Mostrando postagens com marcador meditação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador meditação. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de março de 2019

a última estratégia do ego para sobreviver

Alerta sobre o que estamos fazendo com nosso caminho de busca, 

uma mensagem de cuidado com o ego e suas artimanhas, mesmo aquele (ego) que medita, faz ioga, vai a retiros, faz caridades, recitra mantras, isso e aquilo.



“O ego quer ser um grande meditador.
O ego quer ser sábio e amoroso e compassivo.
Ele se vê lá. Todos irão dizer, “Nossa, desde que você voltou daquele retiro você está tão diferente. O que você encontrou? Me conte”.
Nada a ver com isso.
Não há nada que encontrar. Não há nenhum lugar a ir”.
Jetsunma Tenzin Palmo

fonte: http://dharmalog.com/2016/02/03/monja-ego-impostor-sabio-amoroso-compassivo-tenzin-palmo/



quinta-feira, 19 de julho de 2018

o sonho da prisão

“Não há necessidade de uma saída!
Você não vê que uma saída é também uma parte do sonho?
Tudo que você tem que fazer é ver o sonho como sonho.”

Sri Nisargadatta Maharaj (1897-1981), sábio indiano de Advaita Vedanta




“Auto-libertação é como estar preso em correntes de ferro em um sonho. Se você não sabe que está sonhando, seu cativeiro parece real, você acha que é real, e sua experiência parece confirmar que é real. 
Mas se você sabe que está sonhando, você sabe que as correntes não existem de verdade, e por isso você não está verdadeiramente preso por elas. A prisão de fato não existe. 
No sonho, nada precisa ser feito ou libertado — você é livre como você é. A experiência do sonho, mesmo que se pareça com uma experiência de prisão, está de fato auto-liberada.”
Khenpo Tsultrim Rinpoche, mestre tibetano de meditação budista (ktgrinpoche.org)

quarta-feira, 27 de junho de 2018

“O Poder do Agora” - por Eckhart Tolle

O Poder do Agora [TRECHO]


-Por Eckhart Tolle

A palavra iluminação transmite a ideia de uma conquista sobre-humana – e isso agrada ao ego –, mas é simplesmente o estado natural de sentir-se em unidade com o Ser. É um estado de conexão com algo imensurável e indestrutível. Pode parecer um paradoxo, mas esse “algo” é essencialmente você e, ao mesmo tempo, é muito maior do que você. A iluminação consiste em encontrar a verdadeira natureza por trás do nome e da forma. A incapacidade de sentir essa conexão dá origem a uma ilusão de separação, tanto de você mesmo quanto do mundo ao redor. 
Quando você se percebe, consciente ou inconscientemente, como um fragmento isolado, o medo e os conflitos internos e externos tomam conta da sua vida. (…)Se você é governado pela mente, embora não tenha escolha, vai sofrer as consequências da sua inconsciência e criar mais sofrimento. Você vai carregar o fardo do medo, das disputas, dos problemas e do sofrimento. Até que o sofrimento force você, no final, a sair do seu estado de inconsciência.

“Enquanto não somos capazes de acessar o poder do Agora, vamos acumulando resíduos de sofrimento emocional. Esses resíduos se misturam ao sofrimento do passado e se alojam em nossa mente e em nosso corpo. Isso inclui o sofrimento vivido em nossa infância, causado pela falta de compreensão do mundo em que nascemos”.

Todo esse sofrimento cria um campo de energia negativa que ocupa a mente e o corpo. Se olharmos para ele como uma entidade invisível com características próprias, estaremos chegando bem perto da verdade. É o sofrimento emocional do corpo. Apresenta-se sob duas modalidades: inativo e ativo. 

O sofrimento pode ficar inativo 90% do tempo, ou 100% ativado em alguém profundamente infeliz. Algumas pessoas atravessam a vida quase que inteiramente tomadas pelo sofrimento, enquanto outras passam por ele em algumas situações que envolvem relações familiares e amorosas, lesões físicas ou emocionais, perdas do passado, abandono, etc. 

