“Nenhuma das suposições sobre quem você é, quem finge ser, ou sobre os rótulos que cola em si mesmo é o verdadeiro ‘você’.
São apenas suposições. E são justamente essas suposições, presunções, fantasias, rótulos e etc. que criam a ilusão do samsara.
Embora o mundo ao seu redor e os seres que fazem parte dele ‘apareçam’, nenhum ‘existe’; é tudo uma ilusão fabricada.
Depois de aceitar totalmente essa verdade – não apenas intelectualmente, mas na prática – você se tornará destemido. Você verá que assim como a vida é uma ilusão, a morte também é.
Mesmo que você não consiga perceber totalmente essa visão, familiarizá-la reduzirá exponencialmente seu medo da morte”.
Dzongsar Jamyang Khyentse.
Segue no vídeo abaixo, um conselho importantíssimo de como se comportar em relação à mente, durante uma prática de meditação:
Citações e trechos do livro “Living is Dying”, de Dzongsar Jamyang Khyentse.
“A lei e a justiça são projetadas para manter a paz e criar uma sociedade harmoniosa, mas em muitos casos o sistema de justiça criminal funciona em benefício dos bandidos e dos ricos, enquanto os pobres e inocentes sofrem com leis injustas.”
“Às vezes percebemos que tudo é nossa própria projeção, mas na maioria das vezes não. Não percebemos que tudo é nossa própria interpretação. É aqui que ficamos cegos.”
“Enquanto houver fluxo de pensamentos, não haverá fim para a projeção do samsara.”
Consta que Dzongsar
Jamyang Khyentse Rinpoche ou Thubten Chökyi Gyamtso, é um mestre
da linhagem Nyingma do budismo tibetano, cineasta e escritor.
Nascido em 1961, em Khenpajong (leste do Butão), aos
sete anos, foi reconhecido por Sua Santidade Sakya Trizin como a
principal encarnação de Dzongsar Jamyang Khyentse Chökyi Lodrö, o
herdeiro espiritual de uma das mais influentes e admiradas encarnações
de Manjushri (o Buda da Sabedoria).
Até
a idade de doze anos, Dzongsar estudou no Mosteiro do Palácio do Rei de
Sikkim no nordeste da Índia, onde estudou com vários mestres
contemporâneos influentes como Dudjom Rinpoche, Dalai Lama e Dilgo
Khyentse, que considera ser seu principal mestre.
Ainda
adolescente, Dzongsar construiu um pequeno centro de retiro em Ghezing
em Sikkim e logo começou a viajar e ensinar pelo mundo.
Em
1989, Dzongsar fundou a Siddhartha's Intent, uma associação budista
internacional de centros sem fins lucrativos, a maioria das quais são
sociedades e instituições de caridade, com a intenção principal de
preservar os ensinamentos budistas, bem como aumentar a conscientização e
a compreensão dos muitos aspectos do ensinamento budista além dos
limites das culturas e tradições.
Como
cineasta, Dzongsar estudou com o italiano Bernardo Bertolucci; e seus
dois filmes principais são “A Copa” (1999) e “Traveller e Magicians”
(2003).
Dzongsar Rinpoche é famoso pela liberdade descontraída com que se move
entre culturas e povos e por sua dedicação incansável em trazer a
filosofia e o caminho da iluminação para qualquer pessoa com um coração
aberto.
Quando a mente se agita, o mundo surge... portanto, fique quieto!
Tudo o que tem que fazer é parar todo o movimento da mente. Seja gentil com si mesmo. Abra seu coração e simplesmente seja. Apenas descanse em paz. Descanse naquilo que é sempre permanente e desapegue-se do resto. Tudo a que você é apegado, tudo que você ama,
tudo que você sabe, algum dia irá embora.
Mergulhe profundamente em si mesmo e acorde na Realidade... Este momento está disponível agora mesmo... Olhe para este momento, para este instante de tempo, olha para ele agora, e veja como você se sente.
Papaji, ou
Sri H.W.L. Poonja (1910 - 1997) foi um mestre de Advaita Vedanta
discípulo de Ramana Maharshi e mestre de Mooji.
Através de sua sabedoria profunda e autêntica Papaji ensinou a
auto-inquirição (Atma-Vichara) que envolvia localizar o senso de “eu”,
focalizando apenas nisso através de uma investigação direta.
Entre 1991 e 1997, milhares de devotos desejando sinceramente por
liberdade foram à Índia para se sentar em sua presença e receber seu
“não ensino”, sua transmissão de mente silenciosa e a realização direta
de Si Mesmo.
No vídeo abaixo seguem trechos de gravações em satsangs.
“Esta é uma boa prática: Manter a atenção em seu diamante e manter os ladrões longe dele.Permanecer quieto, e estar ciente dos pensamentos.
Quando estiver ciente, você não terá nenhum pensamento, porque nenhum pensamento surge quando você observa.Quando você faz isso, você está naturalmente na própria Consciência.
Nenhuma atenção, nenhuma intenção, simplesmente atenção.Nenhuma luta entre o dentro e o fora, apenas fique relaxado e à vontade.
Sente-se quieto e observe a mente.
Ela vai querer ir aqui e ali para aproveitar as experiências passadas e os prazeres. Traga-a de volta.
Se você está ciente do ladrão ele não vai roubar você, mas se você não está ciente, então ele não vai deixar você ser feliz, ele vai roubar a propriedade da paz”.
- Papaji.
“Não há diferença entre olhar para dentro na realidade, e fora no sonho, a criação. Isto não pode ser explicado. Em silêncio, na quietude ou no campo de batalha - ainda estar tranquila no campo de batalha, ou nos altos picos do Himalaia, meditando com ninguém ao seu redor. Não existe qualquer diferença.
Quer seja agora ou no próximo ano ou no próximo nascimento, não importa”.
Papaji.
“Permaneça em Satsang, permaneça quieto, e sempre tenha amor pelo seu próprio Ser.
Você não irá ganhá-lo por nenhuma tentativa ou esforço.
São essas esperanças e desejos que ocultam a sempre-pura Consciência.
Seu Eu Real pode se revelar num piscar de olhos, assim que você abandonar toda sua esperança e todo seu desejo, que são as doenças da mente”.
Papaji.
“Os desejos são problemas quando deixam traços na mente. São os traços que são perigosos, e não os desejos em si.
Quando um pássaro voa, ele não deixa marcas no ar. Quando um peixe nada, ele não deixa qualquer marca na superfície da água.
