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sexta-feira, 5 de março de 2021

Dica de documentário: "Não há amanhã": a questão do hiperconsumo

There's no tomorrow (dublado) 



Abaixo, você encontrará link (Youtube) para assistir a este documentário estarrecedor e ao mesmo tempo bem realista, abordando comportamento humano em sociedade (consumismo) e a iminente crise de abastecimento decorrente do esgotamento de nossa principal fonte de energia: o petróleo.
 
 
 
O documentário "Não há amanhã" (There's no tomorrow), com didática impecável e uso de animações gráficas bem humoradas, faz uma análise fria dos dados estatísticos e aborda a crucial questão do crescimento demográfico e a consequente crescente demanda por energia, em escala exponencial (progressão geométrica) no planeta. 
De modo simples, o curta-metragem aborda, desde a formação geológica do petróleo em eras remotas até chegar aos dias atuais, quando se verifica os picos de produção e consumo. Ao analisar o crescente consumo da praticamente única fonte que sustenta nosso modo de vida contemporâneo, o documentário questiona a dependência da sociedade de fontes de energia não renováveis, assim como faz indiretamente uma crítica ao modelo de crescimento econômico desenfreado e o consequente esgotamento dos limitados recursos naturais ainda disponíveis.
 
Esse breve filme-animação tem o mérito de nos chamar a atenção para a problemática do hiperconsumismo (cultura do consumo inconsequente) e igualmente para o fato de que, independentemente de quais estratégias de "crescimento sustentável" sejam adotadas, é apenas questão de tempo (pouco tempo) para que a simples demanda crescente por alimento (crescimento demográfico) e por energia, acabe tornando nosso modo de vida absolutamente insustentável. 
 
Noutras palavras: sendo nossa matriz energética principal sustentada basicamente em um único recurso natural não-renovável e sendo exponencial o crescimento da economia (do tipo predatória/exploratória), não é difícil antever o 'beco sem saída' no qual estamos entrando...
 
Estaríamos cegos, como uma boiada estourada, caminhando em direção ao abismo?
 
No início do documentário, seu diretor ilustra com uma "cena" metafórica, mostrando dinossauros se alimentando tranquilamente, já que estavam no topo da cadeia alimentar, para depois mostrar o ser humano atual, também tranquilo, ocupando a mesma posição confortável que os dinossauros ocuparam um dia...
Resta saber se o intelecto humano irá salvá-lo das consequências de um inevitável colapso do seu próprio sistema social.
 
O documentário "Não há amanhã" foi animado e dirigido por Dermot O' Connor, em parceria com a "Incubate Pictures" e o "Post Carbon Institute". 
Produzido no Software vetorial Flash, demorou 6 anos para ser concluído, além de muita pesquisa. 
O filme é gratuito e não pode ser comercializado.
 
 
filme original (em inglês): http://youtu.be/VOMWzjrRiBg 
dublagem:Bruno Bartulic

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

atenção! mudanças na Cartilha de Defesa Animal do Ministério Público de São Paulo

Cartilha de Defesa Animal do MPSP ganha seção sobre maus-tratos a cães e gatos

Atualização trata de lei passou a punir esse tipo de crime

 

A Cartilha de Defesa Animal* desenvolvida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo acaba de ser atualizada. O objetivo da melhoria foi adequar o material à legislação que, a partir de 30 de setembro de 2020, passou a punir o crime de maus-tratos contra cães e gatos com reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda do animal maltratado, bem como de qualquer outro pelo período de cinco anos contados da agressão.

 

Uma das mudanças na lei estabeleceu que, se houver flagrante, o acusado será conduzido para a delegacia e mantido preso, diferentemente do que acontecia antes, quando o autor do crime era liberado, desde que se obrigasse a comparecer perante o juízo.

 

 A cartilha, escrita pela promotora de Justiça Eloisa Baissardo Gagliardi, traz orientações envolvendo a coleta de provas em casos de maus-tratos a animais, o papel das ONGs e o que deve ser feito em casos de omissão do poder público, entre outros pontos.

 

* Se você tem interesse em receber gratuitamente uma cópia da cartilha (em pdf), entre em contato pelo endereço silvio.mmax@gmail.com, ou deixe seu pedido nos "comentários".

 

 

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

a história real de um fazedor de rios


De tanto observar, foi lá e fez...

a história de um fazedor de rios


Às margens da Rodovia dos Bandeirantes, o fazedor de rios

Mesmo sem conhecimento teórico, ativista Adriano Sampaio, de 45 anos, criou no Jaraguá um sistema de biovaletas


Edison Veiga, O Estado de S. Paulo
22 Março 2017 |


SÃO PAULO - De tanto observar os rios, foi lá e fez um. É mais ou menos este o resumo da história do ex-corretor de seguros Adriano Sampaio, de 45 anos, ativista ambiental criador do projeto Existe Água em SP. Na verdade, meio sem querer, ele desenvolveu o que oficialmente pode ser chamado de biovaleta - um sistema ecológico e sustentável de reaproveitamento de água da chuva.

