antropologia: cpi da funai e incra: nota de repúdio: Da professora Carmen Rial, via facebook ( https://www.facebook.com/carmen.rial.18/posts/10208374637341651 ) A Associação Brasileira ...
cursos oferecidos
- aulas/cursos oferecidos>
- Ética
- Autoconhecimento e felicidade
- Enigmas da Mente
- Retórica e Convencimento
- Revisão p/ CONCURSOS > Filosofia da Educação
- Filosofia da Ciência
- Ontologia (Metafísica)
- História da Filosofia
- Filosofia da Linguagem
- Estética - Filosofia da Arte
- Filosofia Política
- Metodologia da Pesquisa Científica
Mostrando postagens com marcador afrodescendente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador afrodescendente. Mostrar todas as postagens
domingo, 17 de julho de 2016
segunda-feira, 11 de julho de 2016
reflexos perversos do racismo no Brasil
O
REFLEXO MAIS PERVERSO DO RACISMO E SEXISMO: A CONDIÇÃO DA MULHER NEGRA NO
BRASIL
por
Silvia
Chakian de Toledo Santos *
"O
racismo e o sexismo influenciaram as relações que determinaram a sociedade
brasileira no seu momento fundador. Isso está no DNA de nossa sociedade, é
estruturante. E hoje, mesmo considerando tudo o que já mudou em relação ao que
consideramos violência, não há como discutir violência contra as mulheres sem
discutir racismo e sexismo no Brasil."
Luiza
Bairros, socióloga, ex-ministra da Secr. de Política de Promoção da Igualdade
Racial
Apesar
dos inegáveis avanços e conquistas civilizatórias relacionadas aos direitos das
mulheres, o modo de produção e reprodução da sociedade contemporânea ainda dá
demonstrações de tolerabilidade quanto às violências e discriminações baseadas
no gênero. Isto se deve, em larga medida, à histórica - e distorcida - concepção
ontológica de mulher, deliberadamente associada ao pertencimento a um homem,
permitido, de quebra, o uso de violência para perpetuação desse
domínio.
O
quotidiano revela que ainda vivemos em uma sociedade marcada por relações
assimétricas de poder, responsáveis por profundas desigualdades sociais e
naturalização da violência contra a mulher, essa compreendida como um sistema
amplo de dominação masculina, onde masculinidade e poder são
sinônimos.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Iba Mendes: Anúncios antigos de venda de escravos
Anúncios de venda de escravos:
Os anúncios parecem surreais.
Seres humanos vendidos a preço de banana como se fossem bananas ou outra coisa
qualquer. Triste saber que o nosso país, há pouco mais de um século, cultivou
em seu seio tamanha desumanidade. Mas, enfim, trata-se de uma realidade que não
pode ser esquecida, não obstante macular para sempre nossa história.
Iba Mendes
Veja a sequência de fotos no excelente blog de Iba Mendes
clique aqui para mais fotos
Fonte:
1 - Diario Mercantil: 03/12/1824, nº 23;
2 - O Volantim: 04/09/1822, nº 03;
3 - O Parque: 10/1829, nº 04;
4 - Diario do Rio de Janeiro: 18/06/1821, nº 18;
1 - Diário Mercantil: 02/12/1824, nº 26;
Os anúncios parecem surreais.
Seres humanos vendidos a preço de banana como se fossem bananas ou outra coisa
qualquer. Triste saber que o nosso país, há pouco mais de um século, cultivou
em seu seio tamanha desumanidade. Mas, enfim, trata-se de uma realidade que não
pode ser esquecida, não obstante macular para sempre nossa história. Iba Mendes
Veja a sequência de fotos no excelente blog de Iba Mendes
clique aqui para mais fotos
Fonte:
1 - Diario Mercantil: 03/12/1824, nº 23;
2 - O Volantim: 04/09/1822, nº 03;
3 - O Parque: 10/1829, nº 04;
4 - Diario do Rio de Janeiro: 18/06/1821, nº 18;
1 - Diário Mercantil: 02/12/1824, nº 26;
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
foto rara de um navio negreiro
A foto acima é atribuída ao
fotógrafo francês Marc Ferrez.
Diz-se que se trata da única foto
de um navio negreiro, e que ela só pôde ser tirada de maneira
clandestina.
Talvez uma descrição mais
sincera, no entanto, fosse dizer que os acima fotografados eram os sobreviventes
de uma viagem a bordo de um navio negreiro, em um tempo colonial em que chegar
ao destino, no caso, a colônia Brasil, era a primeira de uma sucessão de
vitórias contra a morte que teriam que ser enfrentadas.
