Mostrando postagens com marcador ÉTICA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ÉTICA. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

a descartável ética de cada dia



Podemos viver em sociedade descartando a ética?


Olá! 
Hoje quero falar com vocês sobre ÉTICA!
Hoje em dia todo mundo fala em ética profissional, em ética na política, em ética nos relacionamentos, mas...

Você sabe mesmo o que é ética?

Ética quer dizer o conjunto de princípios que vão orientar nosso comportamento em grupo, em sociedade.
Ou seja, é a ética que nos mostra como é possível definir bons e maus comportamentos.
Isso vale para nossos relacionamentos familiares, profissionais. A ética serve para o patrão, serve para o empregado, serve para o cliente, enfim... ninguém escapa, desde que dotado de consciência e discernimento mental sobre o mundo em que vive.
Ética serve para o povo e serve para quem serve o povo, ou seja, para os políticos e demais funcionários públicos.
Numa sociedade democrática, não há ética sem respeito.
Também não haverá ética sem igualdade. Igualdade que não é entendida aqui no sentido cultural, já que todos somos "diversos" culturalmente falando.
A igualdade a qual nos referimos aqui é a igualdade jurídica, aquela que define os mesmos direitos e deveres para todos... para todos os detenham as possibilidades biológicas de desempenho e desenvolvimento.

E sem a ética? 

Sem ela, nossa sociedade seria caótica, já que cada um, independente do poder político, econômico ou da força física que detivesse, poderia fazer o que bem entendesse. Evidentemente, os mais fortes ou mais poderosos poderiam escravizar, abusar e explorar os mais fracos, sem qualquer consequência e a seu bel prazer.

Mas não é assim... não deve ser assim. Sabemos todos que uma ação boa gera boas consequências. A ação ruim vai gerar más consequências! É isso que nos ensina a Ética, e depois a lei.
É a ética que deveria nortear a criação das leis, mas nem sempre, ou quase nunca isso acontece.
É a ética que deve nortear a criação das políticas públicas, a criação e aplicação dos projetos políticos nas diferentes áreas vitais de uma sociedade, da Educação e da Saúde Pública até o Saneamento básico e a Segurança Pública... Mas quase nunca isso acontece.

Sem a ética, voltamos à Idade da Pedra, onde vale a vontade dos espertalhões. Aliás, tem dias que temos a impressão que ainda não saímos de lá...
Uma sociedade que se diz civilizada, valoriza a ética! Valoriza a ética nas mínimas ações do cotidiano.
Assim, quem valoriza a ética, valoriza sim seu bem estar, mas também e principalmente o da coletividade.

E como fazemos isso? 

Podemos começar dentro de casa, respeitando aqueles que estão mais próximos de nós.

Depois, respeitando quem encontramos pelo nosso caminho, não nos apossando daquilo que não nos pertence, respeitando os demais no trânsito, no supermercado e demais espaços públicos...

Respeitando o outro, como a gente gostaria de ser respeitado. É simples!

Não se constrói uma nação sem ética. 
Que tal começar fazendo a nossa parte?

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Bom Dia Top Entrevista Silvio Motta 27-março-2017

Com as adulterações de alimentos no país, o Bom Dia Top recebeu o professor de filosofia Silvio Motta, que falou sobre ética e como agir no dia a dia... 

Na entrevista, você encontrará conteúdos de Ética (Filosofia), Cidadania, Antropologia e Sociologia, versando sobre temas da atualidade.

 

terça-feira, 7 de março de 2017

Estratégias para a vida: Zygmunt Bauman

Entenda um pouco da obra deste que é um dos mais influentes intelectuais do nossos tempos. 

Você já ouvir falar em "modernidade líquida"?
Mas, afinal, podemos "beber" a modernidade? Como é que se pode "deglutir" a modernidade, diariamente?
mas... 

e se puser açúcar, fica mais gostoso? 😉

Além da entrevista com Zygmunt Bauman, você poderá também acompanhar trechos da série "O diagnóstico de Zygmunt Bauman para a pós-modernidade" (com Luiz Felipe Pondé, Franklin Leopoldo e Silva, Frank Usarski e Caterina Kolta)

sábado, 27 de junho de 2015

documentário Ouro Azul: Guerras pela água do mundo

assista o filme no link: https://www.youtube.com/watch?v=mQyoUDfhFVo



Ouro Azul: Guerras pela água do mundo - 

Blue Gold: World Water Wars (2008) 

