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domingo, 27 de junho de 2021

Só se pode chegar em casa sozinho - Osho

Na sociedade, existe uma profunda expectativa de que você se comporte exatamente como todos os demais. No momento em que se comporta de forma um pouco diferente, você passa a ser um sujeito estranho, e as pessoas têm muito medo de estranhos.

É por isso que, em qualquer lugar, se há duas pessoas no ônibus, no trem ou paradas no ponto de ônibus, elas não podem ficar sentadas em silêncio — porque em silêncio elas são dois estranhos. Elas começam imediatamente a se apresentar uma a outra — “Quem é você? Para onde está indo? O que você faz, qual é a sua profissão?” Mais um pouco...e elas sossegam; você é outro ser humano sendo exatamente como eles.

As pessoas sempre querem participar de um grupo ao qual se ajustem. No instante em que você se comporta de um jeito um pouco diferente, o grupo todo fica desconfiado; alguma coisa está errada.

Eles conhecem você, podem ver a mudança. Eles o conheciam quando você nunca se aceitava, e agora eles vêem de repente que você se aceita...

Nesta sociedade, ninguém aceita a si mesmo. Todo mundo se condena. Esse é o estilo de vida da sociedade: condenar-se. E, se você não está se condenando, se está se aceitando do jeito que é, você tem que se afastar da sociedade.
 
E a sociedade não tolera ninguém que saiu do rebanho, porque ela vive de números; é uma política de números. Quando há muitos números, as pessoas se sentem bem. Números grandes fazem com que as pessoas sintam que tem de estar certas - elas não podem estar erradas, milhões de pessoas estão com elas. E, quando ficam sozinhas, grandes dúvidas começam a vir à tona: Ninguém está comigo. O que garante que estou certo?

É por isso que eu digo que, neste mundo, ser um indivíduo é o maior sinal de coragem.

Para ser um indivíduo, é preciso o mais destemido dos treinamentos: “Não importa que o mundo inteiro esteja contra mim. O que importa é que a minha experiência é válida. Eu não me importo com os números, com quantas pessoas estão comigo. Eu me importo com a validade da minha experiência — se estou simplesmente repetindo as palavras de outra pessoa, como um papagaio, ou se a fonte das minhas afirmações é a minha própria experiência. Se é a minha própria experiência, se isso é parte do meu sangue, dos meus ossos, do meu âmago, então o mundo inteiro pode pensar de outro jeito; ainda assim, eu estou certo e eles estão errados. Não importa, não preciso da aprovação deles para sentir que estou certo. Só aqueles que defendem as opiniões de outras pessoas precisam do apoio dos outros.”

Mas é assim que a sociedade humana tem sido até agora. É assim que ela mantém você no rebanho. Se os outros estão tristes, você tem que ficar triste; se sofrem, você tem que sofrer. O que quer que eles sejam, você tem que ser também. Não se permitem diferenças, porque as diferenças acabam levando para o indivíduo, para o único, e a sociedade tem muito medo do indivíduo e da unicidade. Isso significa que alguém ficou independente do grupo, que essa pessoa não dá a mínima para o grupo. Seus deuses, seus templos, seus padres, suas escrituras, tudo ficou sem sentido para ela.

Agora ela tem seu próprio ser e seu próprio jeito, seu próprio estilo — de viver, morrer, celebrar, cantar, dançar. Ela chegou em casa.

E ninguém pode chegar em casa junto com a multidão. Só se pode chegar em casa sozinho.


Osho, em "Coragem: O Prazer de Viver Perigosamente"
Publicado originalmente no blog palavras de Osho
para mais textos do mesmo autor, sugiro o link http://www.osho.com/pt

sexta-feira, 5 de março de 2021

Dica de documentário: "Não há amanhã": a questão do hiperconsumo

There's no tomorrow (dublado) 



Abaixo, você encontrará link (Youtube) para assistir a este documentário estarrecedor e ao mesmo tempo bem realista, abordando comportamento humano em sociedade (consumismo) e a iminente crise de abastecimento decorrente do esgotamento de nossa principal fonte de energia: o petróleo.
 
 
 
O documentário "Não há amanhã" (There's no tomorrow), com didática impecável e uso de animações gráficas bem humoradas, faz uma análise fria dos dados estatísticos e aborda a crucial questão do crescimento demográfico e a consequente crescente demanda por energia, em escala exponencial (progressão geométrica) no planeta. 
De modo simples, o curta-metragem aborda, desde a formação geológica do petróleo em eras remotas até chegar aos dias atuais, quando se verifica os picos de produção e consumo. Ao analisar o crescente consumo da praticamente única fonte que sustenta nosso modo de vida contemporâneo, o documentário questiona a dependência da sociedade de fontes de energia não renováveis, assim como faz indiretamente uma crítica ao modelo de crescimento econômico desenfreado e o consequente esgotamento dos limitados recursos naturais ainda disponíveis.
 
