O homem moderno é o primeiro em toda a história que
não tem uma ideia do sagrado, que vive uma vida muito mundana. Ele está interessado em dinheiro, poder, prestígio,
e acha que isso é tudo. É uma noção muito estúpida.
Sua vida é repleta de coisas pequenas, muito pequenas. Ele
não tem ideia de coisa alguma maior que ele mesmo. Negou Deus, disse que Deus está morto. Negou a vida após a morte, negou a vida interior.
Ele só acredita em negar o centro;
por isso, vemos tédio em toda parte. Isso é natural, porque, sem algo maior com que você possa se identificar, sua vida vai ser entediante, chata.
Uma vida só se torna uma dança quando é uma aventura. E
só pode se tornar uma aventura quando há algo maior que você para ir atrás, para alcançar.
O sagrado
significa simplesmente que nós não somos o fim, que somos apenas uma passagem, que nem tudo já aconteceu, muito ainda está por vir.
A
semente tem de se tornar um broto, o broto tem de se tornar uma árvore,
e essa árvore tem de esperar pela primavera e tem de se abrir em
milhares de flores e lançar sua alma no cosmos.
Só então haverá realização.
E
o sagrado não está longe, só temos de começar a procurá-lo.
No início tateamos no escuro, é claro, mas logo as coisas começam a
entrar em sintonia, logo passamos a vislumbrar o além, uma música
inaudível vai chegando ao nosso coração.
Ela agita nosso ser, começa a nos dar uma nova cor, uma nova alegria, uma
nova vida.
Osho, em "Meditações Para o Dia"
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