sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Dialogismo, Polifonia e Intertextualidade



Dialogismo, Polifonia e Intertextualidade

Para Mikhail Bakhtin o dialogismo é a condição do sentido do discurso, da linguagem. Todos os textos são dialógicos porque são resultantes do embate, do confronto de muitas vozes sociais. O dialogismo discursivo desdobra-se em dois aspectos:
- o da interação verbal entre enunciador e enunciatário do texto (nenhuma palavra é nossa, mas traz em si a perspectiva de outra(s) voz(es);
- o da intertextualidade, no interior do discurso.

A polifonia trata-se de uma característica presente em certos tipos de texto, nos quais se deixam entrever muitas vozes, por oposição aos textos monofônicos, que escondem os diálogos que os constituem.Nos romances de Balzac, por exemplo, manifestam-se as vozes da aristocracia, da burguesia e da pequena burguesia. Essas vozes têm traços sociológicos/ideológicos diferentes. Os discursos autoritários são monofônicos porque abafam as vozes em conflito.

Parábola dos Talentos

“14 Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens. 
15 A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu.
16 O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco. 
17 Do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois. 
18 Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor. 
19 Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles. 
20 Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei. 
21 Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. 
22 E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei.
23 Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. 
24 Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste, 
25 receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.
 26 Respondeu-lhe, porém, o senhor: Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? 
27 Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu. 
28 Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez. 
29 Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. 
30 E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes.” 

Evangelho segundo Mateus (25:14:30)

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