Esse breve filme-animação tem o mérito de nos chamar a atenção para a problemática do hiperconsumismo (cultura do consumo inconsequente) e igualmente para o fato de que, independentemente de quais estratégias de "crescimento sustentável" sejam adotadas, é apenas questão de tempo (pouco tempo) para que a simples demanda crescente por alimento (crescimento demográfico) e por energia, acabe tornando nosso modo de vida absolutamente insustentável. 
 
Noutras palavras: sendo nossa matriz energética principal sustentada basicamente em um único recurso natural não-renovável e sendo exponencial o crescimento da economia (do tipo predatória/exploratória), não é difícil antever o 'beco sem saída' no qual estamos entrando...
 
Estaríamos cegos, como uma boiada estourada, caminhando em direção ao abismo?
 
No início do documentário, seu diretor ilustra com uma "cena" metafórica, mostrando dinossauros se alimentando tranquilamente, já que estavam no topo da cadeia alimentar, para depois mostrar o ser humano atual, também tranquilo, ocupando a mesma posição confortável que os dinossauros ocuparam um dia...
Resta saber se o intelecto humano irá salvá-lo das consequências de um inevitável colapso do seu próprio sistema social.
 
O documentário "Não há amanhã" foi animado e dirigido por Dermot O' Connor, em parceria com a "Incubate Pictures" e o "Post Carbon Institute". 
Produzido no Software vetorial Flash, demorou 6 anos para ser concluído, além de muita pesquisa. 
O filme é gratuito e não pode ser comercializado.
 
 
filme original (em inglês): http://youtu.be/VOMWzjrRiBg 
dublagem:Bruno Bartulic

domingo, 19 de março de 2017

Food Inc (Comida S.A): o filme

Documentário "Food Inc."

Imperdível e urgente!




Precisamos, urgentemente, parar de agir como gado, e de pensar como ovelhas.
(silvio m. max.)  

Filme obrigatório, independente de sua idade, condição econômica ou formação cultural!

Importantíssimo documentário para conhecer um pouco melhor os fundamentos da indústria alimentícia, como ela funciona e se impõe aos próprios interesses sanitários de toda uma sociedade humana.

Este documentário também mostra como as autoridades públicas e as agências nacionais de controle são 'conquistadas' e envolvidas, no que diz respeito aos processos judiciais e extrajudiciais envolvendo grandes corporações.

Você deve estar se perguntando: MAS, o que podemos nós, indivíduos, contra os lobbies milionários dos conglomerados industriais?

Assista e descubra!!

Descubra como o simples ato de ir a compras no supermercado revela-se como uma das mais importantes ações de cidadania consciente que você pode vivenciar e praticar, sem necessidade de mobilizar multidões ou um grande capital.



A chave da mudança está 'em suas mãos', está nas suas decisões e atitudes, diariamente!


🔻 Se quer mais informações sobre o documentário, antes de assisti-lo, continue lendo:🔻


Inspirado pela obra de Eric Schlosser, autor do livro Fast Food Nation, "Food, Inc.", de Robert Kenner, segue a linha de documentário-denúncia ao estilo de Super Size Me, porém sem o bom humor que encontramos naquele. Procurando ser mais abrangente, Food, Inc. tenta promover uma mudança de hábitos nos consumidores estadunidenses. Além disso, não faltam referências também ao uso de mão de obra ilegal nos Estados Unidos.

Apresentando um olhar ao mundo corporativo da indústria de alimentos nos Estados Unidos, ressalta o paradoxo "evolução tecnológica" ao lado da qualidade absurdamente precária dos alimentos que produzem para seus consumidores. Com essa premissa, o filme discute o fato de que o suprimento de alimentos é controlado por algumas poucas corporações que frequentemente objetivam mais os lucros do que a saúde daqueles que consomem seus produtos. São, em boa parte, alimentos que chegam ao mercado contaminados por bactérias que causam, anualmente, doenças a cerca de 73 mil americanos.
Frangos com peitos maiores, artificialmente engordados. Novas cepas da bactéria letal E. coli. Alimentos controlados por um punhado de grandes corporações.

O documentário Food, Inc. retrata esses perigos e as transformações operadas na indústria alimentícia norte-americana, afirmando seus efeitos prejudiciais à saúde pública, ao meio ambiente e aos direitos dos trabalhadores e dos animais.

A indústria alimentícia não gostou nem um pouco. Associações representativas da indústria de carne nos EUA se uniram para refutar as alegações feitas no filme: Afirmam que os alimentos norte-americanos são seguros, abundantes e de preços acessíveis.

