terça-feira, 31 de dezembro de 2013

A psicopatia e a relevância do DNA em sua determinação

Ao ler a reportagem abaixo, você notará uma conclusão óbvia: 
"O jeito de mudar o mundo" passa necessariamente pelo 'meio' da educação. 

Afinal, alguém nasce com nojo de gays, de judeus ou de nordestinos? algum ser humano nasce odiando/amando? alguém nasce racista ou 'skinhead'? alguém nasce com medo de barata ou adorando cães e gatos? alguém nasce torcedor do Flamengo ou do Palmeiras? 

Seja o respeito, seja o desprezo pelo 'outro', todos são comportamentos aprendidos socialmente, portanto, culturalmente construídos e introjetados nos indivíduos que fazem parte de certo grupo. Isto não lhe parece óbvio?

Sendo assim, a 'educação' e os exemplos vivenciados no dia a dia, desde que nascemos, tem papel importantíssimo na dinâmica dos relacionamentos entre as distintas ‘tribos urbanas’, entre os distintos grupos e tipos étnicos, exerce importantes condicionamentos no modo 'como lidamos' uns com os outros. 

Não é necessário negar a influência do fator genético. A falácia está em atribuir a esta única variável, todo o resultado final da 'equação' do comportamento humano. Tampouco podemos dizer que tudo é culpa do ambiente. Há interações entre estes dois fatores citados e também há uma coisa que geralmente muitos cientistas se esquecem: o livre-arbítrio. 

A liberdade humana também existe, mas na prática, as opções evidentemente acabam sendo muito mais limitadas. Não se trata de ser ingênuo e romântico a ponto de imaginar que todos pensam e sentem livremente, que escolhem sem a influência dos estímulos e condicionantes que há a sua volta. Condicionamentos sociais ou naturais são forças impressionantes que não se deve desprezar, mas tampouco são determinantes absolutos de quem somos...

No final, quaisquer influências acabam tendo um caráter mais ou menos relativo. Somos o resultado da interação entre fatores genéticos, congênitos, ambientais (socioculturais, linguísticos, religiosos etc), e transcendentais (subjetivos, racionais, intelectuais, volitivos) que estão dentro de nós.

Pensemos nisso.

Silvio MMax. 


 Pesquisador se descobre psicopata ao analisar o próprio cérebro

      24/12/2013


Um neurocientista americano que fazia estudos com criminosos violentos descobriu, por acaso, que ele próprio tinha "cérebro de psicopata".

Casado e pai de três filhos, James Fallon, professor de psiquiatria e comportamento humano da University of California, Irvine (UCI), disse à BBC Brasil que a descoberta fez com que ele reavaliasse seus conceitos a respeito de quem era. E transformou suas convicções enquanto cientista.

A experiência de Fallon, descrita no livro The Psychopath Inside, teve grande repercussão na internet.

Comentando o caso, um neurologista ouvido pela BBC disse que estamos interpretando os conhecimentos gerados pela genética de maneira "perigosa".

descoberta arqueológica no Cerrado brasileiro

Pesquisadores acidentalmente fazem descoberta arqueológica de milhares de anos no Cerrado brasileiro

 

Publicado . em Meio Ambiente Natural
Por Bruno Calzavara
Enquanto trabalhavam no rastreamento de queixadas (mamífero também conhecido como porco-do-mato) e na coleta de dados ambientais em florestas que ligam os biomas do Pantanal e do Cerrado brasileiros, uma equipe de pesquisadores da Wildlife Conservation Society e uma ONG parceira local, o Instituto Quinta do Sol, descobriram desenhos rupestres antigos feitos por sociedades de caçadores-coletores há milhares de anos.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

sábado, 28 de dezembro de 2013

A existência é um espelho

Trago abaixo, uma interessante reflexão filosófica sobre a questão da causalidade.
No texto, vários aspectos são analisados: ideias sobre Deus, sobre o castigo e a recompensa, o problema do medo, da liberdade e da responsabilidade. Também lança um conceito ousado, no sentido de que nós mesmos é que construímos nosso "céu" e nosso "inferno", já que, em sentido psicológico, nossas crenças e comportamentos são as sementes que irão crescer e florescer no 'mundo exterior' ao nosso redor.  Em síntese: O mundo sempre foi e sempre será o magnífico e inexorável reflexo do que trazemos em nosso 'mundo interior'.
Leia a reflexão com bastante calma e extraia dela o que lhe convier:


Lembre-se, este é o mecanismo: se você quer explorar alguém, torne-o temeroso. Faça-o tremer, deixe o medo entrar em sua alma, e ele nunca será um homem livre. Uma vez que o medo entrar em sua alma, você não pode ser um homem livre. Então, você constantemente tem medo de fazer o que quer fazer porque para essas coisas há castigo, e continua a fazer o que nunca quis fazer, só para adquirir algumas recompensas.

Eu ouvi contar:

Seis amigos viajaram para caçar. Um deles teria de fazer toda a comida. O cozinheiro designado ficaria na cabana, controlaria todas as tarefas, e claro que ficaria excluído da diversão do dia.
O arranjo se manteria até que alguém reclamasse de sua comida; então, o reclamante seria obrigado a se tornar o cozinheiro.
Havia grande excitação enquanto a sorte era tirada para determinar quem ficaria encarregado da tarefa desagradável. Joe se tornou o infeliz.
Durante dois dias, Joe se irritou e suou. No terceiro dia, pensou que deveria ficar furioso. Os outros cincos estavam brincando, atirando e se divertindo, e ele estava fechado na cozinha sufocante e quente da pequena cabana. Joe decidiu que uma situação desesperada exigia um remédio desesperado. Assim, ele jogou um monte de merda na sopa e mexeu até que se dissolvesse.
Naquela noite, ele serviu uma sopa de cebola marrom. Sam pegou uma colherada; quando a levou aos lábios e provou o líquido nocivo, deixou escapar: “Meu Deus! Isto tem gosto de merda!”. Então, percebendo de repente qual seria a penalidade, acrescentou: “Tem gosto de merda — mas eu gosto!”.
Isso é o que está acontecendo a você. O medo do inferno... então sua vida tem gosto de merda, mas você continua a dizer “mas eu gosto”.

