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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

O que está errado na Educação brasileira?


José Pacheco fala sobre Educação com E maiúsculo


Abaixo segue uma importante entrevista com o educador José Pacheco que todo(a) educador(a) ou pedagogo(a) deveria ler e estudar com bastante profundidade. Trata-se de uma proposta pedagógica baseada em um paradigma radicalmente distinto do que prepondera no Ensino Público e Privado do Brasil e do mundo. 
Contudo, após a leitura, faço as seguintes observações:

1) Individualismo e conteudismo. 
Não penso que o diferencial entre o modelo da Escola da Ponte e o tradicional seja o problema do individualismo ou do conteudismo. Não se trata de reduzir ambos os modelos a uma contraposição dicotômica desse tipo. Do mesmo modo, não se trata de contrapor 'individualismo' versus algum tipo de 'coletivismo'. 
Esse novo modelo valoriza a individualidade e as peculiaridades de cada sujeito-aprendiz.
Por outro lado, os conteúdos são absolutamente necessários em qualquer modelo pedagógico: é um equívoco acreditar ser possível construir um currículo libertário, progressista ou tecnicista liberal, desprezando conteúdos. Isso seria engodo, pseudo-aprendizagem. 

2) O modelo é praticável e já funciona em vários lugares, inclusive no Brasil.
Uma das grandes preocupações do educador, do pedagogo é: o modelo funciona? com que tipo de aluno funciona? Se o modelo funciona com alunos modelos e ideais, o que garante que funcionará com alunos com sérias dificuldades de aprendizagem ou de disciplina? Pois bem: pelo exposto no artigo, é possível pô-lo em prática, mesmo que seja num mundo onde predomina "individualismo e competitividade", já que os alunos egressos desse modelo possuem bom desempenho nos vestibulares e demais exames seletivos. Esse é um dado crucial.

3) Todo aluno é igual? 
Também deve-se esclarecer que nem todo aluno se adapta a essa inovadora proposta pedagógica. Há alunos que se dão melhor noutros paradigmas. Há que se respeitar a diversidade nesse sentido. Mais uma vez, não se trata de tentar encontrar o utópico modelo educacional ideal. Tal não existe, pois não há dois sujeitos iguais no mundo.

4) Esse modelo pode/deve ser generalizado?
Lendo o artigo, notei que não é intenção que o modelo seja imposto 'goela abaixo', de forma massiva ou generalizada, ou apressada. O entrevistado deixa bem claro que a adesão (da escola, dos professores e demais agentes) deve ser voluntária. Por quê? Porque o educador, assim como a comunidade afetada, devem estar comprometidos e 'apaixonados' pela proposta. Se não acreditam nela, se não estão amadurecidos para ela, nem adianta começar.

5) Como fica a gestão escolar?
Envolver o entorno da escola na gestão escolar é fundamental nesse modelo. Professor, pais/responsáveis, merendeiras, funcionários, alunos, todos merecem ser ouvidos e participarem das decisões: desde o horário de início e término das aulas até a cor da tinta que será usada na pintura do prédio. 
Mas qual governante gestor está disposto a compartilhar poder? 
Mas qual povo está disposto a se responsabilizar pelo modelo pedagógico, pela gestão da instituição Escola, a dispensar seu tempo nessa tarefa?

Então, eis o componente político fundamental que em geral, passa despercebido: na Escola Pública deve acontecer a verdadeira gestão democrática (aliás, já prevista teoricamente em nossa LDB).

6) E a questão fundamental da política de salários?
Eis outro ponto que chama a atenção: o artigo traz uma proposta interessantíssima de revalorização salarial, para TODOS os agentes escolares. Vale a pena conhecer mais de perto tal política, ver se as contas fecham. O entrevistado garante que sim!

7) a questão do assistencialismo. 
Hoje a escola está praticamente descaracterizada. Ali se faz de tudo... se sobrar tempo e condições, promove-se aprendizagem. 
Ali o cidadão esfomeado mata a fome, ganha até material didático 'de graça', do lápis ao livro e ao uniforme... (ainda que seja para, no final do ano, serem rasgados e queimados pelos próprios alunos, em atitude grotesca e 'libertadora' que simboliza bem como eles valorizam a Escola que têm recebido. 
Pois bem... ali o cidadão pai e a cidadã mãe "deposita" suas crias enquanto precisa cuidar do seu próprio sustento de sol a sol. 
Ali o professor, ao invés de professor, é o psicólogo, é o assistente social, é o médico, é o pai-mãe (quando aqueles que o são de direito, são omissos), é policial etc etc... 
Nota-se que a proposta da Escola da Ponte diverge radicalmente do modelo assistencialista atual. Transformar a Escola em mero espaço para promoção do assistencialismo social não faz parte do novo modelo.

