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terça-feira, 16 de novembro de 2021

Troquemos de mestres - Flávio Siqueira

Troquemos de mestres

 

Flávio Siqueira



Me disseram na escola que o ser humano é o único animal racional. Com o tempo passei a desconfiar que talvez não fosse verdade. Bastava observar os animais, todos eles, e perceber algo além dos instintos, um tipo de comunicação sutil, expressões de inteligência, diferente dos humanos, mas não por isso inexistente, muito pelo contrário.


Mas e a tal racionalidade do bicho homem? Havia mais impulsos do que reflexão, mais instinto do que consciência, mais reflexos condicionados pela própria cultura do que escolhas ponderadas, equilibradas, racionais.


Enquanto os chamados "seres irracionais" vivem em equilíbrio com o planeta, nós, os "racionais" desenvolvemos algo que chamamos de "vida moderna", uma cultura completamente predatória, seja em relação à natureza, seja em relação ao semelhante.


Nos autodestruímos por impulso, aceitamos condicionamentos que frequentemente nos deslocam para terras estranhas, terras que não parecem com nosso chão, outro habitat que, com o tempo, passa a ser nosso.
 

Me refiro a artificialidade das relações, a superficialidade dos sentimentos, a compulsão por distrações, a necessidade de "alegrias" incessantes; nosso medo da solidão, nosso pânico do sofrimento, nosso terror diante da morte.
 

Antinaturalmente passamos a vida tentando negá-la, construímos uma bolha de distrações tentando pensar que seremos eternos, homens e mulheres gargalhantes que dominarão o planeta, os animais, e, se possível, os semelhantes mais fracos. Por que não?
 

Que tipo de racionalidade nos faz pensar que somos os únicos seres pensantes na terra? Alias, o que nos faz pensar que de fato pensamos?
 

Talvez esteja na hora de elegermos outros mestres. No lugar de ideologias políticas, os mestres gatos nos ensinarão como relaxar e viver em paz. Prefiro trocar os debates sobre ética e moral pela fidelidade dos cães que não fazem nenhuma distinção entre um mendigo e um banqueiro.
 

Os mestres pássaros ensinam como viver no presente, alimentando-se do que o dia chamado hoje reserva, livres em suas melodias que saúdam as manhãs.
 

Não quero mestres homens. Pessoalmente me inspiro com as mestres formigas, que de alguma maneira se organizam para construção de seus formigueiros, carregam pedaços de folhas, pedrinhas, trabalham incessantemente sem que uma se coloque em superioridade em relação à outra.
Sou discípulo dos peixes, os que vivem pacificamente em um mundo desconhecido para mim e, talvez por isso, de alguma maneira, ainda preservado. Namastê, mestres minhocas! Vocês que cuidam da terra, que trabalham silenciosamente sem necessidade de aplausos ou reconhecimentos. Perdoe por suas irmãs esmagadas sem nenhuma razão por nós, os seres racionais.
 

O que seria dos pobres e dependentes humanos sem o trabalho de vós, mestres abelhas? Haveria equilíbrio se os sábios sapos não existissem? Será que nós, avançados e sábios animais racionais, os únicos racionais, existiríamos sem o trabalho das senhoras, mestres baratas, que convertem nitrogênio em fertilizantes?
 

Nossa irracionalidade nos levou para muito longe de casa. Admiramos nossas construções, aplaudimos nossa insanidade projetada em sistemas autodestrutivos, chamamos uns aos outros de "mestres" e deixamos de enxergar que há consciência em todo o planeta, a terra fala, os bichos ensinam, tudo se conecta, se comunica.

Troquemos os mestres, sejamos humildes, suficientemente abertos para aprendermos com seres mais simples, justamente por que esses não se corromperam com a própria luz. São filhos da terra, irmãos uns dos outros, vivendo entre nós com sua silenciosa sabedoria, presentes enquanto não destruímos tudo em nome de nosso progresso.


Namastê mestre bicho do alface! Perdoe os humanos. Temos sido a mais eloquente expressão da irracionalidade animal.


domingo, 27 de junho de 2021

Só se pode chegar em casa sozinho - Osho

Na sociedade, existe uma profunda expectativa de que você se comporte exatamente como todos os demais. No momento em que se comporta de forma um pouco diferente, você passa a ser um sujeito estranho, e as pessoas têm muito medo de estranhos.

É por isso que, em qualquer lugar, se há duas pessoas no ônibus, no trem ou paradas no ponto de ônibus, elas não podem ficar sentadas em silêncio — porque em silêncio elas são dois estranhos. Elas começam imediatamente a se apresentar uma a outra — “Quem é você? Para onde está indo? O que você faz, qual é a sua profissão?” Mais um pouco...e elas sossegam; você é outro ser humano sendo exatamente como eles.

As pessoas sempre querem participar de um grupo ao qual se ajustem. No instante em que você se comporta de um jeito um pouco diferente, o grupo todo fica desconfiado; alguma coisa está errada.

Eles conhecem você, podem ver a mudança. Eles o conheciam quando você nunca se aceitava, e agora eles vêem de repente que você se aceita...

Nesta sociedade, ninguém aceita a si mesmo. Todo mundo se condena. Esse é o estilo de vida da sociedade: condenar-se. E, se você não está se condenando, se está se aceitando do jeito que é, você tem que se afastar da sociedade.
 
E a sociedade não tolera ninguém que saiu do rebanho, porque ela vive de números; é uma política de números. Quando há muitos números, as pessoas se sentem bem. Números grandes fazem com que as pessoas sintam que tem de estar certas - elas não podem estar erradas, milhões de pessoas estão com elas. E, quando ficam sozinhas, grandes dúvidas começam a vir à tona: Ninguém está comigo. O que garante que estou certo?

É por isso que eu digo que, neste mundo, ser um indivíduo é o maior sinal de coragem.

Para ser um indivíduo, é preciso o mais destemido dos treinamentos: “Não importa que o mundo inteiro esteja contra mim. O que importa é que a minha experiência é válida. Eu não me importo com os números, com quantas pessoas estão comigo. Eu me importo com a validade da minha experiência — se estou simplesmente repetindo as palavras de outra pessoa, como um papagaio, ou se a fonte das minhas afirmações é a minha própria experiência. Se é a minha própria experiência, se isso é parte do meu sangue, dos meus ossos, do meu âmago, então o mundo inteiro pode pensar de outro jeito; ainda assim, eu estou certo e eles estão errados. Não importa, não preciso da aprovação deles para sentir que estou certo. Só aqueles que defendem as opiniões de outras pessoas precisam do apoio dos outros.”

Mas é assim que a sociedade humana tem sido até agora. É assim que ela mantém você no rebanho. Se os outros estão tristes, você tem que ficar triste; se sofrem, você tem que sofrer. O que quer que eles sejam, você tem que ser também. Não se permitem diferenças, porque as diferenças acabam levando para o indivíduo, para o único, e a sociedade tem muito medo do indivíduo e da unicidade. Isso significa que alguém ficou independente do grupo, que essa pessoa não dá a mínima para o grupo. Seus deuses, seus templos, seus padres, suas escrituras, tudo ficou sem sentido para ela.

Agora ela tem seu próprio ser e seu próprio jeito, seu próprio estilo — de viver, morrer, celebrar, cantar, dançar. Ela chegou em casa.

E ninguém pode chegar em casa junto com a multidão. Só se pode chegar em casa sozinho.


Osho, em "Coragem: O Prazer de Viver Perigosamente"
Publicado originalmente no blog palavras de Osho
para mais textos do mesmo autor, sugiro o link http://www.osho.com/pt

sexta-feira, 5 de março de 2021

Dica de documentário: "Não há amanhã": a questão do hiperconsumo

There's no tomorrow (dublado) 



Abaixo, você encontrará link (Youtube) para assistir a este documentário estarrecedor e ao mesmo tempo bem realista, abordando comportamento humano em sociedade (consumismo) e a iminente crise de abastecimento decorrente do esgotamento de nossa principal fonte de energia: o petróleo.
 
 
 
O documentário "Não há amanhã" (There's no tomorrow), com didática impecável e uso de animações gráficas bem humoradas, faz uma análise fria dos dados estatísticos e aborda a crucial questão do crescimento demográfico e a consequente crescente demanda por energia, em escala exponencial (progressão geométrica) no planeta. 
De modo simples, o curta-metragem aborda, desde a formação geológica do petróleo em eras remotas até chegar aos dias atuais, quando se verifica os picos de produção e consumo. Ao analisar o crescente consumo da praticamente única fonte que sustenta nosso modo de vida contemporâneo, o documentário questiona a dependência da sociedade de fontes de energia não renováveis, assim como faz indiretamente uma crítica ao modelo de crescimento econômico desenfreado e o consequente esgotamento dos limitados recursos naturais ainda disponíveis.
 
Esse breve filme-animação tem o mérito de nos chamar a atenção para a problemática do hiperconsumismo (cultura do consumo inconsequente) e igualmente para o fato de que, independentemente de quais estratégias de "crescimento sustentável" sejam adotadas, é apenas questão de tempo (pouco tempo) para que a simples demanda crescente por alimento (crescimento demográfico) e por energia, acabe tornando nosso modo de vida absolutamente insustentável. 
 
Noutras palavras: sendo nossa matriz energética principal sustentada basicamente em um único recurso natural não-renovável e sendo exponencial o crescimento da economia (do tipo predatória/exploratória), não é difícil antever o 'beco sem saída' no qual estamos entrando...
 
Estaríamos cegos, como uma boiada estourada, caminhando em direção ao abismo?
 
No início do documentário, seu diretor ilustra com uma "cena" metafórica, mostrando dinossauros se alimentando tranquilamente, já que estavam no topo da cadeia alimentar, para depois mostrar o ser humano atual, também tranquilo, ocupando a mesma posição confortável que os dinossauros ocuparam um dia...
Resta saber se o intelecto humano irá salvá-lo das consequências de um inevitável colapso do seu próprio sistema social.
 
O documentário "Não há amanhã" foi animado e dirigido por Dermot O' Connor, em parceria com a "Incubate Pictures" e o "Post Carbon Institute". 
Produzido no Software vetorial Flash, demorou 6 anos para ser concluído, além de muita pesquisa. 
O filme é gratuito e não pode ser comercializado.
 
 
filme original (em inglês): http://youtu.be/VOMWzjrRiBg 
dublagem:Bruno Bartulic

sábado, 11 de julho de 2020

O que acontece quando morre uma Língua?


essa é uma questão valiosíssima dentro das ciências humanas, em especial, da antropologia cultural.


Vale a pena assistir ao interessante vídeo a seguir:




A cada 14 dias morre um idioma

Nos últimos 10 anos mais de 100 línguas desapareceram



Tommy George, o último dos kuku-thaypan de Cape York (Austrália), morreu no dia 29 de julho, com 88 anos. Tommy George era o último falante de awu laya, uma língua aborígene da Austrália. Com ele morreram 42.000 anos de história e conhecimentos transmitidos de forma oral. Mark Kolbe / Getty Images

2016



No mês passado, foi assassinada na floresta do norte do Peru, Rosa Andrade, a última mulher que falava resígaro, foi assassinada em novembro, na Amazônia peruana.(EL PAÍS)



Cristina Calderón (nascida em 24 de maio de 1928) é a última falante nativa da língua yagán, da Terra do Fogo. Hoje ela vive em Puerto Williams, um assentamento militar chileno na ilha Navarino.


Alfons Rodríguez / EL PAÍS

Nos últimos 10 anos, desapareceram mais de 100 línguas; outras 400 estão em situação crítica e 51 são faladas por uma única pessoa. A cada 14 dias morre uma língua, de acordo com a Unesco. Se continuar assim, metade das 7.000 línguas e dialetos falados hoje no mundo se extinguirão ao longo deste século. Quando uma língua morre não se perdem apenas as palavras, mas todo o universo cultural ao qual davam forma: séculos de histórias, lendas, ideias, canções transmitidas de geração em geração que desaparecem “como lágrimas na chuva”, junto com valiosos conhecimentos práticos sobre plantas, animais, ecossistemas, o firmamento. Um dano comparável à extinção de uma espécie.


Com Fanny Cochrane, que morreu em 1905, se foi a última língua nativa da Tasmânia. Entre 1899 e 1903, ela gravou num dos primeiros fonógrafos as canções aborígenes que conhecia para a Royal Society of Hobart, a capital da ilha australiana. O cantor folk Bruce Watson conta a história dela em The Man and the Woman and the Edison Phonograph (O Homem e a Mulher e o Fonógrafo Edison).

Com a morte, em 2004, aos 98 anos, de Yang Huanyi, desapareceu o nushu, um sistema secreto de escrita empregado durante ao menos quatro séculos pelas mulheres chinesas para burlar o controle dos homens. Como muitas mulheres chinesas de seu tempo, Yang Huanyi tinha pés minúsculos e deformados; a prática de amarrar os pés das meninas foi proibida em 1912.

Charlie Mangulda é a última pessoa na Terra que fala e entende o amurdag, língua oral de um grupo de aborígines do norte da Austrália, como explica neste vídeo K. David Harrison, autor do livro The Last Speakers (Os Últimos Falantes), da National Geographic.

Harrison, professor de linguística do Swarthmore College, na Pensilvânia (EUA), é um dos responsáveis do projeto Enduring Voices (Vozes Duradouras), da National Geographic. Ele viajou pelo mundo inteiro, da Sibéria e o Cáucaso ao norte da Austrália, passando pelo sul do México e as ilhas mais remotas da Indonésia, entrevistando os últimos guardiões de línguas minoritárias em risco de desaparecimento. Muitas das que estudaram nunca tinham sido gravadas ou colocadas por escrito; outras nem sequer eram conhecidas. Em 2010, documentaram pela primeira vez o koro, língua falada por menos de mil pessoas nas montanhas de Arunachal Pradesh, no nordeste da Índia.

Em fevereiro, a equipe do Enduring Voices apresentou os primeiros resultados de seu trabalho, oito dicionários sonoros e visuais de idiomas moribundos como o chemehuevi (Arizona, EUA); o euchee (Oklahoma, EUA); o hupa, o karuk, o wintu e o washoe (Califórnia, EUA); o tuvan (Rússia); o aka (Índia), ou o seri (México). No total, 32.000 palavras salvas do esquecimento.
Com o mesmo objetivo nasceu o projeto Endanged Languages (Línguas Ameaçadas de Extinção), uma iniciativa do Google para dar voz àqueles que as falam e àqueles que se esforçam para conservá-las. Trata-se de um fórum aberto que oferece a oportunidade de postar arquivos de vídeo, gravações e documentos, e também compartilhar conhecimentos e experiências. Nesse vídeo do Endanged Languages, a avó Margaret, uma senhora da tribo navajo (Novo México, EUA) explica ao neto, com a ajuda do tradicional jogo de cordel, a origem das constelações, como relata uma antiga lenda indígena.

Neste outro, uma moradora do vale de Ansó, nos Pireneus de Huesca, narra em aragonês ansotano a história As Crabitetas (As Cabrinhas). Na Espanha, também estão na lista de línguas ameaçadas o aragonês, o asturiano (ásturo-leonês ou bable) e o gascão do Val d’Aran (Lleida) ou aranês.

O Atlas das Línguas em Perigo da Unesco catalogou 2.581 línguas, que são mostradas num mapa interativo do Google. Os resultados podem ser filtrados por região geográfica, pelo nome do idioma ou pelo número de pessoas que o falam.



Fonte:
https://brasil.elpais.com/brasil/2016/12/26/cultura/1482746256_157587.html

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

O papel da cultura e da linguagem na constituição do sujeito

 Interessante análise de Cassiano Zeferino de Carvalho Neto e Maria Taís de Melo a respeito do papel da cultura e da linguagem na constituição do sujeito. Leitura complementar para quem está estudando Filosofia da Linguagem e Filosofia da Mente:

 


Os modelos da psicologia cognitiva que abordam o conhecimento humano, como um sistema de processamento de informações, incluem um processador central que é capaz de planejar, inicialmente, o desenvolvimento da atividade intelectual e controlar, posteriormente, sua execução. O comportamento inteligente caracterizar-se-ia pela habilidade de organizar, inicialmente, o plano de ação e colocá-lo em prática de forma progressivamente mais automática e flexível.

Os progressos na aprendizagem caracterizam-se, dentro desta ótica, por avançar, a partir da utilização de regras e estratégias em experiências bastante concretas e específicas, chegando à elaboração de regras mais gerais, que possam ser aplicadas a uma série de situações.

Os processos de aprendizagem permitem passar do emprego de esquemas ligados a contextos muito específicos, à sua utilização em situações mais gerais. Ou seja, podemos dizer que a aprendizagem significativa só acontece quando o sujeito entra em contato com o objeto de conhecimento, se apropria dele e faz uso do mesmo no seu contexto.

Nesse sentido, podemos exemplificar: ao se colocar, por exemplo, simbolicamente um vidro transparente e límpido entre o sujeito e o objeto de conhecimento, o sujeito continuará visualizando este objeto. Entretanto, não conseguirá apropriar-se do mesmo (trazer para si). Este vidro representa, simbolicamente, um obstáculo para a aprendizagem, o qual é classificado de diversas formas: transtornos de aprendizagem, distúrbios de aprendizagem ou dificuldades de aprendizagem. Estes obstáculos podem ser de fácil, média ou difícil remoção. Entretanto, todo este processo deverá ser mediado. Dependendo do grau de dificuldade de remoção destes obstáculos, diferentes estratégias devem ser utilizadas, partindo-se sempre de um diagnóstico do contexto onde esse sujeito está inserido.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Já ouviu falar em diversidade?



Que é diversidade e para quê serve?


Olá! 
Hoje quero falar com você sobre diferenças culturais!
Podemos facilmente notar que vivemos num mundo muito diversificado.
Há pessoas de costumes e gostos diferentes, cor de pele e de cabelo diferentes, religiões diferentes, línguas e crenças diferentes.
As diferenças dão medo, mas no fundo elas são positivas... elas enriquecem a cultura, mostram a beleza de mil maneiras diferentes, demonstram a profunda inteligência e a empolgante criatividade do próprio ser humano. 
Mas... e se eu resolver pensar que a minha cultura, meus costumes, meus gostos pessoais, minhas crenças... são melhores que as de outras pessoas?
Se pensar que sim, estarei em sério apuro. Sério mesmo! Preciso procurar tratamento!
Lembre que é desse pensamento de superioridade que surgiram e que surgem todos os conflitos, violência, genocídios, etnocídios, a origem de tanto desrespeito.
É desse pensamento patológico que nascem o racismo, o fanatismo, o machismo e as piores doenças sociais que machucam e matam mais que quaisquer desastres naturais.

Então, quer uma dica legal? Não? Mas vou dá-la de presente assim mesmo.

Respeitar a diferença, como você gosta de ser respeitado é a regra de ouro.

Quem não aprende a respeitar, a lei vai ensinar. Se a lei dos homens não ensinar, a vida o fará. E se nem a vida lhe ensinar, então, se prepare... você vai sofrer muito, mas muito mesmo, até aprender... 
Não respeitar as diferenças é crime! crime contra a vida, que é diversidade em si mesma; contra a humanidade, que é diversa pela sua biologia e pela sua sociologia.
A lei protege a diversidade cultural, caso você ainda não saiba. A lei protege as minorias, caso alguém ainda não saiba.
A lei protege a criança, a lei protege a mulher, a lei protege o indígena...
E qualquer um que não for respeitado por causa de sua cultura, de sua opção sexual, religiosa ou cultural, vai caçar muitos problemas prá si mesmo.
Por isso, se você presencia alguém sofrendo alguma violência desse tipo, não se cale.