Sobre a urgência da tolerância


“Quando acreditamos que nossa fé é a única que encerra a verdade, teremos certamente a violência e o sofrimento como resultado.”
“Não pense que o conhecimento que você atualmente possui é imutável, a verdade absoluta. Evite ser intolerante e se fixar em suas opiniões atuais. Aprenda a praticar o desapego com relação às concepções a fim de estar aberto ao ponto de vista de terceiros. No meu entender, esta é a prática mais fundamental da paz.”
“Temos de acreditar que, ao nos envolvermos num diálogo com a outra pessoa, temos a possibilidade de realizar uma mudança dentro de nós mesmos, que podemos nos tornar mais profundos. O diálogo não é uma forma de assimilação no sentido de que um lado se expande e incorpora o outro no seu ‘eu’. O diálogo precisa ser praticado com base no ‘não-eu’. Temos de permitir que o que é bom, belo e significativo na tradição do outro nos transforme.Nenhuma tradição isolada monopoliza a verdade."

Mestre zen Thich Nhat Hanh (excerto da obra “Vivendo Buda, Vivendo Cristo” - editora Rocco)



sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

SUGARBLUES: um livro audacioso, profético, chocante


LEITURA RECOMENDADA!!!
SUGARBLUES é um livro audacioso, profético, chocante, elaborado por um escritor e pesquisador que esmiúça séculos de história secreta, folclores esquecidos, sábias tradições dos antigos e conceitos científicos inconsistentes, para trazer à tona a verdade sobre a mais dissimulada droga que dissolve os dentes e os ossos de toda uma civilização: a sacarose refinada, comumente chamada açúcar.

Exaustivas pesquisas desenvolvidas nos grandes centros científicos evidenciam consideráveis vínculos entre o açúcar refinado e as mais alarmantes doenças modernas que vão da depressão ao derrame cerebral; entretanto, esta substância antinutriente formadora de hábito, é consumida, a cada dia, em praticamente todos os produtos utilizados na dieta do homem civilizado, do pão aos cigarros.

Você consegue fazer o DOWNLOAD GRÁTIS deste livro em vários links disponíveis na internet.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Êxtase e dor: o luxo da felicidade

A mente em geral está consciente da dor, mas nunca do êxtase. Se você tem dor de cabeça, está consciente dela. Se não tem dor de cabeça, não se dá conta do bem-estar. Quando o corpo dói, fica consciente dele, mas, quando o corpo está perfeitamente saudável, você não tem consciência da sua saúde.

Essa é a causa básica que faz com que você se sinta tão infeliz: toda a nossa consciência está concentrada na dor. Nós só contamos os espinhos - nunca olhamos para as flores. De algum modo, escolhemos os espinhos e ignoramos as flores. Por uma razão biológica, a natureza fez com que você tivesse consciência da dor para poder evitá-la. De outro modo, sua mão podia ser queimada sem que notasse, seria difícil sobreviver. A natureza, no entanto, não tem qualquer sistema para deixá-lo consciente do prazer, da alegria, da bem-aventurança. Isso tem que ser aprendido, tem que ser praticado. Trata-se de uma arte.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Você odeia o silêncio?

Bom, não conheço muitas pessoas que realmente odeiam o silêncio, mas conheço muitas que “não suportam”.
A justificativa geralmente é que o silêncio ou é angustiante ou uma perda de tempo.
 Aqui não há muita discussão, pois apenas no silêncio de si mesmo é que se descobre a essência da vida, e por mais subjetivo e desconhecido que isso possa parecer para um novato no mundo do silêncio, se não houver isso, não há muito o que fazer a respeito do aprofundamento em si mesmo.
Apesar de algumas pessoas parecerem irem bem em suas carreiras sem silêncio, se você prestar atenção vai perceber que muitas delas cultivam o silêncio e os longos momentos contemplativos pessoais com bastante frequência, à sua maneira. A experiência de estar sentindo seu próprio propósito é calmante e satisfatória, inclui e se deleita no silêncio, enquanto que a experiência (ainda que externamente bem sucedida) de estar fora do seu caminho traz angústia e inquietação, coisa que o silêncio acentua e que, por isso, é rejeitada.
- Nando Pereira-

“Vivemos numa sociedade que não valoriza o silêncio. Valoriza a ação.
Mas viver sem silêncio é perigoso. Sem ele, você acaba acreditando que seu ego – e tudo que ele quer – é seu propósito. Se você imaginar bem esse cenário, sabe que ele não termina bem. Viva uma vida onde o Ego está no comando e você só encontrará o esgotamento – e além disso, uma questão esgotante:

“Eu tenho uma ótima vida. Porque não estou satisfeito?”.

 O silêncio abafa o barulho e cria um espaço para a autenticidade aparecer. Em silêncio, você pode se perguntar como sua vida ou seu trabalho realmente está indo e pausar para esperar a resposta.

Em silêncio, você dá tempo para que as informações da sua vida convirjam em algumas lições. Geralmente, entretanto, antes que as lições tenham tempo para serem percebidas em profundidade, você já foi para a próxima distração.” (Shelley Prevost)



fonte:
http://dharmalog.com/2013/12/12/5-razoes-que-impedem-pessoas-de-descobrirem-sentido-maior-na-vida/

O Tempo

uma necessária e premente reflexão sobre o tempo e sobre a vida!


