sábado, 15 de dezembro de 2018

quinta-feira, 19 de julho de 2018

vida material e vida espiritual

o lado material e o lado espiritual da vida


No mundo da Verdade não há dualidade (mas unicidade). A crença ortodoxa ensinada em nossa cultura nos diz: há um corpo físico e há uma mente, substâncias distintas, cuja interação não é satisfatoriamente explicada até hoje. 

Outro paradigma é pensar que não há separação entre 'vida material' e 'vida espiritual'... essa divisão é meramente didática, criada para facilitar o aprendizado de 'neófitos' como nós. Mas, no fundo, ambos os aspectos se fundem num todo único. Muito claramente se observa que um reflete o outro tão intrínseca e detalhadamente, que aquelas distinções, antes óbvias, vão se tornando cada vez mais questionáveis e até mesmo obsoletas em muitos casos...
Logo, faço um convite: ousemos por um momento, olhar o ser humano, seu corpo e sua mente, sua psicologia e sua fisiologia, ambos como um todo único!

Dando um passo adiante, pensemos agora a sociedade, o mundo, os animais, os vegetais, o planeta... tudo formando um organismo vivo único, uma unidade complexa.

Formamos uma unidade... em inúmeros sentidos. 
Quando um dos elementos (na aparência distintos, isolados, diferenciados) sofre um desequilíbrio, todo o organismo é afetado de algum modo...  Noutras palavras, todo 'indivíduo', como célula desse grande corpo, é afetado em maior ou menor grau, em maior ou menor intensidade.

Outro exemplo de que a aparente dualidade corpo/mente é de certo modo ilusória, são as doenças psicossomáticas, cujo rol, segundo o CID, aumenta a cada dia. Há não muito tempo apenas psicólogos abraçavam a tarefa de estudá-las. Hoje, tais enfermidades fazem parte obrigatória da formação profissional de qualquer médico, neurologista, fisiologista ou psiquiatra. E a cada dia que passa, mais pesquisadores vão desconfiando e descobrindo que enfermidades antes consideradas como de origem totalmente física (meramente 'biológica'), na verdade tem origem (ou ao menos influência) de 'mecanismos psíquicos'.



Você está sonhando ou está acordado, neste exato momento?


Le Lac de Come - Mme. G. Gallos by Glaucia de Paula Maximino

o sonho da prisão

“Não há necessidade de uma saída!
Você não vê que uma saída é também uma parte do sonho?
Tudo que você tem que fazer é ver o sonho como sonho.”

Sri Nisargadatta Maharaj (1897-1981), sábio indiano de Advaita Vedanta




“Auto-libertação é como estar preso em correntes de ferro em um sonho. Se você não sabe que está sonhando, seu cativeiro parece real, você acha que é real, e sua experiência parece confirmar que é real. 
Mas se você sabe que está sonhando, você sabe que as correntes não existem de verdade, e por isso você não está verdadeiramente preso por elas. A prisão de fato não existe. 
No sonho, nada precisa ser feito ou libertado — você é livre como você é. A experiência do sonho, mesmo que se pareça com uma experiência de prisão, está de fato auto-liberada.”
Khenpo Tsultrim Rinpoche, mestre tibetano de meditação budista (ktgrinpoche.org)

domingo, 8 de julho de 2018

Mooji: Por que Parece Tão Difícil Superar a Mente?

  

Por que Parece Tão Difícil Superar a Mente?

 


 

 

 

 

Tomaso Albinoni - Adágio em Sol Menor by Glaucia de Paula Maximino

Perhaps Love (John Denver) by Glaucia de Paula Maximino

Deu ruim... A culpa é de quem? ... o autocontrole e a vitimização, segundo Osho

Excelente reflexão de Osho sobre o problema do autocontrole, da vitimização, da liberdade, do carma... uma sábia análise sobre a origem dos nossos problemas de relacionamento.  
A questão da responsabilidade pessoal sobre tudo que nos acontece também é abordada aqui. Não somos sujeitos passivos que sofrem a ação do inferno e do céu, externos a nós mesmos... 
Tanto um, quanto o outro, não estavam aqui aqui no mundo antes de nós chegarmos. Eles acontecem porque estamos aqui!
Vale a pena ler:








Os hábitos obrigam você a fazer certas coisas; você é uma vítima. Os hindus dão a isso o nome de karma. Cada ato que você repete, ou cada pensamento — porque os pensamentos também são ações mentais sutis — fica cada vez mais forte. E então você fica sob o domínio dele. Fica preso ao hábito. Você passa a viver a vida de um prisioneiro, de um escravo. E esse aprisionamento é muito sutil; a prisão é feita de hábitos, de condicionamentos e de ações que você praticou. Tudo isso está em torno do seu corpo e você fica todo emaranhado, mas continua se fazendo de tolo, achando que é você quem está decidindo.

