores, mas aquela tola lição de casa estava ali e tinha de ser feita. Você quis falar com os pássaros e brincar com os cachorros e as crianças e foi forçado a sentar-se dentro de uma escola como uma prisão durante seis, sete horas...


Você não percebe o que está fazendo com suas crianças, não vê o que foi feito a você. As crianças pequenas estão sendo forçadas a se tornar prisioneiras; sua vida começa a ficar mutilada desde então. Não lhes permitem se mover — e elas são energias borbulhantes. Elas gostariam de cantar, de explodir em canções e danças, de escalar árvores e montanhas, de nadar nos rios e nos oceanos. Mas a dança não é permitida, a celebração não é permitida. O que é permitido é antinatural e o que não é permitido é natural.


Temos de achar um tipo humano de educação no mundo; a educação que existe é muito desumana. Temos de achar formas para que a criança possa brincar ao sol e ainda aprender um pouco de aritmética. Isso pode ser feito — uma vez que sabemos que a aritmética não é tão importante como brincar ao sol; uma vez que o assunto foi decidido, então podemos achar formas. Um pouco de aritmética pode ser ensinada, e um pouco é preciso. Nem todo mundo vai se tornar um Albert Einstein. E esses que vão se tornar Albert Einstein, eles não se preocuparão em brincar ao sol — sua alegria é a aritmética, essa é sua poesia. Então é diferente, então é totalmente diferente; então o crescimento não é impedido e a culpa não é criada.

A lama não pode flutuar para sempre


"A lama não pode flutuar para sempre" ou "A arte de fazer o pensamento parar"


A meditação é um estado de clareza e não um estado da mente.
A mente é confusa, nunca está clara. Não pode estar. Os pensamentos criam nuvens a seu redor, nuvens sutis. Uma névoa é criada por eles e a clareza se perde.
Quando os pensamen­tos desaparecem, quando não há mais nuvens a seu redor, quando você está apenas sendo você mesmo, a clareza advém. Então é possível ver bem longe. É possível enxergar até o fim da existência, e seu olhar se torna penetrante, indo ao centro do ser.


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Dialogismo, Polifonia e Intertextualidade



Dialogismo, Polifonia e Intertextualidade

Para Mikhail Bakhtin o dialogismo é a condição do sentido do discurso, da linguagem. Todos os textos são dialógicos porque são resultantes do embate, do confronto de muitas vozes sociais. O dialogismo discursivo desdobra-se em dois aspectos:
- o da interação verbal entre enunciador e enunciatário do texto (nenhuma palavra é nossa, mas traz em si a perspectiva de outra(s) voz(es);
- o da intertextualidade, no interior do discurso.

A polifonia trata-se de uma característica presente em certos tipos de texto, nos quais se deixam entrever muitas vozes, por oposição aos textos monofônicos, que escondem os diálogos que os constituem.Nos romances de Balzac, por exemplo, manifestam-se as vozes da aristocracia, da burguesia e da pequena burguesia. Essas vozes têm traços sociológicos/ideológicos diferentes. Os discursos autoritários são monofônicos porque abafam as vozes em conflito.

Parábola dos Talentos

“14 Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens. 
15 A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu.
16 O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco. 
17 Do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois. 
18 Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor. 
19 Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles. 
20 Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei. 
21 Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. 
22 E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei.
23 Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. 
24 Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste, 
25 receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.
 26 Respondeu-lhe, porém, o senhor: Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? 
27 Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu. 
28 Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez. 
29 Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. 
30 E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes.” 

Evangelho segundo Mateus (25:14:30)

tudo passa... e rápido!! muuito rápido...



Hans Zimmer - Time HD



ATB - Beautiful Worlds

 


 

ATB - Future Memories


 

ATB - Gentle Melody



 

  

 

 

 



quinta-feira, 10 de outubro de 2013

vida

"A vida é muito curta para ser pequena"

(Mário Sergio Cortella)


"A vida é muito intrigante para ser desimportante"
(eu)

Raízes Indígenas brasileiras: Tupi e Guarani

"Quyquyho" - de Geraldo Espíndola

Coisas Incríveis Sobre Você

Doar: o ciclo virtuoso que transcende o círculo vicioso do carma

Pelo quê você vive?

