sábado, 13 de agosto de 2016

quais os limites da sordidez e estupidez humanas?

Além das atrocidades contra seres humanos (moradores da Alemanha) os animais também viveram uma sentença de morte decretada por Hitler.

1942: Judeus proibidos de ter animais domésticos

No dia 15 de maio de 1942, Victor Klemperer registrou em seu diário a proibição aos judeus de manterem animais domésticos. O diário de Klemperer foi um relatório minucioso da cruel perseguição nazista aos judeus.
Em maio de 1942, a máquina mortífera de Hitler já havia fixado suas bases e a chamada solução final para os judeus estava, há muito, decidida. Depois que a Conferência de Wannsee, em janeiro de 1942, havia dado o sinal de largada para a matança coletiva, as pessoas começaram a ser estigmatizadas, perseguidas e aterrorizadas.
Victor Klemperer foi um deles. O professor de Literatura foi obrigado a deixar sua cátedra na Universidade de Dresden, mas negou-se a emigrar. Protegido pela mulher não judia, Eva, ele passou dois anos num abrigo para judeus em Dresden.
A casa da família Klemperer havia sido confiscada. Victor conseguiu resgatar apenas algumas peças do mobiliário e o gato Muschel. Entre os anos de 1933 e 1945, ele registrou fielmente, todos os dias, o avanço do terror nazista. Mais de 50 anos depois, seu diário virou best-seller, em forma de cronologia do terror.

Um pouco de normalidade
Em março de 1942, ele havia escrito: "Uma coisa tem que acontecer nos próximos meses. Ou Hitler se afunda, ou nós vamos a pique". O pouco de normalidade que restou na vida dos Klemperer havia sido o gato. Um animal de estimação, um ser fiel e carinhoso que os ajudava a esquecer as dificuldades do cotidiano, enquanto o cerco nazista aos judeus fechava-se cada vez mais.
Victor chegou a enumerar 31 proibições: rádio, cinema, concertos, museus, andar de ônibus, comprar flores, ir ao cabeleireiro, à estação ferroviária, passear nos jardins dos parques, ter máquinas de escrever, frequentar bibliotecas públicas e restaurantes...
Para fazer suas compras, os judeus dispunham de apenas uma hora, sendo que, por exemplo, não podiam adquirir peixe, café, chocolates e frutas. "Mas estas proibições não são nada diante do constante perigo das batidas em nossas casas, dos maus tratos, da prisão, do campo de concentração e da morte por violência", registrou Klemperer em seu diário.

Sentença de morte para o gato
No dia 15 de maio de 1942, ele anotou: "Está anoitecendo. Encontrei a senhora Ida Kreidl durante as compras e ela me contou do mais recente decreto dos nazistas: a partir de agora, os judeus e quem mora com eles estão proibidos de manter animais domésticos (cães, gatos, pássaros). Os animais também não podem ser dados a terceiros. É a sentença de morte para nosso Muschel, com quem convivemos há 11 anos e que Eva gosta tanto. Amanhã ele será levado ao veterinário, para poupar-lhe a morte coletiva".
O gato simbolizava a vida para o casal Klemperer, ou melhor, sua sobrevivência. Ambos tiravam do seu prato para darem de comer a Muschel. Seu rabo erguido significava para Klemperer a bandeira da sua causa, pelo fim do martírio dos judeus.
O fim próximo do animal foi um grande choque para o casal. A pior tortura, entre tantas proibições e restrições. "Outra pessoa não entenderia nosso martírio, poderia achar ridículo ou até imoral, se há tanta gente sofrendo...", anotou Klemperer.
O professor e escritor sobreviveu ao nazismo, falecendo em 1960 em Dresden.

Redator(a):Christa Kokotowski (rw)
16.05.2011

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Televisão - Rede de Intrigas (Network - 1976)



excelente dica de filme para refletir um pouco (mas espero, o suficiente) sobre a maquiavélica engenharia social invisível que permeia nossos espaços públicos e privados, nossas pseudorrealidades virtuais e espaciais. 
Excelente oportunidade para pensar sobre os mecanismos invisíveis da rede que hipnoticamente nos "sustenta" e nos mantém indivíduos "socializados", "normalizados" e criteriosamente condicionados... 

Vale a pena assistir!

As grades dessa cela são invisíveis e o carcereiro não será encontrado facilmente, pois "ele" somos "nós".