“A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é Natal…
Quando se vê, já terminou o ano…

… Quando se vê não sabemos mais por onde andam nossos amigos…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…

Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casaca dourada e inútil das horas…
Eu seguraria todos os meus amigos, que já não sei como e onde eles estão e diria: vocês são extremamente importantes para mim.

Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…
Dessa forma eu digo, não deixe de fazer algo que gosta devido a falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.”

~ Mário Quintana, “O Tempo”

Batra 2014


Batra focará as licitações em 2014

Em parceria com o Observatório Social do Brasil, concorrência para construção da ETE será o primeiro desafio

Vinicius Lousada

Diretores Rafael Moia, Paulo Garrido, Ralf Ribeiro, Silvio Maximino e Sergio Bataglioti



 Escolhida no último sábado, a nova diretoria da Ong Bauru Transparente (Batra) tomará posse no dia 21 de janeiro de 2014. Presidente eleito, Rafael Moia Filho conta que a entidade já tem o eixo central de atuação definido para o ano que vem: o acompanhamento direto das licitações públicas da Prefeitura de Bauru.

O primeiro grande desafio será, justamente, o processo de concorrência entre empresas para a maior obra da história de Bauru: a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), cujo custo pode superar R$ 123 milhões. O engenheiro Ribeiro Júnior, segundo vice-presidente da Ong na nova gestão, é um dos membros da comissão de acompanhamento da licitação nomeada pelo prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB).
A Batra, porém, quer estender essa atividade para outras licitações. “Vamos acompanhar mais de perto. Esse assunto sempre foi um gargalo para a gente. Tínhamos o interesse de fiscalizar, mas sem o preparo necessário”.
O principal projeto de 2014 da entidade será viabilizado por uma parceria firmada com o Observatório Social do Brasil, que vai capacitar os membros da Batra, dando a eles subsídios para averiguar o edital e todas as outras etapas, até a finalização do processo licitatório.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Sebastião Salgado: Programa do Jô Soares 06/09/2013

Sebastião Salgado, nessa entrevista sobre seu mais recente trabalho - Gênesis -, fala um pouco sobre os mais de 100 grupos de indígenas brasileiros ainda não contactados!
apesar de sua intenção de retratar o "mundo intacto", o mundo antes da intervenção humana e da "civilização", sua vocação para 'foto-antropólogo' ressalta.
Um excelente trabalho!

Sebastião Salgado: O drama silencioso da fotografia - TED TALKS 2013


essa história de vida vale a pena conhecer...
E vale a pena nos questionar como podemos fazer parte da reconstrução, uma vez que já temos sido tão eficientes na "arte da destruição".
Durante tanto tempo fomos parte do problema...
está na hora de começarmos a fazer parte da solução.
Durante tanto tempo fomos os carniceiros da maldição, os 'cavaleiros do apocalipse' para tantas criaturas magníficas, tão dignas dessa Casa quanto cada um que lê este texto!
Por milênios, fomos os mensageiros do caos e da desordem...
por um momento que seja, sejamos os agentes de alguma reconstrução. Olhe ao seu redor! O que VOCÊ pode fazer?




Outros vídeos:


O doutor em economia Sebastião Salgado somente assumiu a fotografia quando tinha uns 30 anos, mas a atividade tornou-se uma obsessão. Seus projetos de anos de duração capturam lindamente o lado humano de uma história global que muitas vezes envolve morte, destruição e ruína. Aqui, ele conta uma história profundamente pessoal da arte que quase o matou, e apresenta imagens espetaculares de seu trabalho mais recente, Genesis, que documenta um mundo de pessoas e lugares esquecidos.

PROJETO GÊNESIS: Entrevista de Lélia Wanick e Sebastião Salgado por Míriam Leitão

Conhece o Projeto GÊNESIS?

importantíssima entrevista realizada com os fundadores e responsáveis pelo fantástico Instituto Terra.

fundamental assistir! 

Ao invés de simplesmente lamentar pelo inferno que criamos,
façamos parte da 'reconstrução do paraíso' que queremos...






Gostaríamos que você fosse aceitável, respeitável, apresentável, um vegetal!





The Logical Song

When I was young
It seemed that life was so wonderful
A miracle, oh it was beautiful, magical
And all the birds in the trees
Well they'd be singing so happily
Oh joyfully, oh playfully watching me
But then they sent me away
To teach me how to be sensible
Logical, oh responsible, practical
And they showed me a world
Where I could be so dependable
Oh clinical, oh intellectual, cynical
There are times when all the world's asleep
The questions run too deep
For such a simple man
Won't you please, please tell me what we've learned
I know it sounds absurd
But please tell me who I am

Vivemos Dias Melhores! oh... sim!!!




veja o video aqui: https://www.youtube.com/watch?v=xE_dA479MCs

Better Days

Trust me, I can help you
Feel free, we can save you
Join us in the good life
And better days, better days

quais são os nossos limites?