Se nós pudéssemos viver sem deixar quaisquer traços e marcas na mente, nós não teríamos nenhum problema.
Este ciclo interminável é alimentado pelo desejo, o desejo de desfrutar de objetos sensoriais em um corpo. Quando cessa o desejo, o ciclo cessa. Este aparentemente interminável ciclo de nascimentos e mortes cessa com a cessação do desejo. O universo cessa, como se nunca houvesse existido. É assim que é”.
Papaji.
Rupert Spira (nascido em 1960, em Londres) é autor, palestrante e professor da filosofia Advaita (não-dualidade).
Através do “caminho direto” - auto-investigação - seu ensino trata sobre a natureza essencial de nosso eu antes de ser condicionado ou qualificado pelo conteúdo da experiência.
Trabalhando continuamente para investigar a natureza da mente e da realidade por meio de sua filosofia, Rupert explora e celebra a verdade do que essencialmente somos: a consciência de ser que brilha em cada mente como o conhecimento “eu sou”, que é temporariamente colorido pela experiência, mas nunca é modificado, alterado ou prejudicado por ela.
Além de textos e ensaios, Rupert Spira publicou vários livros, e mantém reuniões regulares e retiros no Reino Unido, Europa e Estados Unidos.
Trechos retirados de gravações em Satsang.
“A tragédia e comédia da condição humana é que passamos a maior parte das nossas vidas pensando, sentindo, agindo, percebendo e relacionando-se em nome de um eu inexistente”.
Rupert Spira.
“Se você se aproxima de outras pessoas com o desejo de obter a felicidade ou o amor deles, o relacionamento está condenado, no melhor dos casos, será um pacto entre duas pessoas que investem sua felicidade um no outro. Mas desta forma não pode haver verdadeira intimidade, não pode haver amor verdadeiro, é dependência, não é amor, o amor parece de fora, mas não é, é realmente o medo de perder o outro mascarado no amor”.
Rupert Spira.
“Em outras palavras, quanto mais liberdade se dá ao outro, menos eles precisarão um do outro, menos exigirão um do outro, menos felicidade eles investem um no outro, assim, maior é a profundidade do amor, maior a alegria. Mais divertido, mais carinhoso, mais espontâneo, mais liberdade terá o relacionamento”.
Rupert Spira.
“A descoberta que a paz, a felicidade e o amor estão sempre presentes dentro de nosso próprio ser, e completamente disponível a cada momento de experiência, sob todas as condições, é a descoberta mais importante que qualquer um pode fazer”.
- Rupert Spira.
O que significa quando a filosofia oriental afirma categoricamente "Você Não Está Separado"?
Sofremos de uma alucinação, sofremos de uma sensação falsa e distorcida de nossa
própria existência como organismos vivos independentes de todo o resto do mundo... a maioria de nós tem a sensação de que "eu mesmo" é um centro separado de sentimento e ação.
Construiu-se em nós essa crença tão bizarra de que “viemos a este mundo” e que vivemos temporariamente em um saco de pele. Cremos que nosso ego é um tipo de observador isolado e
independente - para quem o resto do mundo é absolutamente externo e “outro”.
Isto é totalmente falso. Nem a neurologia, nem a
biologia, nem a sociologia podem concordar com isso. Essa sensação
predominante de si mesmo como um ego separado é uma alucinação que não está de acordo com a ciência ocidental, nem com a filosofia oriental.
Como essa farsa começa?
Alan Wilson Watts (1915 - 1973) foi um filósofo britânico, escritor, palestrante e um dos pioneiros na divulgação da sabedoria oriental ao ocidente.
Baseando-se em uma grande variedade de tradições (como a filosofia chinesa, o hinduísmo, o budismo, o taoísmo e a ciência moderna) Watts sintetiza os principais ensinamentos que permitem o indivíduo a encontrar-se com sua profunda natureza.
Com grande lucidez de pensamento e simplicidade na linguagem, Watts apresenta respostas ao mal-entendido fundamental, o mistério central da existência, a realidade sobre quem somos nós.
Como um grande intérprete das disciplinas orientais, Watts difundiu que nossa concepção sobre nós mesmos é um mito; sendo as entidades que chamamos de “coisas separadas” meramente aspectos ou características de uma mesma unidade.
“Como a onda está para o oceano, o indivíduo está para o
universo......ou seja: Eu não existo, nem há outro, nem você, nem esses, não há mente, nem sentidos.
Só há um, a consciência pura. A consciência que é a base e o
substrato de todas as noções: Brahman”.
- Yoga Vasistha.
"O
mundano e o sagrado são um e o mesmo... Faça uma falsa divisão de um
processo em dois, esqueça que o fez, e depois passe séculos tentando
resolver este
enigma sobre como os dois podem se unir".
Alan Watts.
Trechos dos livros “The Book” e “The Spirit of Zen”
“Assim
como o verdadeiro humor é rir de si mesmo, a verdadeira humanidade é o
conhecimento de si mesmo. Outras criaturas podem amar e rir, falar e
pensar, mas parece ser a peculiaridade especial dos seres humanos que
eles refletem: eles pensam sobre o pensamento e sabem que sabem. Isso,
como outros sistemas de feedback, pode levar a círculos viciosos e
confusões se gerenciado de forma inadequada, mas a autoconsciência torna
a experiência humana ressonante.
Ele transmite esse "eco" simultâneo a tudo o que pensamos e sentimos,
como a caixa de um violino reverbera com o som das cordas. Dá
profundidade e volume ao que de outra forma seria raso e plano. O
autoconhecimento leva à admiração, e a admiração à curiosidade e à
investigação, de modo que nada interessa mais às pessoas do que as
pessoas, mesmo que apenas a própria pessoa.
Todo indivíduo inteligente quer saber o que o motiva, mas ao mesmo tempo
fica fascinado e frustrado pelo fato de que a si mesmo é a coisa mais
difícil de se conhecer.
Pois o organismo humano é, aparentemente, o mais complexo de todos os
organismos, e embora se tenha a vantagem de conhecer seu próprio
organismo tão intimamente de dentro há também a desvantagem de estar
tão perto dele que nunca se pode chegar a conhecê-lo.
Nisso. Nada escapa tanto à inspeção consciente quanto a própria
consciência. É por isso que a raiz da consciência tem sido chamada,
paradoxalmente, de inconsciente”.
Alan Watts.
