Mostrando postagens com marcador BUDISMO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BUDISMO. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de junho de 2025

A magia de ver tudo como sagrado

 


A magia de ver tudo como sagrado

 (autor desconhecido)

Quando acordamos de manhã, muitos de nós entramos em nossos telefones ou computadores automaticamente, começamos a ler, checamos mensagens, respondemos a coisas e passamos pelo mundo on-line no piloto automático.

Nós também passamos o nosso dia assim, lidando com o estresse e nos tornando cada vez mais sobrecarregados, esquecendo-nos de estar atentos e presentes.

Na maior parte do tempo, tudo parece normal. Estamos nos gerenciando. Nos bons dias, as coisas correm muito bem. Nos dias ruins, a frustração e o estresse chegam até nós de forma avassaladora.

Mas e se pudéssemos mudar tudo de uma maneira mágica?

O que aconteceria se mudássemos a maneira como vemos todas as coisas ao nosso redor, incluindo outras pessoas, incluindo nós mesmos, incluindo todas as pequenas coisas que vemos?

Tente isto: veja cada coisa como sagrada.

Veja o que acontece.

Agora, admito que “sagrado” é uma palavra muito pesada para  pessoas que não são espiritualizadas. Literalmente significa “conectado com Deus (ou deuses)”, e se você não for espiritualista, pode parecer um pouco estranho. Mesmo assim você pode ver as coisas de forma sagrada.

“Sagrado” é simplesmente elevar algo ao nível do divino. Isso pode ser Deus, se você acredita em Deus, mas poderia ser uma divindade do universo, o milagre da existência em cada momento. Se você pensar em como é louco existir e pensar em quão maravilhoso e milagroso é esse universo … eu diria que é divino, não importa no que você acredite.

Olhe para fora: as árvores, as flores e os pássaros que você vê... estão cheios de divindade. Eles são absolutamente sagrados. Assim é o vento, as estrelas, a luz do sol caindo sobre os rostos de estranhos, a capacidade de ver cores e de ter uma conversa e conexão com um outro ser humano.

Pense em todas as mudanças:

  • Se você começar a ver as coisas de forma elevada, tudo se tornará belo e agradável.
  • Se você vê outra pessoa como sagrada, então você as trata com respeito e até com amor, você olha profundamente para a beleza de seu ser e para o seu coração partido, você é grato por sua conexão com ela.
  • Se você vê suas posses como sagradas, você não as joga no lixo ou as coloca em um lugar qualquer – você as guarda com cuidado.
  • Se você vê seu trabalho como sagrado, não sente mais que é um fardo, mas um presente. Você faz isso por devoção, com amor, em vez de apenas tentar passar rapidamente por mais um dia.
  • Se você se vê como sagrado, de repente você começa a ver a bondade dentro de si mesmo. Você se trata melhor, colocando comida saudável dentro de si mesmo em vez de lixo.
  • Se você vê o mundo ao seu redor como sagrado, você passa por ele com admiração. Com uma sensação de querer aplaudir o universo por sua criação mágica. Com um senso de propósito, sendo parte deste milagre, querendo apreciá-lo completamente.

Olhe para tudo ao seu redor com admiração e apreço. 

Trate tudo com respeito e cuidado. Trate os outros como se estivesse se conectando com algo especial. E trate-se como uma manifestação do universo que de alguma forma recebeu a oportunidade de realizar a sua verdadeira natureza sagrada e pura.

 

(esse texto foi originalmente publicado no dia 16/11/2018, porém o 'site' não está mais acessível, nem consegui identificar o autor do texto. Se você souber indicar sua autoria, por favor, me informe para que eu possa registrar os devidos créditos) 

 



domingo, 4 de dezembro de 2022

Thich Nhat Hanh - Como Acalmar a Mente?

O vídeo abaixo, (mais uma excelente contribuição do Canal Corvo Seco) trata a respeito do papel dos nossos hábitos e das emoções na determinação e no condicionamento do nosso comportamento. 

Há uma forma de evitar ser subjugado pela força avassaladora de nossas emoções e hábitos mecânicos... somos prisioneiros dessas forças, quando não somos conscientes delas.

Como podemos fazer cessar o medo, a raiva, o desespero e os desejos? 

