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domingo, 24 de agosto de 2014

Estado, Cidadania e Controle Social



Estado, Cidadania e Controle Social

Refletir sobre a origem, a legitimidade e a função do Estado é fundamental para o cidadão que vive em qualquer regime político, ainda mais se ele viver em uma democracia. Afinal, enquanto cidadão, cada um de nós brasileiros é compulsoriamente convocado a eleger representantes políticos (do vereador ao presidente), a pagar tributos (e não poucos) e, de modo geral, a arcar com o ônus gerado por um número gigantesco de leis, que só aumentam diariamente...

Mas, por que é mesmo que fazemos tudo isso? 

É de fato necessário participarmos da vida política de nossa cidade ou país?

É realmente importante ou imprescindível pagar tributos e cumprir as leis?

Por que não podemos simplesmente nos omitir da política? Afinal, se vivemos em uma democracia, não deveríamos ter o direito de fazer o que queremos?

Por que simplesmente não posso desobedecer àquelas leis que entendo serem prejudiciais ou desinteressantes para mim?

Por que não posso sonegar impostos, já que o Estado é geralmente corrupto e péssimo prestador de serviços? 

Por que não podemos simplesmente abrir mão do Estado e voltar às formas primordiais de vida social? O Estado é realmente imprescindível? 
Não seríamos mais felizes e livres sem o Estado, como creem os anarquistas? 
As pessoas seriam realmente capazes de viver felizes em comunidades autogovernadas, sem hierarquia e autoridades, sem propriedade privada e sem a exploração do trabalho? 

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

dica de leitura: Como vivem os políticos na Suécia


DICA de leitura:
Fonte: Portal Outras Palavras (Outros Livros)

 

Como vivem os políticos na Suécia: um trecho revelador de um novo livro

Claudia Wallin, jornalista brasileira radicada na Suécia, acaba de lançar um livro sobre os políticos suecos – “Um País Sem Excelências e Mordomias” (Geração Editorial). Abaixo, um trecho que retrata, em detalhes, a cultura escandinava. 
”É preciso aceitar os sacrifícios que se avizinham”, murmura para si próprio um sueco no momento revelador em que a sua real vocação para a carreira política se manifesta como um desejo irrefreável. ”Serão abomináveis os desafios”, alerta um forasteiro: os cintos apertados como os da amorfa massa do povo, a ausência de alegres comitivas de inúteis, os apartamentos funcionais que lembram quartos de hotéis de duas estrelas, a falta que hão de fazer os batalhões de assessores e parasitas. Quando tal provação parecer insuportável, será prudente invocar Mímir, o deus venerado pelos vikings por sua sabedoria infinita e pela cabeça que, mesmo decepada pelos inimigos, continua a pensar.
A Suécia não oferece luxo aos seus políticos: nesta sociedade essencialmente igualitária, a classe política não tem o status de uma elite bajulada e nem os privilégios de uma nobreza encastelada no poder. Sem direito a imunidade, políticos suecos podem ser processados e condenados como qualquer cidadão. Sem carros oficiais e motoristas particulares, deputados se acotovelam em ônibus e trens, como a maioria dos cidadãos que representam.
Sem salários vitalícios, não ganham a merecida aposentadoria após alguns poucos anos de trabalho pelo bem do povo. Sem secretária particular na porta, banheiro privativo ou copa com cafezinho, os gabinetes parlamentares são espartanos e diminutos como a sala de um funcionário de repartição pública. Sem verbas indenizatórias para alugar escritório nas bases eleitorais, deputados suecos usam a própria casa, a sede local do partido ou a biblioteca pública para trabalhar quando estão em suas regiões de origem.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Não imite ninguém



Não imite ninguém, não siga ninguém, senão você terá somente uma pseudo-existência — e isto é pior que suicídio.
Seja você mesmo — e somente então você poderá ser responsável, autêntico e verdadeiro.
Mas normalmente todos são de segunda mão e emprestados, e isto faz com que tudo fique feio.

Mulla Nasrudin foi a uma mesquita e se sentou. Sua camisa era um pouco curta, e um homem atrás dele puxou-a para baixo, achando-a indecente.
Nasrudin imediatamente puxou a camisa do homem à sua frente.
O que você está fazendo? — perguntou o homem em frente.
Não me pergunte, pergunte ao homem atrás de mim, foi ele que começou — disse Nasrudin.