Há um tempo atrás conheci a História de Jessica Cox. Ela nasceu sem braços devido a uma enfermidade congênita. Sofreu muito com esta situação quando criança. Entretanto, decidiu reverter seu papel de Vítima para um papel de Vencedora.
Acreditou em si, em sua Força e em suas Capacidades. Tomou a decisão de SUPERAR-SE.
Hoje é graduada em Psicologia. Escreve 25 palavras por minuto utilizando os seus pés. Seca seus cabelos, aprendeu a maquiar-se e trocar suas lentes de contato. Dirige carros e, pasmem: AVIÕES. Usando apenas os pés. É titular de permissões para dirigir sem restrições. Com 26 anos e 1,55 metros de altura é a primeira mulher piloto na história da aviação que pilota sem braços.
Esta mulher inspiradora e heroína para muitos irradia Felicidade e um grande senso de humor. Além de ser uma oradora motivacional ela também tem sido incentivadora na Rede Internacional de Crianças Amputadas nos últimos 5 anos. A Lição de Vida da Jessica é Geradora de Reflexão, Força e Motivação.
Suas atitudes de superação nos faz questionar os limites que estabelecemos para nós mesmos. Isto porque inúmeras vezes esquecemos QUEM SOMOS e do QUE SOMOS CAPAZES... Contabilizamos derrotas, fracassos, desilusões e entramos para o “piloto automático” que sempre nos sugere manter-nos em nossa “Zona de Conforto”.





segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Eckhart Tolle - Por que acontecem eventos sem sentido?

No pequeno trecho da interessante entrevista que você pode assistir abaixo, E. Tolle apresenta uma interpretação profunda e corajosa sobre qual seria a provável causa de certos eventos contraditórios, desagradáveis e até mesmo trágicos. De fato, na maioria das vezes, não conseguimos entender, ficamos confusos, intrigados e muitos até se revoltam ao se depararem com certos insólitos acontecimentos. 
Quando muito (mas nem sempre), a religião ou a ciência oferecem algum consolo... podem elas fornecer um lenitivo para a pobre alma aturdida, uma "razão lógica" ou uma "explicação dogmática". Em todo caso, quase sempre nada mais pode ser feito e a conclusão acaba sendo achada na própria resignação. A resignação acaba sendo a alternativa menos prejudicial para nossa própria saúde, considerando o fato evidente, mas nem por isso menos lamentável, de que nos achamos com frequência em um profundo grau de ignorância, principalmente no que se refere a quem somos e o que viemos fazer nesse mundo.
Tolle nos oferece aqui algo além do que a simples resignação. Acompanhem suas palavras "Por que acontecem eventos sem sentido?"



A respeito desta entrevista, Nando Pereira, em seu blog (http://dharmalog.com/) faz a seguinte reflexão:

Acho que não existe um ser humano sobre a Terra que não tenha feito essa pergunta a si mesmo (e/ou a outras pessoas) em algum momento da vida. Que diante de algum evento aparentemente incompreensível não tenha ficado perplexo com uma falta de sentido.
A resposta que Eckhart Tolle invoca o reconhecimento das limitações da mente humana para descobrir a resposta (leia-se: todo o conjunto de causas participantes de todos os eventos “individuais”), e também afirma a interdependência de todas as coisas, um conceito antigo bastante familiar ao Budismo e que recentemente vem sendo melhor compreendido por parte da ciência moderna.
Para o reconhecimento dos limites da mente, Tolle cita o exemplo do fragmento de uma quadro, dizendo que tentar entender o fragmento sozinho seria um equívoco. É imprescindível olhar a obra inteira para que se possa ter o entendimento real.
É importante também não fugirmos do questionamento dessas causas, apesar da dificuldade de encontrar todas as respostas. A fuga da reflexão pode significar uma negação do próprio sentimento desconfortável que pode ser experimentado quando um evento “ruim” acontece.

Sobre o Ego

O universo cometeu um erro ao criar o ego?


Temos podido vivenciar o grande estrago que o ego humano causa ao próprio ser humano, à sociedade, à natureza, ao planeta, etc. Temos podido comprovar o tamanho do problema, mas... o que temos feito para dar cabo dessa causa de inúmeros problemas?
O ego, entendido muitas vezes como sendo um tipo de 'entidade virtual' nascida da percepção da individualidade humana, é geralmente entendido como obstáculo à felicidade, além de causa principal do estado atual de adormecimento da consciência. Mas tampouco há consenso, seja entre as teorias psicológicas ocidentais, seja entre as escolas orientais. 
Eckhart Tolle apresenta no vídeo abaixo (“Sobre o Ego e a Queda”) uma interessante e polêmica tese a respeito do motivo da aparição do ego, que merece uma reflexão mais profunda:

“Embora sobre uma certa perspectiva o ego possa parecer insano, sob uma perspectiva mais elevada ele é normal e parte do processo evolutivo das espécies. É um estágio na evolução. Como estamos nos aproximando de um novo estágio na evolução, estamos começando a ver que o ego está perdendo completamente sua utlidade. Mas ele tinha sua utilidade. E só agora começamos a ver que ele é insano, porque estamos nos aproximando de um novo estágio na evolução humana.” ~ Echkart Tolle, em “Sobre o Ego e a Queda”

Assista ao trecho (15min) “Sobre o Ego e a Queda” abaixo.

 http://www.youtube.com/watch?v=oOHZR7pzg5M


Tradução e legendagem (embutidas) por Paulo Azambuja, a quem deixo meus agradecimentos pelo trabalho e pela disponibilização públicada.




fonte:
http://dharmalog.com/2013/12/19/queda-criacao-ego-nova-era-visao-eckhart-tolle/

domingo, 22 de dezembro de 2013

Paz: a mudança que começa em nós

“Não precisamos olhar muito longe para vermos exemplos de inquietação e conflitos, eles estão em nossas comunidades, sociedade, no mundo como um todo. Há um excesso de ansiedade e inquietação, e não é o que nós dizemos e queremos que fará com que isso mude, mas o que nós somos.
Ao invés de olhar à nossa volta e dizer que não há paz suficiente, precisamos olhar para dentro de nós e descobrir se temos ou não paz interior. Quando nós conseguirmos alcançar paz em nossa própria vida, então gradualmente a paz prevalecerá em nossa sociedade.