Sampaio mora no bairro de Vila Clarice, noroeste da cidade, a poucos metros da Rodovia dos Bandeirantes, perto do Pico do Jaraguá. Começou a notar que a valeta de concreto que margeia a pista - e serve para escoar a água da chuva - andava sempre com suas poças. Pouco declive, região com sombra de árvores, zero permeabilidade... “Aí, em minha cabeça, ficava a lembrança de rios que, quando enchem, ocupam uma área de várzea. Depois, na estiagem, voltam ao leito mas deixam alguns lagos perenes”, comenta.

Em janeiro, pegou facão, enxada e principiou o trabalho. Deu uma limpada no mato, tirou o lodo que estava acumulado no fundo da valeta, fez duas barragens com argila e algumas pedras - tiradas do próprio entorno -, criou um corregozinho de dez metros. Choveu. Encheu. Trinta centímetros de profundidade.
Então ele se embrenhou por rios da região, peneira na mão, caçou uns guaruzinhos - o lebiste selvagem. Conseguiu também cascudos e carás. “E um dia fui ao Mercado da Lapa e comprei seis pequenas carpas. Gastei R$ 20. Foi o único investimento financeiro do projeto”, conta. 
A valeta ganhou vida. Os guarus se reproduzem rapidamente. Aos poucos, girinos têm surgido. Plantas aquáticas, também. “Outro dia um passarinho desses pescadores estava aqui de olho. Daqui a pouco vai ter bicho sondando por perto, atrás dos peixes”, diz Sampaio. Borboletas já rodeiam o local, antes quase inóspito.
Então o ativista descobriu - ah, a internet! - que o que estava fazendo tem nome e conceito: biovaletas. Na realidade, é um jeito de lidar com as águas da chuva de modo sustentável. “Trata-se de uma técnica bem contemporânea no exterior”, afirma o arquiteto, urbanista e paisagista Henrique de Carvalho, do Ateliê Tanta - um entusiasta da ideia. “Desde os anos 1960 e 1970, é um formato bastante estudado. Nos Estados Unidos, por exemplo, a cidade de Portland, em Oregon, incentiva o modelo largamente.”
Ano sim, ano não, a prefeitura do município americano publica um guia intitulado Manual de Manejo da Água da Chuva. A última edição, de 2016, saiu com 502 páginas. 
Nelas, as biovaletas são apresentadas como uma alternativa recomendada para lidar com a pluviosidade. Um “canal vegetado” não apenas para coletar a água da chuva, mas também com a função de “diminuir o escoamento superficial, sedimentar, melhorar a infiltração e reduzir a poluição”. Sim, as tais barreiras de argila “inventadas” por Sampaio têm essas funções: acabam livrando a água de impurezas. 
Na versão paulistana, o ativista acredita que está resolvendo o problema dos mosquitos - afinal, as larvas dos insetos são um banquete para os peixinhos. “Já notei que não aparecem mais tantos Aedes quanto antes”, ressalta.

Reconhecimento.
Biovaletas são instrumento reconhecido pela literatura especializada. A técnica aparece no livro Manual de Orientação Para a Proteção da Qualidade das Águas Pluviais, da Associação das Agências de Manejo de Água da Chuva da Área da Baía de São Francisco (BASMAA, na sigla em inglês). 
Em Desenvolvimento de Baixo Impacto, obra publicada pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de Arkansas, no Estado americano homônimo, as biovaletas são destacadas como componentes úteis às áreas urbanas. 
Sampaio diz que pretende procurar a CCR AutoBan, concessionária que administra a Rodovia dos Bandeirantes, com o projeto debaixo dos braços. Agora já com três trechos de dez metros cada em pleno funcionamento, sonha com um córrego que avance por quilômetros. “Estarei à disposição se quiserem que eu ensine a fazer”, adianta ele, enquanto admira a própria criação.


fonte:
https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2017/03/22/as-margens-da-rodovia-o-fazedor-de-rios.htm?

terça-feira, 5 de setembro de 2017

A luta sem fim do índígena brasileiro

A luta pela demarcação das terras indígenas

Deputado distrital quer incluir o Abril Indígena no calendário oficial de Brasília para que a capital do país seja também um espaço de encontro e reencontro de todos os povos, com especial atenção para os índios



“Já que diversos povos vêm sendo atacados,
Sem vir a ver a terra demarcada,
A começar pela primeira do Brasil
Que o Branco invadiu já na chegada:
A do Tupinambé -
Demarcação já!
Demarcação já!…”
- Carlos Renó e Chico César