 

Osho, em "Uma Xícara de Chá"
Publicado no blog palavras de Osho

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Prêmios Nobel. Alemanha 102 x 0 Brasil

Uma interessante reflexão sobre a Educação brasileira, aproveitando os desempenhos desastrosos da seleção brasileira de futebol na última copa do mundo...
A mídia afirmou, por ocasião da publicação (inicio de julho) feita pelo ex-jogador de futebol e atual comentarista esportivo Ronaldo, que este teria feito a 'postagem' no intuito de minimizar ou relativizar o vergonhoso desempenho demonstrado pela referida seleção...
Independente da motivação ideológica do referido ex-jogador, ela deve ser aproveitada pelo cidadão brasileiro, para que comecemos a levar mais a sério a questão da cultura e da Educação brasileiras. Essa é uma questão sociopolítica que merece a atenção do eleitor.




quarta-feira, 23 de julho de 2014

por uma educação orgânica, “agrícola”, não-linear


sobre uma revolução na Educação: orgânica, “agrícola”, não-linear, adaptável 

Quem não conhece O TED, precisa conhecer. Pereira ressalta uma realidade: ali tem palestras muito boas, como é o caso dessa que mencionamos a seguir.
Nessa ocasião, o educador britânico Sir Ken Robinson fala sobre a necessidade de uma revolução (ao invés da evolução de um modelo quebrado) na educação: “Bring On The Learning Revolution” (Tragam a Revolução do Aprendizado, 2010).
 Se você se interessa pelo tema da Educação, é provável que goste dessa apresentação e talvez até se inspire. Nela, o palestrante cita exemplos do processo de vocação das crianças e de como o atual modelo pedagógico consegue distorcer completamente este processo; o Robinson também fala de infância, dos temas da linearidade e da conformidade, sobre o modelo industrial padronizado de formação etc.
Nando Pereira selecionou 3 trechos do vídeo (que tem 16min 48seg), com legendas em português, feitas por Tulio Leão.

Paulo Freire: um homem de ação

A melhor maneira que a gente tem de fazer possível amanhã alguma coisa que não é possível de ser feita hoje é fazendo hoje aquilo que hoje pode ser feito. Mas se eu não fizer hoje aquilo que hoje pode ser feito e tentar fazer hoje aquilo que hoje não pode ser feito, dificilmente eu faço amanhã aquilo que hoje não pude fazer.
(Dr. Paulo Freire - educador pernambucano - séc. XX)

cit. por M.S. Cortella - na obra "Não nascemos prontos: provocações filosóficas"

quarta-feira, 9 de julho de 2014

A História das Coisas: um retrato da realidade socioeconômica


Abaixo você pode assistir a dois importantíssimos e curtos vídeos. TODOS, principalmente nossos cientistas, políticos, professores e alunos, em todos os parlamentos, escolas e universidades, deveriam refletir sobre as soluções para as questões apontadas aqui, urgentemente. 
É uma obrigação da humanidade de modo geral, pensar estas questões. Somos parte do problema, somos parte da solução.

O documentário mostra conceitos complexos de forma didática, de modo que todos entendam. 
Como funciona nossa engenharia social?  como operam as mídias de massa? qual é o problema do consumismo irracional que nutre e retroalimenta o próprio sistema? 
O que significa "obsolescência programada", 'economia de materiais', 'sistema linear'? como a compreensão desses conceitos pode afetar nossa forma de ver o mundo? Como os modelos econômicos interagem com as culturas e com o nosso ambiente?  
Fique sabendo! 
Divulgue esse conteúdo:





Assista também:

Story of Bottled Water (legendas em Português)

 

Crônica de uma vergonha: não! juro que não vou falar de futebol



Crônica de uma vergonha

Não, caro leitor! Não falaremos de Copa do mundo. Aliás, nunca fui bom nas ‘peladas’... nem me peça para explicar o que é ‘volante’ e um tal de ‘impedimento’. Mas quero refletir junto com você sobre outra goleada que nossa Nação sofreu desde os ‘primeiros minutos de jogo’, cronometrado a partir de 1500. Mal começou a partida e, temos que admitir, já estávamos perdendo feio... Veja só nossa Educação Pública: pilar básico de sustentação de qualquer nação civilizada. Alguém discorda? Pois eis que sofre goleada histórica, a nos deixar perplexos, tristes e legitimamente envergonhados. Especialistas sabem que jamais tivemos sequer um ‘sistema educacional’. O primeiro projeto de Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional só foi enviado ao Congresso em 1948, e aprovado apenas em 1961, aos ‘trancos e barrancos’.
Sejamos sinceros: nossa pátria já tinha ‘cartão amarelo’ faz tempo: Em 1538 nascia a primeira universidade das Américas (República Dominicana). Depois vieram as do Peru (1551), México (1553), Argentina (1613), Colômbia (1662), Cuba (1728) e Chile (1738). Nos Estados Unidos, as primeiras surgiriam em 1636, 1701 e 1755. Já por aqui, embora em 1822, contássemos com aproximadamente 3.000 bacharéis, eles eram formados onde? na França, Inglaterra e Portugal. Quando finalmente surgem nossas primeiras universidades (1920, no Rio, e em 1934, em S.Paulo), já havia pelo menos 78 universidades espalhadas pelos Estados Unidos, além de outras 20 pela América Latina. Esses dados lhe dizem algo sobre que ‘seleção leva vantagem nesse jogo’?

