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domingo, 29 de março de 2015

o segredo da saúde mental e corporal

 “O segredo da saúde, mental e corporal, está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas, viver sabia e seriamente o presente.”



“Eu sou o resultado de meus próprios atos, herdeiro de atos; atos são a matriz que me trouxe a este mundo, os atos são o meu parentesco; os atos recaem sobre mim; qualquer ato que eu realize, bom ou mal, eu dele herdarei... 
Eis em que deve sempre refletir todo o homem e toda mulher.”

(Buddha)








"Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear isso também colherá".  
(Carta aos Gálatas, versículo 7, Bíblia Sagrada)

sábado, 7 de março de 2015

Filosofia Aikido

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Oblivion: a arte do esquecimento

'Oblivion'...

palavra latina que significa 'esquecimento'. Mas aqui, o vocábulo não se refere ao 'esquecer' de um guarda-chuva, de uma conta recém vencida ou de um número telefônico... 
Pense aqui e agora num outro tipo de 'esquecimento': o 'esquecimento eterno'... algo condenado a não mais ser lembrado.
O vocábulo latino dá origem à expressão "cair no esquecimento" (que na Língua inglesa origina ao verbo fall into oblivion). 
Mas, o que é 'esquecimento' em sentido metafísico ou absoluto? 
E por que esse assunto importa?
Primeiramente, pensemos: Em termos humanos (subjetivos), o que é que pode ser esquecido? 
qualquer informação registrada na memória. 
Até nosso próprio ego é um tipo de informação registrada na memória. O ego é  informação e está em nossa mente, nada mais lógico do que defini-lo como memória acumulada, cristalizada (*).

Mas, para quê serve a memória? em sentido pragmático, ela permite a sobrevivência (por algum tempo), permite reproduzir situações prazerosas e evitar as dolorosas, permite aprendizado. Desprovidos de memórias, ou sem acesso a elas (por motivo biológico ou psicológico), quase nada poderíamos aprender. E aprendemos que 'aprender é essencial'! Aprender a aprender, então, é o suprassumo. Como fazer isso sem memória?
Para os humanos especialmente, a memória tem funções ainda mais específicas como acumular e transmitir tal 'aprendizado'... 
Cremos que, tanto os bons como os maus feitos não devem ser esquecidos. Os primeiros por serem desejáveis e úteis. Os segundos, pelo motivo pedagógico de que é prudente 'aprender com os erros do passado'.
Aprendemos muito quando capazes de acumular memórias... acumular, reutilizar, agrupar, associar, recombinar, raciocinar (induzir, deduzir, concluir)...
A experiência vivida por um sujeito, mas não 'perpetuada' em certa mídia (memória interna e natural ou memória externa artificial), não pode ser reaproveitada, nem por nós, nem pelas gerações vindouras. 
Sim! seria o adeus à cultura! Não haveria ferramentas, edificações, roupas, domesticação de sementes ou de animais... nada de registros escritos ou telecomunicações, nem gravadores ou computadores... 
nada de aquecedores para o inverno ou resfriadores no verão...
... tampouco religiões, filosofias, ciências, técnicas ou medicinas... 
sem bandeiras e sem ódios, sem mísseis teleguiados ou contaminação atômica, nada de terrorismos ou fronteiras... adeus às mágoas, ansiedades, complexos, traumas, ressentimentos ou melancólicas saudades... imagine só! um mundo sem dinheiro, sem a moda, sem comparações, nem julgamentos, sem patologias sociais, sem fofocas, sem códigos e sem celas... 
Nada de nomes, avisos, preceitos, bulas, títulos, certificados, receitas, métodos, aulas... Sem música! Sem vingança! Sem filmes! sem racismo! Sem escultura e arquitetura! Sem escravidão e corrupção! Enfim... sem celebração! Sem complicação! 
Haveria o momento... e o existir! nem feliz, nem infeliz... 
Poderia haver conhecimento ou sabedoria fora da memória? 
(há apenas um tipo de conhecimento?)