“O
primeiro resultado dessa ilusão é que nossa atitude para com o mundo
‘fora’ de nós é amplamente hostil. Estamos sempre "conquistando" a
natureza, o espaço, as montanhas, os desertos, as bactérias e os
insetos, em vez de aprender a cooperar com eles em uma ordem harmoniosa.
‘Quem não luta não tem identidade; quem não é egoísta não tem eu’.
A atitude hostil de conquistar a natureza ignora a interdependência
básica de todas as coisas e eventos - que o mundo além da pele é na
verdade uma extensão de nossos próprios corpos - e terminará destruindo o
próprio ambiente do qual emergimos e do qual toda a nossa vida
depende”.
Alan Watts.
“Veja, sair de sua mente pelo menos uma vez por dia é tremendamente
importante, porque ao sair de sua mente você volta aos seus sentidos. E
se você ficar em sua mente o tempo todo, você é mais racional. Em outras
palavras, você é como uma ponte muito rígida que, por não se permitir,
sem loucuras, será derrubada no primeiro furacão”.
Alan Watts.
“Quando
somos crianças, somos enganados pelo sentimento do ego através das
atitudes, palavras e ações da sociedade que nos cerca - nossos pais,
parentes, professores e, acima de tudo, nossos colegas igualmente
enganados.
Outras
pessoas nos ensinam quem somos. Suas atitudes para conosco são o espelho
no qual aprendemos a nos ver, mas o espelho é distorcido.
Todos
fazem todo o possível para nos confirmar a ilusão da separação, para nos
ajudar a ser falsos genuínos, que é precisamente o que significa “ser
uma pessoa real”. Pois a pessoa, do latim persona, era originalmente a
máscara com boca de megafone usada pelos atores nos teatros ao ar livre
da antiga Grécia e Roma, a máscara através (per) pela qual o som (sonus)
vinha.
Como a
pessoa é amplamente definida como separada, em um universo irracional e
desconhecido, sua principal tarefa é obter uma vantagem sobre o universo
e conquistar a natureza.
Assim
enganado, o indivíduo - em vez de cumprir sua função única no mundo -
fica exausto e frustrado nos esforços para atingir objetivos
autocontraditórios.
Em uma
avaliação exagerada sobre a identidade separada, o ego pessoal está
serrando o galho em que ele está sentado, e depois ficando cada vez mais
ansioso com a colisão iminente!”.
- Alan Watts.
Qual é a verdade libertadora que você atinge quando se autoconhece?
O que se ganha quando se consegue discernir o real, do irreal?
Quando você sofre dentro de um sonho, de uma experiência onírica, quando é que seu sofrimento acaba? a resposta é muito simples! O sofrimento acaba assim que você percebe que está sonhando e acorda.
Esse despertar só é possível quando você compreende sua própria identidade básica, quando você compreende quem você é, e quem você não é... o que é real, e o que é imaginário...
As perguntas nunca terminam... você não precisa conhecer todos os "porquês" e os "comos"... Mantenha a mente em silêncio e você descobrirá... vai compreender em si mesmo que "tudo é Um" ...
"O mundo parece real porque pensamos nele o tempo todo. Enquanto você se considerar uma pessoa, um corpo e uma mente separados da corrente da vida, tendo vontade própria, perseguindo seus próprios objetivos, estaremos vivendo apenas na superfície e seja o que for que façamos, será temporário e de pouco valor"...
O mundo existe somente como um sonho na consciência... Pare de buscar felicidade e realidade num sonho e você despertará!
Nisargadatta Maharaj (1897 - 1981) foi um dos mestres espirituais da não-dualidade mais importantes de sua época. Filósofo, guru indiano e um dos principais nomes da filosofia Advaita Vedanta.
Em 1951, Maharaj começou a aceitar visitantes e passou a dar palestras em sua casa, onde respondia perguntas e explicava conceitos da maneira simples, sem complexidade religiosa.
Seu pensamento acerca da espiritualidade é que cada ser vivo deveria ter plena consciência de sua vida, ou seja, o entendimento sobre sua verdadeira natureza, e então, buscar e se desenvolver a partir daí.
Pertencente ao Inchegeri Sampradaya, discípulo de Siddharameshwar Maharaj,
Nisargadatta alcançou reconhecimento mundial através da publicação de 1973, de "Eu Sou Aquilo" (I Am That).
Trechos retirados do livro “I Am That”, de Nisargadatta Maharaj.
“Cedo ou tarde você está condenado a perceber que, se realmente quiser descobrir o Ser, só há um lugar a procurar: dentro de você”.
Nisargadatta Maharaj.
“Buscamos o real porque estamos infelizes com o irreal. A felicidade é nossa própria natureza real e não devemos descansar até que a encontremos. Mas raramente sabemos onde buscá-la”.
Nisargadatta Maharaj.
“Uma vez que você possa dizer, com a confiança da experiência direta, que: ‘Eu sou o mundo e o mundo sou eu mesmo’, você é livre do desejo e do medo por um lado e, do outro, torna-se totalmente responsável pelo mundo. A aflição inconsciente da humanidade toma-se seu único interesse”.
Nisargadatta Maharaj.
“O autoconhecimento é o conhecimento a respeito do seu Ser.
O ser humano esquece seu Verdadeiro Ser, e não entende quem ele realmente é.
Chegamos a descobrir quem somos apenas ao pensar sobre isso.
Qual é nosso dever quando ganhamos o nascimento como seres humanos?”
- Siddharameshwar Maharaj.
“A mente e o mundo não estão separados.
Entenda que o que você pensa ser o mundo é sua própria mente.
Todo o espaço e todo o tempo estão na mente.
Onde você localizaria um mundo além da mente?
Existem muitos níveis de mente e cada um projeta sua própria versão, mesmo assim, todos estão na mente e são criados por ela.
Compreenda que tudo acontece na consciência e que você é a raiz, a origem, o fundamento da consciência. O mundo não é senão uma sucessão de experiências e você é o que as faz conscientes, permanecendo, ainda assim, além de toda experiência”.
- Nisargadatta Maharaj.
Na vida, ninguém atinge o autoconhecimento instantaneamente, sem disciplina. Disciplina, é óbvio, não é tudo... Mas tudo depende da continuidade da prática. E a continuidade da prática depende de disciplina... Além disso, a prática deve ser realizada com sinceridade e de todo o coração... Só assim haverá avanço...
