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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

uma alegoria do medo

Numa noite escura, um homem andava no meio de uma floresta quando, de repente, caiu. A única coisa que conseguiu fazer foi segurar-se em um galho. Quando olhou para baixo, só viu escuridão. Começou, então, a sentir medo e pensou: "vou cair e morrer... Este galho não vai aguentar e vou me machucar muito...".
Conforme o tempo passava, o galho aos poucos se desprendia mais, e assim o homem mais se desesperava, com medo de cair e morrer. 
A claridade foi chegando com a manhã, e só então ele percebeu que estava com os pés a poucos centímetros do chão.

primeira moral da história: medo sempre causa mais sofrimento e aborrecimento do que a própria realidade poderia causar!

segunda moral da história: se for à floresta de noite, não seja tonto: leve uma lanterna!

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O que de fato importa?

Conheça a interessante e ao mesmo tempo intrigante interpretação do sábio indiano Maharaj, a respeito da Verdade, da essência humana, da mente e do que temos que fazer para desenvolver a consciência. Vale a pena ler e parar para refletir:

Quando "não é o que você faz", mas o que você "pára de fazer", que de fato importa...



Onde está a necessidade de mudar o que quer que seja?

A mente está mudando de alguma forma todo o tempo. Olhe para sua mente desapaixonadamente; isso é o suficiente para acalmá-la. Quando ela estiver quieta, você pode ir além dela.
Não a mantenha ocupada todo o tempo. Pare-a, e simplesmente seja. Se você der descanso à mente, ela se centrará e recobrará sua pureza e força. O pensar constante a faz decair.
Nada que você faça mudará a si mesmo, pois você não precisa de nenhuma mudança. Você pode mudar sua mente ou seu corpo, mas isso é sempre algo externo a você que foi mudado, não você mesmo.

Por que se importar com toda essa história de mudança?
Realize de uma vez por todas, que nem seu corpo, nem sua mente e nem mesmo sua consciência é você...
e mantenha-se de pé sozinho em sua verdadeira natureza, além da consciência e inconsciência.

Nenhum esforço pode levá-lo lá, somente a clareza do entendimento.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

caminho

Uma árvore*

teu foco no presente, a fonte de TUDO...
e de repente, todas as coisas têm outro sabor! 
O mui simples satisfaz; 
o não simples se mostra falaz.
Reconcilia-te com o universo: 
com esse corpo, com pessoas, 
com anseios não satisfeitos, 
com teus medos, sonhos, desejos...
...

senta-te 
e reconcilia-te 

domingo, 18 de setembro de 2016

Ciúmes e Inveja

É a mente, a vontade, com seus apegos, desejos, temores, que cria o conflito entre si e a emoção. O amor não é a causa da miséria; são os temores, os desejos, os hábitos da mente que criam a dor, a agonia do ciúme, a desilusão. (…) (Palestras em Ommen, Holanda, 1937-1938, pág. 99)

Tomemos, para exemplo, um sentimento muito comum: o ciúme. Todos sabemos o que é ser ciumento. (…) Quando observais um sentimento, vós sois o observador do ciúme. (…) Tentais modificar o ciúme, alterá-lo. (…) Há, portanto, um ser, um censor, uma entidade separada do ciúme, a qual o observa. Momentaneamente, o ciúme poderá desaparecer, porém volta. (…) (O Homem e seus Desejos em Conflito, 1ª ed., pág. 149-150)

O ciúme, em quase todos nós, se tornou um hábito, e, como todo hábito, tem continuidade. Quebrar o hábito (…) significa estar cônscio do hábito. (…) Nesse estado de total percebimento descobrireis terdes eliminado completamente aquele sentimento habitualmente identificado com a palavra “ciúme”. (Idem, pág. 151)

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Use, mas não seja usado pelo que possui