Agora, seja sincero: você acredita mesmo que as imagens de animais pastando em fazendas verdejantes, impressas nos rótulos de produtos alimentícios, são verídicas? 

“Food, Inc.” explora o argumento de que os alimentos não vêm de fazendas simpáticas, mas de fábricas industriais que priorizam o lucro, e não a saúde humana. O filme mostra imagens rodadas dentro de unidades de produção de gado bovino e suíno e de frangos. Algumas foram gravadas por trabalhadores imigrantes, mostrando a falta de espaço, tanto para trabalhadores, como para os animais.
A fazendeira Carole Morison, do Estado de Maryland, autorizou a entrada das câmeras para mostrar frangos morrendo antes de serem postos no mercado, devido, disse ela, à engorda rápida promovida pelos antibióticos inseridos nas rações. 

De acordo com o filme, as grandes empresas americanas do setor alimentício hoje fazem uso amplo de técnicas industriais vinculadas a problemas crescentes, como obesidade, diabetes, salmonela, cepas tóxicas da bactéria comum E. coli, e poluição ambiental.
O filme afirma que os consumidores podem provocar mudanças, apontando para o caso de Gary Hirshberg, cuja fazenda Stonyfield hoje vende sua linha de produtos orgânicos na rede gigantesca Wal-Mart, devido à demanda.

fontes:
https://movienonsense.com/2009/12/02/food-inc/


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Porque somos peritos em falar, não precisamos ser tão amadores em escutar



 

O Segredo do Passeador de Humanos




Você por certo já ouviu falar no ‘passeador de cães’. Com o tempo rarefeito, terceiriza-se os passeios com os queridos peludos domésticos. Mas que tal se alguém cobrasse dinheiro para dar um passeio com seu amigo ou ente da sua família? Pois esse “serviço” já existe nos EUA, em Israel, e quem sabe mais aonde. Para dar uma voltinha básica de um quilômetro e meio, um passeador norte-americano cobra por volta de R$ 23,00. 

O fato foi manchete recente na imprensa britânica, a qual destacou ainda que “outra pessoa no Reino Unido quer que o americano se mude para lá para expandir os serviços”. O próximo passo, diz o insólito empreendedor, será criar uma espécie de Uber de passeadores, uma vez que ele não está dando conta de atender a demanda e já precisou até contratar uma ‘equipe de passeadores’. 

sábado, 1 de outubro de 2016

Sua alma tem sede ?



Vá para a escola.
Preste atenção na aula.
Faça a lição de casa.
Estude para a prova.
Vai por mim.
É para o seu bem.
Tire notas altas.
Você vai entrar em uma boa faculdade.
Depois faz Pós. Mestrado. Doutorado.
MBA.
Consegue um bom emprego. Depois outro.
E mais outro.
Ganha mal.
Não faz mal.
Engula sapos. Faz parte. Seja responsável.
Sorria.
Você está sendo filmado.
Compre um carro. Case. Tenha filhos.
Poupe. Guarde para a Melhor Idade.
Previdência Privada.
Vai gozar de uma bela aposentadoria.
Vai ser incrível!
Não vai?


Sua alma tem sedeela anseia por um caminho que faça sentido.
O contínuo escola-emprego engendra um pacto de infelicidade/mediocridade.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

a ditadura perfeita


A ditadura perfeita terá a aparência da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão. 
Aldous Huxley

sábado, 30 de julho de 2016

Onde diabos está Matt? (Where the Hell is Matt?) 2008

Onde está o Matt?! 

Foram 14 meses de gravações, visitando 42 países diferentes e mobilizando milhares de pessoas praticamente desconhecidas entre si, todas participando de um nada simples projeto...
Tudo isso resultou nesse maravilhoso e emocionante vídeo que mostra a capacidade humana de mobilização e cooperação, independente dos motivos individualistas, independente da cultura e do espaço geográfico que ocupem... 
uma rede de relações, uma intenção, uma ideia. 
"Praan" (também conhecida como "Stream of Life") é a música utilizada por Matt Harding, como trilha sonora de sua aventura dançante pelo mundo. 
A letra foi extraída de um poema do poeta Rabindranath Tagore (início do século XX). 

Segue abaixo o poema:
 

"O mesmo fluxo da vida 
que corre em minhas veias noite e dia 
corre através do mundo 
e danças em medidas rítmicas.  

É a mesma vida que explode em alegria 
através da poeira da terra 
em inumeráveis folhas 
de grama e flores.  

É a mesma vida 
que é embalada no berço 
de nascimento e morte do oceano
no fluxo das marés.  

