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terça-feira, 26 de março de 2019

Doação x troca: a diferença fundamental

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Doação

 

Flavio Siqueira
A entrega não pressupõe reciprocidade. Quem doa, seja lá o que for, não deve esperar nenhum tipo de recompensa, caso contrário, não será doação, será troca. Há quem doa para acumular capital sobre quem recebe. Pensa que, porque deu, se apoderou da vida de quem deverá permanecer eternamente dependente da generosidade alheia. Não houve doação, foi armadilha.


domingo, 8 de julho de 2018

Suas dores e alegrias... o que são?


Como as sementes…

por flaviosiqueira

Dores e alegrias, dias bons e maus, gratas e tristes surpresas, quem pode evitar? Melhor que cada experiência seja como uma semente e que cada semente encontre terra boa. Somos a terra e se soubermos acolher as sementes, mesmo as doloridas, adiante, árvores frondosas surgirão.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Universos sobre pernas - Flávio Siqueira

ótima reflexão de Flávio Siqueira, a qual reproduzo abaixo:

Universos sobre pernas

Nesse espaço infinito que chamo de universo, entre galáxias, planetas, cometas chocando-se, estrelas que nascem e morrem, entre o mistério em constante movimento há um micro cosmos caminhando sobre pernas. Sou espaço que se reconhece como indivíduo, maravilhado por fazer parte de algo que não posso nominar.
Sinto-me incapaz de entender o cosmos que sou e isso me inquieta. Em que tipo de universo vivo? Que universo sou? Recorro à fresta da ciência, há tantos limites. A filosofia me ajuda na busca por significados, mas em cada resposta novas perguntas, tantas, tantas, tantas, novos dilemas, paradoxos que me mantém em movimento.
Movimento-me. Vivo no tempo que sei relativo. Grita em mim o contraste entre o eterno que habita este vasto espaço contido em um corpo, templo do que não cabe na cronologia que modifica meus traços, meus pensamentos, o mundo que me veste.  Modifico-me e mal percebo.
Sobre a janela anseio respostas. Suspiro com saudade da casa que desconheço. Suspiro. Deixo que os olhos passeiem entre o horizonte e as estrelas, que descansem sobre o teto escuro da noite na Terra e se percam, ultrapassam camadas de ar, de gases, de verdades, de crenças e se percam...
Agora tudo é silêncio. Possibilidades. Vagando, deixei de saber. Encanto, universos que se encontram, galáxias infinitas, não posso calcular, os fenômenos geram explosões devastadoras, mundos que nascem e morrem contemplados pelo silêncio do abismo em movimento, voraz em sua lógica caótica, promotora de vida, de morte, de espantos.
Sou além grão de poeira das estrelas. Forma que temporariamente assume alguma consciência e depois vai, vira outra coisa, reintegra-se ao mistério.
O corpo onde não caibo perderá a forma. Universo decantando-se em outros universos, assumindo múltiplas paisagens, outros mundos que se desfazem.
Cada expressão de consciência é parte de uma única mente. Fragmentos do absoluto reconhecendo-se entre o lapso de vida e morte, caminhando em busca de significados, esforçando-se para permanecerem, relutando em ir.
Mas talvez o único jeito de permanecer seja colocando-se no fluxo do movimento que não cessa, que modifica todas as coisas, que nos desfaz, quem sabe, para lembrar que somos parte do todo e que o todo se reconhece ao nos reconhecermos.
Somos consciências do universo. Mistérios aculturados contidos em identidades que anseiam pelo céu.
O céu, abrigo de mistérios indecifráveis, contemplados em nossas frestas, expressões simétricas dos mundos que habitam esse espaço que sou, universo que caminha sobre pernas.

terça-feira, 3 de abril de 2018

o que é que faz sentido?