"A mente é uma fazedora. Observe sua própria mente e você compreenderá. O que estou dizendo não é uma declaração filosófica, é simplesmente um fato. Não estou propondo nenhuma teoria para você acreditar ou desacreditar, mas alguma coisa que você pode observar em seu próprio ser. E você verá isto, sempre que estiver só, você imediatamente começa a procurar: alguma coisa tem que ser feita, você tem que ir a algum lugar, você tem que ver alguém. Você não consegue estar só. Você não consegue ser um não-fazedor. Fazer é o processo pelo qual a mente é criada; ela é um fazer condensado. 
Consequentemente, meditação significa um estado de não-fazer. Se você puder sentar silenciosamente, nada fazendo, de repente você estará de volta para casa. De repente você verá a sua face original, a fonte. E esta fonte é satchitanand: verdade, consciência e felicidade; chame isto Deus, ou nirvana, ou o que você quiser. 
Do ser ao fazer, e do fazer ao ter, é como a consciência de Adão chega ao mundo. Mover-se de volta, do ter ao fazer, e do fazer ao ser, é o que significa consciência de Cristo.
Mas os Sufis têm uma mensagem tremendamente significante para o mundo. Eles dizem que o homem perfeito é aquele que é capaz de se mover do ser ao fazer, ao ter, ao fazer e ao ser, e assim por diante. Quando o círculo está perfeito, então o homem é perfeito. A pessoa deve ser capaz de fazer. 
Não estou dizendo que você deve tornar-se incapaz de fazer; isso não tem valor algum, isso simplesmente é impotência. Você deve ser capaz de fazer, mas não deve ficar absorvido nisto. Você não deve ficar envolvido no fazer, não deve ficar possuído por isto; você deve permanecer o senhor da situação. E não estou dizendo que tudo o que você tem terá que ser abandonado, não estou lhe dizendo para renunciar a tudo o que você possui. 
Use, mas não seja usado pelo que possui, isso é tudo. Assim nasce o homem perfeito." 

Osho

sábado, 3 de setembro de 2016

Vemos as coisas como são. Será?

A citação é ótima, nos remete a uma das mais recentes e revolucionárias descobertas da Filosofia da Mente, da Filosofia da Linguagem e da Filosofia da Ciência. Porém...
de quem realmente é essa frase?
é tanta confusão que fazem na internet, que no final, fica cada vez mais difícil saber quem disse, o quê realmente disse, e em qual contexto disse...

sábado, 20 de agosto de 2016

Qual a sua sintonia?



Sobre sombra, luz e sintonias
Quando não me sinto bem, geralmente é porque não estou vendo as coisas claras o suficiente para que eu me sinta bem...
o "que" ou "quem" determina o meu “sentir”? 
seria algo alheio a mim, que não posso influenciar?
Será que não me sinto bem por que as coisas não tinham ocorrido como eu gostaria?
Depois vi que não...  no fundo tudo acontecia não só como tinha que acontecer (do melhor modo possível), mas tudo acontecia comigo conforme (inconscientemente) eu mesmo havia escolhido. Caminhos que cada ser escolhe...
Depois pensei...Se não é o que está “fora de mim” que determina se sou feliz ou infeliz, como me sinto, então seria o que está dentro de mim?
alternativa radical, e até perigosa se não se aprofundar a compreensão do que isso significa...
no final das contas, entender que sou absolutamente responsável, não me fez tampouco mais “poderoso” a respeito de tudo aquilo que continuava "acontecendo" ao meu aparente redor...
há um “inconsciente coletivo”, como uma nuvem que perpassa todo o “ambiente psíquico” planetário, que atinge a todos o tempo todo, porque somos humanos e estamos conectados a tudo (e a todos, inconscientemente), sem exceção. Não é possível não fazer parte do “todo”.
Então, embora eu esteja de algum modo 'conectado' a toda essa massa de energia sutil emanada por todos os demais humanos simultaneamente, ainda tenho a opção de “sintonizar” estações diferentes, com diferentes "programações", "espetáculos", "comédias, dramas ou tragédias", como faria se tivesse um aparelho receptor de rádio ou TV.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Hora de Acordar!! (Alan Watts)