quinta-feira, 19 de junho de 2014

é possível viver com lucidez?

 “Não vejo porque (essa lucidez total) não deveria ser encontrada por qualquer um que seja realmente sério a esse respeito. Mas a maioria de nós não é séria. Queremos ser entretidos, queremos que alguém nos diga o que fazer, queremos que alguém nos diga como viver, o que é a claridade, o que é o verdadeiro, o que é Deus, qual é a conduta correta e por aí vai.” 
                                   Jiddu Krishnamurti 



Publicado por Nando Pereira

  Entrevista de Krishnamurti ao prof. Huston Smith (MIT)

domingo, 27 de abril de 2014

Renascimento, A Arte da Respiração

Tudo o que vivemos se reflete na nossa respiração e por isso é muito frequente dizermos e escutarmos coisas como "estou com o peito apertado", "tenho me sentido sufocado", "não tenho tido tempo nem para respirar", "preciso tirar umas férias para experimentar outros ares", "estou sem inspiração", etc. 
Mesmo sem percebermos, falamos muito de respiração. Mas respiramos pouco e mal... Isso pode ser fácil e rapidamente mudado. 
Da mesma forma que as tensões da vida geram tensões na respiração, quando desenvolvemos consciência da nossa respiração e a tornamos relaxada e fácil, estamos produzindo um efeito em todos os campos da nossa vida. 
Os efeitos do Renascimento são profundamente terapêuticos e diariamente presenciamos curas de disfunções respiratórias, stress, ansiedade, fobias, pânico e diversos outros desequilíbrios. Mas o que é mais frequente são os relatos de alívio, bem-estar, surgimento de compreensão, integração, aceitação, experiências prazerosas de contato com o próprio corpo e aprofundamento em estados meditativos.
fonte: http://www.renascimento.pro.br/renascimento/index.htm

Participem! Eu recomendo!

quarta-feira, 12 de março de 2014

Como “aceitar” a insanidade do mundo?



Segue abaixo um interessantíssimo artigo de Jeff Foster, traduzido por Nando Pereira, abordando a questão de 'como' lidamos psicologicamente com as 'informações' que nos chegam como 'bombas', por meio das mídias... Como elas nos afetam e como, a partir disso, afetamos  as pessoas que estão ao nosso redor?

O artigo contém uma série importante de perguntas, de questionamentos que devemos nos fazer... questões que dizem respeito a todo ser humano em geral e que funciona como um bom exame de consciência cidadã.

 

 

Como podemos “aceitar” o sofrimento e a insanidade do mundo? 

Que vida terão as crianças? 

 

Uma visão por Jeff Foster

O autor britânico Jeff Foster (de “Life Without a Centre” e “The Deepest Acceptance”) pediu para divulgar esse importante artigo sobre “Como Podemos Aceitar o Sofrimento do Mundo” (Keep Your Eyes On The Prize, How Can We ‘Accept’ The World’s Suffering?), originalmente publicado em maio de 2013, e agora traduzido para o português.

No texto, dois pontos merecem destaque:
1) uma tomada de consciência da influência desorientadora da mídia. O 'privilégio' de receber notícias em nossas casas virou uma exposição diária ao medo e a uma visão pessimista da humanidade e do mundo.
Saber lidar com esse mundo passa, então, fundamentalmente, por perceber que essa noção de mundo talvez seja primordialmente a composição dos meios que propagam uma realidade intoxicada de lados, de “nós contra eles”, essencialmente ruim e focado no que está decadente como se fosse o predominante ou o principal.
2) a reflexão de como ensinamos nossos filhos ao reagir nós mesmos a esse mundo. Quando “embarcamos” nesse noticiário e saímos a criticar a loucura do mundo, emitindo todo tipo de julgamentos sobre bem e mal, nós mesmos passando a adotar éticas questionáveis e a transmitir táticas de sobrevivência que estão de acordo com a manutenção dessa mesma noção de mundo.
É um texto sobre o qual vale a pena refletir:

sábado, 1 de março de 2014

A Magia do Rodeio!

