Estado, Cidadania e Controle Social
Refletir sobre a
origem, a legitimidade e a função do Estado é fundamental para o cidadão que
vive em qualquer regime político, ainda mais se ele viver em uma democracia.
Afinal, enquanto cidadão, cada um de nós brasileiros é compulsoriamente
convocado a eleger representantes políticos (do vereador ao presidente), a pagar
tributos (e não poucos) e, de modo geral, a arcar com o ônus gerado por um
número gigantesco de leis, que só aumentam diariamente...
Mas, por que é mesmo
que fazemos tudo isso?
É de fato necessário
participarmos da vida política de nossa cidade ou país?
É realmente
importante ou imprescindível pagar tributos e cumprir as leis?
Por que não podemos
simplesmente nos omitir da política? Afinal, se vivemos em uma democracia, não
deveríamos ter o direito de fazer o que queremos?
Por que simplesmente
não posso desobedecer àquelas leis que entendo serem prejudiciais ou
desinteressantes para mim?
Por que não posso sonegar
impostos, já que o Estado é geralmente corrupto e péssimo prestador de serviços?
Por que não podemos simplesmente
abrir mão do Estado e voltar às formas primordiais de vida social? O Estado é
realmente imprescindível?
Não seríamos mais felizes e livres sem o Estado, como
creem os anarquistas?
As pessoas seriam realmente capazes de viver felizes em
comunidades autogovernadas, sem hierarquia e autoridades, sem propriedade privada
e sem a exploração do trabalho?



