Quando fica zangado, você acha que é você quem decide ficar. 

Você racionaliza e diz que a situação exigiu esse comportamento: “Eu tive de ficar zangado, senão a criança ficaria malcriada. Se eu não ficasse zangado, as coisas dariam errado, o escritório ficaria um caos. Os empregados não ouviriam; tive de ficar zangado para pôr as coisas em ordem. Para colocar minha mulher em seu devido lugar, tive de ficar zangado.” Essas são as racionalizações — é assim que seu ego continua a pensar que você ainda está no comando. Mas você não está.

A raiva é fruto de velhos padrões, do passado. E, quando ela irrompe, você tenta achar uma desculpa para ela. Os psicólogos têm feito experiências e chegaram às mesmas conclusões que a psicologia esotérica oriental: o ser humano é uma vítima, não é senhor de si mesmo.

Os psicólogos deixaram as pessoas em isolamento, com todo conforto possível. Tudo o que lhes fosse necessário era proporcionado, mas elas não tinham contato nenhum com outros seres humanos. Viveram em isolamento numa cela com ar-condicionado — sem ter de trabalhar, sem ter nenhum problema, mas continuaram com os mesmos hábitos. Numa manhã, sem nenhuma razão — porque elas tinham todo conforto, não havia com que se preocuparem, nenhuma desculpa para ficarem zangadas —, um homem descobriu de repente que começava a sentir raiva.

Ela está dentro de você. As vezes, surge uma tristeza sem nenhuma razão aparente. E, às vezes, aflora um sentimento de felicidade, euforia ou êxtase. Um homem destituído de todos os relacionamentos sociais, isolado num ambiente com todo conforto, em que todas as suas necessidades são satisfeitas, passa por todos os estados de ânimo pelos quais você passa num relacionamento. Isso significa que alguma coisa vem de dentro e você a associa a outra pessoa. Isso é só uma racionalização.

Você se sente bem, você se sente mal e esses sentimentos borbulham da sua própria inconsciência, do seu próprio passado. Ninguém é responsável, exceto você. Ninguém pode deixar você zangado ou feliz. Você fica feliz por sua própria conta, fica zangado por sua própria conta e fica triste por sua própria conta. A menos que perceba isso, você continuará para sempre um escravo.

O domínio do seu próprio eu você conquista quando percebe: “Sou absolutamente responsável por tudo o que me acontece. Seja o que for que acontecer, incondicionalmente — sou inteiramente responsável.”

A princípio, isso o deixará extremamente triste e deprimido, porque, quando pode jogar a culpa nos outros, você fica tranquilo e certo de que não é você quem está errando. O que você pode fazer se a sua mulher está se comportando dessa forma tão desagradável? Você tem de ficar com raiva. Mas, veja bem, a sua mulher está se comportando dessa forma por causa dos seus próprios mecanismos interiores. Ela não está sendo desagradável com você. Se você não estivesse ali, ela seria desagradável com o filho. Se o filho não estivesse ali, ela seria desagradável com a pia cheia de louça; ela jogaria toda a louça no chão. Quebraria o rádio. Ela teria de fazer alguma coisa; esse sentimento afloraria nela.

Suas dores e alegrias... o que são?


Como as sementes…

por flaviosiqueira

Dores e alegrias, dias bons e maus, gratas e tristes surpresas, quem pode evitar? Melhor que cada experiência seja como uma semente e que cada semente encontre terra boa. Somos a terra e se soubermos acolher as sementes, mesmo as doloridas, adiante, árvores frondosas surgirão.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

E. Heller Op.45 n°16 by Glaucia de Paula Maximino

Lady "Di" - Paul De Senneville / Jean Baudlot by Glaucia de Paula Maximino

o que as pessoas dizem... e o que fazem...