Silvio MMax.
Enfim, o artigo na íntegra:

 

O que está errado no projeto de educação no Brasil?

Não temos séries, nem ciclos, nem classes, nem nada…

Projeto Âncora segue metodologia da Escola da Ponte, com orientação do português José Pacheco, educando cerca de 350 crianças de baixa renda gratuitamente
Por Adriana Delorenzo e Renato Rovai

Ao entrar no projeto Âncora nem parece que se está numa escola. A iniciativa, localizada no município de Cotia (SP), está longe de ser uma proposta tradicional. Inspirada pela Escola da Ponte, de Portugal, lá não há séries, provas e as salas de aula comuns, com um professor falando para alunos organizados em fileiras. Tenda de circo, pista de skate, muita área verde e salas sem divisões compõem o espaço.
A história começou em 1995, quando o empresário Walter Steurer passeava pela região onde morava e viu um terreno à venda. “Ele foi um empresário de muito sucesso e, quando se aposentou, vendeu a empresa, e tinha a ideia de continuar fazendo coisas. Quando comprou o terreno pretendia fazer um condomínio de casas”, conta a esposa Regina Steurer. Mas o destino da área acabou sendo outro. “Ele decidiu empregar o dinheiro que já tinha ganhado em algo que fizesse sentido. Walter tinha claro que o Brasil tinha dado para a família dele tudo que eles tinham, era uma família austríaca, que chegou aqui fugida da Primeira Guerra. Ele pensou: ‘Tenho que devolver ao Brasil o que o país me deu’”, lembra Regina, que fundou o projeto Âncora ao lado do marido.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

A psicopatia e a relevância do DNA em sua determinação

Ao ler a reportagem abaixo, você notará uma conclusão óbvia: 
"O jeito de mudar o mundo" passa necessariamente pelo 'meio' da educação. 

Afinal, alguém nasce com nojo de gays, de judeus ou de nordestinos? algum ser humano nasce odiando/amando? alguém nasce racista ou 'skinhead'? alguém nasce com medo de barata ou adorando cães e gatos? alguém nasce torcedor do Flamengo ou do Palmeiras? 

Seja o respeito, seja o desprezo pelo 'outro', todos são comportamentos aprendidos socialmente, portanto, culturalmente construídos e introjetados nos indivíduos que fazem parte de certo grupo. Isto não lhe parece óbvio?

Sendo assim, a 'educação' e os exemplos vivenciados no dia a dia, desde que nascemos, tem papel importantíssimo na dinâmica dos relacionamentos entre as distintas ‘tribos urbanas’, entre os distintos grupos e tipos étnicos, exerce importantes condicionamentos no modo 'como lidamos' uns com os outros. 

Não é necessário negar a influência do fator genético. A falácia está em atribuir a esta única variável, todo o resultado final da 'equação' do comportamento humano. Tampouco podemos dizer que tudo é culpa do ambiente. Há interações entre estes dois fatores citados e também há uma coisa que geralmente muitos cientistas se esquecem: o livre-arbítrio. 

A liberdade humana também existe, mas na prática, as opções evidentemente acabam sendo muito mais limitadas. Não se trata de ser ingênuo e romântico a ponto de imaginar que todos pensam e sentem livremente, que escolhem sem a influência dos estímulos e condicionantes que há a sua volta. Condicionamentos sociais ou naturais são forças impressionantes que não se deve desprezar, mas tampouco são determinantes absolutos de quem somos...

No final, quaisquer influências acabam tendo um caráter mais ou menos relativo. Somos o resultado da interação entre fatores genéticos, congênitos, ambientais (socioculturais, linguísticos, religiosos etc), e transcendentais (subjetivos, racionais, intelectuais, volitivos) que estão dentro de nós.

Pensemos nisso.

Silvio MMax. 


 Pesquisador se descobre psicopata ao analisar o próprio cérebro

      24/12/2013


Um neurocientista americano que fazia estudos com criminosos violentos descobriu, por acaso, que ele próprio tinha "cérebro de psicopata".

Casado e pai de três filhos, James Fallon, professor de psiquiatria e comportamento humano da University of California, Irvine (UCI), disse à BBC Brasil que a descoberta fez com que ele reavaliasse seus conceitos a respeito de quem era. E transformou suas convicções enquanto cientista.

A experiência de Fallon, descrita no livro The Psychopath Inside, teve grande repercussão na internet.

