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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Valdi Sabev - Endless Sky

música para ouvir, imagens para refletir

dica musical do dia: Endless Sky

As imagens do clip são ótimas para pensar um pouco sobre o comportamento e sobre a cultura humana...

O nome do compositor é Valdi Sabev.

 

 

 

 

 


 

o estilo musical:

Chill out music é um estilo de 'música eletrônica relaxante'.  
Chill out não era originalmente um estilo musical, mas um espaço (chill out rooms, que significa "quartos para relaxar"), onde se tocavam diversos estilos musicais semelhantes ao que se entende atualmente por chill out music. Atualmente há muitos bares e clubes devotados a este gênero musical.
 

Abaixo, outra composição de V. Sabev: 'Freedom'

 

 

 

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

domingo, 12 de outubro de 2014

Síndrome de Gabriela

Síndrome de Gabriela 



- parte I -
Mario Sergio Cortella, em sua obra 'Não Nascemos Prontos', (pág. 124) menciona um interessantíssimo comportamento psicológico batizado de "Síndrome de Gabriela". Quem conhece a música*, por certo se lembrará que a certa altura do refrão, a cantora declara: eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim... 
Deste modo, metaforicamente falando, não haveria problema algum se pensássemos na síndrome como pressuposto explicativo de nossa forma física (cor e tipo de cabelo, cor da pele ou dos olhos, estatura e formato do rosto, nariz, mãos etc). Porém, o que acabamos por fazer? nós estendemos inapropriadamente a noção de 'herança genética' advinda da biologia para também justificar/explicar os porquês de todos os nossos comportamentos, hábitos, manias, vícios etc. Então, diante da dificuldade de mudarmos nosso ‘jeitinho de ser’, acabamos assumindo que tudo decorre de algum tipo de determinismo genético. A nossa carga genética biológica explicaria tudo!

Não! Definitivamente, nossa biologia não explica tudo. A genética pode, no máximo, nos predispor a certas índoles, mas jamais determinar como seremos. Nossa personalidade sofre, evidentemente, muito mais influência do meio no qual se desenvolveu, do que propriamente da genética. Nem tudo é culpa dos ácidos desoxirribonucleicos (DNA). Mas, então por que não cair logo na tentação de pensar que somos mero resultado das influências empíricas ambientais (família, escola, sociedade)? Na verdade, nem é uma coisa, nem outra. Nem somos apenas o resultado do determinismo mecânico das moléculas de DNA, nem tampouco somos o resultado mecânico dos estímulos ambientais recebidos. Ambos os fatores são importantes coadjuvantes e indubitavelmente condicionantes, mas nem um, nem outro é determinante. Cada humano pode reagir de distintas formas, mesmo diante dos mesmos estímulos. Podemos, no máximo, arriscar prognósticos baseados em probabilidades.

De fato, não estamos querendo dizer que é fácil livrar-se de certos traços de personalidade. O condicionamento promovido pela endoculturação, ajuda a definir nossa visão de mundo, nossas crenças, nosso gosto musical e alimentar, nossas habilidades profissionais, nosso padrão estético e até mesmo a maioria de nossas regras morais de convivência social. Não nascemos com nada disso pronto, mas a cultura, associada às experiências individuais de cada um, se encarrega de configurar inúmeros traços de nossa personalidade.

O que somos? Afinal, temos uma identidade psíquica definida? 
Habita nosso psiquismo individual, aquilo que chamaremos de ‘eus psicológicos’ (expressão amplamente utilizada na literatura da psicologia gnóstica). Tais eus psicológicos guardam correspondência exata com o que chamamos de pensamentos e sentimentos. Eles funcionariam semelhantemente a 'programas de computador'. Programas são conjuntos de 'dados' gravados sobre um suporte midiático. Ou seja, cada programa é constituído de uma ‘memória’ específica, geralmente contendo comandos executáveis. Quando devidamente inseridas em uma máquina específica, ‘respondem’ aos estímulos advindos do ‘exterior’, executando aqueles comportamentos previamente escritos em sua programação. Tais ‘softwares’, tais memórias sempre executam mecanicamente a mesma tarefa para a qual foram previamente programadas.