O que as pessoas dizem, o que as pessoas fazem e o que elas dizem que fazem; são coisas inteiramente diferentes. (Margaret Mead)

My Life Is Going On / La Casa de Papel by Glaucia de Paula Maximino

All Of Me - John Legend / Toby Gad by Glaucia de Paula Maximino

“O Poder do Agora” - por Eckhart Tolle

O Poder do Agora [TRECHO]


-Por Eckhart Tolle

A palavra iluminação transmite a ideia de uma conquista sobre-humana – e isso agrada ao ego –, mas é simplesmente o estado natural de sentir-se em unidade com o Ser. É um estado de conexão com algo imensurável e indestrutível. Pode parecer um paradoxo, mas esse “algo” é essencialmente você e, ao mesmo tempo, é muito maior do que você. A iluminação consiste em encontrar a verdadeira natureza por trás do nome e da forma. A incapacidade de sentir essa conexão dá origem a uma ilusão de separação, tanto de você mesmo quanto do mundo ao redor. 
Quando você se percebe, consciente ou inconscientemente, como um fragmento isolado, o medo e os conflitos internos e externos tomam conta da sua vida. (…)Se você é governado pela mente, embora não tenha escolha, vai sofrer as consequências da sua inconsciência e criar mais sofrimento. Você vai carregar o fardo do medo, das disputas, dos problemas e do sofrimento. Até que o sofrimento force você, no final, a sair do seu estado de inconsciência.

“Enquanto não somos capazes de acessar o poder do Agora, vamos acumulando resíduos de sofrimento emocional. Esses resíduos se misturam ao sofrimento do passado e se alojam em nossa mente e em nosso corpo. Isso inclui o sofrimento vivido em nossa infância, causado pela falta de compreensão do mundo em que nascemos”.

Todo esse sofrimento cria um campo de energia negativa que ocupa a mente e o corpo. Se olharmos para ele como uma entidade invisível com características próprias, estaremos chegando bem perto da verdade. É o sofrimento emocional do corpo. Apresenta-se sob duas modalidades: inativo e ativo. 

O sofrimento pode ficar inativo 90% do tempo, ou 100% ativado em alguém profundamente infeliz. Algumas pessoas atravessam a vida quase que inteiramente tomadas pelo sofrimento, enquanto outras passam por ele em algumas situações que envolvem relações familiares e amorosas, lesões físicas ou emocionais, perdas do passado, abandono, etc. 

Qualquer coisa pode ativá-lo, especialmente se encontrar ressonância em um padrão de sofrimento do passado.Quando o sofrimento está pronto para despertar do estágio inativo, até mesmo uma observação inocente feita por um amigo ou um pensamento é capaz de ativá-lo.Alguns sofrimentos são irritantes, mas inofensivos, como é o caso de uma criança que não pára de chorar. Outros são monstros destrutivos e mórbidos, verdadeiros demônios. Alguns são fisicamente violentos; outros, emocionalmente violentos. Eles podem atacar tanto as pessoas à nossa volta quanto a nós mesmos, seus “hospedeiros”. Os pensamentos e sentimentos relativos à nossa vida tornam-se, então, profundamente negativos e autodestrutivos. Doenças e acidentes frequentemente acontecem desse modo. Alguns sofrimentos podem até levar uma pessoa ao suicídio.



a diferença fundamental entre prazer e felicidade


Últimos dias de Anastásia Kinski - Richard Clayderman by Glaucia de Paul...

Clássico ou popular? Eis a questão!

Horas Tristes (Nocturno) G. Metallo by Glaucia de Paula Maximino

meditação ativa


"Continue até que você se veja na pessoa mais cruel da Terra, na criança faminta, no prisioneiro político. 
Pratique até que se reconheça em todos no supermercado, na esquina, no campo de concentração, numa folha, numa gota de orvalho. 
Medite até que se veja numa partícula de poeira em uma galáxia distante. 
Veja e ouça com todo seu SER. 
Se você estiver totalmente presente, a chuva do Dharma vai irrigar as sementes mais profundas da sua consciência, e amanhã, enquanto você estiver lavando os pratos ou olhando o céu azul, aquela semente vai germinar, e o amor e a compreensão vão aparecer como uma linda flor".
— THICH NHAT HANH, em 'Teachings on Love' (via Wake Up London)

Rendez Vous - J. M. Jarre by Glaucia de Paula Maximino

Não perca tempo - Mooji

Vale a pena ler esta interessante reflexão de :

Existem algumas mensagens que você encontra em praticamente todas as escolas. Uma delas é “não perder tempo” no caminho do autoconhecimento.  