Mas a mente é extremamente inconstante... ela não gosta de meditar. Entenda: A mente pode ir onde quiser,... é da natureza dela divagar... mas o que não se deve fazer é segui-la ou persegui-la... se fizer isso, depois de algum tempo, ela retorna por si mesma... só então a meditação vai começar.
Então, a regularidade da prática nos permitirá compreender a natureza dos impulsos mentais e ganharíamos equilíbrio mental, aprenderíamos a discriminar o essencial do não essencial e então experimentaríamos a paz.
Ainda assim, apesar de todo o esforço resultante da disciplina, deve-se agir com o máximo cuidado e
diligência no cumprimento de nossos deveres mundanos... não se deve evitá-los por preguiça. Devemos, assim, conciliar seus deveres mundanos com a prática espiritual, examinando sua conduta a cada passo. Ainda assim, com toda a nossa prudência, não devemos deixar de observar que só a vontade de Deus prevalece...
A prática constante da meditação é a chave para a fusão entre nosso ser e Deus.
Bhausaheb Maharaj ou Venkatesh Khanderao Deshpande (1843 - 1914) foi o fundador de sua tradição “Inchagiri Sampradaya”, difundida por seu discípulo Siddharameshwar Maharaj, mestre de Nisargadatta Maharaj e de outros grandes professores.
Nascido em Umdi na Índia, ainda criança, Bhausaheb desenvolveu uma profunda devoção ao Senhor Hanuman e costumava realizar adoração diariamente em um templo próximo.
Aos quatorze anos conheceu seu guru Sri Nimbargi Maharaj.
Com um coração bondoso, Bhausaheb dedicou sua vida ao seu Sadguru e a Deus.
Em 1875, após seu despertar, ele foi autorizado por Nimbargi a continuar sua linhagem. Ao partir, seu Mestre Nimbargi lhe pediu para espalhar os ensinamentos por toda parte.
Assim, Bhausaheb estabeleceu seu Ashram em Inchgiri, uma vila perto de Umadi, e começou a realizar suas atividades espirituais. Logo, Inchgiri tornou-se famosa e um local de atividade espiritual.
Os ensinamentos de Bhausaheb Maharaj são chamados de Jnana-Marga e Nama-Yoga.
Em qualquer situação que um aspirante possa se encontrar, Maharaj costumava instruí-lo a continuar sua meditação, da melhor maneira possível e a viver de acordo com os princípios:
1. Dhir - atitude resoluta e duradoura na vida.
2. Udar - nobre e generosa magnanimidade de coração.
3. Gambhir - visão séria e atenciosa ao enfrentar a vida.
“Perdão, Compaixão e Paz concederiam felicidade. Tanto na vida mundana quanto na espiritual, o Senhor concedeu alguns de Seus poderes ao homem. Portanto, ele deve entreter o perdão, a compaixão e a paz em suas atividades mundanas.
O Senhor não possui nem grandeza nem pequenez. Ele é inteiramente dependente de Seus devotos. Sua grandeza ou pequenez é percebida pelas pessoas, observando o comportamento de Seus devotos. Portanto, os devotos devem expressar perdão em seu comportamento, tanto na vida mundana quanto na espiritual. Mesmo um pingo de perdão daria intenso deleite tanto à vida mundana quanto à espiritual.
Portanto, atos constantes de perdão resultaria em satisfação, deleite e glória em ambos os caminhos. Essas virtudes também dariam um impulso ao Caminho do Conhecimento. A exibição de perdão, compaixão e paz no comportamento dos devotos inspiraria as pessoas a adorar o Senhor com devoção reverente. Portanto, um buscador do Caminho do Conhecimento deve desenvolver essas virtudes”.
Bhausaheb Maharaj.
“A meditação deve ser realizada, pelo menos uma hora pela manhã e uma hora à noite. Nossa determinação deve ser firme inabalável. O processo adequado a ser adotado deve consistir em uma postura firme, olhar fixo na ponta ou no topo do nariz, repetição mental do Nome junto com a respiração. Por último, a meditação deve ser realizada com amor sincero e alegria. Tal meditação, remove as dificuldades e caprichos mentais, aumentaria nossa devoção e, pela graça do Senhor, nos permite alcançar Sua realização e bem-aventurança.
Uma hora de manhã e uma hora à noite sem falta. Isso eliminará todas as impressões impuras recebidas por nossa mente nos assuntos mundanos em que estamos envolvidos durante as onze horas anteriores. Então começaremos a perceber nossas deficiências e aprenderemos a discriminar entre o essencial e o não essencial.
Nosso ardor pela meditação crescerá e começaremos a amar a Deus e Seu Nome. Esse amor então aumentará gradualmente e finalmente culminará em “Devoção de Amizade” com e de "Autoentrega" ao Senhor.
O buscador, depois disso, lança todo o seu fardo sobre Ele. Uma tão absoluta autoentrega atrai a graça do Senhor e capacita o buscador a desfrutar da bem-aventurança. Esses são os estágios ascendentes da devoção, para os quais a fé firme é o principal requisito. Se assim fizermos a meditação da alma duas vezes, todos os impulsos mentais desaparecerão automaticamente. E logo começaremos a perceber que nosso mestre interno é atraído para nós por sua própria vontade”.
Bhausaheb Maharaj.
“Se a aprendizagem não for apoiada pela Auto-Realização, a pessoa se tornará uma presa do egoísmo. Mas se for baseado na Auto-Realização, se tiver o respaldo da Auto-Realização, preencherá todos os quadrantes com a retumbante glória da devoção a Deus. Nada além da Auto-Realização pode conferir esse poder ao aprendizado.
Recentemente, encontrei vários santos, mas não encontrei sequer um que saiba, como você sabe, o que realmente significa a Auto-Realização. Portanto, muito poucos conhecem a real grandeza da Auto-Realização e, consequentemente, a real grandeza do Seu Eu Sagrado”.
Bhausaheb Maharaj.
“Aqueles que se conscientizam de seus vícios e se arrependem sinceramente de seus erros passados são purificados por meio de seu arrependimento sincero. E então, aos poucos, adquirem bons sentimentos, pensamentos e ações.
Assim é a purificação interna através do arrependimento:
‘Eu sou um pecador; Eu sou uma pessoa má, vil!
Na minha infância e juventude, cometi más ações por ignorância.
Por isso, misericórdia de mim, ó Senhor! Me perdoe!’