Uma questão de autocontrole?
Controlar a ação destas memórias é certamente um trabalho muitas vezes complicado, ingrato e até inútil. Por detrás de cada velho hábito, costume, crença, paradigma, pensamento, sentimento ou comportamento, está um eu ou um conjunto de eus, um conjunto de programas (ou de memórias). Então, uma vez que o programa começou a executar certa tarefa, monitorar ou reprimir sua execução, quase nunca é fácil, muitas vezes até impossível para um usuário ingênuo que não conhece sua própria máquina (portanto, que não se autoconhece). Quase todos nós (se você é exceção, favor considerar-se excluído desta minha generalização) ...somos viciados em algo. É claro que há vários tipos de vícios, em muitos graus de intensidade, bem como associados a diversos tipos de situações ou substâncias. 
Uma coisa é evidente: nunca é fácil libertar-se de um vício, seja este numa substância psicoativa (nicotina, cocaína, codeína, cafeína, sacarina etc), seja em atividades (sexo, jogos, esportes radicais, filmes etc.). O estímulo de certas emoções garante uma produção extra de hormônios específicos, o que afeta o humor, a sensação de prazer, etc.

Mas (me pergunto sempre) "o que é fácil nessa vida?" Nascer e respirar foi algo fácil? aprender a andar ou a falar por acaso foi fácil? aprender fórmulas de trigonometria ou de física era assim tão fácil? desde quando nossos aprendizados deixaram de exigir esforço, empenho e algum sacrifício? 

sábado, 11 de outubro de 2014

A dor e a delícia da democracia


09/10/2014

A dor e a delícia da democracia

Buscar informações sobre os candidatos e o que eles pensam sobre a reforma política é o primeiro passo para a solução dos problemas do sistema eleitoral brasileiro
2014 tem sido um ano de fortes emoções para quem acompanha, se importa, participa e gosta de política de verdade. Nesse cenário, manter a calma tem sido uma tarefa complicada para qualquer um, tenha a opção política que tiver. No ápice das emoções, os resultados do último domingo, acompanhados de uma avalanche de reações, representa muito trabalho para os próximos quatro anos.
Nós acabamos de eleger o Congresso mais conservador desde 1964, de acordo com o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Essa formação acende um sinal amarelo e fornece bases para o surgimento de um discurso político que gera retrocessos na conquista de novos direitos e também em direitos já consagrados. Desde os direitos das mulheres, dos negros, indígenas e LGBT, até o direito de acesso à informação e a liberdade de expressão.
Celso Russomano (PRB-SP), o deputado mais votado do país, tentou derrubar o projeto da Lei da Ficha Limpa na votação dos destaques da proposta, ao lado de Paulo Maluf e outros deputados. Russomano se apresenta como advogado, mas nunca passou no exame da OAB, e chegou a ser processado por advogar ilegalmente. Dentre vários escândalos, ele também foi ativo participante do escândalo das passagens da Câmara. O deputado usou a cota parlamentar paraviajar com a família para Nova York e Montevidéu. Nosso deputado mais votado ainda é acusado de peculato (apropriação, ou desvio, de recursos públicos em proveito próprio), crime de falsidade ideológica, aliciamento de clientes, suborno e de operar uma rádio ilegal no interior paulista sem a concessão do Ministério das Comunicações.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

qual é o preço da sua omissão?

Como se constrói o valor do seu voto?

 

Silvio Motta Maximino
 
Muitos brasileiros se questionam: vale mesmo a pena votar? Perder tempo pesquisando, pegar fila e votar... Será que vale tanto esforço? O sistema já não está corrompido pelo poder econômico antes mesmo da eleição acontecer? As opções disponíveis representam os interesses do povo? Tudo já não está perdido?

Dependendo da ideologia escolhida pelo eleitor, logo terá a sensação de que a democracia brasileira é uma trágica falácia. Contudo, influências do poder econômico não acontecem só no Brasil. Mas então, como fizeram outros países bem sucedidos para superarem o paradoxo? Isto não é, nem nunca foi tarefa fácil. Sempre dependerá de um longo processo de amadurecimento da consciência e de aprendizagem. São processos que nunca acontecem rápida ou violentamente. A História é pródiga em exemplos de revoluções sangrentas que, décadas depois retrocederam todas os avanços artificialmente conquistados. 