 "O que você é basicamente, bem por debaixo da consciência, bem profundamente, é simplesmente a fábrica e estrutura da existência em si. Mas existe uma conspiração de que você não pode descobrir isso."
 (Alan Watts)


 

mais dicas de vídeos de Alan Watts você pode encontrar no youtube ou no seguinte blog: http://evoluasuaconsciencia.blogspot.com.br/2014/02/alan-watts.html

sábado, 6 de agosto de 2016

missão de vida

Carma e missão de vida

Sobre o carma, faço uma paródia de algo que Mooji certa vez esclareceu para alguém que perguntava se "o que estava ocorrendo em sua vida era devido às existências passadas ou outra causa diferente"...  
Disse: Não se preocupe agora com seu carma... carma é só um reflexo tardio de tantos apegos e desejos psicológicos que se agregaram no tempo...
VOCÊ NÃO É “SEUS DESEJOS”, você NÃO É seus pensamentos, NEM as emoções que sente. Você é A OBSERVADORA dos pensamentos/emoções. VOCÊ É A PRESENÇA eternamente presente! 
Sua verdadeira natureza é Ser, naturalmente em paz, naturalmente feliz!
O resto são aquelas nuvens (que lhe disse antes), mais ou menos branquinhas ou escuras, tanto faz..  nenhuma delas é VOCÊ, NENHUMA DEFINE (nem limita) VOCÊ. A não ser que você queira.
Então, não focalize pensamentos, nem carma, nem nada.... apenas OBSERVE, SEM JULGAMENTO. 
Seu carma, como seus pensamentos, só tem força/poder se você acreditar/sintonizar neles. É isso que os carrega de energia e aparente "realidade". 
Sem nossa energia, sem nossa atenção, tais pensamentos não podem sobreviver, nada podem causar. Então, não lhes dê mais força! Não os alimente e eles morrerão de fome, desnutridos, se tornarão pó aos seus pés. 
Se escolhe se identificar com eles, eles crescem bem nutridos, porque estão sendo bem cuidados por você! É estranho, mas nutrimos uma afeição mais ou menos patológica por nossos pensamentos e pelo nosso carma. Aí quando acontece, sua percepção já treinada para "filtrar" a realidade conclui: tá vendo! eu estava certo! Então, o círculo vicioso do "crer para ver" é retroalimentado e se perpetua... parece difícil quebrar esse círculo, mas não é impossível. 

O que Deus quer de mim? me pergunto isso todos os dias assim que acordo.
Tem um ditado muito profundo e verdadeiro que diz: “Oração é quando você fala com Deus; Meditação é quando Deus fala com você”.
(Deus evidentemente não é a fantasia antropomórfica que muitos acreditam). 
Então, para saber o que o Ser (Deus) quer de mim, para “ouvir” Deus, há que silenciar. As demais “vozes” em mim devem calar, para que a voz do Ser, para que a voz do Silêncio ecoe em mim.
Creio ser essa nossa primeira missão de vida (antes de qualquer outra, que pode ser ajudar a humanidade, nosso vizinho da esquina ou ajudar os cães e gatos abandonados...quem sabe...) 
Então, em primeiro lugar está: ouvir Deus em nós, ver Deus em nós, senti-lo primeiro...  exercitar essa Presença... estar AQUI e AGORA, presente! Atento! Um vaso... o vaso não pensa, não faz nem acontece, ele apenas existe e se realiza recebendo!
Uma vez atento, se faz consciência do Nada grandioso que somos conectados ao Nada Absoluto que é Deus!