Rodeio, a crueldade revelada

Publicado . em Animais
 

Nós do V.I.D.A. (Veículo de Intervenção pelo Direito Animal) fiscalizamos os rodeios de Assis SP e Tarumã SP. Com ajuda da Promotoria de Justiça, através de um oficio, tivemos acesso livre a todo recinto dos rodeios para fiscalização de ambos eventos.
A fiscalização se deu por meio de fotos e vídeos que foram protocoladas, juntamente com os relatórios, pela Promotoria Pública e ajuizadas.
Como esperado, encontramos inúmeros tipos de maus tratos, inclusive a utilização do condutor elétrico.
Os maus tratos praticados contra os animais foram praticamente os mesmos em todos os dias de evento: "utilização do sedém, pau para condução do animal, esporas, corda americana, falta de água e comida para os animais, exposição ao barulho excessivo das caixas de som e luzes, fogos de artifício próximos aos animais, feridas e escoriações nos mesmos, excrementos nos animais devido ao pânico e estresse, tapas e chutes na condução dos animais e longo período de presença do animal no brete." (Trecho retirado dos relatórios de irregularidades e maus tratos com os animais durante os rodeios).
OBS: Os voluntários responsáveis pelas ações ressaltaram que, em momento algum, tentaram impedir qualquer tipo de entretenimento, evento cultural, ou festa. A motivação para iniciarem as ações públicas é garantir o bem estar animal assegurado por lei. A situação em que os animais se encontraram e foram tratados nos rodeios acima citados é adversa àquelas previstas na Constituição.
Veja o Vídeo


Para mais informações, visite o blog www.coletivovida.blogspot.com
FONTE: http://www.portaldomeioambiente.org.br/noticias/animais/6337-rodeio-a-crueldade-revelada

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Concentração e aprendizagem

Concentração e aprendizagem

Publicado . em Maurício Andrés Ribeiro

Por  Maurício Andrés Ribeiro*
A concentração é a capacidade de focalizar a mente num tema ou objeto. É uma habilidade relevante para que se aprenda algo.  Concentrar-se implica em dedicar atenção, não se distrair, dispersar ou divagar.
Para se concentrar é necessária alguma capacidade de isolamento, de abstração, de estar presente inteiramente no agora, sem estar preso ao passado ou preocupado com o futuro. A tranquilidade e serenidade mental e emocional também facilitam a concentração e a aprendizagem. O ambiente silencioso das bibliotecas propicia boas condições ambientais para a concentração; em contraste, a pressa, a agitação e o barulho, bem como a ansiedade e a preocupação a dificultam.  O êxito de atletas, de artistas e cientistas depende em parte de sua habilidade de concentração. O sábio hindu Swami Vivekananda dizia que sem concentração da mente nada pode ser aprendido.
O que fazer para criar um ambiente propício à concentração mental e emocional, facilitador da aprendizagem?

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Doenças e estresse

Pergunta a Osho:

"Fico doente com muita facilidade e acho que isso tem relação com o fato de me esforçar demais. Quando isso acontece, não me sinto mais conectado ao meu centro e o corpo adoece."

Todo mundo tem de entender o funcionamento do próprio corpo. Se está tentando fazer algo além do que o seu corpo pode tolerar, mais cedo ou mais tarde ficará doente.

Existe um limite para o que você pode impingir ao corpo, então chega o momento em que ele não aguenta mais. Pode estar trabalhando demais. Para as outras pessoas, pode não parecer que você está trabalhando tanto, mas isso não interessa. O seu corpo não aguenta tanto esforço, você tem de descansar.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A única mudança possível


O Brasil e a mudança possível
 
publicado no Jornal da Cidade (Bauru) em 21/02/2014

Que diagnóstico a ciência política e a sociologia fariam da realidade brasileira? Estamos melhorando ou piorando? Somos conhecidos, histórica e culturalmente, como a nação do autoritarismo, da roubalheira, do enriquecimento indevido, do parasitismo, da malandragem e do segregacionismo étnico e socioeconômico. Essa herança cultural é irrefutável? Isso tudo pode mudar?


domingo, 16 de fevereiro de 2014

quer mudar o mundo?

excelente conselho para todos os revolucionários, de todos os partidos políticos, de todas as seitas, de todas as instituições, de todos os cantos do mundo...
para todos os que sonham em mudar o mundo, nada mais coerente do que começar por si mesmo, não acha?
por que até hoje o mundo não mudou? talvez porque, em geral, todos estão esperando que "o outro" mude primeiro... achamos que se "o outro" mudar, aí sim, nós teremos as condições prá mudar também...
mal percebemos que o outro é apenas o espelho onde cada um de nós se reflete, se espelha, de modo inconsciente e parcialmente... mas inexoravelmente um reflexo.

silvio mmax.