Nós, brasileiros, estamos começando nossa experiência democrática. Precisamos ter coerência e humildade para admitir que temos muito que aprender. Mesmo assim, muitos já desanimaram ou estão extremamente pessimistas. Na última eleição para presidente, tivemos um altíssimo índice de abstenções e de votos nulos. Como o voto lhes parece uma inútil tortura, pensam em se vingar, tentando transformá-lo naquilo que ele nunca será: um instrumento de protesto. 

Você já tentou bater um prego usando um alicate ou torcer um arame usando um martelo? Pois é bem isso que acontece quando usamos uma boa ferramenta para a finalidade errada. 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

qual a diferença entre os candidatos?

‘Diferença dos candidatos é mínima’
Thiago Navarro

Setembro/2014 - Eleições 2014

A agenda básica dos três principais candidatos à Presidência da República nas eleições deste ano revela muito mais semelhanças do que divergências. A afirmação é do historiador e cientista político Maximiliano Martin Vicente, professor doutor do Departamento de Ciências Humanas da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac), da Unesp/Bauru.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Macaco: MUNDO ROTO





'Videoclip' dirigido por Javier Fesser, no Campo de Refugiados saharauis de Dajla, em maio de 2009, durante a 6ª edição do "Festival Internacional de Cinema do Saara". Realizado com a colaboração do Grupo ‘Macaco’, dos meninos e meninas de Dajla, a 172 km de Tindouf, no assim chamado "deserto de desertos".
O projeto do filme pelo povo saharaui nasceu com o objetivo de sensibilizar e dar uma solução parcial para as necessidades identificadas, em termos de lazer, formação cultural e audiovisual entre a população de refugiados saharauis nos campos de Tindouf. O objetivo é realizar a difusão cultural por meio da indústria cinematográfica. Além do componente cultural e de entretenimento, o projeto tem como objetivo trazer a opinião pública internacional para a situação do povo saharaui no exílio e sua sobrevivência digna no deserto à espera da conclusão do referendo.


MUNDO ROTO
No dejes que este mundo roto
Estropee tú sonrisa leré
No dejes que este mundo roto
Estropee tú sonrisa leré

Si la vida es un momento,
Penitas pa´fuera; échalas al viento,
Suéltale un soplío, vacila otra vez tú caminar.

sábado, 13 de setembro de 2014

Carimbó: cultura imaterial

Carimbó é reconhecido como patrimônio cultural imaterial do Brasil


Gustavo Serrate/Ministério da Cultura
Manifestação cultural típica do estado do Pará e da Região Amazônica, o carimbó (dança de origem indígena) foi reconhecido como patrimônio cultural imaterial do Brasil, em votação unânime do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, nesta quinta-feira (). A dança, executada ao som de instrumentos artesanais, por mulheres com saias rodadas e floridas e homens com camisas coloridas, passa a ter maior apoio do Estado para preservar a tradição.O pedido de inscrição do carimbó no Livro de Registro das Formas de Expressão foi feito por diferentes grupos, e entre 2008 e 2013 o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) conduziu o processo e acompanhou as pesquisas para identificação do carimbó em diversas regiões do Pará.

sábado, 6 de setembro de 2014

Macaco: Mamá Tierra



Mamá Tierra 


Que dificil cantarle a tierra madre,
que nos aguanta y nos vio crecer,
y a los padres de tus padres
y a tus hijos los que vendrán despues,
si la miras como a tu mama
quizas nos cambie la mirada,
y actuemos como el que defiende a los tuyos
y a los que vienen con el,
la raiz en mis pies yo sentí,
levante la mano y ví,
que todo va unido, que todo es un ciclo,
la tierra, el cielo y de nuevo aqui,
como el agua del mar a las nubes va,
llueve el agua y vuelta a empezar,oye i yee 
Grite, grite...o no lo ves??
va muriendo lentamente,mama tierra...mother earth...
(bis)

domingo, 24 de agosto de 2014

Estado, Cidadania e Controle Social



Estado, Cidadania e Controle Social

Refletir sobre a origem, a legitimidade e a função do Estado é fundamental para o cidadão que vive em qualquer regime político, ainda mais se ele viver em uma democracia. Afinal, enquanto cidadão, cada um de nós brasileiros é compulsoriamente convocado a eleger representantes políticos (do vereador ao presidente), a pagar tributos (e não poucos) e, de modo geral, a arcar com o ônus gerado por um número gigantesco de leis, que só aumentam diariamente...

Mas, por que é mesmo que fazemos tudo isso? 

É de fato necessário participarmos da vida política de nossa cidade ou país?