Há duas semanas Brasília recebeu, como parte do evento Abril Indígena, o Acampamento Terra Livre, que reuniu em torno de 3 mil índios de todo o país. Essas populações originárias, fruto da imensa diversidade brasileira, devem ser celebradas como parte deste Brasil profundo que teima em se manter vivo apesar de tantos genocídios e processos de colonização, que devastaram milhões.
Indígenas de várias partes do país se reuniram em Brasília no final de abril para protestar contra a retirada de direitos


 Segundo dados oficiais do censo demográfico IBGE 2010, os povos indígenas somam 896.917 pessoas, ou aproximadamente 0,47% da população brasileira. A diversidade desses povos, distribuídos em 305 etnias que falam 274 línguas, faz do Brasil um dos países com maior diversidade sociocultural do planeta. Apenas como comparativo, em toda a Europa existem aproximadamente 140 línguas.

O ambientalista Tasso Azevedo traduz nosso sentimento:

“Em 1612, o missionário Claude D’Abbeville descreveu como os Tupinambás relacionavam as marés às fases da lua, fenômeno que só foi explicado por Isaac Newton em 1687. No Rio Negro, os Baniwa há anos registram as alterações climáticas que estão percebendo ao seu entorno com um nível de detalhes que deixaria de queixo caído os cientistas do IPCC. As imensas malocas dos Kayapó são uma aula de arquitetura e engenharia, e as intricadas armadilhas de pesca feitas de cascas e galhos pelo Enawenê-nawê, em Rondônia, ou pelos Kaigang, no Paraná, são uma obra de arte. Estes povos são a maioria viva de quase 10 mil anos de história vinculada ao território brasileiro, esse é o nosso grande tesouro. ” [i]

Atualmente, assim como ocorreu ao longo de toda a nossa história, várias populações sofrem pressões, agressões e opressões daqueles que querem depredar e explorar a qualquer custo, inclusive ilegalmente, as terras dos índios. A exemplo, o processo de ocupação territorial crônico vivido pelos Guarani-Kaiowa, no Mato Grosso do Sul, que desde a década de 1920 agonizam na luta pela demarcação de suas terras. Situação similar é vivida pelo povo Munduruku, no Pará. Por parte do poder público, várias iniciativas alicerçadas no modelo de desenvolvimento insustentável adotado causam grandes impactos nas populações indígenas, como os megaprojetos de construção das usinas hidrelétricas de Belo Monte, Tucuruí e Balbina, entre tantas outras já em operação ou em fase de implantação.

Diversos retrocessos constitucionais estão em curso. A exemplo da PEC 215/2000, que transfere para o Congresso Nacional a exclusividade de demarcação de terras indígenas; do Projeto de Lei 1.610/1996, que prevê a exploração de mineração nessas terras; do Projeto de Lei 1.216/2015, que regulamenta o art. 231 da Constituição Federal, dispondo sobre o procedimento de demarcação de terras e revogando o Decreto 1.775/1996 – restringindo, assim, vários direitos; e do Projeto de Lei 1.218/2015, determinando que sejam consideradas terras tradicionalmente ocupadas pelos índios apenas aquelas que foram demarcadas até cinco anos após a promulgação da Constituição Federal de 1988. Para além dessas, outras iniciativas legislativas e executivas estão em curso, cujo resultado é a retirada de direitos dos povos indígenas.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Qual é a causa do sucesso da Educação no Primeiro Mundo?


MINI HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA







 

Acordo pela educação é causa de sucesso da Finlândia, diz conselheira  

28/03/2012

Marcos Magalhães

A celebração de um amplo acordo político nacional em favor da educação e a permanente valorização do papel do professor estão entre os principais motivos que levaram a Finlândia a obter um dos melhores sistemas de educação do mundo, disse nesta quarta-feira (28) a conselheira em Comércio e Educação Titta Maja, do Ministério das Relações Exteriores daquele país.

Em audiência pública promovida pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), ela ressaltou a importância do entendimento político em benefício da educação, firmado na segunda metade do século 20 em Helsinqui, capital da Finlândia – localizada, como observou, a 10.933 quilômetros de Brasília.

- Na Finlândia temos partidos de esquerda, de centro e de direita. Depois da Segunda Guerra Mundial, todos decidiram que, por ser um país pequeno, a Finlândia tinha de investir no futuro de cada criança – ressaltou Titta Maja no início da audiência, convocada a partir de requerimento do presidente da comissão, senador Roberto Requião (PMDB-PR).

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

O Passamento do Mestre Antonio João Fraga Padilha


Como é sentir-se num corpo que mal consegue conter a grandeza da própria alma? Qual é a alegria e a dor de nascer num país de tantas riquezas naturais e culturais, cujo povo desconhece sua história e seu valor? Como é ser um intelectual num país como o Brasil?

