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terça-feira, 26 de março de 2019

a última estratégia do ego para sobreviver

Alerta sobre o que estamos fazendo com nosso caminho de busca, 

uma mensagem de cuidado com o ego e suas artimanhas, mesmo aquele (ego) que medita, faz ioga, vai a retiros, faz caridades, recitra mantras, isso e aquilo.



“O ego quer ser um grande meditador.
O ego quer ser sábio e amoroso e compassivo.
Ele se vê lá. Todos irão dizer, “Nossa, desde que você voltou daquele retiro você está tão diferente. O que você encontrou? Me conte”.
Nada a ver com isso.
Não há nada que encontrar. Não há nenhum lugar a ir”.
Jetsunma Tenzin Palmo

fonte: http://dharmalog.com/2016/02/03/monja-ego-impostor-sabio-amoroso-compassivo-tenzin-palmo/



coragem para mudar e coragem para abandonar


quinta-feira, 19 de julho de 2018

o sonho da prisão

“Não há necessidade de uma saída!
Você não vê que uma saída é também uma parte do sonho?
Tudo que você tem que fazer é ver o sonho como sonho.”

Sri Nisargadatta Maharaj (1897-1981), sábio indiano de Advaita Vedanta




“Auto-libertação é como estar preso em correntes de ferro em um sonho. Se você não sabe que está sonhando, seu cativeiro parece real, você acha que é real, e sua experiência parece confirmar que é real. 
Mas se você sabe que está sonhando, você sabe que as correntes não existem de verdade, e por isso você não está verdadeiramente preso por elas. A prisão de fato não existe. 
No sonho, nada precisa ser feito ou libertado — você é livre como você é. A experiência do sonho, mesmo que se pareça com uma experiência de prisão, está de fato auto-liberada.”
Khenpo Tsultrim Rinpoche, mestre tibetano de meditação budista (ktgrinpoche.org)

domingo, 8 de julho de 2018

Suas dores e alegrias... o que são?


Como as sementes…

por flaviosiqueira

Dores e alegrias, dias bons e maus, gratas e tristes surpresas, quem pode evitar? Melhor que cada experiência seja como uma semente e que cada semente encontre terra boa. Somos a terra e se soubermos acolher as sementes, mesmo as doloridas, adiante, árvores frondosas surgirão.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

o que as pessoas dizem... e o que fazem...

O que as pessoas dizem, o que as pessoas fazem e o que elas dizem que fazem; são coisas inteiramente diferentes. (Margaret Mead)

meditação? acontece!

A meditação é um acontecimento, esse é o primeiro ponto. O segundo é, a meditação não exige esforço. A chave para a meditação é a não exigência de esforço. Não é fazer alguma coisa, mas não fazer nada, que é meditação. E criar uma condição onde você possa realmente não fazer nada é tudo o que é importante para examinar.
~Sri Sri Ravi Shankar

terça-feira, 3 de abril de 2018

Millôr Fernandes e a mordomia

a armadilha do intelecto

“Uma das grandes armadilhas que temos no Ocidente é nossa inteligência, porque queremos saber o que sabemos. A liberdade nos permite sermos sábios, mas não podemos saber sabedoria. Devemos ser sabedoria. Quando meu guru queria me colocar pra baixo, ele me chamava de “esperto”. Quando ele queria me recompensar, ele me chamava de “simples”. O intelecto é um lindo servo, mas um terrível mestre. O intelecto é uma ferramenta poderosa para a nossa separatividade. 
O coração intuitivo e compassivo é a porta para nossa unidade.”

— RAM DASS, “Words of Wisdom” (20/08/2017)

o que é que faz sentido?

Nada faz sentido

by flaviosiqueira
Nada na vida faz sentido. Entre dores e alegrias, projetos, ambições, sonhos, relacionamentos seja no nível que for. Não faz sentido crer, doar, querer, fazer, ir onde quer que seja. Acordar cedo e sair da cama com sono pra quê? Deus? Por que? Conhecer, importar-se, descobrir, planejar… 
Entre o nascimento e a morte não há nada que faça sentido. A não ser que haja amor.



sexta-feira, 17 de novembro de 2017

quando é que você vai ter paz?


Essa sede, essa inquietude, essa insaciabilidade que nos queima. Essa pressa de chegar não se sabe ao certo onde, a saudade que sentimos, mas desconhecemos do que, de quem, de qual tempo? Isso que nos deixa angustiados, esfomeados, distraídos. Cessará. Haverá paz quando percebermos o insano fluxo da cobiça onde nos colocamos. Haverá paz quando reconhecermos que pouca coisa é necessária, que a vida é o presente, que tudo o que precisamos potencialmente já é e mora em nós. Cessará e haverá paz.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

A distância entre o que percebo e o real

 