Qualquer coisa pode ativá-lo, especialmente se encontrar ressonância em um padrão de sofrimento do passado.Quando o sofrimento está pronto para despertar do estágio inativo, até mesmo uma observação inocente feita por um amigo ou um pensamento é capaz de ativá-lo.Alguns sofrimentos são irritantes, mas inofensivos, como é o caso de uma criança que não pára de chorar. Outros são monstros destrutivos e mórbidos, verdadeiros demônios. Alguns são fisicamente violentos; outros, emocionalmente violentos. Eles podem atacar tanto as pessoas à nossa volta quanto a nós mesmos, seus “hospedeiros”. Os pensamentos e sentimentos relativos à nossa vida tornam-se, então, profundamente negativos e autodestrutivos. Doenças e acidentes frequentemente acontecem desse modo. Alguns sofrimentos podem até levar uma pessoa ao suicídio.



meditação ativa


"Continue até que você se veja na pessoa mais cruel da Terra, na criança faminta, no prisioneiro político. 
Pratique até que se reconheça em todos no supermercado, na esquina, no campo de concentração, numa folha, numa gota de orvalho. 
Medite até que se veja numa partícula de poeira em uma galáxia distante. 
Veja e ouça com todo seu SER. 
Se você estiver totalmente presente, a chuva do Dharma vai irrigar as sementes mais profundas da sua consciência, e amanhã, enquanto você estiver lavando os pratos ou olhando o céu azul, aquela semente vai germinar, e o amor e a compreensão vão aparecer como uma linda flor".
— THICH NHAT HANH, em 'Teachings on Love' (via Wake Up London)

meditação? acontece!

A meditação é um acontecimento, esse é o primeiro ponto. O segundo é, a meditação não exige esforço. A chave para a meditação é a não exigência de esforço. Não é fazer alguma coisa, mas não fazer nada, que é meditação. E criar uma condição onde você possa realmente não fazer nada é tudo o que é importante para examinar.
~Sri Sri Ravi Shankar

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

confronto de paradigmas num discurso de Alan Watts



“Quem disse? Cadê as evidências?”: o confronto de paradigmas num discurso de Alan Watts

 




"Por quê devemos parar de pensar? Por que é errado não gostar de ficar sozinho? Por que ter uma mente cheia de pensamentos é como uma droga? Será que realmente tem algum vício ou efeito maligno envolvido? Quem disse? Cadê as evidências????"
— ltrafael, em comentário ao vídeo "A Mente", com Alan Watts


Essas indagações publicadas num comentário ao vídeo "A Mente" (mais abaixo), um discurso do filósofo inglês Alan Watts (1915-1973) sobre as preocupações e o pensamento compulsivo, chamam a atenção de uma maneira bem simples e interessante para o choque de paradigmas na busca de respostas sobre a vida. Apesar do discurso de Watts ser bem claro e auto-explicativo, está se referindo a um processo interior e subjetivo de investigar a realidade, enquanto a pessoa que fez o comentário espera evidências ou provas "científicas e sérias" externas a ele mesmo ("Quem disse? Cadê as evidências??"), provenientes de alguma autoridade na pesquisa objetiva da realidade. Watts talvez tenha evidências científicas e sérias, mas no seu paradigma, que precisa da percepção interior e das próprias experiências pessoais para serem verificadas como, de fato, evidências. Mas sem uma ponte entre esses dois paradigmas, o espectador não percebe isso, e o diálogo não acontece.

Muitos grandes autores já trataram desse encontro (ou desencontro) de paradigmas, que muito genericamente poderíamos incluir nas diferenças entre "Ocidente" e "Oriente", aqui talvez mais especificamente entre o método científico "ocidental" e as ciências contemplativas "orientais", mas neste caso está expresso e atualizado num debate cotidiano simples de um vídeo do YouTube. Para alguns esse problema está superado, e os paradigmas convivem entre si, mas para muitos ainda há um vão. Sem uma ponte, o que há do outro lado do paradigma permanece inacessível.