Comentando o caso, um neurologista ouvido pela BBC disse que estamos interpretando os conhecimentos gerados pela genética de maneira "perigosa".

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Educação das Relações Étnico-raciais



DISCRIMINAÇÃO RACIAL E EDUCAÇÃO

o desafio da formação docente


Questões relacionadas à discriminação racial e educação, tanto no âmbito acadêmico quanto nos demais, têm sido objeto de um número crescente de publicações e estudos, favorecendo a abertura de espaços para discussões e busca de alternativas para minimizar a discriminação racial e o preconceito nas nossas escolas. Trabalhos que desmascaram o Mito da Democracia Racial1, que criou uma cortina de fumaça e camuflou o preconceito por muitos anos, têm contribuído para a exploração do assunto.

sábado, 12 de outubro de 2013

Temos de achar um tipo humano de educação no mundo

Pergunta a Osho:

Osho,
Sempre estou me sentindo culpado, como se tivesse cometido grandes crimes. Como posso abandonar essa culpa? Ela está me destruindo e todas as possibilidades para viver minha vida alegremente.

Isso é o que eu estava dizendo agora mesmo: você foi pro­gramado de tal modo que não pode viver alegremente. Toda a alegria foi contaminada, toda a alegria foi envenenada, toda a alegria foi condenada.

E você ouviu a condenação repetida muitas vezes — do padre, do pai, dos professores, de todo o mundo —, tanto que ela se tornou uma ideia muito, muito enraizada em você de que há algo errado em ser alegre.


Retorne, lembre-se de seus dias de infância. Sempre que você estava contente, alguém se aproximava para dizer: “O que você está fazendo? Por que você está gritando? Por que você está dançando? Papai está lendo o jornal, ele será perturbado”. O papai e seu tolo jornal, e de repente sua alegria fica mutilada. Você quis correr ao sol e não lhe foi permitido; você foi forçado a sentar-se no quarto em um canto escuro. Você quis escalar as árvores, mas aquela tola lição de casa estava ali e tinha de ser feita. Você quis falar com os pássaros e brincar com os cachorros e as crianças e foi forçado a sentar-se dentro de uma escola como uma prisão durante seis, sete horas...


Você não percebe o que está fazendo com suas crianças, não vê o que foi feito a você. As crianças pequenas estão sendo forçadas a se tornar prisioneiras; sua vida começa a ficar mutilada desde então. Não lhes permitem se mover — e elas são energias borbulhantes. Elas gostariam de cantar, de explodir em canções e danças, de escalar árvores e montanhas, de nadar nos rios e nos oceanos. Mas a dança não é permitida, a celebração não é permitida. O que é permitido é antinatural e o que não é permitido é natural.


Temos de achar um tipo humano de educação no mundo; a educação que existe é muito desumana. Temos de achar formas para que a criança possa brincar ao sol e ainda aprender um pouco de aritmética. Isso pode ser feito — uma vez que sabemos que a aritmética não é tão importante como brincar ao sol; uma vez que o assunto foi decidido, então podemos achar formas. Um pouco de aritmética pode ser ensinada, e um pouco é preciso. Nem todo mundo vai se tornar um Albert Einstein. E esses que vão se tornar Albert Einstein, eles não se preocuparão em brincar ao sol — sua alegria é a aritmética, essa é sua poesia. Então é diferente, então é totalmente diferente; então o crescimento não é impedido e a culpa não é criada.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Caos 'versus' Eros, na Educação

Caos 'versus' Eros na Educação


Não é preciso ser experto em filosofia da educação, sociologia ou administração, para constatar a falência do que chamam sistema educacional brasileiro. 


As políticas educacionais têm se mostrado paupérrimas e obsoletas, nem adaptadas aos propósitos neoliberais, muito menos ainda comprometidas com algum projeto progressista de transformação social. 


Ao contrário, apesar dos discursos politicamente corretos e de dados estatísticos questionáveis, o que se vê é uma prática sistemática de desvalorização do profissional da educação, que já vem de muitos ontens. A ordem é desmoralizar... iniciando pela filosofia e terminando com o educador.
Mudanças pontuais aqui e ali, aliadas a uma remuneração ridícula e a péssimas condições de trabalho são a receita certa para o desastre. Estamos em rota de colisão com o caos... Assim, todos sabemos que não importa qual filosofia ou pedagogia se adote: todas fracassarão, enquanto projeto macro. O que nos importa desvendar agora é: a quem e por que interessa o caos na educação? 


sexta-feira, 21 de junho de 2013

Ativismo e Paulo Freire

Três trechos do educador e filósofo brasileiro Paulo Freire (1921-1997) para reforçar e comungar com a onda de ativismo que acontece no Brasil de Norte a Sul, catapultados pelo protesto do aumento de R$ 0,20 da passagens dos transporte público paulista, mas que se ampliou para um desabafo contra a corrupção, o mau uso do dinheiro público e os desmandos políticos que há alguns anos se instauraram no Brasil. 