Em todos os recantos do mundo, poluímos, desviamos, extraímos e esgotamos exponencialmente, com o crescimento populacional e tecnológico, as nossas limitadas reservas de água potável.
O desenvolvimento excessivo e desenfreado da agricultura, construção e indústria, aumenta a procura por água potável para além do fornecimento finito, resultando na desertificação da Terra.
Gigantes empresariais obrigam os países em desenvolvimento a privatizarem o seu fornecimento de água potável em troca de lucro.
Investidores de Wall Street apostam em esquemas de dessalinização e exportação de grandes quantidades de água. Governos corruptos utilizam a água para proveitos políticos e económicos. Emerge um controlo militar da água, novos mapas geopolíticos e formas estruturais de poder, montando o palco para a guerra pela água no mundo.
Seguimos inúmeros exemplos no mundo de pessoas que lutam pelo direito básico à água, desde casos em tribunal, revoluções violentas, convenções da ONU para rever constituições e até protestos nas escolas.
Como afirma Maude Barlow: "Esta é a nossa revolução, esta é a nossa guerra".
Cruzou-se uma linha no momento em que a água se tornou numa mercadoria.
Iremos sobreviver?"
 

 disponível também no link: https://vimeo.com/25954909

 

sábado, 14 de março de 2015

Consciência Política: ENTENDA!

Voto de protesto? Voto nulo? Voto branco? Deixar de ir à urna?
Entenda de uma vez por todas as consequências da não participação política!

 

 


Palestrante: Luciano Olavo da Silva (batra.org.br)


Produtora: MUVfilms.com.brConsciência

quarta-feira, 4 de março de 2015

Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas

Sua participação é muito importante!!
Conheça esse projeto!
O projeto de iniciativa popular da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas apresenta uma proposta de representação política mais identificado com a maior parte da sociedade.
Os quatro pontos principais desta proposta são:
  1. Proibição do financiamento de campanha por empresas e adoção do Financiamento Democrático de Campanha;
  2. Eleições proporcionais em dois turnos;
  3. Paridade de gênero na lista pré-ordenada;
  4. Fortalecimento dos mecanismos da democracia direta com a participação da sociedade em decisões nacionais importantes;
Se pararmos para pensar um pouco vamos perceber que a baixa qualidade do transporte público, a crescente violência urbana, a deficiência na educação, a precariedade da saúde pública, a carência de esporte e lazer para a juventude e a falta de terra para os trabalhadores que precisam são alguns dos inúmeros problemas sociais que a sociedade brasileira sofre há muito tempo.
Por que tais problemas nunca são resolvidos? Porque a solução deles depende da aprovação de muitas reformas como a reforma urbana, a reforma agrária, a reforma tributária e a reforma política. Todas elas precisam ser aprovadas no Congresso Nacional do Brasil.
Mas o Congresso impede que tais reformas sejam aprovadas. Isto porque parte dele representa os interesses de uma pequena parte da sociedade que financia as campanhas eleitorais, ou seja, de algumas poucas empresas. Assim, as necessidades da maior parte da população nunca são atendidas de verdade.
É isso que causa grande parte da corrupção política gerando inclusive a atual crise de representatividade no País. Só com uma Reforma Política Democrática será possível superar tais problemas que degradam a democracia brasileira.
Entre no site abaixo indicado e participe!


sábado, 28 de fevereiro de 2015

O Manifesto dos Inúteis




O Manifesto dos Inúteis

e o medo de impeachment no Brasil

 
A exemplo do infeliz e ridículo manifesto ideológico "Pelo Direito de Manifestação, Pelo Direito de Ir e Vir”, lançado por certos ‘intelectuais’ em maio de 2014, (vide minha análise detalhada em http://oficina-de-filosofia.blogspot.com.br/2014/06/manifesto-pelo-direito-de-ir-e-vir.html), eis que temos agora novo manifesto igualmente ridículo e completamente inútil intitulado: "O que está em jogo agora" (Manifesto na íntegra, disponível em http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/187168/).

É quando se lê manifestos desse quilate que passamos a ter uma noção mais exata do abismo intelectual e cultural que separa, em termos de coerência política e ideológica, o Brasil, do restante dos países sérios do 1º Mundo. É a partir de manifestos desse tipo que passamos a ter uma noção aproximada da categoria medíocre de intelectuais militantes que temos em nosso país. Novamente em cena os mesmos profetas do passado, os mesmos vira-latas e mete-medos, ainda e mais uma vez a difundir suas surradas teorias conspiratórias de sempre.

Sabe qual é o problema desses manifestos de nacionalismo barato e extemporâneo? Apelam para a semiótica de símbolos e ícones linguísticos sem admitir que o verdadeiro atentado terrorista que jogou na lama nosso "maior símbolo nacional", não foi perpetrado pelo 'PIG', nem pela elite raivosa, por si só débil e igualmente corrupta, mas pelo mesmo grupo que ocupa hoje o Poder Político e que defendem com unhas e dentes em seu manifesto.  (veja análise mais detalhada em http://oficina-de-filosofia.blogspot.com.br/2015/02/o-vexame-petrobras-e-o-ufanismo.html)