Assista ao vídeo de Alan Watts, de 3min, legendado, abaixo (com agradecimentos ao canal Charles Darwin, e ao site AlanWatts.org, que cedeu o áudio original ao vídeo em inglês):
De uma certa forma, quem já conseguiu algum tipo de esclarecimento a partir das fontes contemplativas orientais (como Ioga ou Budismo, por exemplo), já fez algum tipo de conexão entre esses paradigmas, e talvez não tenha sido fácil. Imagino que se meus primeiros questionamentos existenciais fossem respondidos com a recomendação de parar de pensar, quando eu não fazia a menor idéia de como a ciência oriental tratava esse assunto, eu ficaria igualmente inconformado. Não conseguiria ver a conexão entre as duas coisas, e questionaria. Talvez eu pensasse: o que tem a ver parar de pensar com buscar provas sobre a existência? Seria como se eu tivesse um plug de três pinos tentando encaixar numa tomada de dois furos.
SOBRE PENSAR DEMAIS
Se formos perceber bem, nesse discurso Alan Watts não diz para pararmos de pensar, ele fala que pensamos demais e que estamos presos nesse ininterrupto movimento compulsivo mental, mas não é raro entendermos que isso significa uma recomendação para pararmos de pensar. Se a mente pudesse relaxar mais profundamente, aquietar-se naturalmente, e se pudéssemos fazer algum tipo de prática onde pudéssemos ganhar perspectiva sobre ela, sobre o próprio pensar, então uma outra resposta poderia vir, uma que poderia fazer ver que pensar demais é de fato uma compulsão, que escraviza o homem e ofusca profundamente sua visão da realidade. Que distorce o que ele entende por realidade, e que isso obviamente se parece bastante com uma droga. O efeito maligno envolvido é justamente o próprio bloqueio a uma outra compreensão da realidade, mas que só se torna evidente (ou seja, que só se torna uma evidência) para aquele cuja mente foi dada a chance de relaxar e ser vista em seu movimento obsessivo. Se isso não acontecer, pensar compulsivamente vai ser a única realidade que existe. E não vamos entender que problema há nisso.


"Uma pessoa que pensa todo o tempo não tem nada a pensar exceto pensamentos. Por isso perde contato com a realidade, e vive num mundo de ilusão".
— Alan Watts, em "Alan Watts Teaches Meditation" (1992)


SOBRE NÃO GOSTAR DE FICAR SOZINHO

Watts também não falou em "não gostar de ficar sozinho", ele falou em  "fugir de si mesmo", que traz uma ênfase muito maior num tipo de medo íntimo que deveria ser no mínimo intrigante ao questionador sério. A pergunta poderia ser substituída por "Porque tenho essa reação de fugir da minha própria presença? O que pode haver de tão ruim no meu simples silêncio natural de ser? Será que faz sentido virmos a existir para termos tal desconforto de ficar conosco mesmos, ao ponto de querermos fugir dessa situação? Será que isso não mostra que talvez exista algo de errado justamente nisso?"
Enfim, os questionamentos fazem sentido, dentro de um paradigma. As respostas de Alan Watts idem. Talvez não tenham sido suficientes para o questionador, talvez demonstrem a limitação dos paradigmas, talvez precisemos de mais pontes entre paradigmas, ou adaptadores de pinos iguais entre perguntas a respostas.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

vida e sonho


“A vida é um sonho, então desfrute dela: mas não peça mais porque então você só vai perturbar o sonho e não vai ter nada mais que uma noite perturbada. Seja uma testemunha da mente sonhadora, e então virá a transcendência: então você vai além do sonho e além da própria mente.”
Osho, em “A Cup of Tea”

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

domingo, 17 de setembro de 2017

Quando a espera é transformação

 













Pergunta:
Eu não sou rica nem tenho tudo de que preciso. Mas, mesmo assim, eu me sinto sozinha, confusa e deprimida. Existe alguma coisa que eu possa fazer quando esse tipo de depressão acontece?

Se está deprimida, fique deprimida; não “faça” nada. O que você pode fazer? Qualquer coisa que faça, fará por causa da depressão e isso a deixará mais confusa. Você pode rezar a Deus, mas rezará de modo tão deprimente que deixará até Deus deprimido com as suas orações!

Não cometa essa violência contra o pobre Deus. A sua oração será uma oração deprimente. Como você está deprimida, qualquer coisa que fizer virá acompanhada de depressão. Causará mais confusão, mais frustração, porque você não vai ser bem-sucedida. E, quando não é bem-sucedida, você fica mais deprimida, e esse é um ciclo sem fim.

É melhor ficar com a depressão original do que criar um segundo ciclo e depois um terceiro. Fique com o primeiro; o original é belo. O segundo será falso e o terceiro será um eco longínquo. Não crie esses últimos dois. O primeiro é belo.