Nada faz sentido

by flaviosiqueira
Nada na vida faz sentido. Entre dores e alegrias, projetos, ambições, sonhos, relacionamentos seja no nível que for. Não faz sentido crer, doar, querer, fazer, ir onde quer que seja. Acordar cedo e sair da cama com sono pra quê? Deus? Por que? Conhecer, importar-se, descobrir, planejar… 
Entre o nascimento e a morte não há nada que faça sentido. A não ser que haja amor.



sexta-feira, 2 de março de 2018

Intransigências revelam quem somos

Intransigências

 

Flávio Siqueira

 

Intransigências revelam quem somos.
O ser moralista, dedo em riste, expõe seus conflitos e contradições, tentando compensar na imagem, o descompasso de dentro. Defendendo raivosamente “a família” e os “bons costumes” expõe seu íntimo, seus conflitos, contradições, o descompasso de dentro.
Pior ainda quando o radicalismo é institucionalizado e vira bandeira ideológica.
Seja em “donos da verdade” que atacam e se colocam como “reserva moral”, ou movimentos que reclamam ser "sociais", se articulam cheios de ódio, tentando impor o que só pode ser compreendido em consciência. Ódio em nome da consciência.
Sem consciência, resta apenas a casca, os discursos, a aparência, os gritos, o avesso. Auto-afirmam-se no que acusam. Se confessam no que combatem.
O ódio nasce das paixões. Abominação se vincula a admiração. Perseguições são confissões de quem combate no outro o que identifica em si mesmo, mas não tem coragem de encarar.
O avesso da imagem de fora, da cara para consumo externo, da aparência que só convence quem não quer ver. Proferiu sua própria condenação.
É preciso enxergar-se, nem que seja apenas por auto preservação.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

movimentos, perspectivas e significados

As experiências, cada uma delas, podem ser interpretadas por infinitos significados. Quando acontece só vemos um deles, mas o tempo no ajuda a perceber que nada é uma coisa só. É o movimento que altera as perspectivas e consequentemente os significados.
(Flavio Siqueira)


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

quando é que você vai ter paz?


Essa sede, essa inquietude, essa insaciabilidade que nos queima. Essa pressa de chegar não se sabe ao certo onde, a saudade que sentimos, mas desconhecemos do que, de quem, de qual tempo? Isso que nos deixa angustiados, esfomeados, distraídos. Cessará. Haverá paz quando percebermos o insano fluxo da cobiça onde nos colocamos. Haverá paz quando reconhecermos que pouca coisa é necessária, que a vida é o presente, que tudo o que precisamos potencialmente já é e mora em nós. Cessará e haverá paz.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

um pouquinho de cada vez... mas todos os dias



Aquiete-se um pouco por dia. Que seja uma porção, um pequeno avanço em cada evento, um passo em cada oportunidade, até que esteja confortável em si mesmo,os ruídos diminuam e as percepções fiquem mais claras. Caminhemos sem ansiedade para que tudo se encaixe como deve ser.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

A distância entre o que percebo e o real

 

Mais do que posso conceber

by flaviosiqueira

Nada é exatamente como percebemos. Cada um de nós enxerga a partir de lentes embaçadas, mentes condicionadas por tantos conceitos, tantas impressões, tantos vetores que não nos damos conta.
Você só conhece uma versão. Olha por uma única fresta e pensa que viu tudo. Sente-se seguro por acreditar que sabe. Pensar que sabe lhe deixa seguro.
A ciência pensa que sabe, a filosofia imagina ter chegado à algum lugar, a teologia orgulha-se sem saber que não sabe.
A maioria de nós se apegou às próprias certezas e a partir delas construiu castelos imaginários que o tempo, as perdas, as dores, os imprevistos da vida podem facilmente destruir. Tememos a desilusão. Enxergar desilude.
E então vivemos como quem se esforça para acreditar que tudo será como parece, que os castelos serão inabaláveis, que as coisas farão sentido conforme a lente embaçada e a vida será sempre mar tranquilo, como se todas as possibilidades, todas as variáveis, todos os caminhos coubessem na caixinha de fósforo que vivo, no grãozinho de arroz que sou.
Mas essa é só uma parte da história. É a parte inquietante, pelo menos sob a perspectiva da mente que se esforça para assumir o controle, que projeta sobre o ego a incumbência de assumir-se como ente, como ser que não é.
Até que não reste alternativa a não ser enxergar a própria ignorância. Desconstruir-se é assumir-se como é, reconhecer as incompletudes, sem disfarces, sem camuflagem, sem medo.
Nada é exatamente como percebemos.
A vida inteira se movimenta para nos mostrar que toda perspectiva absoluta é reducionista e nos livrar da tendência tão arraigada de nos identificarmos com a imagem do espelho, a superfície dos acontecimentos, a sensação de controle.
É preciso coragem para soltar as muletas e caminhar sem escorar-se em nada. Calar a mente, pacificar-se exatamente por saber que a inquietude é improdutiva, as construções mentais ilusórias, o sentimento de posse passageiro, a sensação de poder enganosa.
Você só vê pela fechadura, não sabe quase nada, portanto, que o sentimento diante da vida seja de reverência.
Que haja silêncio e pacificação suficientes para entender os sinais sem ficar se debatendo, conectar os movimentos sem reclamação, perceber que em cada acontecimento, por menor que seja, existem bilhões de possibilidades, todas com potencial para aprofundar sua consciência, mas você só percebe uma, talvez duas, quem sabe três, nada além.
Aquiete-se.
Você está vivo, experimentando agora a condição de ser-humano e isso já é mais do que pode entender.
Se não sabemos quase nada, sejamos humildes e simples de coração, abertos o suficiente, atentos ao universo que nos cerca, que nos habita, que se projeta no caminho e, sobretudo, gratos pelo espantoso e inexplicável fato de existirmos.
Por que você se inquieta por tão pouco? Ainda que a vida seja um completo mistério, estar aqui já é um enorme privilégio. Para mim, isso já é mais do que posso conceber.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