É realmente importante ou imprescindível pagar tributos e cumprir as leis?

Por que não podemos simplesmente nos omitir da política? Afinal, se vivemos em uma democracia, não deveríamos ter o direito de fazer o que queremos?

Por que simplesmente não posso desobedecer àquelas leis que entendo serem prejudiciais ou desinteressantes para mim?

Por que não posso sonegar impostos, já que o Estado é geralmente corrupto e péssimo prestador de serviços? 

Por que não podemos simplesmente abrir mão do Estado e voltar às formas primordiais de vida social? O Estado é realmente imprescindível? 
Não seríamos mais felizes e livres sem o Estado, como creem os anarquistas? 
As pessoas seriam realmente capazes de viver felizes em comunidades autogovernadas, sem hierarquia e autoridades, sem propriedade privada e sem a exploração do trabalho? 

sábado, 23 de agosto de 2014

Uma Luta antropológica: Morro dos Cavalos

manifestação de repúdio contra edward luz, o difamador inimigo dos povos indígenas

Manifestação de repúdio à série de reportagens intitulada “Terra Contestada”, publicada no jornal Diário Catarinense entre 07 e 11 de agosto de 2014 apoiada em declarações do doutorando do PPG/CEPPAC Edward M. Luz 


            O corpo docente do Centro de Pesquisa e Pós-Graduação sobre as Américas (CEPPAC) e do Programa de Pós-Graduação em Estudos Comparados (PPG/CEPPAC) da Universidade de Brasília (UnB), presente na 134ª Reunião do Colegiado do PPG/CEPPAC no último dia 20 de agosto de 2014 às 14h40, na sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, discutiu e concorda em manifestar publicamente repúdio à série de reportagens intitulada “Terra Contestada” e também ao modo parcial e injurioso como as reportagens se referiram à comunidade indígena Guarani de Morro dos Cavalos, à antropóloga Maria Inês Ladeira do Centro de Trabalho Indigenista (CTI), e aos funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai), servindo-se para tal das declarações proferidas pelo doutorando do PPG/CEPPAC, Edward Mantoanelli Luz.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Diz o ditado...

"portenhos* são italianos que falam espanhol, pensam que são britânicos e desejam ser franceses"...

O ditado popular acima pode parecer engraçado, mas traz consigo um viés muito comum do etnocentrismo: o estereótipo .

Estereótipo é um tipo de falácia que favorece a generalização de uma ou mais qualidades de alguns indivíduos, para o grupo como um todo. 
No comportamento contaminado pelo etnocentrismo, há forte tendência para nos acharmos melhores que 'o outro'. E de fato, há vários modos disso acontecer, psicológica ou sociologicamente. Em quais sentidos podemos nos pensar melhores que 'o outro'? quando pensamos que nossa religião é melhor que a do outro, que somos mais inteligentes (ou mais sábios ou mais espertos), que temos mais bom gosto e bom senso que o outro, que somos mais 'civilizados' que o outro, e assim por diante...

De modo geral, todas as etnias têm essa tendência em maior ou menor intensidade (embora nem todos os indivíduos pertencentes a tais grupos assim se comportem).

Não se sabe ao certo como um estereótipo surge, como cresce ou como se o erradicaria. O que se sabe é que estereótipos são gerados no âmbito da complexa relação mente/cérebro e tem lá suas utilidades práticas. O problema surge quando a capacidade de estereotipar (útil para a interação social do animal humanóide) se associa com o etnocentrismo (que, por sua vez, decorre de comportamentos aprendidos socialmente). É o caso evidente do dito popular supramencionado.

O mesmo fenômeno associativo ocorre no caso do racismo (seja ele contra o negro, por parte do sujeito não-negro; contra o indígena, por parte do não-indígena; seja contra o brasileiro, por parte do não-brasileiro). Não nascemos racistas, nem somos racistas devido a algum tipo de imperativo biológico. Mas nascemos sim com capacidade mental/cerebral para 'discriminar'. 
Nosso cérebro é muito eficiente nesta tarefa... e tal capacidade já era bastante útil naqueles remotos momentos da caça primitiva, essencial para a sobrevivência dos primeiros grupos humanos de modo geral (já que auxilia na tomada de decisões em caso de perigo ou de oportunidade). Ainda hoje, trata-se de qualidade fundamental se quisermos apresentar bom desempenho no contexto da sobrevivência social. 