Talvez, também, fosse mais
sincero dizer que, mesmo quando a escravidão era, mais do que legalizada,
prática do Estado, não se queria projetar luz sobre ela e, portanto, nunca foi
fenômeno histórico moralmente aceitável; era apenas um método capitalista
tolerado cruelmente pelas sociedades coloniais. (...)
O Estado e as Instituições
reconheceram constitucional e formalmente a imoralidade da escravidão, mas
criaram poucos cenários em que efetivamente buscou-se mexer na pirâmide
sócio-racial do país. Ainda hoje é tabu falar sobre ações afirmativas
(conhecidas por sua plataforma mais polêmica, que são as cotas raciais). Ainda
hoje a suprema Corte do país é acionada para tentar barrar a
constitucionalidade do reconhecimento das terras quilombolas. Ainda hoje se
fala mais sobre a exploração do trabalho como consequência de uma necessidade
econômica do que se discute a adequação, moralidade e humanidade da forma de se
trabalhar no mundo. (...)
*Amanda Alves Darienzo é Analista
de Promotoria da Promotoria de Direitos Humanos-Área de Saúde Pública.
terça-feira, 7 de julho de 2015
Entre o ‘encardido’, o ‘branco’ e o ‘branquíssimo’: Branquitude, hierarquia e poder
![]() |
| Fazenda Quititi, R. de Janeiro, 1865. Detalhe: criança branca e os pequenos escravos descalços |
A Professora Lia Shucman é psicóloga e doutora em
psicologia social pela Universidade de São Paulo, com estágio de doutoramento
como pesquisadora no Center for New Racial Studies Institute for Social,
Behavioral and Economic Research, da Universidade da Califórnia.
O evento ocorreu ao tempo em que a
Professora Lia estava lançando o livro “Entre o ‘encardido’, o ‘branco’ e o
‘branquíssimo’: Branquitude, hierarquia e poder na cidade de São Paulo”, fruto
de sua tese de doutorado. Em sua exposição, a pesquisadora apresentou uma rica
e interessante síntese de seu trabalho, que se amolda com perfeição ao teor das
discussões havidas no âmbito deste Grupo de Trabalho.
Ao iniciar sua palestra, a
Professora lembrou que “o Brasil é um País em que as pessoas podem ser contra o
racismo, achar que o racismo é um mal que deve ser combatido, casar com negros,
ter amigos negros e mesmo assim continuarem sendo racistas, ou seja, o racismo
está nas práticas culturais do sujeito, mesmo daqueles que têm uma consciência
que o racismo é algo maléfico”.
quinta-feira, 28 de maio de 2015
de onde veio a crença de que "negro não tem alma"?
Com certa
frequência, ressurge a questão das origens da crença de que “o negro não tinha alma”.
Alguns afirmam sem titubear, mas sem indicar a fonte, que a Igreja
Católica seria a responsável pela disseminação desta crença. Será?
Na obra Antropologia:
uma reflexão sobre o homem, 1ª ed. Bauru: Edusc, 2011, encontramos a
afirmação de que, entre os séculos XVIII e XIX, havia preconceito em nossa
sociedade baseado “na crença de que negros eram desprovidos de inteligência e até
de alma”, porém em nenhum momento os autores afirmam que a Igreja seria a
responsável por essa esquisita ideia.
De certo modo, tal
afirmação chega a ser até contraditória com certos fatos históricos que traremos
a seguir. Comecemos citando três papas africanos (Victor,
Gelasius e Melquiades ou Miltiades) advindos do norte da África (onde os povos eram predominantemente negros). Embora não tenhamos nenhum retrato
autêntico, há desenhos e referências na Enciclopédia Católica, a
respeito de serem africanos.
Por outro lado, é possível
encontrar documentos papais autorizando a escravização de pagãos e muçulmanos,
por reis cujo objetivo fosse espalhar a fé cristã. Neste sentido, veja-se a
bula Dum Diversas, onde o Papa
Nicolau V expressamente reconhece o direito dos reis da Espanha e Portugal, de
conquistar quaisquer “pagãos” e mantê-los sob “servidão perpétua”. Tal
posicionamento teria sido confirmado também por papas posteriores (Calisto III,
em 1456, Sixto VI, em 1481, e Leão X, em 1514). O mesmo Nicolau V, em 1455,
emitiria a bula Romanus Pontifex,
estendendo esse direito a outras nações católicas do continente. Se considerarmos
a moral vigente à época, notar-se-á que poucos questionariam o direito de, numa
guerra entre cristãos e não cristãos, os primeiros escravizarem quaisquer inimigos
capturados (seria uma opção melhor ao simples assassínio dos referidos
prisioneiros).