Os trechos são dos livros “Professora Sim, Tia Não” (1993), “Pedagogia do Oprimido” (1968) e “Cartas à Cristina” (1994).

1
Paulo Freire. “Professora Sim, Tia Não” (1993).
“A amorosidade de que falo, o sonho pelo qual brigo e para cuja realização me preparo permanentemente, exigem em mim, na minha experiência social, outra qualidade: a coragem de lutar ao lado da coragem de amar. (…) Não é, porém, a esperança um cruzar de braços e esperar. Movo-me na esperança enquanto luto e, se luto com esperança, espero.”

2
Paulo Freire. “Pedagogia do Oprimido” (1968).
“Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão”. (…) ”Somente quando os oprimidos descobrem, o opressor, e se engajam na luta organizada por sua libertação, começam a crer em si mesmos, superando, assim, sua “convivência” com o regime opressor. Se esta descoberta não pode ser feita em nível puramente intelectual, mas da ação, o que nos parece fundamental é que esta não se cinja a mero ativismo, mas esteja associada a sério empenho de reflexão, para que seja práxis”.

3
Paulo Freire. “Cartas à Cristina” (1994).
“A pessoa conscientizada tem uma compreensão diferente da história e de seu papel nela. Recusa acomodar-se, mobiliza-se, organiza-se para mudar o mundo.”

autor: Nando Pereira

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

artigo: implicações do existencialismo satreano na educação



Este trabalho é o resultado de um estudo, cujo principal objetivo foi analisar as implicações do pensamento existencialista sartreano na educação contemporânea, norteada pelas novas exigências da pós-modernidade, dentre elas a questão da transdisciplinaridade e do pensamento complexo, propostas pelo pensador Edgar Morin. 
Para tanto, deu-se início a uma pesquisa bibliográfica com autores que tratam da concepção de educação, existencialismo, fenomenologia, transdisciplinariedade, pensamento complexo, dentre outros correlatos. 
Procuramos demonstrar que uma pedagogia relevante, baseada numa “concepção humanista moderna de filosofia da educação”, necessariamente deve passar pela implementação da transdisciplinaridade de um modo mais efetivo e radical. 
Nossa proposta caminha justamente no sentido de compreender sistematicamente quais seriam os elementos fundamentais da concepção existencialista transdisciplinar. 
Leia o artigo na íntegra:

Simposio Internacional de Linguagens Educativas 2008 implicacoes existencialismo satreano

domingo, 2 de setembro de 2012

Mudando Paradigmas na Educação

Mudando Paradigmas na Educação

interessante video para estimular nossa reflexão filosófica sobre a questão da Educação sistematizada, em todos os níveis.

sexta-feira, 30 de março de 2012

O sucesso da Educação na Finlândia

28/03/2012 - Acordo pela educação é causa de sucesso da Finlândia, diz conselheira
fonte: Revista Veja
 
Marcos Magalhães

A celebração de um amplo acordo político nacional em favor da educação e a permanente valorização do papel do professor estão entre os principais motivos que levaram a Finlândia a obter um dos melhores sistemas de educação do mundo, disse nesta quarta-feira (28) a conselheira em Comércio e Educação Titta Maja, do Ministério das Relações Exteriores daquele país.
Em audiência pública promovida pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), ela ressaltou a importância do entendimento político em benefício da educação, firmado na segunda metade do século 20 em Helsinqui, capital da Finlândia – localizada, como observou, a 10.933 quilômetros de Brasília.
- Na Finlândia temos partidos de esquerda, de centro e de direita. Depois da Segunda Guerra Mundial, todos decidiram que, por ser um país pequeno, a Finlândia tinha de investir no futuro de cada criança – ressaltou Titta Maja no início da audiência, convocada a partir de requerimento do presidente da comissão, senador Roberto Requião (PMDB-PR).

Sobre a Hipocrisia do Educador Fraco

Sobre a Hipocrisia do Educador Fraco            
            Que escola sonhamos ter? A mais perfeita possível! Que educação queremos para nosso país, estado e cidade? A mais adequada possível! Como devem ser os professores? Os mais sábios possíveis!