Se uma pessoa nutrir tais sentimentos e for abrasada por intenso arrependimento, seu coração será automaticamente purificado. E aquele cujo coração está purificado não precisa de palavras de conselho. Ele deve esquecer seus pecados passados e não deve mais se preocupar com eles.
Ele deve, a partir de então, continuar meditando no Nome Divino.
Em nossa vida mundana, o perdão desempenha um papel importante. É nosso dever sagrado perdoar as faltas dos outros e fazê-los felizes. Isso eliminará nosso egoísmo e desenvolverá nossa caridade, que é muito útil na vida espiritual para seu progresso. Mesmo um pouco de prática desta virtude traria felicidade a todos”.
- Bhausaheb Maharaj.
"Examinar a origem do pensamento" é uma forma de observar a causa do sofrimento, da infelicidade.
Esse "pensamento fonte" é a chave para compreender o movimento de todos os nossos eus psicológicos. É o que Hsu Yun chamada de "Hua t'ou".
Todas as formas "Hua t'ou" indicam em direção à questão mais básica de todas, a qual devemos estar determinados a encontrar a resposta: “Quem sou eu?”
Não importando como a questão é colocada,
a resposta não pode ser dada simplesmente com a mente, de forma intelectual.
O que é isto que torna minha mente consciente de ser eu?
O que é a mente, afinal?
O que é a consciência?
Como sei quem eu sou?
Hsü Yun ou Xuyun (1840 - 1959), foi durante seus 119 anos de vida, um dos mestres do budismo Chan (Zen) mais influentes da China.
Sua primeira exposição ao budismo foi durante o funeral de sua avó.
Logo após, ele passou a ler sutras e a fazer peregrinações. Aos 14 anos Hsu Yun anunciou sua vontade de desistir do mundo material em troca de uma vida monástica, porém, com forte oposição posta pela sua família, teve de esperar até 20 anos, quando partiu ao mosteiro de Gu Shan, onde recebeu sua ordenação como monge através do grande mestre Miao-lian.
Durante seus anos como eremita, Hsu Yun fez algumas de suas descobertas mais profundas.
Disse ele em sua autobiografia: “Na pureza da minha 'unicidade da mente', eu esqueci completamente do meu corpo. A partir daquele momento, quando todos os meus pensamentos foram apagados, minha prática dia e noite mostrou meus passos, tornando-se tão rápidos, como se eu estivesse voando pelo ar. Uma noite, depois de meditar, abri meus olhos e de repente vi um brilho comparável à luz do dia. À medida que o espaço era pulverizado, a mente louca parou”.
Hsu Yun tornou-se particularmente conhecido pelos seus esforços de espalhar o Dharma ao longo da sua excepcionalmente longa vida. Trabalhando incansavelmente, como um bodhisattva, Hsu Yun ensinou estudantes, expôs sutras e dedicou-se à restauração de templos antigos.
Os ensinamentos de Hsu Yun foram absorvidos por grande parte da Ásia e espalhados por todo o mundo, tornando seu nome uma autoridade no Budismo da Terra Pura.
Trechos retirados do livro “Nuvem Vazia”, de Hsu Yun.
“Um Hua wei ou ‘palavra cauda’ traça um pensamento de volta à sua origem. Ele, também, pode ser bastante útil.
Por exemplo, uma criança na companhia de seus amigos pergunta a seu pai, digamos: ‘Podemos ir à praia neste fim de semana?’, e seu pai responde rudemente: ‘Não me amole!’, e empurra a criança, causando nela um embaraço e a dor da rejeição.
A resposta pode ser um Hua wei.
O homem deve se perguntar, ‘Por que respondi ao meu filho dessa forma? Por que fiquei repentinamente tão agitado?’. Ele sabe que antes de seu filho se aproximar ele estava de bom humor. Assim, o que havia na pergunta que o deixou agitado?
Ele, assim, começa a rememorar cada uma de suas palavras. Foi a palavra ‘fim de semana’? O que ele associou com essa palavra? Se não puder encontrar nada, ele tenta a palavra ‘praia’. E começa a se lembrar de suas experiências na praia. Ele pensa sobre os muitos eventos e, de repente, se lembra de um que o perturbou. Ele não quer pensar sobre isso, ainda assim, a disciplina do Hua wei requer que examine esse evento. Por que a memória desse fato o perturbou? O que era tão desconfortável nela?
Ele continua a investigar esse evento até chegar na causa raiz de sua perturbação.
Caros amigos, essa causa-raiz certamente envolve dano ao seu orgulho, à sua autoestima. E, assim, o homem se lembra e de alguma forma revive a experiência, só que, agora, ele é capaz de ver de uma perspectiva diferente, mais madura. Talvez uma experiência amarga que, de fato, envolveu um tratamento duro que ele recebeu de seu próprio pai! De qualquer forma, certamente verá que transferiu a dor de sua experiência na praia, na infância, para seu filho inocente. Ele será capaz de corrigir a sua resposta mal-educada e, dessa forma, o seu caráter crescerá ou melhorará.
Algumas vezes, o Hua t'ou funciona como uma instrução, um tipo de guia que nos ajuda a lidar com os problemas da vida. Esse Hua t'ou nos sustenta e nos dirige pela viagem na dura estrada até a iluminação”.
Hsu Yun.
“Mantenha sua mente no Hua t'ou sempre que você estiver fazendo qualquer coisa que não requeira sua completa atenção. Naturalmente, se você está dirigindo um avião, não queira começar a pensar sobre o Hua t'ou. Descobrir se um cachorro tem a Natureza de Buddha ou não, não será de muita valia se você despedaçar o avião! Um automóvel é algo que também requer sua completa atenção. Você não pode se arriscar a matar os pequenos egos das outras pessoas, só porque você está tentando acabar com o seu! Mas há várias ocasiões durante o dia em que você pode tranquilamente trabalhar com seu Hua t'ou”.
Hsu Yun.
“As pessoas pensam que o mundo as incomoda. Elas não entendem que são as guardiãs de suas próprias mentes, que podem facilmente fechar e trancar as portas de suas mentes. Se as pessoas se intrometem é porque o guardião deixou as portas abertas”.
Hsu Yun.
“O Buddha viu que a ignorância de uma vida não iluminada é uma condição de doença.
Suas Quatro Nobres Verdades têm uma conotação médica.
Primeiramente, a vida no samsara é amarga e dolorosa.
Segundo, o desejo é a causa dessa amargura e dor.
Terceiro, há uma cura para essa doença.
Quarto, a cura é seguir o Caminho Óctuplo.