Dilgo Kyentse Rinpoche (1910-1991) dizia: não esqueçamos “quão rápido a vida se vai, como um flash de relâmpago no verão ou o aceno de uma mão”. Ele também insistia para que não perdêssemos “um único momento”.  
Robert Adams (1928-1997), professor yogue, também lembrava para “não perdermos tempo com frivolidades”. 
O grande mestre Zen Dogen (1200-1253) escreveu: “Desperdiçar a passagem do tempo é estar confuso e sujo no flutuante mundo do nome e do ganho”.

O jamaicano mestre de Advaita Mooji enfatiza a necessidade de dedicar tempo a descobrir a verdade, mas sem se perder no caminho, sem ficar buscando pra sempre no que poderíamos chamar de um perambular em círculos por escolas, práticas e mestres infinitamente, numa espécie de “samsara espiritual”. 

No vídeo abaixo, de onde foi transcrito o trecho abaixo, ele explica a dedicação, o uso do tempo e a necessidade do interesse verdadeiro na busca.


“Muitas pessoas começam (a busca) e nunca vão realmente até o fim. Eles começam e se confundem, vão em outras direções… Aí, você os encontra meses ou anos depois… Você os vê e parece que eles retrocederam. Não há nada neles: não há fogo, atração, presença ou poder. (…) Não perca tempo! Você não tem que passar a vida toda buscando se você tem a oportunidade de encontrar aquilo que procura. Você entende? Isto é auspiciosidade. Isso é dignidade, se quiser definir assim. 

Eu lhe digo: “Olha, eu escondi dinheiro nessa sala – você não tem dinheiro -, somente nesta sala. Encontre-o e vá.” 
E, então, eu volto duas semanas depois e você ainda está procurando… Brincando com o telefone… Você não está procurando, você está interessado em outra coisa. Você quer um telefone, você não está buscando. Isso é o que acontece com essas pessoas. Elas não estão realmente buscando. Elas dizem: “a Verdade é tão misteriosa…”, mas isso é uma bobagem. Você é a Verdade, é muito simples. A verdade é que elas não querem saber disso.”
Mooji

Eis o vídeo completo com Mooji — legendas em português disponíveis nos controles  de Closed Captions (CC) e Configurações, na base do vídeo:

Don't waste time!

 

fonte: http://dharmalog.com/2017/06/08/mooji-nao-perca-tempo/

David Jalbert - Souvenirs D'Enfance by Glaucia de Paula Maximino

meditação? acontece!

A meditação é um acontecimento, esse é o primeiro ponto. O segundo é, a meditação não exige esforço. A chave para a meditação é a não exigência de esforço. Não é fazer alguma coisa, mas não fazer nada, que é meditação. E criar uma condição onde você possa realmente não fazer nada é tudo o que é importante para examinar.
~Sri Sri Ravi Shankar

Melô do Piano - Bebu Silvetti by Glaucia de Paula Maximino

Game Of Thrones - Ramin Djawadi by Glaucia de Paula Maximino

o sonho da vida e a crença do sonhador

“O segredo da salvação é esse: que você está fazendo isso sobre si mesmo. Não importa a forma do ataque, isso continua sendo verdade. Quem quer que assuma o papel do inimigo e do atacador, ainda é esta a verdade. Qualquer que parece ser a causa de qualquer dor e sofrimento que você sente, isso continua verdade. Porque você não reagiria aos personagens em um sonho se soubesse que você estava sonhando. Deixe-os ser tão odiosos e viciados quanto possam ser, eles não podem ter nenhum efeito em você a não ser que você falhe em reconhecer que são seu sonho”.
Helen Schucman (1909-1981), co-autora de Um Curso em Milagres, Cap. 27

Bem-te-vi Atrevido / Lina Pesce by Glaucia de Paula Maximino

Universos sobre pernas - Flávio Siqueira

ótima reflexão de Flávio Siqueira, a qual reproduzo abaixo:

Universos sobre pernas

Nesse espaço infinito que chamo de universo, entre galáxias, planetas, cometas chocando-se, estrelas que nascem e morrem, entre o mistério em constante movimento há um micro cosmos caminhando sobre pernas. Sou espaço que se reconhece como indivíduo, maravilhado por fazer parte de algo que não posso nominar.
Sinto-me incapaz de entender o cosmos que sou e isso me inquieta. Em que tipo de universo vivo? Que universo sou? Recorro à fresta da ciência, há tantos limites. A filosofia me ajuda na busca por significados, mas em cada resposta novas perguntas, tantas, tantas, tantas, novos dilemas, paradoxos que me mantém em movimento.
Movimento-me. Vivo no tempo que sei relativo. Grita em mim o contraste entre o eterno que habita este vasto espaço contido em um corpo, templo do que não cabe na cronologia que modifica meus traços, meus pensamentos, o mundo que me veste.  Modifico-me e mal percebo.
Sobre a janela anseio respostas. Suspiro com saudade da casa que desconheço. Suspiro. Deixo que os olhos passeiem entre o horizonte e as estrelas, que descansem sobre o teto escuro da noite na Terra e se percam, ultrapassam camadas de ar, de gases, de verdades, de crenças e se percam...
Agora tudo é silêncio. Possibilidades. Vagando, deixei de saber. Encanto, universos que se encontram, galáxias infinitas, não posso calcular, os fenômenos geram explosões devastadoras, mundos que nascem e morrem contemplados pelo silêncio do abismo em movimento, voraz em sua lógica caótica, promotora de vida, de morte, de espantos.
Sou além grão de poeira das estrelas. Forma que temporariamente assume alguma consciência e depois vai, vira outra coisa, reintegra-se ao mistério.
O corpo onde não caibo perderá a forma. Universo decantando-se em outros universos, assumindo múltiplas paisagens, outros mundos que se desfazem.
Cada expressão de consciência é parte de uma única mente. Fragmentos do absoluto reconhecendo-se entre o lapso de vida e morte, caminhando em busca de significados, esforçando-se para permanecerem, relutando em ir.
Mas talvez o único jeito de permanecer seja colocando-se no fluxo do movimento que não cessa, que modifica todas as coisas, que nos desfaz, quem sabe, para lembrar que somos parte do todo e que o todo se reconhece ao nos reconhecermos.
Somos consciências do universo. Mistérios aculturados contidos em identidades que anseiam pelo céu.
O céu, abrigo de mistérios indecifráveis, contemplados em nossas frestas, expressões simétricas dos mundos que habitam esse espaço que sou, universo que caminha sobre pernas.

o perfeito é desumano


quinta-feira, 5 de abril de 2018

portal da transparência e cidadania

O valor do portal da transparência para o exercício da cidadania


Olá, meu caro leitor! 

Hoje vamos conhecer um pouco mais sobre a importância do portal da transparência para o exercício da cidadania consciente.

Você sabia que todos os agentes políticos são funcionários públicos e, como tais, têm todos eles, a obrigação de ampliarem cada vez mais a divulgação das ações governamentais?
É isso mesmo! Essa regra vale tanto para o prefeito, como para o governador; tanto para o o presidente da República, como para vereadores e deputados!
 
É assim, com esse amplo acesso, que vamos conseguir não só o fortalecimento da democracia, como também valorizar cada vez mais nossa própria cidadania. 

Conhecimento é poder!

A ideia é essa! Quanto mais conhecimento temos, mais podemos influenciar nas decisões políticas que nos afetam. 
A ideia é passar a ter mais controle sobre nossos governantes e representantes nas câmaras dos deputados e vereadores. Isso não seria bom?
Funciona assim: quanto mais bem informado está o cidadão, melhores condições ele tem de participar dos processos decisórios e de apontar eventuais falhas e desvios de finalidade.
É a transparência das contas públicas que possibilita não só mais controle, mas também aumentar a eficiência da gestão pública, além de contribuir para o combate à corrupção. 
Para alcançar essa realidade, todos os governos - federal, estadual e municipal- são obrigados por lei a oferece aos cidadãos um portal na internet que possibilita o acompanhamento da execução financeira dos seus programas e ações: é o Portal da Transparência.