Você está deprimida, portanto, é assim que a existência está se manifestando para você neste momento. Você está deprimida, então continue assim. Espere e observe. Você não vai poder ficar deprimida por muito tempo, porque neste mundo nada é permanente.

Este mundo é um fluxo. Ele não pode mudar as suas leis básicas por você, de modo que possa continuar deprimida para sempre. Nada aqui é para sempre; tudo está em movimento e em mudança. A existência é um rio; ela não pode parar para você, para que você possa continuar deprimida para sempre. Ela está em movimento — já mudou. Se você observar a sua depressão, verá que nem ela é a mesma; é diferente, está em mutação.

Só observe, continue com ela e não faça nada. É assim que a transformação acontece: por meio do não-fazer.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

dois tipos de pessoas


“Para mim, existem dois tipos de pessoas:
as que perseguem seus objetivos e as que celebram a vida. Os que perseguem objetivos são loucos. Aos poucos, eles estão enlouquecendo – e estão gerando sua própria loucura. E a loucura tem a sua própria força; lentamente eles se afundam nela – assim, ficam completamente perdidos.
O outro tipo de pessoa não é um perseguidor de objetivos; ela não persegue absolutamente nada; ela celebra a vida.
E isso ensino a vocês: sejam os que celebram, comemorem! Já existe muita coisa – as flores vicejam, os pássaros cantam, o Sol está no céu – celebre a vida! Você está respirando e está vivo e tem consciência: festeje!
Com isso, de repente, você relaxa; aí não há mais tensão, não há mais angústia. Toda a energia que se houver transformado em angústia se torna gratidão. Seu coração passa a bater embalado por uma gratidão mais profunda – isso é oração. Orar é exatamente isso, um coração batendo com profunda gratidão.
Não é preciso fazer nada para isso. Apenas entenda o movimento da energia, o movimento sem motivação da energia. Ele flui, mas não em direção a um objetivo, ele flui como uma celebração. Ele se move, não em direção a um gol, se move por causa de sua própria energia transbordante.

Uma criança está dançando e pulando e correndo por toda parte; pergunte-a, “Onde você está indo?”. Ela não está indo a lugar algum – você vai parecer tolo pra ela. Crianças sempre pensam que adultos são tolos. Que pergunta tola, “Onde você está indo?”. Há alguma necessidade de ir a algum lugar? Uma criança simplesmente não consegue responder sua pergunta porque é irrelevante. Ela não está indo a lugar nenhum. Ela vai simplesmente dar de ombros. Vai dizer, “nenhum lugar”. Então a mente orientada-a-objetivos pergunta, “Então porque você está correndo?”- porque para nós uma atividade é relevante apenas quando leva a algum lugar.

E eu digo a você: não há nenhum lugar a ir. Aqui é tudo. Toda a existência culmina neste momento, converge para este momento. Tudo o que existe está fluindo para este momento – é aqui, agora.

Uma criança está simplesmente desfrutando a energia – ela tem demais. Ela está correndo, não porque tem que chegar a algum lugar, mas porque tem energia demais, tem que correr.
Aja desmotivadamente, apenas como um transbordamento de energia. Compartilhe, mas não negocie; não faça barganhas. Dê porque você tem; não dê para ter algo em troca – porque então você estará na miséria.”

Osho (1931-1990), em “Tantra: The Supreme Understanding: Discourses on the Tantric Way of Tilopa’s Song of Mahamudra

fonte:  http://dharmalog.com/2014/12/01/aqui-e-tudo-nao-ha-nenhum-lugar-ir-toda-existencia-culmina-neste-momento-osho-aqui-e-agora/

domingo, 27 de agosto de 2017

sua verdadeira natureza - Papaji

"Quando você se questiona 'quem está pensando?', você interrompe o processo mental e retorna à sua verdadeira natureza'


O despertar perfeito é possível aqui e agora, para todos os seres humanos, independente da sua educação, prática, ou circunstâncias pessoais. Você já é livre! 