o real sentido daquilo que fazemos (seja o qual for)

o verdadeiro significado do trabalho (qualquer trabalho)


Conta a história que um certo viajante, chegando próximo a um prédio ainda em construção, passou a dialogar separadamente com três dos construtores que ali trabalhavam. Todos faziam tarefas semelhantes e aos três o viajante fez a mesma pergunta: o que você está fazendo? 
O primeiro disse o óbvio: “Estou assentando tijolos”. 
O segundo conseguia notar algo além e respondeu: “Levantando uma parede”. 
O terceiro, contudo, respondeu animado: “Construindo a catedral da minha cidade”.

x - x - x - x - x - x
 


Neste breve conto antigo, ficou bem ilustrada a importância de aperceber-nos do sentido daquilo que fazemos... 
A relevância de se compreender o propósito daquilo que se faz, independente do que seja, ou do contexto no qual se encontre, é algo muito valioso, por várias razões:
se algo dever ser feito, deve ser bem feito; mas a motivação para assim fazê-lo depende do quanto vejo, do quanto enxergo, além do meu próprio nariz. Qual é a minha perspectiva? Qual é o meu ângulo de visão das coisas? necessito compreender por que faço o que faço!
Quando tiver clara essa dimensão, essa profundidade de compreensão, nesse exato instante, saberei, primeiro, se devo continuar fazendo o que faço, do modo como faço;
Por fim, haverá em mim a gana, a coragem e a tenacidade para dar cabo da tarefa, não importam as condições, nem o preço que pagarei para poder concluí-las!


terça-feira, 5 de setembro de 2017

o que é a verdade para você?



Todos temos nossas verdades. A minha não é perfeita. Como seria se perfeito sei que não sou? A sua também não é, pelos mesmos incontestáveis motivos. Sendo assim, por que não assumimos que, tanto a minha, quanto a sua verdade, por mais que se fundamentem em "absolutos", são visões parciais e, nelas, além de imprecisões, há também oportunidades para que cresçamos uns com os outros? Nossas verdades refletem apenas o ponto onde estamos e nada além. Não te parece mais razoável assim?

A cura que começa por nós...

 


Ninguém disse que seria fácil, há sombras no caminho e os tropeços tantas vezes nos parecem invitáveis, há dias mais difíceis, cansaço, estreitamentos inesperados, que no assustam, nos confundem, nos desviam.
Ser humano é ser contraditório, é caminhar em busca de algo que se vincule ao vazio de dentro e nos traga respostas, nos acolha, nos transcenda e nos livre do medo.
Mas o medo passa e não há choro que dure para sempre, nem culpa que nunca se acabe, vazios que não sejam preenchidos, amores que jamais correspondam, dores terminam, tristezas têm fim e o luto morre quando finalmente entendemos que tudo se cura quando cura na gente.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

amor incondicional? o que é isso?