Porém, a partir dessa 'capacidade discriminatória', agregam-se influências socioambientais, a partir das quais desenvolvemos (ou não) o racismo (que se trata de um dos tipos de discriminação). Noutras palavras, nascemos discriminatórios, e bem depois "aprendemos" racismos.

moral da história: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Não se deve confundir o biológico com o antropossociológico; antes, deve-se buscar compreender suas interações de um modo um pouco menos superficial. Urge desaprender etnocentrismos inúteis. O paradoxo: Só compreendendo profundamente que não somos superiores é que de fato o seremos em algum sentido.


Silvio M. Maximino



* portenho é um adjetivo que refere-se aos argentinos habitantes ou nascidos em Buenos Aires.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

dica de leitura: Como vivem os políticos na Suécia


DICA de leitura:
Fonte: Portal Outras Palavras (Outros Livros)

 

Como vivem os políticos na Suécia: um trecho revelador de um novo livro

Claudia Wallin, jornalista brasileira radicada na Suécia, acaba de lançar um livro sobre os políticos suecos – “Um País Sem Excelências e Mordomias” (Geração Editorial). Abaixo, um trecho que retrata, em detalhes, a cultura escandinava. 
”É preciso aceitar os sacrifícios que se avizinham”, murmura para si próprio um sueco no momento revelador em que a sua real vocação para a carreira política se manifesta como um desejo irrefreável. ”Serão abomináveis os desafios”, alerta um forasteiro: os cintos apertados como os da amorfa massa do povo, a ausência de alegres comitivas de inúteis, os apartamentos funcionais que lembram quartos de hotéis de duas estrelas, a falta que hão de fazer os batalhões de assessores e parasitas. Quando tal provação parecer insuportável, será prudente invocar Mímir, o deus venerado pelos vikings por sua sabedoria infinita e pela cabeça que, mesmo decepada pelos inimigos, continua a pensar.
A Suécia não oferece luxo aos seus políticos: nesta sociedade essencialmente igualitária, a classe política não tem o status de uma elite bajulada e nem os privilégios de uma nobreza encastelada no poder. Sem direito a imunidade, políticos suecos podem ser processados e condenados como qualquer cidadão. Sem carros oficiais e motoristas particulares, deputados se acotovelam em ônibus e trens, como a maioria dos cidadãos que representam.
Sem salários vitalícios, não ganham a merecida aposentadoria após alguns poucos anos de trabalho pelo bem do povo. Sem secretária particular na porta, banheiro privativo ou copa com cafezinho, os gabinetes parlamentares são espartanos e diminutos como a sala de um funcionário de repartição pública. Sem verbas indenizatórias para alugar escritório nas bases eleitorais, deputados suecos usam a própria casa, a sede local do partido ou a biblioteca pública para trabalhar quando estão em suas regiões de origem.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Prêmios Nobel. Alemanha 102 x 0 Brasil

Uma interessante reflexão sobre a Educação brasileira, aproveitando os desempenhos desastrosos da seleção brasileira de futebol na última copa do mundo...
A mídia afirmou, por ocasião da publicação (inicio de julho) feita pelo ex-jogador de futebol e atual comentarista esportivo Ronaldo, que este teria feito a 'postagem' no intuito de minimizar ou relativizar o vergonhoso desempenho demonstrado pela referida seleção...
Independente da motivação ideológica do referido ex-jogador, ela deve ser aproveitada pelo cidadão brasileiro, para que comecemos a levar mais a sério a questão da cultura e da Educação brasileiras. Essa é uma questão sociopolítica que merece a atenção do eleitor.




quarta-feira, 23 de julho de 2014

por uma educação orgânica, “agrícola”, não-linear


sobre uma revolução na Educação: orgânica, “agrícola”, não-linear, adaptável 

Quem não conhece O TED, precisa conhecer. Pereira ressalta uma realidade: ali tem palestras muito boas, como é o caso dessa que mencionamos a seguir.
Nessa ocasião, o educador britânico Sir Ken Robinson fala sobre a necessidade de uma revolução (ao invés da evolução de um modelo quebrado) na educação: “Bring On The Learning Revolution” (Tragam a Revolução do Aprendizado, 2010).
 Se você se interessa pelo tema da Educação, é provável que goste dessa apresentação e talvez até se inspire. Nela, o palestrante cita exemplos do processo de vocação das crianças e de como o atual modelo pedagógico consegue distorcer completamente este processo; o Robinson também fala de infância, dos temas da linearidade e da conformidade, sobre o modelo industrial padronizado de formação etc.
Nando Pereira selecionou 3 trechos do vídeo (que tem 16min 48seg), com legendas em português, feitas por Tulio Leão.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