Primeiro, precisamos reconhecer que estamos todos doentes.
Segundo, necessitamos de um diagnóstico.
Terceiro, necessitamos estar certos de que aquilo que está errado conosco responderá ao tratamento.
Quarto, necessitamos de um regime terapêutico”.
- Hsu Yun.
Eis uma das partes mais difíceis da vida: aceitá-la tal como ela é... incluindo as pessoas, como elas são... os eventos, tal como aconteceram... as circunstâncias, tal como se apresentaram.
Isso não quer dizer que não devemos agir no mundo, que não possamos fazer a nossa parte, para atenuar o sofrimento que vivenciamos de algum modo... O problema é a resistência psicológica e o sofrimento que isso acarreta e acumula além do necessário para nossas vidas.
Então tome as pessoas como ela são e faça o que puder. Mas não acumule dentro de si a resistência (aos outros, aos acontecimentos que sucedem).
A dificuldade aparece porque fomos condicionados a acreditar que nosso inconformismo, nosso anseio, nossa indignação ou nossas reações vão fazer a mínima diferença no desenrolar dos acontecimentos, ou no comportamento das outras pessoas.
Eis o engano: não perceber que nada do que você fala ou faz, vai impedir que aquilo que tem de acontecer, aconteça; Ou então, que suas reações planejadas mentalmente vão fazer com que algo que não deveria ocorrer, agora magicamente aconteça, só porque queremos que aconteça.
A verdade é que não estamos no controle, mas pensamos/sonhamos que sim. Teimamos em acreditar nessa ilusão, apesar de todos os acontecimentos, grandes ou pequenos, durante toda a nossa vida, mostrarem constantemente, o contrário.
E sofremos, e perdemos a pouca paz que cultivamos...
E sofremos duplamente: Primeiro por não aceitarmos a realidade, tal qual é... e em seguida, por insistir em mudá-la à força, acreditando que as coisas ou as pessoas ao seu redor serão diferentes, pela nossa insistência para que mudem e fiquem do nosso agrado.
É sobre isso que a mensagem do vídeo abaixo vai tratar, ensinando uma prática diária de meditação específica, justamente para trabalhar com esse condicionamento tão fortemente arraigado:
Swami Dayananda Saraswati ou Natarajan (1930 - 2015), foi um sannyasa, professor tradicional de Advaita Vedanta e fundador do Arsha Vidya Gurukulam e AIM For Seva.
Swamiji nasceu em Manjakkudi no sul da Índia.
Em 1953, morando e trabalhando em Chennai, conheceu Swami Chinmayananda, que se tornou um de seus mestres. Então, aprofundando-se no conhecimento de Vedanta e Sânscrito, em 1962 tornou-se um renunciante.
Dayananda começou a ensinar às margens do rio Ganges, e em 1973 foi chamado para ensinar em Mumbai. Seus cursos, também ministrados em Inglês, abriram aos estudantes do Ocidente a oportunidade de acesso a este ensinamento.
Swamiji viajou por toda a Índia ministrando cursos e palestras, e desde 1976 foi para os Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Suécia, Austrália, África do Sul, Brasil e Argentina. Em todos esses países, assim como na Índia, era conhecido por sua facilidade de comunicação e pela clareza e profundidade de seu conhecimento de Vedanta e da complexidade humana.
Dayananda estabeleceu dois Ashrams na Índia, um em Rishikesh e outro em Coimbatore, e o Arsha Vidya Gurukulam, nos Estados Unidos. Nessas instituições, Swamiji era o principal professor.
Nos cursos de Vedanta e Sânscrito o ensinamento é passado de mestre a discípulo, num fluir permanente, que tem como objetivo desdobrar a visão do “eu” como um Ser completo e livre.
Trechos de gravações em satsangs (Rio de Janeiro, janeiro de 1984).
“Todos os dias, antes de ir para a cama, faça essa meditação (Aceite a Vida como Ela É).
Ela neutralizará os problemas do dia. Também poderá começar o dia com ela, se tiver tempo.
Mas tenha certeza de terminar o dia com essa meditação. Dessa forma, não haverá resíduos. Os problemas do dia serão neutralizados antes de você ir para a cama.
Você irá para a cama como uma pessoa, não como uma personalidade. Levantar-se-á como uma pessoa, não uma personalidade”.
- Swami Dayananda.
“Olhe para a Terra. O fato de ser um globo não incomoda você.
Por ela estar inclinada a mover-se ao redor do Sol, você não tem reclamação a fazer. Por ter oceanos e continentes, por ter montanhas e vales, por ter rios e riachos, por ter lagos e lagoas e por ter florestas e desertos, você não tem reclamação a fazer”.
Swami Dayananda.
“Olhe para seus pais. Seu pai, aceite essa pessoa como ela é. Sua mãe, aceite essa pessoa como ela é. Suas limitações, suas virtudes, tome-as todas como elas são. Por trás de suas exigências existe sempre um amor.
Um amor que deseja, que deseja que você seja grande, que seja alguma coisa. Eles têm um ideal de você: que você seja grande à sua própria imagem. Bem, eles são humanos.
Portanto, aprecie o amor que eles lhe têm. Você descobrirá que não tem nada contra eles, mas é grato a eles. Pelo menos há pessoas na vida que se preocupam com o seu bem-estar. Tome-os como eles são.
Se pode comunicar-se com eles, comunique-se. Se quiser que haja alguma mudança em seus valores, por favor tente mudá-los, mas tome-os como eles são.
Olhe para o seu próprio país e as diferentes pessoas. Tome-as todas como elas são.
Se você pode ajudar uma determinada comunidade, faça o que puder para ajudar para melhorar sua saúde e bem-estar, mas tome-os como eles são. Tome as pessoas como elas são.
O governo, tome-o como ele é. Não tenha raiva pela sua política. Se quiser, tente modificar o governo. Não tem nenhum sentido reclamar consigo mesmo e não fazer nada.
As pessoas que comandam o governo também são como você. Elas fazem o que podem. Se forem incapazes... bem, são incapazes. Se você é capaz, faça alguma coisa. Se você acha que alguma política melhor pode ser iniciada, faça o que puder.
Pelo menos escreva uma carta para o seu jornal. Tudo o que eu digo é: aja! Faça o que puder! Mas não deixe que os políticos criem em você uma reação de raiva, frustração ou desespero”.
Swami Dayananda.