O Educador bauruense Antonio João Fraga Padilha sabia. E podiam também experimentá-lo, todos que tivemos a honra, o privilégio, a felicidade, o destino e a bênção de conhecê-lo ou de tê-lo como professor.

É!! Nossa cidade acaba de sofrer uma perda inenarrável. Impossível quantificar quanto aprendemos e quantos aprenderam de seus lábios, de sua caligrafia pedagógica, de suas pesquisas... Bauru acaba de ver passar um de seus grandes, uma alma ímpar, um como poucos, lhes garanto! Conselheiro da 1ª diretoria da Sociedade Bauruense de Esperanto (ainda em 1965) e cofundador da Academia Bauruense de Letras, nosso caro mestre ainda era poeta, escritor, poliglota, pesquisador da História e da Ciência Política, profundo conhecedor das religiões orientais e ocidentais, formidável orientador de inúmeras gerações. 

Ninguém passava por ele impune, sem sentir um pouco de vergonha pelo pouco (ou nada) que fazíamos em prol da cidadania pátria, em prol de nossa brasilidade e de nosso povo. Perto dele, qualquer um descobria, querendo ou não, o valor de um Ricardo Gonçalves, de um Godofredo Rangel, de um Monteiro Lobato, de um Machado de Assis, de uma Florbela Espanca ou de um Assis Chateaubriand... dono de uma bagagem cultural invejável, leitor assíduo de diversos periódicos, de distintas orientações ideológicas, além de ouvinte contumaz de emissoras de rádio da Inglaterra, da França, da Alemanha, da Itália e do Brasil, nunca se deixava pegar neófito ou desinformado sobre qualquer que fosse o tema proposto para debate. Estudioso das Ciências Humanas, da Filosofia e até da Parapsicologia, jamais se furtava ao debate vigoroso e profundo de ideias, o qual pairava sempre um pouco acima das superficiais ideologias políticas ou religiosas, com as quais tantos se deixam contagiar.

Quem não se banhou nas memoráveis Noites de Poesia, nos saraus e círculos de leitura que este mestre presidia, perdeu muito! De um jeito ou de outro, teimosamente, sempre e sempre, o Educador nos fazia lembrar o que é “ser brasileiro”! E era para que não perdêssemos esse senso de brasilidade, que ele ensinava, energicamente! Uma luta árdua contra a ignorância, contra nossa preguiça intelectual e espiritual. 

Enfim, Professor Antonio João Fraga Padilha era uma vacina contra a superficialidade dos discursos, contra a manipulação hipnótica das mídias, em especial contra o papel destrutivo, deformativo e bestializante a que se prestava (e se presta) a televisão brasileira. 

De suas aulas, fosse de Língua Portuguesa, da Língua Internacional Esperanto, de História, ou do que mais fosse, sempre saíamos com muito mais do que tínhamos ido buscar! Suas aulas sempre magnas, não só eram informativas, mas formativas. Aprendíamos, sempre embasados em documentos, não em simples retórica, desde as mazelas dos republicanos positivistas no Golpe de Estado de 1889 até as conspirações hodiernas de alienação do povo, da Monarquia brasileira à genealogia das dinastias egípcias, todo encontro pedagógico era um apelo indireto, mas incisivo, à consciência de cada um. 

Desde ontem não temos mais nosso ilustre mestre e o espaço aqui é ínfimo para ainda dizer tanto. Mas algo valiosíssimo herdamos: exemplo e sábios conselhos. 

Sua imortalidade jaz em nós, seus órfãos!

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Cerrado poderá ser extinto até 2030









Em evento sobre sustentabilidade, professor relata o desmatamento do bioma e projeta que pode deixar de existir em 2030.

Ontem foi comemorado o Dia do Cerrado. O bioma, típico de regiões tropicais, possui uma vasta biodiversidade e é considerado o sistema ambiental brasileiro que mais sofreu com a ação humana, principalmente pela agricultura, pastagem e o crescimento das cidades. Há previsões sombrias de sua extinção até 2030.
Bauru está inserida neste bioma. De acordo com o Inventário Florestal da Vegetação Natural, a região é a terceira do Estado de São Paulo com maior área coberta pelo cerrado. Na região há 29 mil hectares de cerrado, que passou a ser protegido por lei desde maio do ano passado.
Proteção legal que, apesar de muito bem recebida pelos ambientalistas, veio tarde.

sábado, 13 de agosto de 2016

quais os limites da sordidez e estupidez humanas?

Além das atrocidades contra seres humanos (moradores da Alemanha) os animais também viveram uma sentença de morte decretada por Hitler.

1942: Judeus proibidos de ter animais domésticos

No dia 15 de maio de 1942, Victor Klemperer registrou em seu diário a proibição aos judeus de manterem animais domésticos. O diário de Klemperer foi um relatório minucioso da cruel perseguição nazista aos judeus.
Em maio de 1942, a máquina mortífera de Hitler já havia fixado suas bases e a chamada solução final para os judeus estava, há muito, decidida. Depois que a Conferência de Wannsee, em janeiro de 1942, havia dado o sinal de largada para a matança coletiva, as pessoas começaram a ser estigmatizadas, perseguidas e aterrorizadas.
Victor Klemperer foi um deles. O professor de Literatura foi obrigado a deixar sua cátedra na Universidade de Dresden, mas negou-se a emigrar. Protegido pela mulher não judia, Eva, ele passou dois anos num abrigo para judeus em Dresden.
A casa da família Klemperer havia sido confiscada. Victor conseguiu resgatar apenas algumas peças do mobiliário e o gato Muschel. Entre os anos de 1933 e 1945, ele registrou fielmente, todos os dias, o avanço do terror nazista. Mais de 50 anos depois, seu diário virou best-seller, em forma de cronologia do terror.

Um pouco de normalidade
Em março de 1942, ele havia escrito: "Uma coisa tem que acontecer nos próximos meses. Ou Hitler se afunda, ou nós vamos a pique". O pouco de normalidade que restou na vida dos Klemperer havia sido o gato. Um animal de estimação, um ser fiel e carinhoso que os ajudava a esquecer as dificuldades do cotidiano, enquanto o cerco nazista aos judeus fechava-se cada vez mais.
Victor chegou a enumerar 31 proibições: rádio, cinema, concertos, museus, andar de ônibus, comprar flores, ir ao cabeleireiro, à estação ferroviária, passear nos jardins dos parques, ter máquinas de escrever, frequentar bibliotecas públicas e restaurantes...
Para fazer suas compras, os judeus dispunham de apenas uma hora, sendo que, por exemplo, não podiam adquirir peixe, café, chocolates e frutas. "Mas estas proibições não são nada diante do constante perigo das batidas em nossas casas, dos maus tratos, da prisão, do campo de concentração e da morte por violência", registrou Klemperer em seu diário.

Sentença de morte para o gato
No dia 15 de maio de 1942, ele anotou: "Está anoitecendo. Encontrei a senhora Ida Kreidl durante as compras e ela me contou do mais recente decreto dos nazistas: a partir de agora, os judeus e quem mora com eles estão proibidos de manter animais domésticos (cães, gatos, pássaros). Os animais também não podem ser dados a terceiros. É a sentença de morte para nosso Muschel, com quem convivemos há 11 anos e que Eva gosta tanto. Amanhã ele será levado ao veterinário, para poupar-lhe a morte coletiva".
O gato simbolizava a vida para o casal Klemperer, ou melhor, sua sobrevivência. Ambos tiravam do seu prato para darem de comer a Muschel. Seu rabo erguido significava para Klemperer a bandeira da sua causa, pelo fim do martírio dos judeus.
O fim próximo do animal foi um grande choque para o casal. A pior tortura, entre tantas proibições e restrições. "Outra pessoa não entenderia nosso martírio, poderia achar ridículo ou até imoral, se há tanta gente sofrendo...", anotou Klemperer.
O professor e escritor sobreviveu ao nazismo, falecendo em 1960 em Dresden.

Redator(a):Christa Kokotowski (rw)
16.05.2011

quinta-feira, 9 de junho de 2016

criminalização do ‘infanticídio’ em áreas indígenas

Câmara aprova projeto que criminaliza ‘infanticídio’ em áreas indígenas


O infanticídio é o assassinato de crianças indígenas recém-nascidas. Bebês com deficiência física, filhos de mãe solteira, fruto de adultério e gêmeos são vistos por algumas etnias como amaldiçoadas e, por isso, sacrificados


CONGRESSO EM FOCO | agosto/2015 



O plenário da Câmara aprovou, por 361 votos a 84 e 9 abstenções, o Projeto de Lei 1057/07, na forma de emenda do deputado Marcos Rogério (PDT-RO), que trata de medidas para combater práticas tradicionais consideradas nocivas de alguns povos indígenas como o “infanticídio”.
O infanticídio é o assassinato de crianças indígenas recém-nascidas. Bebês com deficiência física, filhos de mãe solteira, fruto de adultério e gêmeos são vistos por algumas etnias como amaldiçoadas e, por isso, sacrificados pelos próprios pais. A prática acontece em pelo menos 13 etnias indígenas, principalmente as mais isoladas como suruwahas, ianomâmis e kamaiurás.
Pelo relatório aprovado na Câmara, os órgãos responsáveis pela política indigenista devem usar de todos os meios legais para evitar, além do infanticídio, atos como tortura, escravidão, abandono de vulneráveis e violência doméstica, por exemplo. Com o texto, o indígena pode responder pelo crime de homicídio em caso de sacrifício de crianças recém-nascidas.
Segundo o relator, o deputado Marcos Rogério, o Estado brasileiro não deve deixar os indígenas sozinhos quando se trata de defender as crianças que possam ser vítimas de práticas tradicionais consideradas, por ele, ultrapassadas. “Direitos humanos são para todos, independentemente de sua cultura, que não pode violar o direito fundamental da vida”, afirmou Marcos Rogério.
Pela questão cultural indígena, o texto foi alvo de muitas críticas de parlamentares ligados aos direitos humanos. Para o deputado Evandro Gussi (PV-SP), o projeto não terá efeitos práticos, pois o Código Penal já trata de homicídios e da inimputabilidade para quem não tem condições de perceber o caráter danoso da conduta.
“A Funai, diante da prática, fará uma palestra para dizer que isso é ruim? Essa inovação, não obstante a boa intenção, é absolutamente desnecessária. O que isenta alguém de pena não é aspecto cultural, mas a capacidade ou incapacidade de perceber o caráter danoso e, para isso, o Código Penal já traz receita”, disse Gussi.
A líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), afirmou que é necessário respeitar as crenças e costumes. “Não estamos aqui defendendo assassinato, estamos defendendo a vida dessas crianças por meio de uma mediação cultural. Do jeito que está aqui, vamos colocar a tribo inteira na cadeia, obrigando todos a denunciar o risco de algo acontecer”, disse.
O deputado Max Filho (PSDB-ES), no entanto, defendeu a aprovação da medida. “Não está em xeque a preservação de suas culturas. Não podemos aceitar que vidas humanas, especialmente de crianças, sejam sacrificadas em nome da preservação de uma cultura”, afirmou. O líder do PHS, deputado Marcelo Aro (MG), teve a mesma opinião. “Não podemos admitir isso no nosso País”, avaliou.
Com informações da Agência Câmara

terça-feira, 19 de abril de 2016

STF derruba ampliação de Terra Indígena no Maranhão



STF derruba ampliação de Terra Indígena no Maranhão com base nas condicionantes da Raposa Serra do Sol

A indigenista Déborah Duprat assistiu a 2ª Turma do STF anular ampliação de Terra Indígena no Maranhão com base no caso Raposa Serra do Sol. Foto: Felipe Sampaio/SCO/STF

Em mais uma decisão histórica, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) anulou, por unanimidade, a Portaria 3.508/2009, do Ministério da Justiça, que resultou na ampliação da terra indígena Porquinhos em data anterior à Constituição Federal de 1988 como de posse permanente do grupo indígena Canela-Apãniekra. A decisão foi tomada no julgamento do Recurso Ordinário em Mandado de Segurança (RMS) 29542, que foi provido pelo colegiado.

No recurso, os municípios de Fernando Falcão, Formosa da Serra Negra e Barra do Corda, todos no Maranhão, questionaram a decisão do Superior Tribunal de Justiça que manteve a validade da ampliação da terra indígena. Para os autores do recurso, no julgamento do caso Raposa Serra do Sol – Petição 3388 –, o STF assentou a impossibilidade de ampliação das terras indígenas já demarcadas.

A Procuradoria Geral da República, representada pela Procurado Indigenista Déborah Duprat em pessoa, tentou manter a ampliação frisando que a questão em debate no recurso é a possibilidade jurídica de ampliação de uma terra indígena que foi demarcada em 1979 – antes portanto da Constituição Federal de 1988. A área, originalmente com 79 mil hectares, passou para 301 mil. Ao se manifestar pela validade da ampliação, a PGR frisou entender que só é possível a revisão no caso de erro, que seria o caso dos autos.

A relatora do caso na 2ª Turma, ministra Cármen Lúcia, votou pela anulação da ampliação da Terra Indígena Porquinhos. Ao rememorar o julgamento do Caso Raposa Serra do Sol e dos embargos de declaração opostos contra a decisão da Corte naquele caso, a relatora frisou que os ministros vedaram à União a possibilidade de rever os atos de demarcação da área indígena Raposa Serra do Sol, ainda que no exercício de sua autotutela administrativa.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

a meditação funciona?




Meditação melhora memória e aprendizagem

A prática de apenas oito semanas de meditação de atenção plena é suficiente para desencadear alterações físicas no cérebro e aumentar as regiões deste órgão associadas à memória, à aprendizagem, à autopercepção e ao controle do 'estresse', concluiu um estudo norte-americano.
 

Embora a investigação, coordenada por Sara Lazar, cientista do Hospital Geral de Massachussets (MSG), nos EUA, tenha já três anos, voltou, recentemente, a merecer a atenção da imprensa internacional, uma vez que se trata do primeiro estudo a documentar as mudanças induzidas, ao longo do tempo, por este tipo de meditação ao nível da massa cinzenta.

 Para chegar a estas conclusões, Lazar e os colegas analisaram a estrutura cerebral de 16 voluntários através de ressonâncias magnéticas antes e depois da sua participação num programa de redução do estresse por intermédio da meditação de atenção plena com duração de oito semanas.

 Os participantes receberam gravações destinadas à prática guiada de meditação de atenção plena - uma espécie de meditação que se foca numa consciência das sensações, dos sentimentos e do estado de espírito sem julgamentos - e foi-lhes pedido que registrassem por quanto tempo a praticavam diariamente.
 Simultaneamente, os cientistas submeteram também a ressonâncias magnéticas os elementos de um grupo de controle que, durante o mesmo período de tempo, não praticou em nenhuma ocasião esta atividade. 

 "Apesar de a prática da meditação estar associada a um sentido de paz física e relaxamento, quem a pratica defende, há muito tempo, que também proporciona benefícios cognitivos e psicológicos que se mantém ao longo do dia", afirma, em comunicado, a coautora do estudo publicado na revista científica "Psychiatry Research: Neuroimaging".

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

criminalização do infanticídio indígena




Estudo contesta criminalização do infanticídio indígena

Fonte: UnB Agência

Quem tem legitimidade para decidir o que é vida, o que é ético, o que é humano? Estas são indagações que Marianna Holanda faz em sua dissertação de mestrado, defendida no Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília. No estudo, a antropóloga avalia o Projeto de Lei 1.057/07, que trata da criminalização do chamado infanticídio indígena – prática de algumas tribos em relação a neonatos com deficiências que impedem a socialização. O PL está na pauta da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados desta quarta-feira, 24 de junho.

"Diante do que chamamos juridicamente de infanticídio, não cabe falar em infanticídio indígena. O que há nessas aldeias são estratégias reprodutivas pensadas em prol da comunidade, e não de indivíduos isolados. Só um número muito reduzido de crianças acaba sendo submetido a elas", diz Marianna, autora da dissertação intitulada Quem são os humanos dos direitos? Sobre a criminalização do infanticídio indígena. "E são crianças com problemas que, mais tarde, impossibilitarão qualquer tipo de interação social", completa.
Segundo a antropóloga, para os índios, sem socialização a criança jamais atingirá a humanidade plena. Por isso, ela dedicou uma parte do trabalho para entender como se constitui a noção de humanidade entre os indígenas. "Esse é um dos pontos centrais do estudo: o que nós, brancos, entendemos como sendo vida e humano é diferente da percepção dos índios. Um bebê indígena, quando nasce, não é considerado uma pessoa – ele vai adquirindo pessoalidade ao longo da vida e das relações sociais que estabelece", explica.
De autoria do deputado Henrique Afonso (PT-AC), o PL 1.057/07 é contestado por antropólogos que atuam em comunidades indígenas. O estudo de Marianna sugere que as formas que cada povo desenvolve para resolver seus conflitos internos devem ser respeitadas. "O projeto impõe uma categoria jurídica ocidental a uma diversidade de povos, desrespeitando as diferenças e as especificidades", afirma.

INTRUSÃO –
Para a professora Rita Segato, que orientou a dissertação de mestrado de Marianna, o PL é uma forma de "calúnia" aos povos indígenas. "O projeto cria uma imagem absolutamente distorcida da relação entre os índios e suas crianças. Essa lei ofusca a realidade e declara os índios bárbaros, selvagens, assassinos. É muito semelhante à acusação, comum em tempos passados, de que os comunistas comiam criancinhas", compara.
A docente lembra, ainda, que na legislação brasileira o direito à vida já está assegurado. "A Constituição e o Código Penal preveem que é proibido matar. Nesse aspecto, o PL é redundante". Segundo ela, o verdadeiro propósito da nova lei não é zelar pela vida das crianças, mas "permitir a vigilância e a intrusão permanente nos costumes e na intimidade das aldeias".


DIÁLOGO –
 A pesquisa também aponta a necessidade de incluir os indígenas nas discussões que lhes dizem respeito. "Não se pode chegar a uma conclusão ou a um projeto de lei sem a participação efetiva dos maiores interessados: os índios. E eles só foram ouvidos uma única vez, em uma audiência pública em 2007, e mesmo assim tiveram pouco espaço para falar", conta Marianna.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

ELEIÇÕES 2016 – NOVAS REGRAS VALENDO


  
PESQUISAS
A partir de 1º de janeiro de 2016, as entidades e empresas que realizarem pesquisas de opinião pública sobre as eleições ou candidatos, para conhecimento público, serão obrigadas a informar cada pesquisa no Juizo Eleitoral que compete fazer o registro dos candidatos. O registro da pesquisa deve ocorrer com antecedência mínima de cinco dias  de sua divulgação.

CONVENÇÕES
As convenções para a escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações devem acontecer de 20 de julho a 05 de agosto de 2016. O prazo antigo determinava que as convenções partidárias deveriam ocorrer de 10 a 30 de junho do ano da eleição.

FILIAÇÃO
Quem desejar disputar as eleições do próximo ano, precisa se filiar a um partido político até o dia 02 de abril de 2016, no caso, até seis meses antes da data das eleições. Pela regra anterior, para disputar uma eleição, o cidadão precisava estar filiado a um partido político, um ano antes do pleito.

REGISTRO
Partidos políticos e coligações devem apresentar os pedidos de registro de candidatos ao respectivo cartório eleitoral até as 19 h do dia 15 de agosto de 2016. A regra anterior estipulava que esse prazo terminava as 19h do dia 5 de julho.

PROPAGANDA
A resolução sobre o tema contempla a redução da campanha eleitoral de 90 dias para 45 dias, começando em 16 de agosto. O período de propaganda dos candidatos no radio e na TV também foi diminuído de 45 para 35 dias, com inicio em 26 de agosto em primeiro turno,  As duas reduções de períodos foram determinadas pela reforma eleitoral 2015.

Lizete Verillo

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Dia de nascimento de Zamenhof, o iniciador do Esperanto




 
Esperantistas de Bauru e do mundo comemoram dia de nascimento de Zamenhof, o iniciador do Esperanto

Lázaro Luiz Zamenhof nasceu em Bialistoque, na Polônia, e desde sua infância sofria muito por causa do preconceito e ódio raciais e religiosos existentes em sua cidade natal. Judeus, poloneses, russos e alemães formavam comunidades distintas, cada uma com sua língua, costumes e religião e viviam em desentendimentos freqüentes.
Zamenhof notou que a maior parte dos mal-entendidos tinha sua origem na incompreensão causada pela diversidade de línguas e viu, na criação de um idioma único, unindo os povos, um meio de estabelecer um sentimento fraterno entre as pessoas de todas as raças, nações ou religiões.
Começou a sonhar com uma língua neutra para ser ensinada a todos os povos como uma segunda língua. Descobriu que acrescentando prefixos e sufixos às raízes latino-germânicas poderia formar novas palavras, a língua não precisaria ter um vocabulário imenso e isso facilitaria o aprendizado.
Seu pai decidiu que ele seria médico e o enviou à Universidade de Moscou. Por essa ocasião, os primeiros manuscritos contendo o esboço da nova língua foram destruídos pelo pai julgando que faria um bem para o filho, pois achava que a "língua internacional" lhe perturbaria o juízo e prejudicaria os estudos.
Ao retornar a Varsóvia, resolveu de novo trabalhar no seu projeto. Reconstituiu tudo sem dificuldades. Aproveitou do projeto original o que lhe parecia bom, descartando o que não tinha solidez. Acrescentou novas idéias e descobertas, utilizou raciocínios novos e descobriu que a atitude do pai fora um estímulo à realização de um trabalho mais completo e aperfeiçoado.
Em 1885, já médico, especializou-se em oftalmologia, montando um consultório em Varsóvia. Conheceu Clara Zilbernik, mais tarde sua esposa, mãe de seus 3 filhos e grande colaboradora na divulgação do Esperanto.
O “Primeiro Livro” surgiu em 26/07/1887, em russo, usando o pseudônimo "Doutor Esperanto". Contou com o auxílio financeiro do pai de sua noiva para a publicação. Feitas edições em outras línguas, surgiram os primeiros adeptos, clubes para ensino da língua, revistas e livros. Faleceu no dia 14/04/1917, deixando viúva e três filhos, todos mortos pelos nazistas em 1940.
Desde o 1º Congresso Mundial de Esperanto, ocorrido em 1905, em Boulogne-sur-Mer, na França, o interesse pela Língua Internacional tem crescido muito e o idioma expande-se por todos os continentes.
Estima-se que no mundo inteiro já existam milhões de pessoas que aprenderam o Esperanto.A semente lançada por ele germinou. O movimento esperantista prossegue sempre com sua mensagem de confraternização universal.

Em Bauru, há cursos regulares de Esperanto em sua sede, na Rua Batista de Carvalho, nº 4-33 sala 1403, as pessoas que se destacaram na difusão do Esperanto em Bauru e região. O telefone da Sociedade Bauruense de Esperanto é (14) 3011-2457.