Por meio deste portal, qualquer cidadão pode ser um "fiscal" da correta aplicação dos recursos públicos, sobretudo no que diz respeito às ações destinadas a sua própria comunidade. 
No Portal, você encontra informações sobre os recursos públicos federais transferidos a Estados e Municípios, além daqueles recursos transferidos diretamente aos cidadãos, como é o caso da “Bolsa-Família”, por exemplo. 
Também estão disponíveis dados sobre os gastos realizados pelo governo em compras ou contratação de obras e serviços.Por exemplo, se seu prefeito ou governador, vereador ou deputado, tiver algum gasto com diárias, combustível para veículos públicos, material de escritório e de limpeza, ou outros serviços, tem que estar tudo lá, publicado e bem explicadinho prá você e qualquer um de nós entender. 
No Portal pode-se consultar também qual foi o valor repassado pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB), do Ministério da Educação, para qualquer Município do País ou mesmo quem são os beneficiários do “Bolsa-Família”, quanto receberam e em quais meses!
Além disso, no portal da transparência, você também pode saber quanto recebe cada funcionário público, seja ele municipal, estadual ou federal, incluindo os vereadores, prefeitos, deputados e assim por diante, até o presidente da república. 

Então, o que você está esperando? Vá lá conferir! 
Cada cidade, Estado, além do governo federal, tem que ter e manter atualizado o seu próprio portal. Sim, devem mantê-los atualizados e funcionando 24 horas por dia!

Se você tem alguma dúvida ou quer fazer alguma sugestão de assunto para tratarmos aqui, deixe seu comentário aqui ou envie um email prá nós! O endereço é: oficinadefilosofia1@gmail.com

terça-feira, 3 de abril de 2018

Millôr Fernandes e a mordomia

a armadilha do intelecto

“Uma das grandes armadilhas que temos no Ocidente é nossa inteligência, porque queremos saber o que sabemos. A liberdade nos permite sermos sábios, mas não podemos saber sabedoria. Devemos ser sabedoria. Quando meu guru queria me colocar pra baixo, ele me chamava de “esperto”. Quando ele queria me recompensar, ele me chamava de “simples”. O intelecto é um lindo servo, mas um terrível mestre. O intelecto é uma ferramenta poderosa para a nossa separatividade. 
O coração intuitivo e compassivo é a porta para nossa unidade.”

— RAM DASS, “Words of Wisdom” (20/08/2017)

o que é que faz sentido?

Nada faz sentido

by flaviosiqueira
Nada na vida faz sentido. Entre dores e alegrias, projetos, ambições, sonhos, relacionamentos seja no nível que for. Não faz sentido crer, doar, querer, fazer, ir onde quer que seja. Acordar cedo e sair da cama com sono pra quê? Deus? Por que? Conhecer, importar-se, descobrir, planejar… 
Entre o nascimento e a morte não há nada que faça sentido. A não ser que haja amor.



conselhos municipais e cidadania participativa - parte II

Olá! 
Como prometi, hoje vamos conhecer um pouco mais como é que se exerce a cidadania consciente por meio dos importantíssimos conselhos municipais:
Bom... Nessa altura, você já sabe que é nosso papel, como cidadão, acompanhar as contas públicas e o modo como o dinheiro dos impostos é aplicado, não é?
Isso não é nenhum favor do prefeito ou do vereador. Poder conhecer como os nossos impostos são/serão/foram aplicados é um direito elementar da cidadania e um pilar da aplicação do conceito de "responsabilidade social".

Cabe sim a cada cidadão reivindicar e participar ativamente das decisões...

...Decisões que emanam de nossos governantes e legisladores. Tais decisões afetam diretamente como, onde e quando tais recursos públicos (arrecadados por meio das dezenas de tributos) serão efetivamente aplicados.

O controle não deve se reduzir à mera fiscalização. 

 Quando a atuação do prefeito ou dos vereadores não está atendendo às expectativas dos moradores do seu bairro ou da cidade em geral, seus cidadãos podem e devem pressionar o poder público para que haja transparência em seus atos, para que haja condições mínimas de avaliar o desempenho do prefeito e dos vereadores. 
E é aí que entram os conselhos municipais, sobre os quais já falamos um pouquinho.

Como funcionam os Conselhos Municipais?