“Olhe para seu parceiro da sua vida, tome essa pessoa como ela é. Sua aparência, sua capacidade, suas habilidades, suas emoções, seu conhecimento, sua história...
Tome essa pessoa como ela é. Aqui está uma pessoa com quem você partilha sua vida. Não é importante que você a tome como ela é?
Pode haver uma vida feliz se a pessoa não é tomada como ela é?
Quando você exige, você não compreende.
Quando rejeita, também não compreende.
Tome a pessoa como ela é, e descobrirá que você tem todo o amor para compreender. Nessa aceitação você descobrirá que tem uma atmosfera de amor na qual todas as mudanças, e mudanças miraculosas, são possíveis.
Seus filhos, olhe para eles como pessoas independentes.
Eles não são como suas mãos e pernas. Não são parte de você.
Cada um é uma pessoa independente, com corpo, mente e alma.
Portanto, olhe para eles como pessoas independentes que estão crescendo sob seu amor, cuidado e orientação.
Tome-os como eles são e faça o que deve ser feito'”.
Swami Dayananda.
Em mais esta publicação primorosa, somos convidados a refletir sobre o valor da prática da auto-inquirição (Atma-Vichara).
"Pensamentos não possuem poder. Eles parecem ter poder. Você deu a eles o poder. Você deu poder aos seus pensamentos por acreditar neles".
Passe mais tempo testemunhando seus pensamentos... Quando vier algum pensamento, observe-o e questione-se: para quem veio esse pensamento? a resposta é: "para mim. Eu os vejo".... mas, "quem sou eu?" (qual é a fonte do eu?).
Observe a si mesmo pensando... Quando fizer isso, vai descobrir-se a si mesmo. Vai descobrir que o pensamento é uma ilusão de ótica. Pensamentos não possuem substância própria, nem autonomia, nem existência própria. Eles só tem o poder que você dá a eles. Nunca mais seja enganado! Pensamentos não são nada! E problemas são criados por pensamentos. Não interfira, não reaja!
Isso é autoconhecimento.
Discípulo de Sri Ramana Maharshi, Robert Adams (1928 - 1997) foi um professor americano do não-dualismo, amplamente divulgado entre aqueles que investigam a filosofia Advaita e entre os devotos ocidentais de Bhagavan.
Seu ensino baseava-se no caminho de jñāna yoga, com ênfase na prática da auto-investigação (Atma-Vichara).
Adams não escreveu nenhum livro nem publicou seus ensinamentos, pois não desejava ganhar muitos seguidores, em vez disso, preferiu ensinar um pequeno número de buscadores dedicados.
Adams afirmou que não existia um novo ensino, e que este conhecimento pode ser encontrado nos Upanishads, nos Vedas e em outras escrituras milenares.
Citações e trechos do livro “The Collected Works” de Robert Adams.
“Você deve
ser totalmente honesto consigo mesmo. Totalmente honesto. Completamente
honesto consigo mesmo para ver a maneira como você está se comportando.
Para ver como os seus pensamentos o têm governado.
Sua mente tem estado lhe dizendo:
'Isso é assim e aquilo é assim. Isso é bom, aquilo é ruim. Isso está
certo, aquilo está errado'.
Sendo crítico o tempo todo. Isso deve ser abandonado, total e
completamente”.
Robert Adams.
“Prática
espiritual não significa que você não deva ir a lugar nenhum ou fazer
outra coisa. Você pode assistir TV, pode ir ao cinema, pode nadar, pode
jogar golfe, pode jogar boliche, mas nunca se esqueça de quem você é, é
só isso. Lembre-se sempre de quem você realmente é”.
Robert Adams.
“Quando
você percebe que o universo inteiro é uma manifestação da sua mente,
você se torna onipresente. E na onipresença estão contidas todas as
nossas necessidades, e todas as nossas necessidades são preenchidas a
partir do nosso interior. Mas quando você começa a se preocupar e a
pensar sobre isso, você estraga tudo. Então você tem que fazer coisas
humanas para tomar conta de si mesmo. Mas se você deixa essa camada
humana sozinha, e volta para a compreensão que está tudo na sua mente,
você automaticamente solta a mente, e o Ser toma conta, trazendo as
pessoas certas pra sua vida, a situação certa, o endereço certo.
Lembre-se, seu corpo veio para essa terra por causa do carma. E vai
passar pelo que quer que tenha que passar. Mas você não tem nada a ver
com isso porque você não é seu corpo. Mas se você pensar sobre isso você
estraga. Por isso, permita seu corpo fazer o que quer que ela tenha
vindo fazer aqui. Não interfira. Não lute. Simplesmente observe. Não
reaja. Você ficará bem”.
Robert Adams.
“Quando a clareza está presente, nunca há problemas.Quando a clareza está ausente, sempre há problemas.
Todos os problemas são criados pela mente e relacionados ao corpo.
Na ausência de qualquer um, onde estão os problemas?
Os problemas não aparecem mais quando o criador dos problemas não faz mais parte do processo.
Isso quer dizer que a solução para todos os problemas é a remoção do criador de todos os problemas”.
- Wu Hsin.
“A solução para os seus problemas é ver quem é que os tem”.
- Ramana Maharshi.
“Quem veio aqui pedir ajuda?
Descubra quem é essa pessoa.Não assuma automaticamente que ela existe e que ela precisa de ajuda com seus problemas.
Se você pensar assim, seus problemas aumentarão, e não diminuirão.
Identificar-se com o corpo e a mente, resulta em ignorância do Atman, é assim que o Ahamkara nasce.
Separar-nos e desvincular-nos do corpo e da mente, resulta na morte do Ahamkara”.
- Annamalai Swami.
“Todos os problemas, tristezas e sofrimentos, vem da mente.
Não vá para o passado. O passado é um problema, o passado é a mente.
Se pensamentos surgirem, seja indiferente a eles.
Mantenha-se em silêncio”.- Papaji.
“Abandone os pensamentos, abandone a mente, abandone tudo.
Solte tudo. Largue. Não se apegue a nada.
É no silêncio que seus problemas simplesmente se dissolvem.
Tente. Realmente funciona”.
- Robert Adams.
Mais uma extraordinária contribuição para a compreensão do "não dualismo" ensinado na profunda filosofia Advaita Vedanta.
Na verdade, pouco importa com qual religião você se identifica... pode ser Zen, ou Taísmo, ou Cristianismo Místico, ou Cabala... o que importa é o que você está fazendo com o que aprendeu dentro daquela filosofia ou doutrina que você escolheu...