Amor EU

por flaviosiqueira
 
Nenhum de nós é capaz de amar incondicionalmente. Antes de se incomodar, pense comigo: Se o amor é absoluto, eu não sou e, ainda que meu sentimento seja nobre, refletirá apenas minha própria fragmentação. Nada que sai de mim pode ser absoluto porque sou movimento. Não ocupo todos os espaços. Em mim há sombras, contextos, variações, ambivalências. Para amar preciso conhecer, no mínimo ter um objeto de amor; eis uma condição! Sou o ponto de partida do mEU amor: mEU filho, mEU cônjuge, mEU país, mEU pai. Se não fossem mEUs, amaria? Tudo o que amo me revela. Se eu não tiver pudores para ver, enxergarei.

domingo, 15 de janeiro de 2017

A salvação pelo consumo - Flávio Siqueira



Abaixo segue mais uma interessantíssima reflexão de Flávio Siqueira, a respeito de um tema extremamente atual, qual seja, o consumismo como vício, como credo, como filosofia de vida, como hábito, como terapia de higiene-mental, como comportamento, como condicionamento, como cela, como ilusão, como salvação.
Recomendo a leitura:

 

 

 

A salvação pelo consumo

A sociedade contemporânea é organizada para formar consumidores. Essa é nossa maior produção em massa: Consumidores. Está em nossa indústria cultural, na religião, nas relações, na educação, na moda, no estilo de vida, nos pensamentos que reproduzimos sem nenhuma reflexão crítica.

Não percebemos o quanto assimilamos certos dogmas e os apelidamos de “certo” enquanto rotulamos como “errado” qualquer movimento que contrarie o fluxo da produção de consumidores.

Sair dessa linha de produção pode gerar punições. Somos expulsos de nossas comunidades encubadoras, somos chamados de hereges por agredirmos os deuses que estão por trás da maior parte dos símbolos que cultuamos.

Por trás das confissões, essa tem sido nossa fé: A salvação pelo consumo.
 
É por isso que nos esforçamos tanto para consumirmos mais! Cegos, não vemos que essa tem sido a tônica de nossas relações, a modelagem de nossas crenças, o paradigma de como educamos nossos filhos. Uma educação para consumidores.

É o que nos legitima como cidadãos “bem sucedidos”, nos ilude, pensando que finalmente somos “alguém”.


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

​ Eus, movimento

Se em mim houvesse perfeição, não haveria sombras, nem variação, nem espaços. 
Sem espaços não haveria movimento e, sem movimento, eu não seria. 
Sou os todos que fui, os que sou, os que ainda serei. 
Sou movimento. Fragmento. 
Não sei o que é perfeição e tudo o que faço projeta minha própria ambivalência. 
Meu amor, inclusive, meu amor condicional. 
Minhas crenças, minhas descrenças, meus sonhos, tudo o que penso absoluto é apenas um fragmento que aponta para o horizonte. 
São confissões que não dizem nada sobre o mundo, nem sobre a vida, nem sobre a morte, nem nada que seja além de mim. 
Eus, movimento.

sábado, 26 de novembro de 2016

o divã e a espiritualidade

Qual a diferença entre um “bom divã de psicanalista” e um “encontro com a espiritualidade"?

by flaviosiqueira

A mente encontra respostas em um bom divã.
Mas somos mais do que a mente e as respostas mentais são insuficientes.
Posso interromper processos adoecidos, desfazer confusões e isso é ótimo, mas não é sobre isso que falo. Aquietar-se é mais do que um ritual mental.
É uma condição interior que está ligada ao jeito de olhar a vida como um todo. É como percebo Deus em mim, como vejo que sou parte do todo e que o todo faz parte de mim, que estamos vinculados e permito que essa percepção tangencie minha caminhada, molde meus valores e acalme minhas inquietudes.
É transcender a mente, sabendo de que os processos de “iluminação” não são processos conscientes, mentais, intelectuais ou sistemáticos, mas acontecem em dimensões muitas vezes incognoscíveis.
É a percepção de que somos seres fragmentados que se relacionam com o absoluto e por isso mesmo permanecem abertos para enxerga-lo aonde ele se manifesta, aonde ele está, livre de apontamentos intelectuais/doutrinários.
É o encontro consigo mesmo e a constatação de suas limitações que lhe projeta para o além, para o que não cabe em nós, ainda que esteja em nós.
Enxergar-se faz parte do processo, compreender a mente é importante, mas não creio que seja caminho suficiente para uma vida espiritual.
O que eu tenho tentado fazer é simplesmente lembrar as pessoas que o caminho começa dentro, em como me enxergo e consequentemente enxergo o próximo.
Em como enxergo o próximo e consequentemente o mundo.
Em como enxergo o mundo e consequentemente a vida.
Em como enxergo a vida e consequentemente Deus.
No mais, faço de tudo para estimular uma busca individual, pessoal e consciente.

domingo, 10 de julho de 2016

Quem sabe o quê?