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

A crise que vemos e a crise que somos

“A crise não está lá fora, a crise é interna, e não queremos encarar isso, não estamos com vontade de resolver isso”



Esta máxima de Krishnamurti nos leva a refletir seriamente sobre qual a nossa porcentagem de responsabilidade na construção efetiva dessa "realidade" visível que enxergamos 'projetada' diante de nós. Noutras palavras, caberia perguntarmo-nos: Qual a nossa relação com esse filme que estamos assistindo todos os dias, 24 horas por dia? 
Por acaso ou casualidade, seríamos tão somente espectadores dessa narrativa holográfica (às vezes melodramática, às vezes trágica, raramente cômica) que se desenrola diante de nossos olhos e ouvidos todos os dias?
Nossos dramas pessoais, familiares, regionais, nacionais e mundiais surgem magicamente diante de nós? 
ou cada um de nós que aqui está no mundo é co-criador, co-partícipe, cúmplice ativo ou passivo dessa produção cinematográfica que chamamos de existência?
Você tem certeza de que a crise que vemos em nossa casa, em nossa cidade, em nosso país e em nosso mundo, não tem nada a ver conosco mesmos? Pense nisso.


domingo, 24 de julho de 2016

imagens mentais de si e dos outros

Imagens Mentais Errôneas, de Si Próprio, dos Demais


Não só olhamos a natureza com olhos que acumularam conhecimentos a seu respeito (…), com uma imagem, mas também olhamos os outros entes humanos com nossas diferentes conclusões, opiniões, juízos e valores. Assim, quando olhais ou observais a vós mesmos, a vossa vida, estais observando através da imagem e das conclusões que já formastes. Dizeis que isto é bom, aquilo é mau, ou que isto é certo e aquilo, errado. (…)
(O Novo Ente Humano, pág. 119)

Assim agindo, não estais em relação direta com o que vedes. Olhais com o conhecimento trazido do passado, (…) vossas imagens, com a tradição, (…) as experiências humanas acumuladas; tudo isso vos impede de ver. Este é um fato que precisa ser compreendido, ou seja, que, para observardes realmente a vida, deveis olhá-la com olhos novos, isto é, (…) sem condenação, (…) ideal, (…) desejo de dominar ou alterar o que vedes, em suma, observar. (…)
(Idem, pág. 119)

Todos nos colocamos em níveis diversos e estamos constantemente a cair dessas alturas. Dessas quedas nos envergonhamos. A auto-apreciação é a causa de nossa vergonha, (…) de nossa queda. Essa autoapreciação é que precisa ser compreendida, não a queda. Se não existe um pedestal, sobre o qual colocastes a vós mesmos, como pode haver queda? (…)
(Comentários sobre o Viver, pág. 143-144)

(…) Sem o dito pedestal, sereis o que sois. Se não mais existe o pedestal, do alto do qual olhais para baixo ou para cima, então sois aquilo de que sempre estivestes fugindo. É essa fuga ao que é, ao que sois, que dá origem à confusão e ao antagonismo, à vergonha e ao ressentimento.
(Idem, pág. 144)

sexta-feira, 22 de julho de 2016

qual é o início do autoconhecimento?



Afinal, conhecer-se a si mesmo é observar o seu comportamento, as suas palavras, o que você faz em seus relacionamentos diários; isso é tudo. 

Comece com isso e verá quão extraordinariamente difícil é ter consciência, apenas observar o seu tipo de comportamento, as palavras que usa com o seu empregado, o seu chefe, a atitude que tem em relação às pessoas, às ideias e às coisas.

 Apenas observe seus pensamentos, seus motivos, no espelho das relações, e verá que, no momento em que observa, você quer corrigir; você diz: “Isto é bom, isto é ruim, tenho de fazer isto e não aquilo.” 

Ao ver-se no espelho do relacionamento, sua abordagem é de condenação ou de justificação; portanto, você distorce aquilo que vê. 

Ao passo que, se você simplesmente observar naquele espelho a sua atitude em relação às pessoas, às ideias e às coisas, se você vir somente o fato, sem julgamento, sem condenação ou aceitação, então descobrirá que a própria percepção tem sua própria ação.

Esse é o começo do autoconhecimento.

J.Krishnamurti - The Collected Works vol. VI p. 307 .