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Benjamin Zander: música e paixão

Benjamin Zander,  famoso intérprete de Mahler e Beethovené conhecido também por seu carisma, energia inflexível e também por suas brilhantes palestras pré-concerto.
Desde 1979, Benjamin Zander tem sido o maestro da Boston Philharmonic. Ele é conhecido em todo o mundo tanto como maestro, como quanto palestrante convidado sobre o tema "liderança".
Ele é conhecido por fazer as duas coisas em uma única apresentação. Ele usa a música para ajudar as pessoas a abrir suas mentes e criar harmonias alegres, que trazem o melhor de si e seus colegas.
Suas ideias provocantes sobre liderança estão enraizadas em uma parceria com Rosamund Zander Pedra, com quem co-escreveu "A Arte da Possibilidade".

 Para assistir com legendas em português, utilize o link:


"Provavelmente o comunicador mais acessível sobre música clássica desde Leonard Bernstein, Zander move o público com sua paixão desenfreada e entusiasmo."  (Sue Fox, Sunday Times de Londres)
 

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Ken Wilber: entrevista com “O Einstein da Consciência”

reproduzo abaixo, a inédita e muito boa entrevista feita com o famoso pesquisador Ken Wilber, criador da chamada "Psicologia Integral". Apelidado de 'Einstein da psicologia moderna', faz uma análise crítica e inteligente das quatro principais correntes da Psicologia contemporânea.

por , (publicada originalmente em seu site: http://papodehomem.com.br/),

agosto de 2010

Nota do editor: se você não conhece Ken Wilber e deseja uma visão genial para mapear e integrar toda a pluralidade de perspectivas que encontra por aí, siga lendo. 

grupo online sobre Ken Wilber.

Percurso para uma visão integral

Ken Wilber é uma figura difícil de definir. Pensador contemporâneo com uma proposta de integrar todo o conhecimento humano, ele trabalha com ciência, filosofia, ética, espiritualidade e arte.
As contribuições wilberianas no campo da psicologia, por exemplo, tiveram tal impacto cultural que a crítica o aclamou como o “Einstein da psicologia moderna”. Com 23 livros traduzidos para mais de 30 idiomas, ele é um dos poucos autores vivos presenteados com suas “Obras completas”, em 9 volumes ao melhor estilo enciclopédico.
Nascido em Oklahoma City, EUA, em 1949, viveu em diversas cidades ao longo de sua vida já que seu pai pertencia à força aérea americana. Assim que completou o segundo grau em Lincoln, Nebrasca, começou o curso de Medicina na universidade de Duke. Logo no primeiro ano de curso perdeu o interesse pela carreira médica e começou a estudar psicologia e filosofia por conta própria. Posteriormente, voltou a Nebraska e completou um mestrado em bioquímica, abandonando em seguida a carreira acadêmica para se dedicar aos estudos e a prática da meditação.

Créditos: Felipe Cherubin.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

filme La Belle Verte: resenha crítica




Quer uma dica de um filme inteligente e ao mesmo tempo bem humorado?

La Belle Verte 
(título em inglês: "The Green Beautiful"; no Brasil: "Turista Espacial")

Produção cinematográfica francesa de 1996 (99 min), La Belle Verte faz uma excelente crítica de nosso modo de vida contemporâneo. O enredo ficcional parte da existência de uma civilização mais evoluída que vive em outro planeta, em harmonia com a natureza.  De tempos em tempos, alguns de seus habitantes fazem excursões a outros planetas, seja para observá-los ou mesmo ajudá-los em seu processo evolutivo. Curiosamente, há 200 anos que ninguém quer vir para o planeta Terra. Até que um dia, por razões pessoais, uma mulher decide se voluntariar e a partir daí, quase toda a história irá se passar em Paris.
 
O filme passa então a abordar de maneira crítica, mas bem humorada, nosso relacionamento social, com o meio ambiente, nossos hábitos e costumes, etc. Gradualmente passam a ser abordados temas antropológicos e sociológicos como sustentabilidade, feminismo, humanismo, pacifismo, entre outros igualmente interessantes. 

Um dos aspectos mais interessantes do filme, do ponto de vista antropológico, é o fenômeno do 'estranhamento' (choque entre culturas distintas), além da interessante questão da endoculturação, alegoricamente apresentada como um tipo de 'programação mental' que todos recebemos, nos 'instruindo' sobre os papéis sociais, sobre como pensar, o que comer, como nos comportar, como tratar os outros etc... 

No filme, a ideia de que pessoas possam ser simplesmente "desprogramadas" é genial, embora evidentemente utópica.  

