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sábado, 11 de julho de 2020

O que acontece quando morre uma Língua?


essa é uma questão valiosíssima dentro das ciências humanas, em especial, da antropologia cultural.


Vale a pena assistir ao interessante vídeo a seguir:




A cada 14 dias morre um idioma

Nos últimos 10 anos mais de 100 línguas desapareceram



Tommy George, o último dos kuku-thaypan de Cape York (Austrália), morreu no dia 29 de julho, com 88 anos. Tommy George era o último falante de awu laya, uma língua aborígene da Austrália. Com ele morreram 42.000 anos de história e conhecimentos transmitidos de forma oral. Mark Kolbe / Getty Images

2016



No mês passado, foi assassinada na floresta do norte do Peru, Rosa Andrade, a última mulher que falava resígaro, foi assassinada em novembro, na Amazônia peruana.(EL PAÍS)



Cristina Calderón (nascida em 24 de maio de 1928) é a última falante nativa da língua yagán, da Terra do Fogo. Hoje ela vive em Puerto Williams, um assentamento militar chileno na ilha Navarino.


Alfons Rodríguez / EL PAÍS

Nos últimos 10 anos, desapareceram mais de 100 línguas; outras 400 estão em situação crítica e 51 são faladas por uma única pessoa. A cada 14 dias morre uma língua, de acordo com a Unesco. Se continuar assim, metade das 7.000 línguas e dialetos falados hoje no mundo se extinguirão ao longo deste século. Quando uma língua morre não se perdem apenas as palavras, mas todo o universo cultural ao qual davam forma: séculos de histórias, lendas, ideias, canções transmitidas de geração em geração que desaparecem “como lágrimas na chuva”, junto com valiosos conhecimentos práticos sobre plantas, animais, ecossistemas, o firmamento. Um dano comparável à extinção de uma espécie.


Com Fanny Cochrane, que morreu em 1905, se foi a última língua nativa da Tasmânia. Entre 1899 e 1903, ela gravou num dos primeiros fonógrafos as canções aborígenes que conhecia para a Royal Society of Hobart, a capital da ilha australiana. O cantor folk Bruce Watson conta a história dela em The Man and the Woman and the Edison Phonograph (O Homem e a Mulher e o Fonógrafo Edison).

Com a morte, em 2004, aos 98 anos, de Yang Huanyi, desapareceu o nushu, um sistema secreto de escrita empregado durante ao menos quatro séculos pelas mulheres chinesas para burlar o controle dos homens. Como muitas mulheres chinesas de seu tempo, Yang Huanyi tinha pés minúsculos e deformados; a prática de amarrar os pés das meninas foi proibida em 1912.

Charlie Mangulda é a última pessoa na Terra que fala e entende o amurdag, língua oral de um grupo de aborígines do norte da Austrália, como explica neste vídeo K. David Harrison, autor do livro The Last Speakers (Os Últimos Falantes), da National Geographic.

Harrison, professor de linguística do Swarthmore College, na Pensilvânia (EUA), é um dos responsáveis do projeto Enduring Voices (Vozes Duradouras), da National Geographic. Ele viajou pelo mundo inteiro, da Sibéria e o Cáucaso ao norte da Austrália, passando pelo sul do México e as ilhas mais remotas da Indonésia, entrevistando os últimos guardiões de línguas minoritárias em risco de desaparecimento. Muitas das que estudaram nunca tinham sido gravadas ou colocadas por escrito; outras nem sequer eram conhecidas. Em 2010, documentaram pela primeira vez o koro, língua falada por menos de mil pessoas nas montanhas de Arunachal Pradesh, no nordeste da Índia.

Em fevereiro, a equipe do Enduring Voices apresentou os primeiros resultados de seu trabalho, oito dicionários sonoros e visuais de idiomas moribundos como o chemehuevi (Arizona, EUA); o euchee (Oklahoma, EUA); o hupa, o karuk, o wintu e o washoe (Califórnia, EUA); o tuvan (Rússia); o aka (Índia), ou o seri (México). No total, 32.000 palavras salvas do esquecimento.
Com o mesmo objetivo nasceu o projeto Endanged Languages (Línguas Ameaçadas de Extinção), uma iniciativa do Google para dar voz àqueles que as falam e àqueles que se esforçam para conservá-las. Trata-se de um fórum aberto que oferece a oportunidade de postar arquivos de vídeo, gravações e documentos, e também compartilhar conhecimentos e experiências. Nesse vídeo do Endanged Languages, a avó Margaret, uma senhora da tribo navajo (Novo México, EUA) explica ao neto, com a ajuda do tradicional jogo de cordel, a origem das constelações, como relata uma antiga lenda indígena.

Neste outro, uma moradora do vale de Ansó, nos Pireneus de Huesca, narra em aragonês ansotano a história As Crabitetas (As Cabrinhas). Na Espanha, também estão na lista de línguas ameaçadas o aragonês, o asturiano (ásturo-leonês ou bable) e o gascão do Val d’Aran (Lleida) ou aranês.

O Atlas das Línguas em Perigo da Unesco catalogou 2.581 línguas, que são mostradas num mapa interativo do Google. Os resultados podem ser filtrados por região geográfica, pelo nome do idioma ou pelo número de pessoas que o falam.



Fonte:
https://brasil.elpais.com/brasil/2016/12/26/cultura/1482746256_157587.html

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Já ouviu falar em diversidade?



Que é diversidade e para quê serve?


Olá! 
Hoje quero falar com você sobre diferenças culturais!
Podemos facilmente notar que vivemos num mundo muito diversificado.
Há pessoas de costumes e gostos diferentes, cor de pele e de cabelo diferentes, religiões diferentes, línguas e crenças diferentes.
As diferenças dão medo, mas no fundo elas são positivas... elas enriquecem a cultura, mostram a beleza de mil maneiras diferentes, demonstram a profunda inteligência e a empolgante criatividade do próprio ser humano. 
Mas... e se eu resolver pensar que a minha cultura, meus costumes, meus gostos pessoais, minhas crenças... são melhores que as de outras pessoas?
Se pensar que sim, estarei em sério apuro. Sério mesmo! Preciso procurar tratamento!
Lembre que é desse pensamento de superioridade que surgiram e que surgem todos os conflitos, violência, genocídios, etnocídios, a origem de tanto desrespeito.
É desse pensamento patológico que nascem o racismo, o fanatismo, o machismo e as piores doenças sociais que machucam e matam mais que quaisquer desastres naturais.

Então, quer uma dica legal? Não? Mas vou dá-la de presente assim mesmo.

Respeitar a diferença, como você gosta de ser respeitado é a regra de ouro.

Quem não aprende a respeitar, a lei vai ensinar. Se a lei dos homens não ensinar, a vida o fará. E se nem a vida lhe ensinar, então, se prepare... você vai sofrer muito, mas muito mesmo, até aprender... 
Não respeitar as diferenças é crime! crime contra a vida, que é diversidade em si mesma; contra a humanidade, que é diversa pela sua biologia e pela sua sociologia.
A lei protege a diversidade cultural, caso você ainda não saiba. A lei protege as minorias, caso alguém ainda não saiba.
A lei protege a criança, a lei protege a mulher, a lei protege o indígena...
E qualquer um que não for respeitado por causa de sua cultura, de sua opção sexual, religiosa ou cultural, vai caçar muitos problemas prá si mesmo.
Por isso, se você presencia alguém sofrendo alguma violência desse tipo, não se cale.