Hora de Acordar!! (Alan Watts)




 "O que você é basicamente, bem por debaixo da consciência, bem profundamente, é simplesmente a fábrica e estrutura da existência em si. Mas existe uma conspiração de que você não pode descobrir isso."
 (Alan Watts)


 

mais dicas de vídeos de Alan Watts você pode encontrar no youtube ou no seguinte blog: http://evoluasuaconsciencia.blogspot.com.br/2014/02/alan-watts.html

"O Terrível Trote" - Alan Watts (Vida e Música)



O "trote terrível" que nos faz perder o objetivo da vida inteira.
O segredo para alcançar o seu objetivo distante? Parar. 


A vida não é sobre um fim específico. É uma coisa musical. Você deveria dançar ou cantar ao longo do caminho.

(Alan Watts*)

fonte: https://www.youtube.com/watch?v=S5IDIifpo9Q 


* Alan Watts foi filósofo, escritor e teólogo. Escreveu mais de vinte e cinco livros e muitos artigos sobre 'identidade pessoal', a 'verdadeira natureza da realidade', 'consciência elevada', o sentido da vida, dentre outros voltados para a temática do autoconhecimento 

sábado, 6 de agosto de 2016

missão de vida

Carma e missão de vida

Sobre o carma, faço uma paródia de algo que Mooji certa vez esclareceu para alguém que perguntava se "o que estava ocorrendo em sua vida era devido às existências passadas ou outra causa diferente"...  
Disse: Não se preocupe agora com seu carma... carma é só um reflexo tardio de tantos apegos e desejos psicológicos que se agregaram no tempo...
VOCÊ NÃO É “SEUS DESEJOS”, você NÃO É seus pensamentos, NEM as emoções que sente. Você é A OBSERVADORA dos pensamentos/emoções. VOCÊ É A PRESENÇA eternamente presente! 
Sua verdadeira natureza é Ser, naturalmente em paz, naturalmente feliz!
O resto são aquelas nuvens (que lhe disse antes), mais ou menos branquinhas ou escuras, tanto faz..  nenhuma delas é VOCÊ, NENHUMA DEFINE (nem limita) VOCÊ. A não ser que você queira.
Então, não focalize pensamentos, nem carma, nem nada.... apenas OBSERVE, SEM JULGAMENTO. 
Seu carma, como seus pensamentos, só tem força/poder se você acreditar/sintonizar neles. É isso que os carrega de energia e aparente "realidade". 
Sem nossa energia, sem nossa atenção, tais pensamentos não podem sobreviver, nada podem causar. Então, não lhes dê mais força! Não os alimente e eles morrerão de fome, desnutridos, se tornarão pó aos seus pés. 
Se escolhe se identificar com eles, eles crescem bem nutridos, porque estão sendo bem cuidados por você! É estranho, mas nutrimos uma afeição mais ou menos patológica por nossos pensamentos e pelo nosso carma. Aí quando acontece, sua percepção já treinada para "filtrar" a realidade conclui: tá vendo! eu estava certo! Então, o círculo vicioso do "crer para ver" é retroalimentado e se perpetua... parece difícil quebrar esse círculo, mas não é impossível. 

O que Deus quer de mim? me pergunto isso todos os dias assim que acordo.
Tem um ditado muito profundo e verdadeiro que diz: “Oração é quando você fala com Deus; Meditação é quando Deus fala com você”.
(Deus evidentemente não é a fantasia antropomórfica que muitos acreditam). 
Então, para saber o que o Ser (Deus) quer de mim, para “ouvir” Deus, há que silenciar. As demais “vozes” em mim devem calar, para que a voz do Ser, para que a voz do Silêncio ecoe em mim.
Creio ser essa nossa primeira missão de vida (antes de qualquer outra, que pode ser ajudar a humanidade, nosso vizinho da esquina ou ajudar os cães e gatos abandonados...quem sabe...) 
Então, em primeiro lugar está: ouvir Deus em nós, ver Deus em nós, senti-lo primeiro...  exercitar essa Presença... estar AQUI e AGORA, presente! Atento! Um vaso... o vaso não pensa, não faz nem acontece, ele apenas existe e se realiza recebendo!
Uma vez atento, se faz consciência do Nada grandioso que somos conectados ao Nada Absoluto que é Deus!