Eu sinto que meus membros se tornam gloriosos 
pelo toque deste mundo de vida. 
E meu orgulho vem da pulsação das eras 
dançando em meu sangue neste momento. "


(Baseado na tradução do poema Praan do bengali para inglês)

Vale a pena conferir o resultado deste trabalho incrível! (Ah, será que o Brasil aparece? descubra assistindo!)


letra da música "Praan" por Garry Schyman:
 
Bhulbona ar shohojete
Shei praan e mon uthbe mete
Mrittu majhe dhaka ache
je ontohin praan


quinta-feira, 7 de julho de 2016

Nossa breve história...

O vídeo, de perspectiva cientificista e evolucionista, vale pela importante reflexão filosófica que suscita. Por meio das imagens, é possível refletir sobre a fragilidade, sobre a beleza e sobre as mazelas de nossos paradigmas, de nossas culturas, além de nos fazer pensar sobre o futuro que estamos desenhando coletivamente para nós e para nosso lar, o planeta que chamamos Terra.



Música: “Mind Heist”, de Zack Hemsey 

"A história da humanidade torna-se cada vez mais uma corrida entre a educação e a catástrofe".
Henry Gordon Wells (1879 – 1954)

domingo, 3 de julho de 2016

O Ponto De Mutação - The Turning Point (Mindwalk)

Quer entender um pouco melhor o mundo em que vive? 
Quer compreender a conexão que há entre as culturas humanas?   

O que uma cientista idealista, um político sincero e um amigo dramaturgo em crise pessoal e profissional têm em comum?

Um certo dia eles se encontram num castelo francês e começam um denso diálogo sobre ecologia, física quântica, tecnologias, política, amor, economia, sustentabilidade. 
Que conclusões podemos tirar? 
Há redenção para a humanidade? 
Há alguma saída para nós? para o planeta?

Neste filme de Bernt Capra, lançado em 1990, adaptado do livro homônimo de Fritjof Capra, abrange com sucesso os principais temas cruciais para entender o momento em que estamos vivendo.

O filme conta com três protagonistas... cada qual tem a chance de expor seus argumentos, suas teorias, suas objeções e conclusões. Três visões de mundo: o poeta, o político e a cientista. Os diálogos são densos, recheados de argumentos filosóficos, sociológicos, antropológicos e epistemológicos. Uma verdadeira aula de filosofia da ciência para leigos.

FILME “O PONTO DE MUTAÇÃO”
FICHA TÉCNICA:
Direção: Bernt Capra
Elenco: Liv Ullmann, Saw Waterston e John Heard
Duração: 126min.
Inadequado para menores de 12 anos
Distribuído por Cannes Home Vídeo




PARA ASSISTIR O FILME, CLIQUE AQUI






sexta-feira, 20 de junho de 2014

Dica de documentário: "Não há amanhã": a questão do hiperconsumo

There's no tomorrow (dublado) 



Abaixo, você encontrará link (Youtube) para assistir a este documentário estarrecedor e bastante realista, abordando os temas do comportamento humano em sociedade (consumismo) e as principais fontes de energia que sustentam nosso modo de vida contemporâneo.
 
 
O documentário "Não há amanhã" (There's no tomorrow), com didática impecável e uso de animação gráfica, além de dados estatísticos consistentes, aborda a impressionante e crucial questão do crescimento demográfico e da crescente demanda por energia, em escala exponencial (progressão geométrica) no planeta. De modo simples, aborda temas sérios como a formação do petróleo e o seu pico de consumo, a dependência da sociedade de fontes de energia não renováveis, o crescimento econômico e o esgotamento dos recursos naturais.
 
Esse breve filme-animação tem o mérito de nos chamar a atenção para a problemática do hiperconsumismo (cultura do hiperconsumo inconsequente) e igualmente para o fato de que, independentemente de quais estratégias de sustentabilidade adotemos, em questão de tempo (muito pouco tempo) a simples demanda crescente por alimento e energia tornará nosso modo de vida absolutamente insustentável. 
Noutras palavras: se nossas principais fontes de energia são não-renováveis, se o crescimento demográfico mundial aliado ao exponencial crescimento da economia (predatória/exploratória) não retrocede, não é difícil entender o 'beco sem saída' no qual estamos entrando...
 
Estaríamos cegos, como uma boiada estourada, caminhando em direção ao abismo?
 
 
O documentário "Não há amanhã" foi animado e dirigido por Dermot O' Connor, em parceria com a "Incubate Pictures" e o "Post Carbon Institute". 
Produzido no Software vetorial Flash, demorou 6 anos para ser concluído, além de muita pesquisa. 
O filme é gratuito e não pode ser comercializado.
 
 
filme original (em inglês): http://youtu.be/VOMWzjrRiBg 
dublagem:Bruno Bartulic