Como Acalmar a Mente?

 Podemos fazer isso a partir da prática da atenção plena: "respiração consciente", do "caminhar consciente" e da "contemplação profunda". Focalize totalmente sua atenção na realidade presente, aqui e agora... 

Deste modo, você poderá percorrer os cinco estágios que nos levam a não mais sermos vítimas das circunstâncias, das emoções e dos pensamentos descontrolados:

1)Reconhecimento, 

2)Aceitação, 

3)Acolhimento 

4) Olhar em profundidade e 

5) Insight (iluminação)

Esses são os cinco estágios para acalmar corpo e mente.

(...) "Reconhecimento: se estamos zangados, dizemos "reconheço que a raiva está dentro de mim".

Aceitação: quando estamos zangados, não negamos a raiva.

Aceitamos aquilo que está presente.

Ouvir e entender nossos sofrimentos internos resolverá a maioria dos problemas que encontramos.

Acolhimento: abraçamos a raiva como faz uma mãe com o filho que chora.

Nossa atenção plena acolhe a emoção, e só isso já é capaz de acalmar a raiva e a nós mesmos.

Olhar em profundidade: quando nos acalmamos o suficiente, conseguimos observar profundamente para entender o que provocou a raiva, ou seja, 'o que está fazendo o bebê chorar".

Insight: o fruto do olhar profundo é a compreensão das causas e condições, tanto primárias quanto secundárias, que provocaram a raiva e fizeram nosso bebê chorar.

Talvez ele esteja com fome. Talvez o alfinete da fralda o esteja machucando.

Talvez nossa raiva tenha surgido quando um amigo nos falou em um tom ofensivo, mas de repente nos lembramos de que essa pessoa não está bem hoje porque seu pai está muito doente.

Continuamos a refletir dessa forma até compreendermos a causa de nosso sofrimento atual.

A compreensão nos dirá o que fazer ou não fazer para mudar a situação." (...)


 Segue abaixo o vídeo:

 
Thich Nhat Hanh (Vietnã, 1926 - 2022) é um dos mais respeitados líderes espirituais do mundo. Mestre do zen-budismo responsável por popularizar o mindfulness.

Defensor da paz, autor e palestrante, Hanh escreveu mais de 100 livros e espalhou pelo mundo técnicas meditativas de como levar uma vida repleta de consciência, de forma leve e sustentável. 

O ensinamento-chave do Nhat Hanh é que, através da atenção plena, pode-se aprender a viver com felicidade no momento presente – a única forma de, verdadeiramente, se desenvolver a paz, tanto em si próprio quanto no mundo. 

 

 

Trechos do livro “The Heart’ of the Buddha’s Teaching”, de Thich Nhat Han. 

“Precisamos irradiar a luz da atenção plena em tudo o que fizermos, para que a escuridão do esquecimento desapareça”. Thich Nhat Hanh. 

“Quando praticamos a respiração consciente, estamos praticando a volta ao momento presente, no qual tudo está acontecendo. Aqui e agora”. Thich Nhat Hanh. 

“Meu objetivo está no aqui e agora, o único tempo e lugar onde uma vida autêntica é possível”. Thich Nhat Hanh.  

“A força do hábito costuma ser mais forte do que nossa vontade. Dizemos e fazemos coisas que não queremos e depois nos arrependemos. Causamos sofrimento a nós mesmos e aos outros, e de forma geral produzimos grande quantidade de destruição. Podemos ter a firme intenção de nunca mais fazer isso, mas sempre acabamos fazendo de novo. Por quê? Porque a força do hábito (vashana) acaba vencendo e nos levando de roldão. Precisamos da energia da atenção plena para perceber quando o hábito nos arrasta, e fazer cessar esse comportamento destrutivo. Com atenção plena, temos a capacidade de reconhecer a força do hábito a cada vez que ela se manifesta. ‘Alô força do hábito, sei que você está aí!’ Nessa altura, se conseguirmos simplesmente sorrir, o hábito perderá grande parte de sua força. A atenção plena é a energia que nos permite reconhecer a força do hábito e impedi-la de nos dominar”. - Thich Nhat Han.  

“Vigilante entre os desatentos, desperto entre os sonolentos, o sábio abre caminho assim como um cavalo de guerra se distancia de um cavalo fraco”. - Shakyamuni Buda.