Quem sabe alguma coisa de verdade? Algum caminho que já tenha percorrido ao ponto de dizer: "Vi absolutamente tudo o que tinha para ver. Já sei tudo!"? 
Qualquer um que viva sem espaços, sem aberturas, sem humildade para reconhecer-se como fragmento do absoluto, parcial nas próprias perspectivas e entendimentos, jamais experimentará a sensação de preencher-se de mistério. O incomunicável que se apreende no silêncio, na observação, na paz de quem não teme mudar de opinião, crescer, refazer-se, quando necessário.
flavio siqueira

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Pausa e Respiração: por que?

Pausas

Faça pausas no seu dia. Sim, pequenas pausas, segundos, que seja, mas pare. Pausas para respirar, para prestar atenção, para flagrar onde estava sua mente. Não seja tão cruel contigo, não se entregue com tanta facilidade aos fluxos da “produtividade”, das intermináveis correrias, das desconfortáveis “muvucas”. Dê a si mesmo esse presente, tão singelo, mas tão poderoso: Faça pausas, pequenas pausas no seu dia, pausas mínimas, não tem problema, mas permita que sua mente saia do fluxo de condicionamentos e se acomode em espaços de liberdade.

http://flaviosiqueira.com/2015/08/10/pausas/

tradução para o Esperanto:

Faru paŭzojn en via tago. Jes, mallongaj paŭzoj, sekundoj, kio ajn, sed halti. Deteniĝu por spiri, rigardi, kapti kie estis lia menso. Ne estu tiel kruela al vi, ĉu ne cedus tiel facile al la fluoj de "produktiveco", la senfina kaj malkomforta diskurado. Donu al vi mem tiujn donacojn, tiel simpla, tamen tre potenca: Faru paŭzojn, minimumaj paŭzoj, ne zorgu, sed permesu vian menson eliri de la fluo kondiĉado kaj establiĝu en liberecaj spacoj.



domingo, 13 de dezembro de 2015

Amor atômico, quântico, universal…


Amor atômico, quântico, universal…

Um diálogo que mantive com um leitor:
Leitor: No mundo da relatividade e da subjetividade humana, entendo o que diz, mas quando pensamos em nível universal, atômico, quântico, etc, o “amor” não passa de uma palavra, um conceito, uma criação humana, que depende de nós para existir. Pode ser que o amor seja o “melhor resultado” para uma experiência “humana”, ao invés de ser a finalidade de toda experiência.
Flavio: “amor” de fato não passa de uma palavra. É nosso meio relativo de expressar, confinando em palavras, o que transcende perspectivas universais, atômicas e quânticas (que também são palavras).
Tudo o que sabemos se vincula a nossa condição relativa e subjetiva, nossa humanidade é assim, portanto nossos códigos não poderiam ser diferentes. Aqui estamos tratando justamente da “experiência humana”, a minha e a sua experiência, e tentando encaixá-la em nossos contextos, sobretudo nossa limitada compreensão.
Quando falo “amor” vou até onde posso expressar, até onde o “conceito” cabe no código, até onde posso me fazer compreender, no entanto falo consciente do limite da palavra e das barreiras de compreensão.
Não posso desconsiderar que, para além delas, seja em que nível for, em amplitude “universal”, “atômica” ou “quântica”, teorias, experimentos, ciência ou filosofia, tudo depende de nós para existir, tudo é relativo, rarefeito, discutível.
Assim será até que eu enxergue as conexões e perceba como tudo aponta para uma coisa só.
Os vários nomes e percepções não anulam o fato de que algo nos move, nos une, nos conecta, seja no nível humano ou atômico, um caminho que me projeta em percepções, apesar dos limites, apesar das distâncias, a isso, amigo, eu chamo amor.

flaviosiqueira.com - março, 2015
http://flaviosiqueira.com/2015/03/17/amor-atomico-quantico-universal/