A História das Coisas: um retrato da realidade socioeconômica


Abaixo você pode assistir a dois importantíssimos e curtos vídeos. TODOS, principalmente nossos cientistas, políticos, professores e alunos, em todos os parlamentos, escolas e universidades, deveriam refletir sobre as soluções para as questões apontadas aqui, urgentemente. 
É uma obrigação da humanidade de modo geral, pensar estas questões. Somos parte do problema, somos parte da solução.

O documentário mostra conceitos complexos de forma didática, de modo que todos entendam. 
Como funciona nossa engenharia social?  como operam as mídias de massa? qual é o problema do consumismo irracional que nutre e retroalimenta o próprio sistema? 
O que significa "obsolescência programada", 'economia de materiais', 'sistema linear'? como a compreensão desses conceitos pode afetar nossa forma de ver o mundo? Como os modelos econômicos interagem com as culturas e com o nosso ambiente?  
Fique sabendo! 
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Assista também:

Story of Bottled Water (legendas em Português)

 

Crônica de uma vergonha: não! juro que não vou falar de futebol



Crônica de uma vergonha

Não, caro leitor! Não falaremos de Copa do mundo. Aliás, nunca fui bom nas ‘peladas’... nem me peça para explicar o que é ‘volante’ e um tal de ‘impedimento’. Mas quero refletir junto com você sobre outra goleada que nossa Nação sofreu desde os ‘primeiros minutos de jogo’, cronometrado a partir de 1500. Mal começou a partida e, temos que admitir, já estávamos perdendo feio... Veja só nossa Educação Pública: pilar básico de sustentação de qualquer nação civilizada. Alguém discorda? Pois eis que sofre goleada histórica, a nos deixar perplexos, tristes e legitimamente envergonhados. Especialistas sabem que jamais tivemos sequer um ‘sistema educacional’. O primeiro projeto de Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional só foi enviado ao Congresso em 1948, e aprovado apenas em 1961, aos ‘trancos e barrancos’.
Sejamos sinceros: nossa pátria já tinha ‘cartão amarelo’ faz tempo: Em 1538 nascia a primeira universidade das Américas (República Dominicana). Depois vieram as do Peru (1551), México (1553), Argentina (1613), Colômbia (1662), Cuba (1728) e Chile (1738). Nos Estados Unidos, as primeiras surgiriam em 1636, 1701 e 1755. Já por aqui, embora em 1822, contássemos com aproximadamente 3.000 bacharéis, eles eram formados onde? na França, Inglaterra e Portugal. Quando finalmente surgem nossas primeiras universidades (1920, no Rio, e em 1934, em S.Paulo), já havia pelo menos 78 universidades espalhadas pelos Estados Unidos, além de outras 20 pela América Latina. Esses dados lhe dizem algo sobre que ‘seleção leva vantagem nesse jogo’?

terça-feira, 8 de julho de 2014

viciados em sal, açúcar e gordura

Somos todos viciados em sal, açúcar e gordura?



Postado por Francine Lima - 
Fevereiro de 2014

E se pudéssemos entrar como uma mosca dentro das salas de reunião em que os executivos das maiores empresas de alimentos e bebidas do mundo decidem como vão conquistar o paladar dos consumidores no próximo ano? É mais ou menos essa a oportunidade que o jornalista Michael Moss nos oferece com o livro Salt Sugar Fat: How the food giants hooked us (ou Sal Açúcar Gordura: Como os gigantes dos alimentos nos fisgaram, em tradução literal).
São cerca de 400 páginas de informações extraídas de documentos e entrevistas com gente que participou diretamente da criação de alguns dos produtos mais bem-sucedidos dessa indústria nos Estados Unidos. Como os cientistas que pesquisam qual a quantidade ideal de açúcar em cada produto para causar a sensação máxima de prazer, apelidada de bliss point. Ou o criador de uma refeição empacotada para crianças feita de bolachas, queijo barato, carne processada e nenhum alimento fresco, recheada de sódio e gordura. Ou o precursor da tendência de fabricar alimentos cada vez mais práticos – e cheios de aditivos – para liberar as mulheres da demorada tarefa de cozinhar.
Tudo isso em meio à epidemia de obesidade e às evidências, internamente reconhecidas pelos executivos dessa indústria, de que o modo como essas invenções têm sido promovidas é um grande responsável pelo sobrepeso e outros problemas de saúde.