Corroborando a tese
de que o assunto não tinha tratamento uniforme por parte da Igreja, veremos em
janeiro de 1435, a bula Sicut Dudum, do
papa Eugénio IV mandar “restituir à liberdade” os que eram mantidos presos nas
ilhas Canárias. Em setembro de 1462, foi
a vez do papa Pio II também dar instruções aos bispos a respeito dos negros
provenientes da Etiópia, condenando o
comércio de escravos como “grande crime”.
domingo, 26 de abril de 2015
o debate sobre o sistema de cotas
Fundamentos sociológicos e antropológicos das políticas afirmativas voltadas às minorias étnicas
Abaixo segue interessante artigo acadêmico no qual os pesquisadores R. Franklin Ferreira e R. Mendes Mattos abordam alguns dos principais fundamentos sociológicos e antropológicos que justificam a política afirmativa do sistema de cotas para minorias étnicas no Ensino Superior Público brasileiro.
No mesmo artigo, também são apresentadas as
críticas ideológicas mais comuns presentes nos discursos que ouvimos nas redes
sociais, na grande mídia de massa e na boca de alguns políticos
"representantes do povo brasileiro".
O presente artigo não deixa de mencionar os principais processos
históricos e sociais decorrentes do problema da escravidão em território
nacional e que se seguiram agravados a partir da assinatura da Lei Áurea, uma
vez que não lhes foram atribuídos os mesmos direitos que se concedia aos demais
brasileiros brancos.
Logo perceberemos que a suposta “democracia racial”
que existiria em nosso país, era uma realidade apenas nas teses acadêmicas de
pessoas desconhecedoras da crua realidade da vida das minorias no Brasil.
Efetivamente, após a Abolição (1888), nenhuma medida foi tomada pelos sucessivos
governantes e legisladores brasileiros, no intuito de prestar qualquer tipo de
assistência ao enorme contingente de ex-escravos e descendentes, em sua maioria
pobres e com pouca instrução formal. Pelo contrário, foram simplesmente despejados no mercado de trabalho sem
qualquer qualificação, sem acesso à terra, sem indenização, e sem qualquer rede
social de proteção (SUS, INSS, seguro-desemprego etc).
Os autores seguem abordando detalhadamente as condições de vida do afrodescendente brasileiro e encerram aprofundando seu estudo em torno do tema “Ações afirmativas e política de cotas”. Apresentam então, alguns dos principais argumentos contrários e favoráveis nas seguintes esferas: ético/jurídica, esfera étnica, esfera político/assistencial, esfera ideológica, esfera pedagógica, e, por fim, na própria esfera das relações raciais.
Ao final do seu artigo, o leitor notará que os autores admitem a atualidade e complexidade das questões raciais no Brasil. Resta desmontada a fragilidade do argumento ideológico da "democracia racial”. A "naturalização" da desigualdade racial passa, segundo os pesquisadores, pela negação da diferença, pela discriminação do diferente, pela subalternização e inferiorização daquele que é ou pensa diferente.
Concluem por fim que o afrodescendente no Brasil desenvolveu sua identidade étnica em torno de referências inferiorizadoras, o que favoreceu atitudes de submissão aos valores de grupos étnicos hegemônicos, mas que é possível a superação desse comportamento/atitude.
Terminam questionando:
- a política de cotas poderá ser favorável ou não
para a melhoria das condições de vida dos brasileiros negros, apesar das
dificuldades que dela podem advir?
- tal política poderá auxiliar na construção de
identidades negras positivamente afirmadas?
- ela pode ser considerada uma das estratégias para
favorecer a ruptura do círculo vicioso ao qual o afrodescendente está submetido
(pobreza, falta de condições educacionais, condições precárias de trabalho,
status social considerado inferior e identidade submetida a referências de
menor valor)?
Excelente artigo indicado para estudantes da Ciência Política, das Ciências Jurídicas, da Antropologia e da Sociologia.
Boa leitura!
Silvio M. Maximino
Excelente artigo indicado para estudantes da Ciência Política, das Ciências Jurídicas, da Antropologia e da Sociologia.
Boa leitura!