A pergunta que me faço é: por que não começamos a pensar melhor sobre essas programações que recebemos diariamente? 

Consideremos inicialmente que nossos comportamentos, costumes, hábitos, linguagem, praticamente tudo em nós, até mesmo nossas crenças, na verdade não são tão nossas assim. Em algum momento, tudo isso nos foi introjetado, foi acontecendo lentamente a partir das vivências e experiências comunitárias (sociais) a que somos submetidos desde que nascemos. 

Pense bem: A cultura pode ser algo bom, já que nos permite ler o mundo, nos mover nele com algum conforto e aparente segurança, porém também tem seu outro lado: ela também pode nos limitar, nos condicionar e até mesmo nos escravizar a paradigmas que limitam nossas percepções, interpretações e comportamentos.

O título brasileiro (“Turista Espacial”) só para variar, nada tem a ver com o original francês (La Belle Verte) mas o filme, apesar de não recente, continua atualíssimo. Sabemos que muita coisa está equivocada em nossa sociedade, mas raras vezes paramos para refletir sobre esse tema. Essa mesma sociedade não faz questão nenhuma de que reflitamos sobre nosso comportamento predatório e inconsequente. 

Enfim, o filme trata deste e de outros temas de forma leve, inteligente e agradável. Ao mesmo tempo, nos faz pensar se seria possível nos relacionarmos melhor conosco mesmos, com outras pessoas e com o meio ambiente, sem sermos hiperconsumistas e tão autocentrados em nosso próprio ego... 

Detalhe interessante: a diretora do filme (Coline Serreau) também interpreta o papel principal.  
Vale a pena conferir!

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

pesquisa da filosofia grega clássica

Projeto põe pesquisa da filosofia grega clássica em sintonia com padrão internacional


24 de setembro de 2014

Por José Tadeu Arantes
Agência FAPESP – Um estudo em profundidade da filosofia grega clássica, centrado em seus dois principais protagonistas, Platão (428/427 a.C. – 348/347 a.C.) e Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.), está em curso na Universidade de São Paulo (USP). Trata-se do Projeto Temático “Filosofia grega clássica: Platão, Aristóteles e sua influência na Antiguidade”, apoiado pela FAPESP.
Por paradoxal que pareça, esse estudo dos antigos constitui, de certa maneira, uma novidade auspiciosa, pois há algumas décadas a filosofia grega clássica encontrava-se praticamente ausente de muitas das universidades brasileiras, como se a atividade filosófica tivesse se iniciado apenas no século XVII, com o francês René Descartes (1596 – 1650).
“Nosso projeto foi concebido de forma bastante ampla, de modo a abrigar diversos interesses dos pesquisadores que trabalham sobre Platão e Aristóteles, propiciando uma interação entre professores do Departamento de Filosofia e do Departamento de Grego da USP”, disse o coordenador do projeto Marco Antônio de Ávila Zingano, professor de Filosofia Antiga da USP, à Agência FAPESP.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

domingo, 14 de setembro de 2014

Os joguetes da vida: cuidado!

