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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Oração ao Deus desconhecido - Nietzsche


Oração ao Deus desconhecido

Antes de prosseguir no meu caminho
E lançar o meu olhar para frente
Uma vez mais elevo, só, minhas mãos a Ti,
Na direção de quem eu fujo.
A Ti, das profundezas do meu coração,
Tenho dedicado altares festivos,
Para que em cada momento
Tua voz me possa chamar.

Sobre esses altares está gravada em fogo
Esta palavra: “ao Deus desconhecido”
Eu sou teu, embora até o presente
Me tenha associado aos sacrílegos.
Eu sou teu, não obstante os laços
Me puxarem para o abismo.
Mesmo querendo fugir
Sinto-me forçado a servi-Te.
Eu quero Te conhecer, ó Desconhecido!
Tu que que me penetras a alma
E qual turbilhão invades minha vida.
Tu, o Incompreensível, meu Semelhante.
Quero Te conhecer e a Ti servir.


Friedrich Nietzsche (1844-1900) em Lyrisches und Spruchhaftes (1858-1888). O texto em alemão pode ser encontrado em Die schönsten Gedichte von Friederich Nietzsche, Diogenes Taschenbuch, Zürich 2000, 11-12 ou em F.Nietzsche, Gedichte, Diogenes Verlag, Zurich 1994.


Leia abaixo, uma importante observação:


quarta-feira, 11 de junho de 2014

A morte é um dia que vale a pena viver?

Na interessantíssima palestra da Dra. Ana Claudia Quintana Arantes, médica especialista pelo Instituto Pallium e Universidade de Oxford, você pode assistir um relato valiosíssimo de quem convive diariamente com a questão da morte.  
Aliviar a dor e o sofrimento, valorizando a biografia de seus pacientes. 
Esse é o exercício diário de Ana Claudia, médica formada pela FMUSP, pós graduada em Intervenções em Luto, responsável pela implantação das políticas assistenciais de Avaliação da Dor e de Cuidados Paliativos do Hospital Albert Einstein. Ela Também é sócia fundadora da Associação Casa do Cuidar. Atualmente trabalha em consultório e como médica do Hospital da Clinicas da FMUSP (Unidade Jaçanã).

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Ana Cláudia trata de um conceito pouco ortodoxo: "despraticar as normas". Outro conceito que ela aborda: "cuidado paliativo" de pacientes terminais.

Nas reflexões filosóficas da Dra. Ana Claudia, ela nos lembra que todos vamos morrer. E todos sabemos disso. Então, eu concluo: em certo sentido ou medida, não somos todos 'pacientes terminais'?
Falar sobre o tema da morte é tabu em nossa cultura. As pessoas em geral têm severas restrições quanto a esse assunto. Tratá-lo de forma direta e pessoal é quase uma tortura, no mínimo um desconforto constrangedor que não atrai muitos olhares amigáveis. Só a mencionamos de maneira indireta, em terceira pessoa, e somente quando estrita e formalmente necessário.
Quase ninguém a considera próxima. Todos parecem querer viver (embora vivam frequentemente em atitudes e hábitos 'suicidas'). Aqueles que abordam a questão da morte de forma subjetiva e com aparente intimidade, geralmente são considerados desequilibrados psíquicos. É realmente difícil encontrar um ambiente onde se possa conversar relaxadamente sobre esse tema. Quando este assunto se associa a outro, o sofrimento, então o tema se torna demasiadamente pesado e difícil.

A doença, defende a doutora palestrante, é uma 'abstração da realidade' (ela está nos livros, no microscópio...). Quando a doença encontra um ser humano, ela se 'concretiza' produzindo uma melodia única: O sofrimento.

As doenças se repetem nas pessoas mas o sofrimento é único. Cada um tem o seu que é, pois, singular. O sofrimento, segundo a autora, tem 5 dimensões ou tons (frequências) distintas:
1- sofrimento físico (produz sim, muito barulho)
2- sofrimento emocional (bem complexo e rico: nos perguntamos por que aquilo está acontecendo?...)
3- sofrimento social
4- sofrimento familiar (nunca ficamos doentes sozinhos, ficamos doentes com nossa família)
5- sofrimento espiritual (a dimensão espiritual nos dá a essência de "sermos humanos").

A religiosidade é um dos caminhos para se alcançar a espiritualidade, mas não é o única, nem necessariamente o mais importante. Encontra-se a espiritualidade na forma como alguém se relaciona consigo mesmo, com a natureza, com o outro, com o universo ou com Deus... Buscamos o "sentido" em nossa existência, buscamos sempre um porquê.
Se encontramos o porquê, aguentamos qualquer desafio...

E por fim, a questão da gratidão aparece!!... é incrível como ela sempre aparece...    ;-)

Silvio M. Maximino

Vale muito a pena assistir, mesmo!!! 


 

sábado, 1 de dezembro de 2012

Fenomenologia e Psicologia: Husserl e Stein

Fenomenologia e Psicologia em Edmund Husserl e Edith Stein: psicopatologia e psicologia clínica



OBJETIVOS: Aprofundar a perspectiva da fenomenologia como método e as contribuições à psicopatologia e aos cuidados oferecidos em psicologia clínica, na área das pesquisas clínicas e psicoterapias.

No início e aos 36 minutos desse vídeo, há menção à obra Introdução à Fenomenologia (já traduzida para o italiano e espanhol), a qual tive a honra de ilustrar com mapas conceituais ao final de cada capítulo.


(Dia 27) Fenomenologia e Psicologia em Edmund Husserl e Edith Stein 

Excelente curso, também ministrado por duas queridas professoras minhas, no curso de Filosofia da USC.
(o video, porém, é do curso ministrado durante 5 dias, em 2011 na USP)

Fenomenologia e Psicologia: Husserl e Stein - II

Fenomenologia e Psicologia em Edmund Husserl e Edith Stein: psicopatologia e psicologia clínica

OBJETIVOS: Aprofundar a perspectiva da fenomenologia como método e as contribuições à psicopatologia e aos cuidados oferecidos em psicologia cl
ínica, na área das pesquisas clínicas e psicoterapias.




(Dia 24) Fenomenologia e Psicologia em Edmund Husserl e Edith Stein


  • mais informações: consulte a obra "Introdução à Fenomenologia" (já traduzida para o italiano e espanhol), a qual tive a honra de ilustrar com mapas conceituais ao final de cada capítulo.
  • o presente curso de 05 dias foi ministrado em 2011 na USP