Cada um, mude apenas a si mesmo



Pergunta a Osho:

É possível tentar mudar o mundo para salvá-lo, sem ser agressivo?

Isso já é agressivo. Até mesmo o esforço de mudar um único indivíduo é agressivo. Quem é você para decidir o que está certo para determinada pessoa? Quem é você para decidir que o mundo, se for mudado segundo as suas ideias, será um lugar melhor? Você está assumindo o papel de um salvador, e essa é uma maneira inconsciente de dominar as pessoas. É para o bem delas próprias, é claro, para que não se rebelem contra você.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Princípio da igualdade e o sistema de cotas





 

Abaixo segue um interessante artigo no qual o pesquisador abordou alguns dos fundamentos sociológicos e antropológicos de uma das políticas afirmativas mais polêmicas das últimas décadas: o sistema de cotas para minorias étnicas no Ensino Superior brasileiro.
Artigo indicado para estudantes da antropologia cultural brasileira.

  

 

Princípio da igualdade e o sistema de cotas para negros no ensino superior


Publicado em .


INTRODUÇÃO

O século XVIII foi proficiente no reconhecimento de direitos pertencentes a todos os homens, erigindo como único fundamento o fato de pertencerem estes ao gênero humano. É a partir daí que começa a ser firmada uma melhor compreensão da essência do homem baseada em princípios que vão necessariamente compor os discursos de ordem política, filosófica, social e jurídica. Três desses princípios sintetizam todos os direitos fundamentais do homem e pretendem ser universais: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Uma nova consciência passou a dominar o espírito dos homens desde o advento da Revolução, ocorrida na França, até a emissão do seu célebre documento: a Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão. A intenção maior dos revolucionários da época era a remoção das desigualdades estamentais que perpetuavam os privilégios de uns ao mesmo tempo em que tornavam inelutáveis o aviltamento de outros.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Blue Eyes - Brown Eyes

Imperdível documentário!

Produzido pelo premiado diretor alemão Bertram Verhaag, mostra um exercício sociológico conduzido pela professora e socióloga norte-americana Jane Elliot, que dedicou sua vida à luta contra o preconceito, a ignorância e o racismo.


Elliott ganhou um Emmy pelo documentário de 1968 "The Eye of the Storm", em que aplicou um exercício de discriminação numa sala de aula da terceira série, baseada na cor dos olhos das crianças. Hoje aposentada, realiza workshops sobre racismo para adultos.

 


Tudo começou quando Elliott resolveu realizar na pequena escola na cidade de Riceville onde lecionava, no interior do Estado de Iowa - EUA, no dia 5 de abril de 1968, uma experiência que se tornou inesquecível para seus alunos, famílias e para o mundo todo. No dia anterior, ocorrera o assassinato de Martin Luther King. 
Jane Elliott resolveu aproveitar a oportunidade para expressar seu inconformismo em relação ao preconceito e racismo da sociedade norte-americana. Determinada a levar as situações até o limite, ela elaborou uma dinâmica para realizar com seus alunos do ensino elementar na manhã seguinte.
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No documentário intitulado "Olhos Azuis", a professora norte-americana Jane Elliott repete a experiência com adultos, promovendo propositadamente um "exercício de discriminação pela cor dos olhos". 
Deste modo, ela acaba por denunciar a hipocrisia de uma sociedade que se acredita justa e civilizada, mas que na realidade em seu dia a dia, encontra-se impregnada de práticas preconceituosas, assim como já havia denunciado tantos outros, incluindo Martin Luther King, assassinado justamente por esse motivo. 
Sua dinâmica nos causa um choque psicológico que nos faz pensar seriamente sobre a questão. Ela começa colocando pessoas de um grupo controlado para sentirem na pele o que as minorias sentem todos os dias de suas vidas, produto desse meio social que dilacera as minorias e as põem como inferiores. As implicações são fantásticas... 
Imperdível!! Assista!