Qualquer coisa nova que seja obtida será perdida. O que é interno está sempre dentro de você, como seu Eu Real. Este é o substrato imutável sobre o qual suas esperanças e desejos são refletidos. São essas esperanças e desejos que ocultam a sempre-pura Consciência. O Eu Real revelará a si mesmo para si mesmo em um piscar de olhos assim que você abandonar toda esperança e desejo, que são doenças da mente. Mantenha-se em silêncio. Não deixe que surja nenhum pensamento. Não faça nenhum esforço e então em um instante descobrirá que você sempre foi livre.

Você é aquilo dentro do qual todos os acontecimentos acontecem. O que acontece deve acontecer, então permaneça enquanto Paz, não afetado por nada. Seja pacífico e esta Paz se espalhará.


A melhor posição a tomar é aquela de não esquecer-se. Cumpra seu papel no mundo, mas não esqueça que tudo é apenas uma peça no palco. (…) Se você viver assim, sabendo que você é o Eu Real, poderá agir em qualquer lugar. Se você souber disso, todas as suas atividades serão muito bonitas, e você nunca irá sofrer. Quando você tiver um insight, uma experiência desse Vazio, você estará feliz o tempo todo, pois saberá que toda a manifestação, todo samsara, é a sua própria projeção.

Para alcançar a felicidade, simplesmente não pense, não deseje, mantenha-se em silêncio, porque pensamentos são o cemitério.

Se o desejo por liberdade é contínuo, todos os hábitos mentais e distrações cairão por terra. Pense apenas na Liberdade e você se tornará Liberdade, porque você é o que pensa. 

Pense no Ser com a mesma persistência de uma dor de dente.


terça-feira, 15 de agosto de 2017

Mooji: A barriga da mente nunca está cheia

A barriga da mente

A barriga da mente nunca está cheia.

(sobre a dinâmica dos sentimentos de apego)


"Ele (Ramana) diz que, quando você tem um desejo, digamos que tenha um desejo por um objeto... E é um desejo forte, então existe um foco muito forte nisso. Mesmo quando você está falando sobre outras coisas, com outras pessoas, isso ainda está em algum lugar dentro de você. Uma parte de sua atenção está focada no objeto desejado.

Algumas vezes até suas interações com outras pessoas são apenas uma forma de alcançar isso, porque você sente que quando obtiver isso sentirá uma felicidade tremenda.

Mas enquanto você não tem, existe uma inquietude em você. Você nunca vê o presente, porque está dividido por dentro. E uma parte de sua atenção está com algo que deseja ter. Então, você só está presente parcialmente.

Ouça o que Ramana diz. Ele diz que não existe amor nisso. Não existe satisfação nisso. É apenas um objeto. Mas você imagina que terá um tremendo prazer obtendo esse objeto. E o seu desejo de ter isso está na verdade lhe molestando.

Um dia eu venho e lhe dou esse objeto. E, naquele momento: "ahhh!" Você está em êxtase! Tanta alegria! Tanta plenitude! Mas isso não está lhe dando nada...

Ele diz que, na verdade, o que está acontecendo é que no momento em que você recebe o objeto a sua agitação e inquietude param e você desfruta o estar livre dessa agitação. E isso você interpreta como o prazer vindo do objeto... O prazer vem de você. O apego vem de você. A paz vem de você.

Nós podemos estar fazendo isso com muitas coisas no mundo. Imaginando que um certo estado, certo objeto, certo relacionamento irá nos preencher. Mesmo agora, muitas vezes, nós estamos vivendo no prazer de "preces respondidas".

Mas então, Elas já não são mais, o apetite se foi. Existem sempre apetites novos. A barriga da mente nunca está cheia."
(Mooji)
 
 
COM LEGENDA EM PORTUGUÊS (selecione manualmente caso ela não esteja visível no vídeo)

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Mooji: chave para meditação



 

 

 

 

 

 


 

 "Isso não é Nada, Nada, Nada!"