Você não gosta do lado sombrio de si mesmo

A não ser que você tenha nascido um iluminado (e neste caso, não estaria lendo esse blog ...rs...rs), as chances de você não gostar ou não ter gostado da sua sombra são de 100%. O trabalho de conhecer e aceitar e crescer com o próprio lado sombrio é geralmente uma consequência do trabalho esmerado e profundo sobre si mesmo, seja em terapia, em meditação, em outras práticas, ou tudo isso junto. Aqui, de novo, aparece nossa cultura que não vê valor algum em não rejeitar ou em aceitar algo “ruim”, “negativo”, traços de fraqueza ou maldade ou escuridão. É a sombra, como definiu Carl G Jung.
“A sombra é o lado da sua personalidade que você não quer que os outros vejam. Representa suas deficiências, suas falhas, suas motivações egoístas. A maioria de nós evita isso antes que qualquer um possa ver. Mas há uma coisa: a parte de você que é a mais escura tem a maior quantidade de coisas para lhe ensinar sobre seu propósito. Se descobrir seu propósito é realmente sobre autoconhecimento, sua escuridão lhe mostra onde você mais precisa crescer. Mais importante ainda, mostra de quem você mais precisa aprender. É das pessoas que você menos gosta que você tem mais a aprender sobre si mesmo. Mas a maioria ignora o lado sombrio. Em vez disso, você busca relacionamentos confortáveis que reforcem as imagens gastas e obsoletas de si mesmo.” (Shelley Prevost)







Você ignora a mente inconsciente


“No livro “The Social Animal”, David Brooks fala sobre o preconceito de nossa cultura que diz que “a mente consciente escreve a autobiografia da nossa espécie”. Assim como Brooks, acredito que nossa cultura tem um relativo desdém pela mente inconsciente e tudo que ela representa – emoções, intuição, impulsos e sensibilidades. Para descobrir nosso propósito, temos que estar confortáveis com nossa mente não-lógica. Você deve se acostumar em não ter as respostas. Você deve tolerar a ambiguidade e aceitar as lutas. Deve se permitir sentir – profundamente sentir. Planejar intelectualmente seu caminho em direção a uma vida com propósito não funcionará nunca. Mas isso é pedir demais para a maioria das pessoas. Elas vão negar, despistar, ridicularizar ou simplesmente ignorar. E essa é a razão pela qual a maioria de nós viverá sem saber qual o verdadeiro propósito.” (Shelley Prevost)
Parece lógico e sensato que deveríamos ter o controle de tudo (ou da maioria das coisas) e estarmos plenamente conscientes de todos os nossos passos e não sofrermos com fraquezas, nem obstáculos. Mas a vida simplesmente não é assim. 
“Há muito mais coisa entre o céu e a Terra, Horácio, do que imagina vossa vã filosofia”, já dizia Shakespeare. E a mesma coisa vale nosso universo interior. 
O ser humano é uma manifestação da forças e energias múltiplas, dinâmicas e inteligentes, e reconhecer e viver isso é apenas um dos passos no caminho do autoconhecimento e do próprio propósito. Não é a toa que várias técnicas terapêuticas levam em conta todo esse compêndio que a vida humana expressa, e é assim que buscam entender e curar e integrar o ser em si mesmo.



fonte:
http://dharmalog.com/2013/12/12/5-razoes-que-impedem-pessoas-de-descobrirem-sentido-maior-na-vida/

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

o que é sucesso? o que é satisfação?

“Melhor ter uma vida curta que está cheia do que você curte fazer do que uma vida longa gasta de um jeito miserável. E, no fim das contas, se você realmente gosta do que faz, não importa o que seja, você poderá eventualmente se tornar um mestre daquilo. A única maneira de se tornar um mestre em algo é você estar realmente naquilo
”. (...)

~ Alan Watts, em “What If Money Was No Object?”




“Nossa sociedade reduziu o sucesso a uma lista de itens a serem preenchidos: formar-se no colégio, conseguir um(a) companheiro(a), ter filhos, sossegar num caminho profissional bem definido e ficar ali até que os cheques da aposentadoria comecem a chegar. Esse caminho bem costurado coloca as pessoas na direção do conformismo, não do propósito. Estamos tão ocupados evitando medos auto-impostos de não sermos suficientemente (preencha aqui alguma qualidade) – espertos o suficiente, criativos o suficiente, bonitos o suficiente – que raramente paramos e nos perguntamos “Estou feliz e satisfeito? E se não, o que eu deveria mudar?”
Encontrar seu propósito tem a ver com ouvir essa vontade interior. No livro “Deixe Sua Vida Falar” (Let Your Life Speak), Parker Palmer diz que deveríamos deixar nossa vida falar a nós, e não dizer à vida o que vamos fazer com ela. Um chamado é apaixonado e compulsivo.

Começa com uma curiosidade (“Eu gostaria de tentar isso”) e então se transforma num mandato que você simplesmente não pode mudar. Um chamado não é um caminho fácil, e é por isso que a maioria de nós nunca o conhece.

Tememos o esforço, a idiotice, o risco e o desconhecido. Então escolhemos uma carreira porque preenche os itens que fomos convencidos a preencher.” (Shelley Prevost)

assista o video abaixo:
 

qual o valor da palavra?

Palavras versus Palavras

palavra: fantástica ferramenta, 
extraordinário instrumento...
de realização,
de desagregação,
gera ânimo e estímulo,
desânimo e bloqueio... 
palavras vibram, para o bem ou para o mal.

palavras são energias 
de quem as pronuncia.
energias de quem dá...
para quem as recebe.
palavra: energia do que se pensa e se sente.
por isso, palavras transformam...
mudam estados de certa coisa, 
de certa natureza, 
de certas pessoas, 
de certo modo, 
de algum modo. 
pessoas são matéria/energia, 
mas também palavras são matéria/energia...
energia afeta pessoas...

logo, palavras afetam pessoas.

palavra banalizada é débil, 
mas ainda assim gera efeito.
quão valiosa 
e útil 
e sagrada 
é a palavra!


silvio mmax.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

controlamos nossas vidas realmente?