Os conselhos municipais realizam reuniões mensais e até mesmo conferências periódicas, com o objetivo de avaliar e apresentar novas diretrizes e soluções para o pleno funcionamento das políticas públicas de seus municípios. 
Há conselhos com distintas características. Querem ver?
Há conselhos de caráter FISCALIZADOR... Neste caso, eles podem fiscalizar as contas públicas e emitir pareceres;
Noutros casos, os conselhos podem ter caráter DELIBERATIVO:  Isso significa que podem tomar decisões e influenciar na gestão dos projetos aprovados pelo prefeito e pela câmara;
Há, contudo, conselhos meramente CONSULTIVOS: neste caso, eles têm apenas a responsabilidades de julgar determinado assunto que lhe é apresentado, segundo os estritos limites de suas atribuições;
Os conselhos também podem ter caráter NORMATIVO, ou seja: podem criar normas, apresentar projetos de lei, bem como reinterpretar as normas vigentes;

Há ainda conselhos de caráter PROPOSITIVO: neste caso, eles são incumbidos de propor diretamente ações ao Poder Executivo.

E aí? 

Que tal ser um dos conselheiros do prefeito e dos vereadores de sua cidade?

Se você tem alguma dúvida, ou quer fazer alguma sugestão de assunto para tratarmos aqui, deixe uma mensagem aqui ou envie um email prá nós: oficinadefilosofia1@gmail.com

conselhos municipais e cidadania participativa


 Olá, meus caros leitores!
Hoje vamos investigar qual a relação entre o exercício da cidadania e a existência dos chamados "conselhos municipais":

O que é um conselho municipal? como ele funciona? 

Como você pode fazer parte de um conselho e acompanhar de perto a administração da sua cidade?

Acredite! Os conselhos são ótimas ferramentas de fiscalização. 
Os conselhos são instituições paritárias, isto é, metade de seus representantes, pelo menos, é eleita pela comunidade e a outra metade, nomeada pelo Poder Público.
Isso significa que sim, VOCÊ pode fazer parte de um destes conselhos. 
Esses conselhos municipais fazem parte do conceito moderno de controle social:
É a participação do cidadão na gestão pública. Por meio deles é que podemos efetivamente praticar a prevenção da corrupção. É por meio deste mecanismo que podemos fortalecer nossa cidadania.
Este controle social é um complemento indispensável ao controle institucional (o qual já é exercido pelos demais órgãos fiscalizadores previstos na Constituição).
É isso mesmo! Você não precisa ser promotor de justiça, nem político, nem fiscal do Tribunal de Contas para fiscalizar e influenciar na execução de melhorias em sua cidade.
Veja só alguns exemplos de conselhos do qual você pode fazer parte:
- Conselho Municipal de Alimentação Escolar,
- Conselho Tutelar, 
- Conselho de Saúde,
- Conselho do Meio Ambiente,  
- Conselho de Controle Social do Bolsa Família,
- Conselho de Assistência Social, 
- Conselho Dos Direitos da Criança e do Adolescente, 
...e ainda há outros, muitos outros!
Vale lembrar que se o seu município não tem algum desses conselhos, você mesmo pode organizar sua comunidade e atuar junto ao prefeito e vereadores para que sejam criados. 

Você sabia que a inexistência de alguns desses conselhos impede o repasse de recursos do Governo Federal para Estados e municípios?
Então, procure na prefeitura ou na câmara dos vereadores de sua cidade, informações sobre o funcionamento destes conselhos aí onde você mora. 
Cada conselho funciona de um modo diferente e vale a pena conhecer como funcionam.

Noutra oportunidade, vamos falar mais sobre que funções um conselho municipal pode ter e como eles podem interferir na qualidade dos serviços públicos em SUA CIDADE.

E lembre-se!! 
As reuniões dos conselhos são públicas e a pauta deve ser divulgada com antecedência para permitir a participação de todos os interessados.
Conheça os conselhos de seu município e acompanhe a aplicação de recursos públicos que são administrados por eles.