A ação de impeachment e os riscos de um Golpe de Estado

Seu intento é sempre o mesmo: convencer incautos de que o exercício regular de nossos direitos constitucionais (direito de manifestação pública, direito de ação de impeachment, por exemplos) constitui grave ameaça à sacrossanta democracia duramente conquistada. Preconizam a seguinte premissa: devemos garantir a qualquer preço (a qualquer preço mesmo!!) que umgoverno legitimamente eleito” deve ser preservado, sob pena de mergulharmos novamente numa nova “Idade das Trevas e de Chumbo”.  E não importa se esse (des)governo se mostra absolutamente incompetente, absolutamente mentiroso, desonesto e corroído em estágio de metástase, pelo câncer da corrupção. Ele é intocável, ele é tabu. Não se pode censurá-lo, não se pode questioná-lo, não se pode exigir dele coerência ideológica, não se pode exigir competência, e o mais importante: em caso nenhum se deve cogitar de exigir a ética que tanto acenaram durante a campanha. 

Não, senhores autores de manifestos! O cargo, seja de Prefeito, seja de Presidente depende sim de coerência, de ética e de respeito aos princípios legais mais elementares da Administração Pública, (dentre os quais estão a moralidade, a eficiência, a impessoalidade etc). Assim, se o ocupante de tais funções públicas se mostra inapto e aquém dos princípios éticos mais básicos, pode sim ser retirado do posto que ocupa por aquele mesmo povo que o elegeu. Seus legítimos representantes o farão legal e legitimamente, independente do fato daquele governante ter sido “legitimamente eleito”.

Ao longo dessa prática secular, outro fato se vem tornando evidente: o termômetro do impeachment é a vox populi. Sem a voz do povo, o impeachment é um instituto mudo ou tartamudo. Ela o exige e o impulsiona e, até, em certos casos, o dispensa. Antes dos representantes eleitos pelo povo, é o próprio povo que admite ou rejeita o processo, condena ou inocenta o acusado. Assim é o impeachment republicano: uma função política em que o povo e a representação popular agem um em razão do outro: a representação reage na razão direta da pressão popular. Essa condição de existência do impeachment – interação direta com a voz do povo, condição até então latente – ficou patente entre nós com o caso Collor(...)
(Estudo sobre o "impeachment", de Sérgio Resende de Barros)

O impeachment chegou ao Brasil junto com o constitucionalismo republicano e permanece até hoje, haja vista que a Constituição de 1988 o contempla em suas duas modalidades. A primeira é o impeachment propriamente dito, cujos acusados podem ser o Presidente e o Vice-Presidente da República (em crimes de responsabilidade), além de Ministros de Estado e Comandantes das Forças Armadas em crimes da mesma natureza, conexos com aqueles. Além disso, temos o impeachment dos Ministros do STF, do Procurador-Geral da República e do Advogado-Geral da União. 

Simplesmente não há como negar ao impeachment o status de instituto republicano absolutamente legítimo. Prova disto está no fato de que o texto constitucional de 1891 (primeira constituição republicana brasileira) já o previa, tendo permanecido incólume nas constituições de 1934, de 1937, de 1946, de 1967 e na Emenda Constitucional de 1969, até nossa atual ‘constituição cidadã’.

A suspeita dessa categoria de intelectuais, de que um eventual processo de impeachment nos lançaria no mesmo abismo que vivenciamos em 1964 é absurda, não científica e beira a lenda urbana, haja vista que: 1º)  estamos em contexto sócio-histórico-político completamente distinto daquele vivenciado no auge da Guerra Fria; 2º) nossa História recente demonstrou, com o processo de impeachment de Fernando Collor de Melo, que nossa Democracia não se desmanchou no ar. A ação de impeachment não constitui ruptura institucional, não constitui golpe à democracia, nem tampouco ameaça ao Estado de Direito, como insinuam os mete-medos traumatizados pelo Golpe de 1964. 

Além do mais, não há porque tais intelectualoides tremerem diante da possibilidade de serem escorraçados e enxotados dos gabinetes e ministérios palacianos de Brasília. Isso não irá acontecer no Brasil tão cedo. Por que? Porque não somos um país sério. Não somos uma Nação séria e preocupada com seus cidadãos. Com o quê nossos representantes se preocupam? Apenas e tão somente com sua própria sobrevivência política e demais vantagens pecuniárias dela decorrentes.

Sendo assim, Senhores autores de manifestos: 
Não precisam temer nem fantasiar novos golpes de Estado. Não precisam gastar inutilmente suas penas, desperdiçar tinta e papel. Nenhum  impeachment acontecerá nessa ‘terra de ninguém” (na expressão usual de Darcy Ribeiro).  Aliás, golpes o povo os sofre diariamente, partindo daqueles mesmos traidores que elegeram, ano após ano, desde que os republicanos positivistas e depois os marxistas se apossaram “legitimamente”, dos cofres públicos. 


silvio mmax.