Silvio M. Maximino
Segue abaixo, o artigo
acadêmico na íntegra:
O afro-brasileiro e o debate sobre o sistema de cotas: um enfoque psicossocial
The
afro-brazilian and the debate on the quotas system: a psychosocial view
sexta-feira, 3 de abril de 2015
a "crível" história do quilombo de Casimiro de Abreu
Pesquisadora resgata
história de quilombo dizimado por suíços em Casimiro de Abreu
Janeiro 2015. em Ecologia Humana
|
|
Assunto foi tema da dissertação de mestrado de Renata em História, defendida há um ano, e deve virar livro
POR
STÉFANO SALLES
RIO - A existência de um bairro
chamado Quilombo, mas povoado por brancos de aspecto e hábitos europeus, sempre
intrigou tanto Renata Lima que ela levou o assunto para a faculdade de História
e transformou a localidade de Casimiro de Abreu em objeto de estudo. O assunto
foi tema de seu trabalho de conclusão de curso durante a graduação, mas a
pesquisa continuou no mestrado, defendido na UFF há um ano. Em um trabalho
minucioso, que agora dará origem a um livro, ela descobriu que a área fora
cedida pelo imperador Dom Pedro II a imigrantes suíços, que dizimaram os
quilombolas e seus descendentes.
Nos
períodos mais populosos, o Quilombo chegou a ter cerca de três mil moradores. A
localização do bairro, afastado da sede do município, e o bom solo, tornaram-no
uma área destinada à produção agrícola. Renata lamenta que a influência da
cultura africana seja tão desconhecida pela população da cidade. Na pesquisa,
ela encontrou um documento em que descendentes dos imigrantes propõem medidas
para minimizar a importância da influência africana na constituição do
município. De acordo com a estudiosa, os primeiros conflitos entre quilombolas
e suíços datam de 1823:
— Os
suíços dizimaram famílias inteiras de africanos. Encontrei até um mapa
revelando que os europeus queriam transformar o distrito onde está o Quilombo
em Nova Suíça, negando por completo o papel dos escravos e de seus descendentes
em nossa sociedade.
Os poucos
descendentes de quilombolas vivos ainda sofrem com as lembranças. O aposentado
Alci Silva tem, pelas contas da própria família, 103 anos. Ele nasceu e cresceu
no Quilombo, de onde, ao lado dos outros últimos sete moradores, foi expulso.
Mas, antes de fazer as malas, conquistou o coração de uma filha de suíços, com
quem teve três filhos. Lúcido, atualmente ele mora a 40 minutos do bairro, ao
qual preferiu não retornar para não sofrer.
— A terra
era muito boa para o plantio de trigo e de aipim. Trabalhávamos duro, mas era
bom viver lá. Não tenho ressentimentos, apenas saudade — garante.
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
armadilhas da meritocracia, num certo país do Terceiro Mundo
Meritocracia, democracia racial e cotas na educação |
|
12/11/13 - Jornal da Cidade - Bauru |
|
Após a abolição legal da escravidão, uma nova luta ideológico-cultural começou. Para entender a complexidade da questão, é necessário considerar vários fatores. De um dia para o outro, mais de setecentas mil pessoas foram colocadas à disposição de um mercado de trabalho fictício. Parte importante do problema do desemprego estrutural brasileiro nasce daí. Os efeitos contra o afrodescendente se fazem sentir até hoje. Trata-se de um desemprego e subemprego permanentes, que não se minimizou com o fim da escravidão, mas, ao contrário, perpetuou-se. Recentemente, porém, o Brasil optou por reconhecer, após persistente mobilização de minorias étnicas, a existência do racismo, da discriminação e de uma dívida social histórica, já que nem afrodescendente, nem indígenas, foram indenizados pelos séculos de abusos, escravidão e expropriação. Uma vez libertos formalmente, afrodescendentes tampouco tiveram acesso à Educação ou a qualquer tipo de qualificação profissional. | |
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Educação das Relações Étnico-raciais
DISCRIMINAÇÃO RACIAL E EDUCAÇÃO
o desafio da formação docente
Questões relacionadas à
discriminação racial e educação, tanto no âmbito acadêmico quanto nos demais,
têm sido objeto de um número crescente de publicações e estudos, favorecendo a
abertura de espaços para discussões e busca de alternativas para minimizar a
discriminação racial e o preconceito nas nossas escolas. Trabalhos que
desmascaram o Mito da Democracia Racial1, que criou uma cortina de fumaça e camuflou o preconceito por
muitos anos, têm contribuído para a exploração do assunto.
Assinar:
Postagens (Atom)