Mais do que posso conceber

by flaviosiqueira

Nada é exatamente como percebemos. Cada um de nós enxerga a partir de lentes embaçadas, mentes condicionadas por tantos conceitos, tantas impressões, tantos vetores que não nos damos conta.
Você só conhece uma versão. Olha por uma única fresta e pensa que viu tudo. Sente-se seguro por acreditar que sabe. Pensar que sabe lhe deixa seguro.
A ciência pensa que sabe, a filosofia imagina ter chegado à algum lugar, a teologia orgulha-se sem saber que não sabe.
A maioria de nós se apegou às próprias certezas e a partir delas construiu castelos imaginários que o tempo, as perdas, as dores, os imprevistos da vida podem facilmente destruir. Tememos a desilusão. Enxergar desilude.
E então vivemos como quem se esforça para acreditar que tudo será como parece, que os castelos serão inabaláveis, que as coisas farão sentido conforme a lente embaçada e a vida será sempre mar tranquilo, como se todas as possibilidades, todas as variáveis, todos os caminhos coubessem na caixinha de fósforo que vivo, no grãozinho de arroz que sou.
Mas essa é só uma parte da história. É a parte inquietante, pelo menos sob a perspectiva da mente que se esforça para assumir o controle, que projeta sobre o ego a incumbência de assumir-se como ente, como ser que não é.
Até que não reste alternativa a não ser enxergar a própria ignorância. Desconstruir-se é assumir-se como é, reconhecer as incompletudes, sem disfarces, sem camuflagem, sem medo.
Nada é exatamente como percebemos.
A vida inteira se movimenta para nos mostrar que toda perspectiva absoluta é reducionista e nos livrar da tendência tão arraigada de nos identificarmos com a imagem do espelho, a superfície dos acontecimentos, a sensação de controle.
É preciso coragem para soltar as muletas e caminhar sem escorar-se em nada. Calar a mente, pacificar-se exatamente por saber que a inquietude é improdutiva, as construções mentais ilusórias, o sentimento de posse passageiro, a sensação de poder enganosa.
Você só vê pela fechadura, não sabe quase nada, portanto, que o sentimento diante da vida seja de reverência.
Que haja silêncio e pacificação suficientes para entender os sinais sem ficar se debatendo, conectar os movimentos sem reclamação, perceber que em cada acontecimento, por menor que seja, existem bilhões de possibilidades, todas com potencial para aprofundar sua consciência, mas você só percebe uma, talvez duas, quem sabe três, nada além.
Aquiete-se.
Você está vivo, experimentando agora a condição de ser-humano e isso já é mais do que pode entender.
Se não sabemos quase nada, sejamos humildes e simples de coração, abertos o suficiente, atentos ao universo que nos cerca, que nos habita, que se projeta no caminho e, sobretudo, gratos pelo espantoso e inexplicável fato de existirmos.
Por que você se inquieta por tão pouco? Ainda que a vida seja um completo mistério, estar aqui já é um enorme privilégio. Para mim, isso já é mais do que posso conceber.

domingo, 10 de setembro de 2017

o inimigo... dentro do sonho

“O segredo da salvação é esse: que você está fazendo isso sobre si mesmo. Não importa a forma do ataque, isso continua sendo verdade. Quem quer que assuma o papel do inimigo e do atacador, ainda é esta a verdade. Qualquer que pareça ser a causa de qualquer dor e sofrimento que você sente, isso continua verdade. Porque você não reagiria aos personagens em um sonho se soubesse que você estava sonhando. Deixe-os ser tão odiosos e viciados quanto possam ser, eles não podem ter nenhum efeito em você a não ser que você falhe em reconhecer que são seu sonho”.

Helen Schucman (1909-1981), co-autora de Um Curso em Milagres, Cap. 27

terça-feira, 5 de setembro de 2017

o que é a verdade para você?



Todos temos nossas verdades. A minha não é perfeita. Como seria se perfeito sei que não sou? A sua também não é, pelos mesmos incontestáveis motivos. Sendo assim, por que não assumimos que, tanto a minha, quanto a sua verdade, por mais que se fundamentem em "absolutos", são visões parciais e, nelas, além de imprecisões, há também oportunidades para que cresçamos uns com os outros? Nossas verdades refletem apenas o ponto onde estamos e nada além. Não te parece mais razoável assim?

A cura que começa por nós...

 


Ninguém disse que seria fácil, há sombras no caminho e os tropeços tantas vezes nos parecem invitáveis, há dias mais difíceis, cansaço, estreitamentos inesperados, que no assustam, nos confundem, nos desviam.
Ser humano é ser contraditório, é caminhar em busca de algo que se vincule ao vazio de dentro e nos traga respostas, nos acolha, nos transcenda e nos livre do medo.
Mas o medo passa e não há choro que dure para sempre, nem culpa que nunca se acabe, vazios que não sejam preenchidos, amores que jamais correspondam, dores terminam, tristezas têm fim e o luto morre quando finalmente entendemos que tudo se cura quando cura na gente.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

amor incondicional? o que é isso?

Amor EU

por flaviosiqueira
 
Nenhum de nós é capaz de amar incondicionalmente. Antes de se incomodar, pense comigo: Se o amor é absoluto, eu não sou e, ainda que meu sentimento seja nobre, refletirá apenas minha própria fragmentação. Nada que sai de mim pode ser absoluto porque sou movimento. Não ocupo todos os espaços. Em mim há sombras, contextos, variações, ambivalências. Para amar preciso conhecer, no mínimo ter um objeto de amor; eis uma condição! Sou o ponto de partida do mEU amor: mEU filho, mEU cônjuge, mEU país, mEU pai. Se não fossem mEUs, amaria? Tudo o que amo me revela. Se eu não tiver pudores para ver, enxergarei.

Millôr Fernandes e o imbecil