Todos os dias nos noticiários, somos informados de mortes, mazelas, dor e complicações em consequência do desejo, da ira e da ignorância.
Para ganhar status, dinheiro ou poder, as pessoas ficam iradas, invejosas e com raiva... quase tudo e quase todos se tornam adversidades e adversários... alguns matam, outros são mortos e outros desiludidos se matam a si próprios.
Há quanto tempo, há quantos milênios já não estamos repetindo esse ciclo?
A que estamos dedicando o nosso tempo?
Vamos supor que a vida humana seja de 80 anos, todos os dia dormimos 6 horas, assistimos 3 horas de TV, trabalhamos ou estudamos 8 horas, 1 hora de refeição, 30 minutos de banho, 1 hora e meia de internet, etc.
É uma suposição, mas se formos pegar esse exemplo, de 80 anos, dormimos 20 anos, 10 anos assistindo TV, 27 anos estudando ou trabalhando, 3 anos e 4 meses de refeição, 1 ano e 8 meses tomando banho, 5 anos na internet e assim por diante.
Destes anos, quantos realmente foram para nós mesmos? quantos para cuidar e ouvir o nosso Íntimo, a Deus (em nós) e a Deus (no outro)?
O desejo material, sexual, desejo de comer, de poder, de dormir, se atrapalhados ou interrompidos, ficamos nervosos, sentimos frustração e raiva. 
Porém, desperdiçar a nossa vida em função dessa raiva, não seria também perder tempo?
Se levarmos uma vida ociosa também perdemos tempo precioso.
Dedicar-se a algum propósito não está errado. Devemos dedicar nossa vida a alguma coisa, mas o importante é ter essa clareza sobre o que realmente importa nessa vida.
Seria ganhar dinheiro? Obter o poder? Dedicar-se apenas ao que se esvai com a morte?  Pelo quê, afinal, vale a pena viver, respirar e lutar?


reflexão inspirada no texto "Namu: Dedicação ao Dharma", de Gassho, disponível em http://sobrebudismo.com.br/namu-dedicacao-ao-dharma/

koan: uma parábola



uma parábola...

Certa vez, disse o Buddha uma parábola:
Um homem viajando em um campo encontrou um tigre. Ele correu, o tigre em seu encalço. Aproximando-se de um precipício, tomou as raízes expostas de uma vinha selvagem em suas mãos e pendurou-se precipitadamente abaixo, na beira do abismo. O tigre o farejava acima. Tremendo, o homem olhou para baixo e viu, no fundo do precipício, outro tigre a esperá-lo. Apenas a vinha o sustinha.
Mas ao olhar para a planta, viu dois ratos, um negro e outro branco, roendo aos poucos sua raiz. Neste momento seus olhos perceberam um belo morango vicejando perto. Segurando a vinha com uma mão, ele pegou o morango com a outra e o comeu.
"Que delícia!", ele disse.


Sente-se com calma e confortavelmente... 
e sem pressa, reflita atentamente no que acabou de ler... concentre-se... 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Ética, Cultura e Avaliação

Prof Clóvis de Barros sobre a angústia de viver

Conceito de felicidade

Batra e Programa Ágora

JC na Escola e Batra no Programa Ágora

Joaquim Eliseo Mendes
Há poucos dias, no concorrido e sempre receptivo espaço do JC “Café com Política”, com a presença de educadores, autoridades e outros convidados, foi lançado o inédito e e promissor “Programa Ágora”, e, por ser oportuno e necessário principalmente “agora” nos nossos tempos é que devemos esperar todos nós - em virtude de sua magnitude e abrangência - seja realmente implantado e desenvolvido nas escolas estaduais, municipais, particulares e faculdades a partir de Março de 2014. Como prova e cientes de que a consciência e o domínio do saber não têm exclusividade para determinados tempos, mas são eternos ou perenes, os elaboradores responsáveis pelo referido programa foram buscar a inspiração na Grécia Antiga, no sempre vivo e atual Aristóteles.