Segue um trecho de uma entrevista com o famoso D. Godman, abordando o interessante tema da gratidão e do controle. Vale a pena ser lido com muita calma e reflexão. Serve como um desafio ao nosso conceito de fé e a nossa ideia do que seja uma oração eficiente.

“Todos pensamos que estamos no controle de nossas vidas, que somos responsáveis por nosso bem-estar e pelo bem-estar de quem depende de nós. Podemos reconhecer num nível teórico que Deus está no comando do mundo, que Deus faz tudo, mas isso não nos faz parar de planejar e esquematizar e fazer.

“Limpar a sujeira! Sujeira limpa!"

Havia um discípulo do Buda Shakyamuni chamado Cudapanthaka. Ele era estúpido a ponto de não conseguir memorizar o próprio nome.
Cudapanthaka se tornou discípulo do Buda, mas apesar de fazer o seu melhor sempre, a disciplina lhe era tão difícil que finalmente um dia decidiu sair. Quando estava saindo, Buda o chamou e o ordenou como seu discípulo direto, dizendo-lhe:
“Cudapanthaka, você vai ficar aqui e virado para o leste, recite repetidamente isto ‘Limpar a sujeira! Sujeira limpa! ’ enquanto limpa as mãos com este pano branco”.
Ele não conseguia sequer memorizar esta frase, embora ele tentasse de várias maneiras, enquanto ele limpava suas mãos. Assim muitos dias se passaram e o seu pano branco se tornou muito sujo por causa da sujeira de suas mãos. Ele então ficou chateado com a sujeira do pano e logo tentou lavar a sujeira muitas vezes, mas não conseguiu torná-lo branco como antes. Então ficou triste e preocupado. Foi até o Buda para pedir-lhe desculpas. O Buda lhe disse:
“O seu pano branco se tornou sujo por causa da sujeira de suas mãos, isto aconteceu pela sujeira de sua mente. Se isto é assim, como é que vai fazer?
“Cudapanthaka respondeu:
“Farei o meu melhor para limpar a minha sujeira e a sujeira de outros.” Ele começou a limpar tudo, o jardim, salão principal, instalações sanitárias, sapatos, bolsas, roupas e etc, enquanto ele recitava “Limpar a sujeira! Sujeira limpa!”
Outros discípulos notaram isso, mas continuavam tratando-o como um tolo. Um dia, alguns discípulos tentaram testar Cudapanthaka que ultimamente tinha conquistado boa reputação e lhe pediram para fazer um discurso para muitas pessoas.
No discurso, ele disse: “sou verdadeiramente uma pessoa tola. Por isso, não tenho quaisquer bons ensinamentos para pregar para vocês, somente aquilo que eu lembro e tenho praticado sob orientação do Buda. Gostaria de compartilhar isso, por favor, escutem, por favor".
Logo que ele falou isso, recitou lentamente com uma bela voz e suavemente.
“Limpar a sujeira! Sujeira limpa! Limpar a sujeira! Sujeira limpa!” 

Os discípulos que haviam tentado testá-lo ficaram muito impressionados com a profunda compaixão na sua voz e se desculparam com ele. Seu breve discurso foi concluído com aplausos.


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

é justo comparar o Brasil com outras nações e culturas?

O autor do artigo reproduzido abaixo, faz uma comparação estatística do Brasil com outras nações do mundo, como a China ou o Japão. Suas observações são muito interessantes e somos tentados a concordar com o subscritor em alguns aspectos.
Porém, refletindo criteriosamente, me pergunto: é justo comparar o Brasil com outras nações e culturas? Até que ponto podemos pegar dados numéricos crus e emitir um juízo para absolver ou condenar este ou aquele povo? Podemos sim afirmar, sem medo de errar, que nossas Saúde e Educação Públicas são sofríveis e que deixam muito a desejar. Contudo, é coerente fazer comparações e tirar conclusões utilizando meramente o método estatístico? Penso eu que toda comparação é odiosa. De qualquer modo, reproduzo o texto, pois a reflexão proposta é válida.

O grande pacto nacional pelo progresso

Por que o Brasil, com riquezas incontáveis e um povo excepcional, afável, criativo e trabalhador, não consegue se tornar um país desenvolvido

POR PEDRO VALLS FEU ROSA | 17/12/2013





Dia desses li que nos últimos anos a China acumulou US$ 2 trilhões em reservas estrangeiras. Gastou, apenas em 2008, US$ 52 bilhões em investimentos no exterior e separou US$ 265 bilhões para projetos de infraestrutura nos anos de 2009 e 2010 – isso corresponde aproximadamente ao PIB da Argentina.
O governo chinês anunciou que, até 2012, construirá 29 mil novos hospitais e postos de saúde – somente para fins de comparação, o Brasil possui menos de três mil hospitais públicos municipais, estaduais ou federais.

A vida só pode ser conhecida por um estado de não-mente

A vida é sempre nova, a mente é sempre velha. A vida nunca é velha, a mente nunca é nova. Por isso, as duas nunca se encontram, não podem se encontrar.

A mente se move para trás, a vida se move para frente. Assim, aqueles que tentam viver através da mente estão fazendo algo tão tolo que, no dia em que reconhecerem o que fizeram, não acreditarão que foram tão tolos, tão ridículos, tão absurdos.