A armadilha do PET

A armadilha do PET

artigo de Norbert Suchanek

Publicado em janeiro, 2014

pet e lixo

[EcoDebate] Foi na última semana, quando uma amiga me enviou uma foto de seu quintal de permacultura, e com orgulho ela escreveu: “Olha estou reciclando garrafas de PET, utilizando no viveiro para as minhas plantinhas.” A minha amiga se acha ecologicamente correta e consciente, mas sem querer ela entrou na armadilha da grande indústria do plástico e do petróleo.
Por anos, incontáveis de workshop de reciclagem ensinaram aos brasileiros, criancinhas, adultos, idosos, donas de casa, comunidades carentes e povos indígenas, a maravilha de “reciclar” garrafas PET. As garrafas de PET usadas passam então a servirem para várias coisas. Vasos para plantas, brinquedos, bijuterias, árvores de Natal, móveis ou qualquer coisa inimaginável. Paralelo a isso, foi criado um mercado de roupas com malha PET, identificada como ecologicamente correta. Camisas caríssimas porque salvam o Planeta, diz a propaganda.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Assista: "Não há amanhã" e "Encruzilhada"


There's no tomorrow (dublado) 

Abaixo, você encontrará links para dois documentários bastante interessantes e realistas, abordando temas do comportamento humano em sociedade. 
O primeiro (Não há amanhã - There's no tomorrow), com uma didática impecável e com o uso de animação gráfica, além de centenas de dados estatísticos, irá abordar a impressionante e crucial questão do crescimento demográfico e da crescente demanda por energia, em escala exponencial (progressão geométrica) no planeta.
Esse breve filme-animação tem o mérito de nos chamar a atenção para a problemática da cultura do hiperconsumo irresponsável ou inconsequente e igualmente para o fato de que, independentemente de quais estratégias de sustentabilidade adotemos, em questão de tempo (de muito pouco tempo) a simples demanda crescente por alimento e energia tornará nosso modo de vida absolutamente insustentável. Se nossas principais fontes de energia são não-renováveis, se o crescimento demográfico mundial aliado ao exponencial crescimento da economia (exploratória) não retrocede, é muito difícil entender o 'beco sem saída' no qual estamos entrando? Estamos cegos, como uma boiada estourada, caminhando em direção ao abismo?

Assista! vale a pena!!


Na sequência, o segundo documentário indicado, é igualmente interessante! Um pouco mais longo, aborda abertamente os desafios que as populações humanas já estão enfrentando ou irão enfrentar nos próximos anos:"Encruzilhada".


Encruzilhada - 'Crossroads'

Trata-se de um documentário (produzido por Joseph Ohayon), explorando as possíveis causas da condição humana atual e oferecendo uma nova perspectiva sobre o futuro.

Incentiva os espectadores a desafiarem seus próprios paradigmas e suposições sobre quem realmente são e sobre seu modo de vida... incentiva profundamente a se questionarem sobre o porquê de fazermos o que fazemos.

Em vez de culpar 'algo externo' pelos problemas que nos cercam, o documentário nos pede para voltar nosso olhar para nós mesmos e para a relação de causalidade que podemos desencadear, gerando as mudanças que queremos ver.  

Como somos responsáveis por tudo que acontece?

Somos indivíduos separados e isolados uns dos outros, ou todos formamos um todo, uma unidade?

Nossas ações podem influenciar as ações e sentimentos de outros em nosso entorno?
Nossas atitudes podem gerar reações em cadeia e se espalharem para um número cada vez maior de pessoas.

"O que vemos no mundo é um reflexo de quem somos."

"Os problemas que enfrentamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que foram criados."
( Albert Einstein )

"Quando os ventos da mudança sopram, uns levantam muros para se proteger, outros constroem moinhos."
( Dom Quixote - Miguel de Cervantes )

"A coisa principal da vida não é o conhecimento, mas o uso que dele se faz"
( Talmud )