O que você está praticando?
Isto é: "você está realmente mergulhando fundo em si mesmo e encontrando a sua própria realidade?" Existe apenas Pura percepção, Pura Consciência, não nascida e imortal... isto é você, em essência. Cabe a você acordar deste sonho mortal de que é esse corpo mortal. Mas isso não se compreende com o pensamento, com a mente ou com o seu intelecto, com raciocínios ou crenças...
Mas quando a mente está quieta, aparece quem você realmente é. "A única liberdade que temos é não reagir", mas nos voltar para dentro e saber a verdade. Não procure sinais, não procure experiências, não seja complicado, e assim não complicará sua jornada.
Discípulo de
Sri Ramana Maharshi, Robert Adams (1928 - 1997) foi um professor
americano do não-dualismo, amplamente divulgado entre aqueles que
investigam a filosofia Advaita e entre os devotos ocidentais de
Bhagavan.
Seu ensino baseava-se no caminho de jñāna yoga, com ênfase na prática da auto-investigação (Atma-Vichara).
Adams
não escreveu nenhum livro nem publicou seus ensinamentos, pois não
desejava ganhar muitos seguidores, em vez disso, preferiu ensinar um
pequeno número de buscadores dedicados.
Adams
afirmou que não existia um novo ensino, e que este conhecimento pode
ser encontrado nos Upanishads, nos Vedas e em outras escrituras
milenares.
Citações e trechos do livro “Happiness This Moment” de Robert Adams.
“Para a maioria das pessoas, para ser feliz deve haver uma pessoa, lugar ou coisa envolvida em sua felicidade. Na verdadeira felicidade, não há coisas envolvidas. É um estado natural. Você permanecerá nesse estado para sempre”.
Robert Adams.
“O professor é realmente você mesmo. Você criou um professor para acordá-lo.
O professor não estaria aqui se você não estivesse sonhando com o professor.
Você criou um professor de sua mente para despertar, para ver que não há professor, nem mundo - nada. Você fez isso sozinho”.
Robert Adams.
“O único fardo que você já teve na sua vida foi a sua própria mente”.
Robert Adams.
“A maior verdade é excluir, e não adicionar.Portanto, esvazie-se total e completamente.Todas as suas ideias, seus sentimentos, tudo deve ser esvaziado.Quando você se torna total e completamente vazio, não há nada que você precise fazer para preenchê-lo novamente.O vazio é realização. O vazio é Brahman (ब्रह्म). O vazio é o Self.O vazio é a sua verdadeira natureza.Não importa quantas vezes eu lhe diga isso, você ainda está pensando, julgando, chegando a conclusões e tentando resolver sua vida.Solte. Totalmente, absolutamente, completamente”.- Robert Adams.
Qual é o valor da concentração e da meditação no trabalho do autoconhecimento?
Para quê serve a concentração e a meditação?
Qual é a meditação mais elevada?
Qual a relação do mundo exterior (aparentemente objetivo) com o "mundo interior (aparentemente subjetivo)?
Todas estas valiosas questões e suas respectivas respostas possuem um valor inestimável ao buscador, àquele que está verdadeiramente disposto a se autoconhecer e vislumbrar sua verdadeira natureza.
No vídeo a seguir, uma importante reflexão sobre a questão da identificação do sujeito com os "seus" pensamentos e sentimentos, bem como com o "seu" corpo físico.
A infelicidade tem uma causa, uma raiz: esta raiz é a identificação do ser com o corpo e suas manifestações (pensamentos e emoções).
A felicidade tem uma causa:a desidentificação com o corpo e suas manifestações. Para isso, é importante que, por meio da meditação, o sujeito compreenda a verdadeira natureza de todas as manifestações que se apresentam aos seus sentidos. "Para meditar, é preciso uma tremenda perseverança e vontade"
"A meditação pode transformar os tolos em sábios. Infelizmente, os tolos nunca meditam(...) Trabalhe duro e você atingirá a meta".
Swami Vivekananda (1863 - 1902) foi um monge hindu e um dos mais célebres líderes espirituais da Índia.
Vivekananda , que significa: “A bem-aventurança do discernimento da sabedoria”, foi principal discípulo de Sri Ramakrishna e um dos pioneiros na divulgação da filosofia do Yoga e Vedanta no ocidente.
Seus ensinamentos foram baseados principalmente nos ensinamentos espirituais de Ramakrishna e sua internalização pessoal da Filosofia Advaita Vedanta.
Vivekananda interpretou as escrituras, a filosofia e o modo de vida hindus para o povo ocidental, sempre enfatizando o lado universal e humanista dos Vedas (os textos sagrados mais antigos do hinduísmo), bem como a crença no serviço ao invés do dogma.
Auto-aperfeiçoamento e serviço eram seus ideais. Ele orientou alcançar a divindade da alma empreendendo trabalho altruísta, adoração e disciplina mental.
De acordo com Vivekananda, o objetivo final é alcançar a liberdade da alma e isso abrange a totalidade da religião de uma pessoa.
Citações e trechos do livro “A Meditação e seus Métodos” de Swami Vivekananda.
“Todos os poderes do Universo já são nossos. Somos nós que colocamos as mãos diante dos olhos e clamamos que está escuro”.
Swami Vivekananda.
“O
homem ideal é aquele que, em meio ao maior silêncio e a solidão,
encontra a atividade mais intensa, e no meio da atividade mais intensa,
encontra o silêncio e a solidão do deserto”.
Swami Vivekananda.
“É
bom e grandioso conquistar a natureza externa, mas maior ainda é
conquistar a natureza interna do homem. É importante e bom conhecer as
leis que governam as estrelas e os planetas; é infinitamente maior e
melhor conhecer as leis que governam as paixões, os sentimentos e a
vontade da humanidade.
Essa conquista do homem interior, a compreensão dos segredos do
funcionamento sutil que está dentro da mente humana, e o conhecimento de
seus segredos maravilhosos, pertencem inteiramente à religião”.
Swami Vivekananda.
“Depois de anos de luta, finalmente descobrimos que a verdadeira felicidade consiste em matar o próprio egoísmo.Por meio
do esforço constante para fazer o bem aos outros, tentamos esquecer de
nós mesmos; este esquecimento de si mesmo é a grande lição que temos de
aprender na vida.
Levante-se, acorde e não pare até que o objetivo seja alcançado”.
- Swami Vivekananda.