A vida só pode ser conhecida por um estado de não-mente.

Meditação é isso: deixar a mente de lado, estar sem pensamentos, apenas ser, ficar em silêncio - nenhuma palavra se movendo na mente, nenhum trânsito, tudo está vazio, quieto, tranquilo. De repente você está em contato com a vida e descobre o tremendo frescor dela, um frescor que liberta.

Isso é Deus, isso é nirvana.

Viver a vida em sua plenitude, conhecer a vida em seu absoluto frescor é ser feliz, é estar em paz.

Osho, em "Meditações Para o Dia"

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

quem é você?

“Desde a infância as pessoas são ensinadas a procurar outras pessoas para se guiarem. As normas sociais são uma parte importante da infância – você imagina como deve agir em relação aos outros — mas o problema começa quando você estende esse processo e inclui algo tão pessoal quanto o propósito da sua vida. Algumas pessoas tem nossa confiança e a capacidade de nos ajudar a encontrar nosso real propósito único. Se você é uma dessas pessoas que tem essas companhias, você tem sorte! Mas a maioria das pessoas, mesmo as bem intencionadas, escolhem nos colocar dentro de compartimentos que fazem mais sentido pra elas. Para ganhar a aprovação delas, você se dispõe a entrar dentro do compartimento. Para manter a aprovação delas, você aprende a negar seguidamente quem você é. Em situações demais você vive num roteiro de outra pessoa”.
(Shelley Prevost)

Kierkgaard e o desespero




“A mais profunda forma de desespero é escolher ser outro que não a si mesmo.”

(filósofo existencialista Sören Kierkgaard  - 1813-1855)

domingo, 15 de dezembro de 2013

o que o indígena pensa do Brasil e da FUNAI?


Índios desafiam a Funai por novo modo de produção


Em conflito com produtores rurais e governo, indígenas querem plantar, garimpar e extrair madeira de suas terras, de modo comercial e sustentável. Mas enfrentam resistência, mostra reportagem da Revista Congresso em Foco

Lideranças indígenas e a Fundação Nacional do Índio (Funai) não falam a mesma língua. Enquanto a entidade defende projetos extrativistas que remetem à vida anterior à chegada do homem branco, os índios cobram acesso a tecnologias que lhes permitam comercializar seus produtos de maneira sustentável. Querem assistência técnica para melhorar a agricultura e explorar as riquezas que estão em suas terras, mas sem perder a sua identidade. É o que revela reportagem da mais nova edição da Revista Congresso em Foco.
Sem votos para sensibilizar a agenda dos políticos, os quase 900 mil índios brasileiros vivem na periferia dos indicadores sociais do país. A solução preservacionista oferecida pela Funai não agrada aos líderes indígenas. Eles querem plantar a terra, garimpá-la, extrair madeira. Tudo de maneira comercial e sustentável, exportando a produção com “selos verdes” se possível. Para o órgão do governo federal, no entanto, mesmo de maneira sustentável, não é possível permitir determinadas atividades.

Dostoiévski e a dor humana


A Filosofia ateísta de "Dr. House": uma ética e muitas reflexões

Para refletir...


Para quem acompanha ou acompanhou a série de TV "Doutor House", já deve ter se deparado com situações difíceis de se resolver, seja do ponto de vista humano e pessoal, seja do ponto de vista do interesse social, seja sob o ângulo do debate filosófico da Ética, ou simplesmente do ponto de vista moral religioso.

Será que damos valor demais à simpatia, à solidariedade e ao amor? Somos, na verdade, apenas animais egoístas, vis, que rastejam pela terra, em uma existência insípida? 

Henry Jacoby e William Irwin, na obra "House e a Filosofia - Todo Mundo Mente" (ed. Madras), analisam essas e outras questões filosóficas que surgem no decorrer da famosa série de TV que possui aficionados aos milhares pelo mundo todo. 

Em “House”, a conduta aparentemente antiética do protagonista, no esforço para salvar seus pacientes, frequentemente se opõe à lógica da “razão que determina a vontade” (do filósofo Immanuel Kant) ou simplesmente conflita com a moral hipócrita das pessoais. 

Sentimo-nos desconfortáveis com suas escolhas, reprovamos suas atitudes, mas simultaneamente celebramos sua genialidade e sinceridade. 

Será que o compromisso obsessivo com uma meta que se posicione acima da própria ética (o bem-estar do paciente) autoriza  desvios de conduta para atingi-la?

sábado, 14 de dezembro de 2013

Música: Serpent Power - Atman

Música: Serpent Power
Artista: Atman
Álbum: Eternal dance II
Gravadora: MCD world music
Componentes do grupo: Ratnabali Adhikari, MarcosSanturis, Krucis, Flávio Alarsa, Edgard Silva, George Mouzayek, Fathi Arabi, Marcelo Gallo, Victor Ruiz.

 fantástico!

doação de empresa a político

 

Ministro da CGU defende que STF derrube doação de empresa a político

 

 

 

 

STF deve decidir nesta quarta se empresa pode financiar campanha.
Doação de empresa é 'base da maioria dos casos de corrupção', diz Hage.



