Introdução
Obs.:
O trabalho abaixo foi apresentado no dia 19 de abril 1996, em Florianópolis,
SC, na sede do "Traço Freudiano" (um grupo de psicólogos, terapeutas
e psicanalistas), e será publicado na próxima edição da revista anual do grupo.
Publicações Markus J. Weininger
http://www.ced.ufsc.br/~uriel/signo.htm
Este trabalho discute uma tese básica,
formulada por Umberto Eco na sua Semiótica e Filosofia da Linguagem.
Eco, em continuidade de sua obra semiótica, quer descobrir se o valor do signo linguístico,
o seu significado ou conteúdo, é constituído no campo lexical do dicionário,
através de equivalências e definições, ou no campo textual de uma grande
enciclopédia de todos os textos jamais formulados, através de instruções para a
interpretação, tiradas da comparação com todas as ocorrências do signo nessa
enciclopédia. A questão é, portanto, se o significado nasce da langue ou
da parole, do sistema linguístico ideal ou do seu uso prático na
linguagem concreta. Eco procura, assim, a resposta à pergunta de Nietzsche:
„Quem fala?", se são as próprias palavras que falam, ou quem faz uso
delas.