 

 

 Saiba mais em: https://amenteemaravilhosa.com.br/thi... 

livros de Thich Nhat Hanh: 

Medo - Sabedoria Indispensável para Transpor a Tempestade: https://amzn.to/3rtKXRs 

A Essência dos Ensinamentos de Buda: https://amzn.to/3kPMFvm 

 O Milagre da Atenção Plena: https://amzn.to/2V7JcNM 

 Lista de livros de Thich Nhat Hanh: https://amzn.to/3wVndXC 


domingo, 11 de setembro de 2022

Hsu Yun - Examine a Origem do Pensamento

"Examinar a origem do pensamento" é uma forma de observar a causa do sofrimento, da infelicidade.

Esse "pensamento fonte" é a chave para compreender o movimento de todos os nossos eus psicológicos. É o que Hsu Yun chamada de "Hua t'ou".

Todas as formas "Hua t'ou" indicam em direção à questão mais básica de todas, a qual devemos estar determinados a encontrar a resposta:  “Quem sou eu?”
Não importando como a questão é colocada,  a resposta não pode ser dada simplesmente com a mente, de forma intelectual.
O que é isto que torna minha mente consciente de ser eu?
O que é a mente, afinal?
O que é a consciência? 
Como sei quem eu sou?

 

 

Hsü Yun ou Xuyun (1840 - 1959), foi durante seus 119 anos de vida, um dos mestres do budismo Chan (Zen) mais influentes da China. Sua primeira exposição ao budismo foi durante o funeral de sua avó. 

Logo após, ele passou a ler sutras e a fazer peregrinações. Aos 14 anos Hsu Yun anunciou sua vontade de desistir do mundo material em troca de uma vida monástica, porém, com forte oposição posta pela sua família, teve de esperar até 20 anos, quando partiu ao mosteiro de Gu Shan, onde recebeu sua ordenação como monge através do grande mestre Miao-lian. Durante seus anos como eremita, Hsu Yun fez algumas de suas descobertas mais profundas. 

Disse ele em sua autobiografia: “Na pureza da minha 'unicidade da mente', eu esqueci completamente do meu corpo. A partir daquele momento, quando todos os meus pensamentos foram apagados, minha prática dia e noite mostrou meus passos, tornando-se tão rápidos, como se eu estivesse voando pelo ar. Uma noite, depois de meditar, abri meus olhos e de repente vi um brilho comparável à luz do dia. À medida que o espaço era pulverizado, a mente louca parou”. 

Hsu Yun tornou-se particularmente conhecido pelos seus esforços de espalhar o Dharma ao longo da sua excepcionalmente longa vida. Trabalhando incansavelmente, como um bodhisattva, Hsu Yun ensinou estudantes, expôs sutras e dedicou-se à restauração de templos antigos. 

Os ensinamentos de Hsu Yun foram absorvidos por grande parte da Ásia e espalhados por todo o mundo, tornando seu nome uma autoridade no Budismo da Terra Pura.

 


 Trechos retirados do livro “Nuvem Vazia”, de Hsu Yun.

“Um Hua wei ou ‘palavra cauda’ traça um pensamento de volta à sua origem. Ele, também, pode ser bastante útil. Por exemplo, uma criança na companhia de seus amigos pergunta a seu pai, digamos: ‘Podemos ir à praia neste fim de semana?’, e seu pai responde rudemente: ‘Não me amole!’, e empurra a criança, causando nela um embaraço e a dor da rejeição. A resposta pode ser um Hua wei. 

O homem deve se perguntar, ‘Por que respondi ao meu filho dessa forma? Por que fiquei repentinamente tão agitado?’. Ele sabe que antes de seu filho se aproximar ele estava de bom humor. Assim, o que havia na pergunta que o deixou agitado? Ele, assim, começa a rememorar cada uma de suas palavras. Foi a palavra ‘fim de semana’? O que ele associou com essa palavra? Se não puder encontrar nada, ele tenta a palavra ‘praia’. E começa a se lembrar de suas experiências na praia. Ele pensa sobre os muitos eventos e, de repente, se lembra de um que o perturbou. Ele não quer pensar sobre isso, ainda assim, a disciplina do Hua wei requer que examine esse evento. Por que a memória desse fato o perturbou? O que era tão desconfortável nela? Ele continua a investigar esse evento até chegar na causa raiz de sua perturbação. 

Caros amigos, essa causa-raiz certamente envolve dano ao seu orgulho, à sua autoestima. E, assim, o homem se lembra e de alguma forma revive a experiência, só que, agora, ele é capaz de ver de uma perspectiva diferente, mais madura. Talvez uma experiência amarga que, de fato, envolveu um tratamento duro que ele recebeu de seu próprio pai! De qualquer forma, certamente verá que transferiu a dor de sua experiência na praia, na infância, para seu filho inocente. Ele será capaz de corrigir a sua resposta mal-educada e, dessa forma, o seu caráter crescerá ou melhorará. 

Algumas vezes, o Hua t'ou funciona como uma instrução, um tipo de guia que nos ajuda a lidar com os problemas da vida. Esse Hua t'ou nos sustenta e nos dirige pela viagem na dura estrada até a iluminação”. Hsu Yun. 

“Mantenha sua mente no Hua t'ou sempre que você estiver fazendo qualquer coisa que não requeira sua completa atenção. Naturalmente, se você está dirigindo um avião, não queira começar a pensar sobre o Hua t'ou. Descobrir se um cachorro tem a Natureza de Buddha ou não, não será de muita valia se você despedaçar o avião! Um automóvel é algo que também requer sua completa atenção. Você não pode se arriscar a matar os pequenos egos das outras pessoas, só porque você está tentando acabar com o seu! Mas há várias ocasiões durante o dia em que você pode tranquilamente trabalhar com seu Hua t'ou”. Hsu Yun. 

“As pessoas pensam que o mundo as incomoda. Elas não entendem que são as guardiãs de suas próprias mentes, que podem facilmente fechar e trancar as portas de suas mentes. Se as pessoas se intrometem é porque o guardião deixou as portas abertas”. Hsu Yun.

“O Buddha viu que a ignorância de uma vida não iluminada é uma condição de doença. Suas Quatro Nobres Verdades têm uma conotação médica. Primeiramente, a vida no samsara é amarga e dolorosa. Segundo, o desejo é a causa dessa amargura e dor. Terceiro, há uma cura para essa doença. Quarto, a cura é seguir o Caminho Óctuplo. Primeiro, precisamos reconhecer que estamos todos doentes. Segundo, necessitamos de um diagnóstico. Terceiro, necessitamos estar certos de que aquilo que está errado conosco responderá ao tratamento. Quarto, necessitamos de um regime terapêutico”. - Hsu Yun. 

domingo, 26 de dezembro de 2021

Shunryu Suzuki - Tudo Muda

 

Shunryu Suzuki. 

Monge, filósofo e mestre do budismo Sōtō Zen, Shunryu Suzuki, ou Suzuki Roshi (1905 - 1971) foi um dos professores espirituais mais influentes do século XX. 

Profundamente respeitado no Japão, Suzuki deixou seu país e foi para os Estados Unidos em 1958, onde fundou o primeiro mosteiro Zen Budista fora da Ásia, em São Francisco (Califórnia). 

Através de sua grande sabedoria e personalidade carismática, Suzuki foi o primeiro mestre zen a ganhar popularidade no mundo ocidental, e seu livro “Mente Zen, Mente de Principiante” se tornou um dos mais vendidos da literatura espiritual moderna. Saiba mais em: https://www.dharmalog.com/2012/08/22/...

 

Shunryu Suzuki - Tudo Muda 

 


 Citações e trechos do livro “Mente Zen, Mente de Principiante"

“No Japão, dispomos do termo shoshin, que significa 'mente de principiante'. O objetivo da prática é conservar nossa 'mente de principiante'. Suponhamos que você recite o Prajna Paramita Sutra uma só vez. Poderia ser uma boa recitação. Mas o que lhe acontecerá se o recitar duas, três, quatro ou mais vezes? Você poderia facilmente perder sua atitude original em relação a ele. O mesmo acontecerá com suas outras práticas Zen. Por algum tempo você manterá sua mente de principiante, porém, se continuar a prática um, dois, três anos ou mais, embora você possa melhorar em alguns aspectos, é possível que perca o sentido ilimitado da 'mente original'. A coisa mais importante é manter sua 'mente de principiante'”. Shunryu Suzuki. 

“Quando você está sentado em meio ao seu próprio problema, o que é mais real para você: seu problema ou você mesmo? A consciência de que você está aqui, neste exato instante, é o fato incontestável”. Shunryu Suzuki. 

“Você deve ser fiel ao seu próprio caminho até que, finalmente, chegue ao ponto em que veja que é necessário esquecer tudo sobre si mesmo”. Shunryu Suzuki.  

“Assim que você vê algo, já começa a intelectualizar. Assim que intelectualiza algo, não é mais o que você viu. Deixe seus ouvidos ouvirem sem tentar ouvir. Deixe a mente pensar sem tentar pensar e sem tentar detê-la. Isso é prática”. - Shunryu Suzuki. 

 

livros de Shunryu Suzuki na Amazon: Mente Zen, Mente de Principiante: https://amzn.to/3lVrRBB 

Nem Sempre É Assim: https://amzn.to/39z16gn

 

 

domingo, 12 de dezembro de 2021

Tilopa - Examine-se - A Meditação Mahamudra

 

Muito interessante o vídeo abaixo, abordando de forma bastante sintética e profunda, a essência dos conselhos do grande Mestre Tilopa, mestre de mahamudra e de tantra, que viveu na região de Bengala, Índia e Bangladesh, entre os séculos X e XI (988 a 1069 d.C). 

Tilopa é reconhecido como o fundador humano da linhagem Kagyu do budismo tibetano.

Tilopa ofereceu a Naropa, seu discípulo, um dos mais importantes ensinamentos sobre meditação por meio de um pequeno poema, chamado gnad kyi gzer drug (Seis Palavras de Conselho”)*:

Não lembre. Deixe de lado o que passou.

Não imagine. Deixe de lado o que pode vir.

Não pense. Deixe de lado o que está acontecendo agora.

Não examine. Não tente descobrir nada.

Não controle. Não tente fazer nada acontecer.

Repouse. Relaxe agora mesmo, e repouse.

* (A tradução baseia-se na tradução do tibetano para o inglês, de Ken McLeod)

Os conselhos de Tilopa se baseiam no conceito tradicional de atenção plena ou mindfulness: a consciência plena da experiência do presente momento, com tolerância e equanimidade.

(fonte: https://plenamente.eu/os-seis-conselhos-de-tilopa-para-a-medita%C3%A7%C3%A3o-5768adf2fdc7)


Tilopa - Examine-se

 

Quem foi Tilopa?

Nascido em Bengala (Índia), Mahasiddha Tilopa (988 - 1069), foi um monge budista, guru tântrico, grande líder e um poeta-iogue. 

Como um brâmane e monge budista, Tilopa alcançou o posto de sacerdote pessoal do rei, no entanto, fugiu para fixar residência entre os pescadores de Bengala, abandonando sua casta Brahmin para viver entre os pobres. 

Tilopa gradualmente assumiu uma vida monástica, fazendo votos e se tornando um erudito. Como um iogue praticante Tilopa estudou com vários professores diferentes, e mais tarde como mestre, combinou e fundiu várias linhagens de instrução. 

Tilopa é creditado por conceituar o Mahamudra - método de meditação, que envolve um conjunto de práticas espirituais que aceleram o processo de obtenção de Bodhi ou iluminação. 

A meditação Mahamudra, embora altamente avançada, ainda é simples e prática, pois o que é identificado e meditado é a essência da própria mente.

 

 

Algumas citações:

“As nuvens que vagam pelo céu não têm raízes, nem lar, Nem os pensamentos distintos flutuando pela mente. Uma vez que o eu-mente é visto, a discriminação para”. - Tilopa. 

 “As aparências do mundo não são o problema, é o apego a elas que causa sofrimento”. Tilopa. 

 “Você deve se esforçar pela unidade do Samsara e do Nirvana. Olhe no espelho de sua mente, que é deleite eterno”. Tilopa. 

“O tolo em sua ignorância, desprezando Mahamudra, Não conhece nada além de lutar no dilúvio do samsara. Tenha compaixão de quem sofre de ansiedade constante! Doente de dor implacável e desejo de liberação, siga um mestre, Pois quando a bênção dele toca seu coração, a mente é liberada”. Tilopa.

 

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Eckhart Tolle - Você não é a sua Mente...

Você não é sua mente... então, quem/quê é você??

Abaixo você terá acesso a uma sequência de dois vídeos do famoso escritor Eckhart Tolle, tratando basicamente sobre "o que somos" e sobre "o que não somos."

Mais um ótimo trabalho de edição do Canal "Corvo Seco". Desfrutem... e meditem:

Eckhart Tolle, pseudônimo de Ulrich Leonard Tolle, é um escritor alemão e orador espiritual. Aos 29 anos, depois de vários episódios depressivos, passou por uma profunda transformação espiritual, dissolveu sua antiga identidade e mudou o curso de sua vida de forma radical. Os anos seguintes foram dedicados ao entendimento, integração e aprofundamento desta transformação, que marcou o início de uma intensa jornada interior. 

Em seu livro, “O Poder do Agora”, relata as respostas obtidas através dessa busca, explicando que, quando nos alinhamos ao momento presente, uma nova percepção da realidade surge, muito mais pura, profunda e poderosa.

 Você não é a sua mente

Neste vídeo acima e também no vídeo abaixo, você encontrará trechos do livro: “Practicing the Power of Now”, “The Power of Now”, e citações de Eckhart Tolle. 

 

 

 

QUEM você É?

 

Adquira os livros de Eckhart Tolle através do link na Amazon: O Poder do Agora: https://amzn.to/3xJ0fEL 

Praticando o Poder do Agora: https://amzn.to/2QHR3zX 

O Poder do Silêncio: https://amzn.to/3ePAWIt 

Um novo mundo - O despertar de uma nova consciência: https://amzn.to/3horUoD 

 

"Nada lá fora vai conseguir lhe trazer satisfação, exceto por um tempo e de modo superficial. Mas talvez você precise passar por muitas decepções antes de perceber essa verdade". Eckhart Tolle 

"Você vai perdoar a si mesmo ao reconhecer que ninguém pode agir além do seu nível de consciência". Eckhart Tolle 

"É necessário estar relaxado e em paz com a falta de entendimento, é assim que as respostas chegam". Eckhart Tolle 

 

Música: Chris Collins - Blissful Healing.

sexta-feira, 5 de março de 2021

Religiões - Eckhart Tolle

Eckhart Tolle: sobre as religiões


 


(...)

A maioria das religiões e tradições espirituais compartilha a ideia de que nosso estado mental “normal” é prejudicado por uma imperfeição fundamental, o distúrbio a que me referi. No entanto, além dessa percepção da natureza da condição humana – que podemos chamar de má notícia -, há uma segunda percepção, ou a boa notícia, que é a possibilidade de uma transformação radical da nossa consciência. Nas mensagens hinduístas (e, em alguns casos, também no budismo), essa mudança é chamada de iluminação; nos ensinamentos de Jesus, de salvação; no budismo, de fim do sofrimento. Outros termos usados para caracterizá-la são "libertação" e "despertar".

A maior conquista da humanidade não são as obras de arte nem os inventos da ciência e da tecnologia, mas a identificação do seu próprio distúrbio, da sua própria loucura. No passado distante, alguns indivíduos chegaram a fazer esse reconhecimento. E provável que um homem chamado Sidharta Gautama, que viveu há 2.600 anos na índia, tenha sido o primeiro a ver essa questão com absoluta clareza. Depois, o título de Buda lhe foi concedido. Buda significa “aquele que despertou”. Praticamente na mesma época, outro dos mestres despertos da humanidade surgiu na China. Seu nome era Lao-Tsé. Ele deixou um registro dos seus ensinamentos na forma de um dos livros espirituais mais profundos já escritos, o Tao Te Ching.

Reconhecer a própria loucura marca, obviamente, o surgimento da sanidade, o início da cura e da transcendência. Uma nova dimensão da consciência começava então a emergir no planeta, a primeira tentativa de florescimento. Aquelas pessoas raras se dirigiam a seus contemporâneos falando sobre pecado, sofrimento e ilusão. Diziam: “Observe seu modo de viver. Veja o que você está fazendo, o sofrimento que está causando.” Depois, indicavam a possibilidade de despertar do pesadelo coletivo da existência humana “normal”. E mostravam o caminho.

O mundo ainda não estava preparado para esses mestres. No entanto, eles foram uma parte crucial e indispensável do despertar humano. Inevitavelmente, na maioria das vezes, não chegaram a ser bem entendidos por seus contemporâneos nem pelas gerações seguintes. Seus ensinamentos, embora simples e eficazes, acabaram sendo distorcidos e mal interpretados, em alguns casos até mesmo na maneira como foram registrados por escrito por seus discípulos. Ao longo dos séculos, acrescentaram-se muitas coisas que não tinham nada a ver com as mensagens originais e que eram reflexos de uma incompreensão básica. Alguns desses sábios foram ridicularizados, insultados ou mortos, enquanto outros passaram a ser venerados como deuses. Os ensinamentos que indicavam o caminho que se encontra além do distúrbio da mente humana, a porta de saída da loucura coletiva, foram desvirtuados e tornaram-se eles mesmos parte da insanidade.

Assim, as religiões, numa grande medida, firmaram-se como forças divisoras em vez de unificadoras. Em lugar de estabelecerem o fim da violência e do ódio por meio da compreensão da unicidade fundamental de toda a vida, elas suscitaram mais violência e ódio, mais separações entre indivíduos, religiões e até mesmo rupturas dentro de um mesmo credo. Tornaram-se ideologias, sistemas de crenças com os quais as pessoas podiam se identificar, e elas os usavam para ressaltar sua falsa percepção do eu. Por meio dessas crenças, elas se classificavam como “certas” e chamavam os outros de “errados”. Assim, definiam sua identidade diante dos inimigos – os “outros”, os “não-crentes” ou “crentes equivocados” – e, algumas vezes, consideravam-se no direito de matá-los. O homem feito “Deus” na sua própria imagem. O eterno, o infinito, o inominável foi reduzido a um ídolo mental no qual as pessoas tinham de acreditar e que devia ser venerado como “o meu deus” ou “o nosso deus”.

E, mesmo assim, apesar de todos os desvarios perpetrados em nome das religiões, a Verdade que elas indicam não deixa de brilhar em sua essência, ainda que fracamente, através de muitas camadas de distorção e interpretação errônea. É improvável, porém, que alguém seja capaz de percebê-la, a não ser que já tenha tido pelo menos lampejos da Verdade dentro de si. Ao longo da história, sempre houve indivíduos raros que vivenciaram uma mudança de consciência e, assim, detectaram em si mesmos aquilo que é apontado por todas as religiões. Para descrever essa Verdade não conceitual, eles usaram a estrutura conceitual das suas próprias crenças religiosas.

Por meio de alguns desses homens e mulheres, “escolas”, ou movimentos, se desenvolveram dentro de todas as religiões importantes e representaram não só uma redescoberta, mas, em determinados casos, uma intensificação da luz do ensinamento original. 

Foi assim que o Gnosticismo e o Misticismo se estabeleceram nos primórdios do Cristianismo e no Cristianismo Medieval. O mesmo ocorreu com o Sufismo na religião islâmica, com o Hassidismo e a Cabala no Judaísmo, com o Advaita Vedanta no Hinduísmo e com o Zen e o Dzogchen no Budismo. Quase todas essas escolas eram iconoclastas. Elas se opuseram a numerosas camadas de conceituações e a estruturas mentais enfraquecidas. Por essa razão, a maior parte delas foi vista com suspeita e hostilidade pelas hierarquias religiosas estabelecidas. Seus ensinamentos, ao contrário das doutrinas da religião principal, enfatizavam a compreensão e a transformação interior. 

Foi graças a essas escolas esotéricas que os credos mais importantes recuperaram o poder transformador dos seus preceitos originais – embora na maioria dos casos apenas poucas pessoas tivessem acesso a elas. Esses movimentos nunca se expandiram o bastante para exercer uma influência significativa sobre a profunda inconsciência coletiva que predominava. Ao longo do tempo, algumas dessas escolas se tornaram rigidamente formalizadas ou conceitualizadas para permanecerem eficazes.