 O ministro Jorge Hage, da Controladoria Geral da União (CGU), defendeu nesta segunda-feira (9) que o Supremo Tribunal Federal (STF) derrube a permissão para que empresas privadas financiem candidatos e partidos políticos durante campanhas eleitorais. Para ele, as doações de pessoas jurídicas favorecem a corrupção.

números da questão ambiental

Alguns números que te farão ver a questão ambiental com outros olhos…

Publicado em Sustentabilidade
 
Fala-se tanto em Meio Ambiente e em preservação dos recursos naturais nos dias de hoje que a questão chega até a ser banalizada. Entretanto, será que mesmo sabendo de causas de nossos problemas ambientais, as pessoas contribuem de forma efetiva para conservação dos recursos naturais? Mais do que isso: será que procuramos nos informar devidamente sobre tal assunto? Digo, das consequências da inação ou da ação nociva ao meio que nos circunda?
Com intuito de contribuir à essa discussão, gostaria de tomar um pouco de seu tempo para listar algumas curiosidades um tanto impactantes sobre a situação em que nosso planeta se encontra e sobre impactos ambientais diversos advindos da ação antrópica.
Você sabia que…
- nas últimas três décadas foram consumidos 33% dos recursos naturais de todo o planeta?
- uma tonelada de papel reciclado poupa cerca de 22 árvores, economiza 71% de energia elétrica e polui o ar 74% menos do que se fosse produzido de novo?
- os Estados Unidos, com cerca de 5% da população mundial, consomem 30% dos recursos mundiais– 1 litro de óleo de cozinha usado despejado na pia chega a contaminar de uma só vez 1 milhão de litros de água, o suficiente para a sobrevivência de uma pessoa até os 40 anos?
- 75% das zonas de pesca do planeta estão sendo exploradas ao máximo, ou além da sua capacidade?
- é preciso cortar uma árvore de 15 a 20 anos de idade para produzir apenas 700 sacos de papel?
- 80% da cobertura vegetal original das florestas do planeta desapareceram?
- a natureza leva de 2 a 6 semanas para decompor um jornal, 1 a 4 semanas para as embalagens de papel, 3 meses para as cascas de frutas, 3 meses para os guardanapos de papel, 2 anos para as bitucas de cigarros, 2 anos para os fósforos, 5 anos para as pastilhas elásticas, 30 a 40 anos para o nylon, 200 a 450 anos para os sacos e copos de plástico, 100 a 500 anos para as pilhas, 100 a 500 anos para as latas de alumínio e um milhão de anos para o vidro?
– perdemos 2000 árvores por minuto na Amazônia, área equivalente à de um campo de futebol?
- diariamente cada um de nós é responsável pela produção de cerca de 1,3 kg de resíduos, o que ao longo de um ano são quase 500 kg
– a cada ano um automóvel produz, em média, quase quatro vezes o seu peso em dióxido de carbono?
E então, você já sabia de algumas dessas informações? E seus amigos, estão por dentro de tais dados? 


Fonte: http://www.portaldomeioambiente.org.br/noticias/sustentabilidade/7216-alguns-numeros-que-te-farao-ver-a-questao-ambiental-com-outros-olhos
Esse tal meioambiente.

BATRA fiscalizará licitação do DAE Bauru

publicado no Jornal da Cidade (Bauru) 12/12/13  - Política

6 entidades fiscalizarão licitação da ETE

Expectativa é de que edital seja publicado até a próxima semana; obra custará R$ 123,6 milhões com dinheiro federal

Vinicius Lousada com Nélson Gonçalves
A maior obra dos últimos tempos em Bauru deve começar no ano que vem. Repasses a fundo perdido de R$ 118 milhões do governo federal vão garantir a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). O edital de licitação será publicado na próxima semana, mas na edição de hoje do Diário Oficial o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) já nomeou os representantes de seis entidades que vão compor a comissão de acompanhamento da concorrência.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Mário Sergio Cortella - Qual a postura ideal do professor?



Açúcar: a droga mais perigosa do nosso tempo


"Açúcar é a droga mais perigosa do nosso tempo", diz especialista


.

em Saúde e Meio Ambiente

Para os apaixonados por doces, um alerta: “açúcar é a droga mais perigosa do nosso tempo”, de acordo com Paul van der Velpen, chefe do serviço de saúde de Amsterdã, na Holanda. Ele explica que o seu uso deve ser desencorajado porque é viciante e que os produtos açucarados deveriam vir com alertas de saúde, assim como os maços de cigarro. Os dados são do jornal Daily Mail.
Velpen afirmou que é "tão difícil de largar [o açúcar] quando o cigarro". Segundo ele, quando as pessoas comem gorduras e proteínas, param quando se sentem satisfeitas, mas, no caso do açúcar, ingerem por mais tempo, até que o estômago comece a doer.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

“os seis conselhos”, essenciais segundo o mestre Tilopa

Originalmente eram apenas seis palavras (sânscrito ou bengali), ditas por um mestre que viveu há mais de 1.000 anos, o célebre budista tântrico Tilopa (988-1069): 
O texto "Os Seis Conselhos", transformou-se em poema dirigido ao discípulo Naropa, mas que nos remete ao problema da atividade e do sofrimento mental.
Do sânscrito, traduziu-se para o tibetano e depois para o inglês (Ken MacLeod).

Considere que esses "conselhos" não são para serem tomados ao pé da letra. A ideia é que não pensemos nesses conselhos como uma lista de obrigações.
“O problema é nossa tendência de nos apegar ao que passou, o que acaba sendo a base de nosso pensamento e de nossas reações (Lama Shenphen Rinpoche). 
Então não baseie sua experiência de vida presente no que passou. 


OS SEIS CONSELHOS

Por Tilopa

(traduções de Ken MacLoad e Nando Pereira)



Não lembre;

Deixe o que passou;

Não fantasie;

Deixe o que pode vir a ser;

Não pense;

Deixe o que está acontecendo agora;

Não analise;

Não tente antecipar as coisas;

Não controle;

Não tente fazer as coisas acontecerem;

Descanse;

Relaxe, agora, e descanse.

FONTE:
http://dharmalog.com/2013/12/04/ou-seis-pontos-essenciais-ou-os-seis-preceitos-como-ensinados-pelo-mestre-budista-tilopa/