Se você tem alguma dúvida, ou quer fazer alguma sugestão de assunto para tratarmos aqui, envie uma mensagem ou email prá nós! 
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sexta-feira, 2 de março de 2018

Intransigências revelam quem somos

Intransigências

 

Flávio Siqueira

 

Intransigências revelam quem somos.
O ser moralista, dedo em riste, expõe seus conflitos e contradições, tentando compensar na imagem, o descompasso de dentro. Defendendo raivosamente “a família” e os “bons costumes” expõe seu íntimo, seus conflitos, contradições, o descompasso de dentro.
Pior ainda quando o radicalismo é institucionalizado e vira bandeira ideológica.
Seja em “donos da verdade” que atacam e se colocam como “reserva moral”, ou movimentos que reclamam ser "sociais", se articulam cheios de ódio, tentando impor o que só pode ser compreendido em consciência. Ódio em nome da consciência.
Sem consciência, resta apenas a casca, os discursos, a aparência, os gritos, o avesso. Auto-afirmam-se no que acusam. Se confessam no que combatem.
O ódio nasce das paixões. Abominação se vincula a admiração. Perseguições são confissões de quem combate no outro o que identifica em si mesmo, mas não tem coragem de encarar.
O avesso da imagem de fora, da cara para consumo externo, da aparência que só convence quem não quer ver. Proferiu sua própria condenação.
É preciso enxergar-se, nem que seja apenas por auto preservação.

quinta-feira, 1 de março de 2018

nenhum pensamento mora de graça...

Eis acima uma breve citação que pode encerrar múltiplos e profundos sentidos que se complementam...
Vamos refletir:
- Nenhum pensamento ou emoção é percebido (em nossa consciência de pensador) aleatoriamente ou sem motivo;
- Detalhe importante! Nenhum pensamento ou emoção se demora (nem se sustenta) em nossa psique sem um bom salário, sem boa "nutrição", sem uma boa acolhida;
- Mais importante ainda: Nenhum pensamento ou emoção permanece em nós por muito tempo sem que tenha conseguido se aninhar (ou se esconder) junto a outros sentimentos e pensamentos semelhantes que já estavam lá, antes dele (mesmo que não tenhamos a menor consciência prévia disto);
E agora, a parte mais interessante e paradoxal:
- Nenhum pensamento ou emoção reside em nós sem consequências, sem consumir boa ração, sem condicionar fragmentos de consciência, sem condicionar o comportamento do seu "hospedeiro".
- Nenhum pensamento ou emoção permanece em nós sem nossa atenção (positiva ou negativa) e consideração...

Em síntese: 
acolhemos, nutrimos e valorizamos certa emoção ou pensamento, porque cremos em sua realidade interior, cremos que ele(a) realmente faz parte de quem somos... 
Sim, nós nos identificamos com o pensamento e com a emoção, a ponto de acreditarmos sinceramente que "ele" somos nós mesmos, "falando" dentro de nós. 

dica n. 1: não confie em seus pensamentos;
dica n. 2: não os leve tão a sério; 
dica n. 3: não lhes dê mais valor do que realmente eles têm, pois quase sempre eles se mostram inúteis ou até prejudiciais.

Dicas de Eckhart Tolle sobre o Poder do Agora - I

PENSAMENTOS SELECIONADOS DE ECKHART TOLLE

O momento presente é a coisa mais preciosa que existe
As pessoas não percebem que agora é tudo o que é, não existe passado ou futuro exceto como uma memória ou antecipação em nossas mentes.
O passado te dá uma identidade e o futuro mantém a promessa de salvação ou de preenchimento na forma que for. Em ambos os casos o que temos é ilusório.
O tempo não é precioso de maneira alguma, porque é uma ilusão. O que você percebe como precioso não é o tempo mas o único ponto que está além do tempo: agora. Isto é de fato precioso. Quanto mais você estiver focado no tempo — passado ou futuro — mais você vai perder o agora, a coisa mais preciosa que existe.
Não deixe um mundo doente dizer pra você ter sucesso em outra coisa que esteja além do momento presente.
A maioria das pessoas nunca está presente completamente no agora, porque inconscientemente as pessoas acreditam que o próximo momento deve ser mais importante do que este. Mas assim você perde a vida inteira, que nunca é não-agora.
Assim que você começar a honrar o momento presente, toda a infelicidade e luta se dissolve e a vida começa a fluir com contentamento e facilidade. Quando você age a partir da consciência do momento presente, o que quer que você faça fica imbuído com um sentimento de qualidade, cuidado e amor — mesmo a mais simples ação.

Aonde você estiver, esteja totalmente presente
Aonde você estiver, esteja totalmente presente. Se você acredita que o aqui e o agora são intoleráveis e te trazem infelicidade, você tem três opções: retirar-se da situação, mudar a situação ou aceitá-la totalmente. Se você quer ser responsável por sua vida, você deve escolher uma dessas três opções, você deve escolher agora. Então aceite as consequências.