A seguir poderemos ler uma reflexão assustadoramente radical sobre o que somos e sobre o que são as distintas situações da vida...
Aviso que a reflexão não é nada lisonjeira em relação à ideia que geralmente nutrimos sobre quem somos, sobre nossa própria identidade.
Acreditamos geralmente que somos uma substância que não se confunde com os demais, nem com o resto do mundo, que somos uma consciência, um ego, uma entidade real, substancial, uma alma ou espírito. Mas o que de fato sabemos de nós mesmos?  Realmente conhecemos a nós mesmos ou o que sabemos a nosso respeito são ideias advindas de outras pessoas, doutrinas, filosofias ou livros? De tudo, o que de fato constatamos por nós mesmos?
Nossas experiências vão se aglomerando e acontece por fim que, a este conjunto bastante difuso de vivências acumuladas, acabamos chamando de 'eu mesmo', 'mim mesmo'. Essa auto-imagem é propagandeada pela nossa personalidade. Nosso corpo e nossa personalidade nos dão a falsa sensação de que temos uma unidade egóica, contínua e coerente. Basta uma hora de prática intensa de auto-observação para constatar que essa concepção é profundamente equivocada.
No fundo, se abstrairmos o corpo físico, se o colocarmos de lado por um momento, e se fizermos o mesmo com o frágil verniz de nossa personalidade (conjunto de regras advindas da cultura do nosso grupo/sociedade), a crua realidade interior irá nos mostrar que não possuímos qualquer unidade ou constância psíquica (em verdade, a inconstância e a contradição interna são a regra)...
Se precisarmos falar com 'João', não se achará de fato um 'eu' específico ao qual possamos nos dirigir e que represente o João. Se quisermos encontrar 'Maria', a quem teríamos que nos dirigir exatamente? qual dos eus de Maria a representa? Notaremos não haver uma entidade psicológica a que possamos realmente chamar de Maria, que nos indique quem realmente Maria é.
Prova inconteste deste fato psíquico é que a cada momento, nossas opiniões, vontades, ansiedades, frustrações, suspeitas, desejos, pensamentos, emoções, anseios, medos, sentimentos, sonhos, ambições, paixões, traumas, etc se alternam num desfile tétrico e caótico, aos milhares com o passar do tempo, e ao sabor de estímulos corporais ou ambientais infinitos que recebemos.
Em uma jornada, na busca pela nossa própria identidade, absolutamente ninguém pode nos levar pela mão. Essa viagem é a única que só podemos fazê-la por nós mesmos. Ninguém pode nos conduzir até o âmago de nós mesmos. Nenhum psicólogo, mestre, anjo ou divindade. O que a divindade pode fazer? pode nos apontar o caminho. Mas ele precisa ser trilhado por cada um. Cada um de nós é que terá que constatar por si mesmo, quem de fato é... e quem não é! Nesta entrada deste caminho, aqui mesmo, caem mortas todas as teorias, teologias, poesias e fantasias...
O que há em nós que está sobrando? o que é lixo e o que tem valor? quais são as queridas falsas identidades a que temos tanto apego e apreço?
Lembre-se: os rótulos, os certificados, as credenciais, as certidões, não nos dirão nunca quem de fato somos. Nenhuma etiqueta, nenhum líder, nenhuma pessoa ou livro lhe poderá dizer quem é seu Ser Íntimo, eterno e real.
Incrivelmente, quase tudo que achamos que somos, não somos...
É disso que fala o texto abaixo. Um texto curto e duro, que deve ser lido com cuidado, mastigado e digerido aos poucos, pois em geral não gostamos de ouvir certas verdades. Preferimos os discursos de adulação, as lisonjas, os confetes, as apologias... queremos crer que somos criaturas valorosas e magnânimas, o ego quer garantir uma 'morada eterna' para si proprio, pois que teme a morte... ignoramos completamente que o único destino do ego é a aniquilação total.

Silvio MMax.



Os jogos da vida são nada mais que isso: jogos...


O que chamamos de “eu” é mais ou menos como o eixo de um redemoinho. Há movimento, você vê o centro do redemoinho e diz: “Há um eixo”. “Parece” que há um eixo. Na verdade, há um, enquanto existe o redemoinho. Cessou o redemoinho, cadê o eixo? Nós somos redemoinhos nesta existência, movimentos e fluxos de pensamentos, paixões, etc. Nosso “eu” é o eixo, mas, na verdade, nós não somos redemoinhos. Nós somos o céu azul.

sábado, 6 de setembro de 2014

angústia, liberdade e Deus

A angústia é a possibilidade da liberdade. É o medo dessa possibilidade. A angústia é o puro sentimento do possível.
Se houver coragem de ir mais além, se constatará que a então realidade será muito mais leve do que era a possibilidade. E o grande salto será o mais difícil, será cair nas mãos de Deus, será a coragem.

Soren Kierkegaard

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

O bem, o mal e o humano



“Toda a natureza é apenas arte, desconhecida por ti; 
Todo acaso, apenas direção, que tu não podes ver;
Toda discórdia, harmonia não compreendida;
Todo mal parcial, bem universal;
E apesar do orgulho, e da razão que falha,
Uma verdade é clara: tudo o que é, é correto.”

Alexander Pope (1688-1744)  

Traduzido do volume  “Essay On  Man and Other Poems”,  Dover Publications Inc., New York, 1994, 100 pp.  Ver ali  “Essay On Man, Epistle I”, pp. 52-53