Por que você não consegue controle sobre a mente? por que a mente parece tão forte?
Eu lhe darei algo poderoso a você hoje! ...
... (apontando prá mente): isso não é nada! Não é nada! Tudo isso que a mente traz.
Esse deveria ser seu mantra. O que quer que esteja chegando em sua mente... é lixo! Não é nada! Não contribui para nada.
Nós crescemos com muito desse junk food*, nesse tipo de cultura...  de pensar demais sobre a vida... “o que nós vamos fazer?”... Isso nunca contribui para nada aqui (apontando para o coração).
Nada disso jamais contribuiu. Dê uma chance à paz... Dê uma chance ao Vazio... Você nunca fez isso. 
Para tudo que chega aqui (na mente), seu mantran de Mooji é: isso é nada! Nada! Nada!
É basicamente como alguém chegando e servindo um prato de merda para você e dizendo: “Esse é um presente prá você! ...por favor, pense sobre isso... é realmente bom! tem bons nutrientes!” ... isso não é nada! Isso é nada!! Nada! Nada!! Nada!! Nada!! Nada!!
Conserve um pouco de espaço vazio dentro do seu coração!
Recuse todas essas coisas. Tente! Tente!  (...)
Apenas siga desconsiderando o que quer que a mente queira lhe dizer: “isso é uma ideia melhor!" ... "isso é melhor prá você..."  "isso é mais vantajoso... você vai ter isso”...
Isso é lixo! Não é nada... nada!!
“Ah...Estou preocupado... como salvar meu casamento?... “ que posso fazer pelos meus filhos?...” isso é nada! Nada! Nada! Nada! Nada!
Ok? Isso não é o que o Criador lhe deu de presente! Ele lhe deu isto como uma oportunidade de usar e discernir com a mente. Mas está tudo entupido! Está tudo claustrofóbico agora.
É tarde demais prá seguir em frente com mais disso...
Isso é nada! Nada! nada! nada! Nada! Ok?
Esvazie-se e não seja nada por um momento. E me diga você, ok? Não carregue nada no dia de hoje!
Ok! Você precisa fazer compras?  Você precisa comer? Coma! Isso também não é nada, mas coma!
Mas não fale sobre isso: “mas e as calorias disso? O que é que eu vou fazer?... ”  Essas tendências de preocupar-se ... isso não é nada! Nada! Nada! Nada! Nada!
Faça isso por um dia e me diga no final dia, se você sofreu de alguma forma.
De fato, será um dia muito diferente prá você. Eu não vou te dizer o que vai ser diferente.  Eu quero que você me diga o que aconteceu com você.  Não apenas me dizer... viva isso, seja isso!
Isso é algo que não se pratica. Isso é uma não-prática que não te dá nada ...e  lhe deixa com tudo.. vazio, alegre, completo.
Essa é a minha oferta prá você hoje.
Namastê.
Desfrute um pouco.








* junk food: comida rica em calorias e de baixa qualidade nutritiva

  O Exercício da Observação

 

domingo, 16 de julho de 2017

meditação 24 horas por dia: Mooji



Não tente se livrar dos apegos, apenas reconheça Aquele que os observa...



“Apenas observe o que aparece de uma posição de neutralidade total, você tem o poder de fazer isso, não é difícil, a maior parte do tempo você já faz isso, você já faz isso com várias coisas, porque você não tem nenhum relacionamento em particular com elas. 

Você pode ver esses dois objetos aqui (mostrando um retrato de Ramana Maharshi e um guardanapo), você pode ver ambos com igual claridade, mas se você tiver um relacionamento diferente com este (mostrando o retrato), então é esse que provavelmente vai lhe causar problemas, não este aqui (mostrando o guardanapo). 
A maior parte das coisas que você vê no mundo não lhe causam problemas, porque você não tem nenhum sentimento especial por elas, você geralmente é perturbado pelas coisas que se tornaram valiosas pra você.”

(Mooji* - 1º de março de 2008, em Ubatuba, Brasil)

Note que essa “observação pura”, com “total neutralidade”, não quer dizer nenhum tipo de desprezo, nem se trata de ‘ser indiferente’ às experiências que a vida proporciona, às pessoas, ou à natureza. O “sentimento especial” que surge quando há apego é o problema. 
O desejo pessoal individual é o problema. A partir deste ‘desejo’ surge apego, o “sentimento” que atrai sofrimento. 
E isso se dá toda vez que o objeto do apego se afasta de nós, desaparece, se transforma, se modifica, ou quando não podemos manipulá-lo ao nosso bel prazer.



* O jamaicano Mooji (Anthony Paul Moo-Young -1954), foi artista de rua em Londres, mas por fim tornou-se discípulo do mestre indiano H.W.L. Poonja (1910-1997)



fonte: