terça-feira, 25 de agosto de 2020

Quando o perdão é fácil?

Perdão

   

Flavio Siqueira

 
Perdoar é difícil porque não pressupõe reciprocidade, tampouco deve se vincular a escancaradas ou tímidas demonstrações de arrependimento justamente por uma razão: Não perdoo para o outro, mas para mim.
É o perdão que me liberta do corrosivo sentimento de ter sido injustiçado, vítima de qualquer coisa, ainda que de fato eu tenha sido ofendido. Estou falando sobre um passo além, sobre uma perspectiva acima, sobre um olhar que transcende e não pode se condicionar a nenhum tipo de expectativa, deixando-se sequestrar na dependência de que, antes que eu perdoe, o outro me peça perdão.
Arrepender-se, pedir perdão, tomar consciência da ofensa é importante para o ofensor, isso o libertará do peso do ato, ainda que porventura tenha que pagar pelo que fez, no entanto, meu perdão só será genuíno se, quando o arrependido chegar, antes mesmo, ele já estiver perdoado por mim.
Não é fácil e, talvez por isso, seja um exercício tão profundo e tão pouco praticado. Experimente !
Perdão não é um aval para que o outro me fira, nem sinônimo de bondade, de "dar a outra face". Perdão tem a ver com livrar-se do sentimento corrosivo de que foi injustiçado, de que alguém te fez mal.
Pode ser que realmente tenha feito, mas considere que tudo o que pensa está relacionado a perspectiva de onde você está hoje e não necessariamente reflete as complexidades da vida e das relações.
Lembre-se, todo santo é ou já foi diabo para alguém, inclusive você. Perdoar não significa ser amigo, conviver, dar beijinho no rosto, mas seguir adiante em liberdade, sem cultivar em sua consciência a sensação de que tem o "direito" de condenar quem quer que seja. Você não tem. Você quase não enxerga além das próprias causas, como pensa que sabe as intenções do outro? 
E depois que perdoar, como lidar com a pessoa? O que fazer? 
É você quem decidirá, pode ser que retomem, pode ser que não se falem novamente, creio que isso não seja tão importante. O que vale é que, decida por qual caminho decidir, o fará em liberdade, com a leveza de quem simplesmente largou a âncora do rancor e resolveu seguir adiante. Trata-se de uma escolha. Uma escolha sua.

traumas de infância e o "corpo de dor" - Eckhart Tolle

Alguém que na infância tenha sido negligenciado ou abandonado por um dos pais ou por ambos desenvolverá, provavelmente, um corpo de dor que será estimulado por qualquer situação que lembre, até mesmo de forma remota, o sofrimento primordial do abandono. 

Tanto um amigo que se atrase cinco minutos para pegar a pessoa no aeroporto, quanto um cônjuge que chega tarde em casa podem deflagrar um ataque violento do seu corpo de dor. 

Se seu parceiro ou cônjuge o deixa ou morre, a dor emocional que esse indivíduo sente vai muito além da que é natural em circunstâncias como essas. Pode ser uma angústia intensa, uma depressão duradoura e incapacidade ou uma raiva obsessiva. 

Uma mulher que tenha sido violentada pelo próprio pai na infância talvez perceba que seu corpo de dor se torna facilmente ativo em qualquer relacionamento íntimo com um homem. 
Por outro lado, a emoção que constitui seu corpo de dor é semelhante ao do seu pai. O corpo de dor dessa mulher pode ter uma atração magnética por alguém que ela sinta que lhe dará mais do mesmo sofrimento. E, algumas vezes, ela pode confundir essa dor com a sensação de estar apaixonada.
Um homem que foi uma criança indesejada e não recebeu amor nem o mínimo de cuidado e de atenção da mãe desenvolve um corpo de dor marcado por uma profunda ambivalência – por um lado, apresenta um intenso e insatisfeito desejo pelo amor e pela atenção da mãe e, por outro, um forte rancor em relação a ela por ter lhe negado aquilo de que ele precisava desesperadamente. 
No caso do seu corpo de dor – uma forma de sofrimento emocional. Ele a manifesta por meio de uma compulsão a “conquistar e seduzir” quase toda mulher que vem a conhecer e, dessa maneira, pretende obter o amor feminino pelo qual seu corpo de dor anseia. Esse homem se transforma quase num especialista em sedução. 
No entanto, assim que um relacionamento se torna íntimo ou seus avanços são rejeitados, a raiva do seu corpo de dor em relação à mãe vem à tona e sabota a relação.

extraído do livro  

"Um Novo Mundo - O Despertar de uma Nova Consciência"

Você sabe quanto custou seu prato de comida??

Quanto realmente custa para produzir o que você come?

MAS... 

A nutrição vinda da alimentação vegetariana/vegana é suficiente?

De acordo com pesquisas recentes, basta ter uma alimentação bem variada.

Grãos, castanhas e verduras escuras são o mínimo necessário para substituir a carne na alimentação. Entretanto, o único nutriente que não está presente nos alimentos de origem vegetal é a vitamina B 12, mas ela é extraída de bactérias, então existem suplementos veganos que podem ser tomados com a orientação de um nutricionista.


Todavia, É muito importante ter esta orientação uma vez que a necessidade diária de nutrientes varia de acordo com a estatura e massa de cada pessoa. 


Além disso, é necessário cuidar para ter uma dieta balanceada: frituras, doces e (principalmente) alimentos industrializados não estão em desacordo com a filosofia vegana se não contiverem ingredientes de origem animal, mas mesmo assim, costumam ser prejudiciais à saúde. Assim sendo, lembre-se que qualquer coisa em excesso faz mal.

VOCÊ SABIA?



 

 

Segunda sem carne?! Por que??

Segunda sem carne – Por que?


O objetivo da campanha é incentivar a redução do consumo de carne e, consequentemente, o aumento do consumo de leguminosas, frutas, cereais e verduras, como recomendado pelo Guia Alimentar para a População Brasileira do Ministério da Saúde.

Também há a preocupação com os animais. A competição acirrada do agronegócio tem levado os produtores a tratar os animais como objetos e mercadorias, muitas vezes sendo criados e abatidos em condições muito precárias.
 
Outros dois pilares da Segunda Sem Carne são a preservação do planeta Terra e a saúde da população humana.

Segundo os dados do site oficial da campanha no Brasil, o consumo médio de carne atualmente tem uma pegada hídrica de 3800 litros de água por pessoa por dia.

Cada quilo de carne bovina demanda 5 quilos de alimentos de origem vegetal, que poderiam alimentar muitas pessoas, e produz 335 quilos de gás carbônico (CO2), que são liberados na atmosfera, o que equivale a dirigir um carro por 1600 quilômetros

Além disso, não comer carne uma vez por semana fará muito bem para a sua saúde. Segundo um estudo do Departamento de Saúde Pública da Universidade de Oxford, se todos na Inglaterra deixassem de comer carne quatro dias por semana, seriam evitadas 31 mil mortes por doenças cardíacas e nove mil mortes por AVC (acidente vascular cerebral) todo ano. Mas atenção: não adianta muito trocar a carne por derivados animais como queijos e manteigas. Para ter uma alimentação saudável aumente o consumo de vegetais!

Meio Ambiente

A criação de animais para consumo é ambientalmente desastrosa. Uma das formas mais eficazes de mudar os nossos hábitos em favor de um meio ambiente mais saudável e equilibrado é, sem dúvida, adotar uma alimentação vegetariana.

Veja, de maneira bastante simples e resumida, o impacto ambiental positivo de tirar a carne do prato mesmo durante apenas 1 dia.




Água


Nossos esforços cotidianos para reduzir o uso de água em casa e no trabalho são importantes, mas tornam-se quase insignificantes comparados à eliminação da carne do cardápio, uma vez que são utilizados entre 10 e 20 mil litros de água para produzir apenas 1 Kg de carne bovina.

Outros tipos de carne e produtos animais também requerem um aporte de água muito superior ao de alimentos vegetarianos.

Devido ao uso intensivo de água na cadeia de produção de carnes, um típico e bem-nutrido consumidor de carne demanda indiretamente mais de 3.800 litros de água a cada dia, ou seja, inacreditáveis 1.387.000 litros por ano! (U.S. Department of State, 2011).


As granjas industriais também geram grande poluição de água, visto que ocorre o despejo dos dejetos de bilhões de animais em corpos d’água (Pew Commission, 2008). 


Há milhares de granjas industriais no Brasil e, segundo dados do governo dos EUA, “uma granja com uma grande população de animais é o mesmo que uma pequena cidade em termos de produção de dejetos” (EPA, 2004).


Estas granjas tipicamente borrifam dejetos minimamente tratados ou não-tratados nos campos, eventualmente contaminando a água, o solo e o ar (Pew Commission, 2008). 

Dejetos de granjas industriais, em geral, contêm, entre outros contaminantes, resíduos de antibióticos que estão contidos na alimentação de engorda dos animais.


Estes resíduos, assim, terminam excretados no meio ambiente e já foram recorrentemente encontrados como contaminantes de água subterrânea, superficial e encanada (FAO/ONU, 2006).

Segundo a ONU, o setor da pecuária é inegavelmente a maior fonte setorial de poluição de água, contribuindo para eutrofização de ecossistemas aquáticos, “zonas mortas” em áreas costeiras, degradação de recifes de corais, problemas de saúde humana e de emergência de resistência a antibióticos, entre outros impactos (FAO/ONU, 2006).



Mudanças Climáticas


Produzir 1 quilograma de carne bovina no Brasil envolve, sobretudo, a emissão de 335 Kg de CO2, equivalentes às emissões geradas ao dirigir-se um carro médio por 1.600 Km (Schmidinger K, Stehfest E, 2012). 


Considerando todas as emissões da cadeia, desde os cultivos que viram ração animal até o transporte e varejo da carne processada, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) estima que o setor pecuário é responsável por 14,5% das emissões de gases do efeito estufa globais oriundas de atividades humanas (FAO/ONU, 2013).

Por estas razões, a saber, são muito expressivos os impactos positivos da alimentação vegetariana – também em termos da contribuição para mudanças climáticas. 


Um estudo indicou que o impacto positivo de tirar a carne do prato apenas um dia por semana é maior do que o impacto de que comprar 100% da sua comida com fornecedores locais, de tal sorte que é um caso a se pensar. (Weber CL, Matthews HS. 2008).

 

Desmatamento


A pecuária é responsável pela maior parte do desmatamento na Amazônia Legal (Governo Federal, 2009). Desde os anos 1970, em particular, o Brasil tem sofrido extensivo desmatamento em sua região amazônica para a pecuária (Barona E, Ramankutty N, Hyman G, Coomes OT, 2010). 80% de todo o crescimento do rebanho bovino brasileiro ocorrido entre 1990 e 2002 deu-se na Amazônia (Kaimowitz D, Mertens B, Wunder S, Pacheco P, 2004).

Para se ter uma ideia, para cada 1 quilograma de carne bovina que é produzido, são requeridos de 5 a 10 quilogramas de alimentos vegetais – uma taxa de conversão alimentar muito desfavorável, representando um desperdício de área plantada e de alimentos vegetais que poderiam ser melhor utilizados (FAO/ONU, 2012). 


Por consumir mais insumos vegetais (em geral, produzidos em monoculturas de larga escala), a alimentação à base de carne implica em consumo maior de fertilizantes, terra, agrotóxicos, água e recursos em geral. 


Por todas estas razões, a adoção do vegetarianismo tem o potencial de reduzir em até 35% a Pegada Ecológica relacionada a alimentos de um cidadão residente na cidade de São Paulo (WWF, 2012). Os alimentos vegetais contêm todos os aminoácidos essenciais.


Segunda sem carne – Por que aderir?


A ética é o principal pilar que sustenta o vegetarianismo. Os animais que consumimos, como vacas, porcos, galinhas e peixes, são seres sencientes (capazes de sofrer e experimentar contentamento) e que, portanto, merecem respeito e consideração moral.

Além disso, esses animais são capazes de tomar conta de si mesmos, de escolherem o que querem para si.

Nessa perspectiva, tais animais possuem valor intrínseco, ou seja, devem ser considerados como fins em si mesmos – e não como mero objetos para satisfazer os interesses humanos.

Apesar da imagem geralmente divulgada ao público de “fazendas felizes”, não é isso o que realmente ocorre na esmagadora maioria dos casos.