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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

a história real de um fazedor de rios


De tanto observar, foi lá e fez...

a história de um fazedor de rios


Às margens da Rodovia dos Bandeirantes, o fazedor de rios

Mesmo sem conhecimento teórico, ativista Adriano Sampaio, de 45 anos, criou no Jaraguá um sistema de biovaletas


Edison Veiga, O Estado de S. Paulo
22 Março 2017 |


SÃO PAULO - De tanto observar os rios, foi lá e fez um. É mais ou menos este o resumo da história do ex-corretor de seguros Adriano Sampaio, de 45 anos, ativista ambiental criador do projeto Existe Água em SP. Na verdade, meio sem querer, ele desenvolveu o que oficialmente pode ser chamado de biovaleta - um sistema ecológico e sustentável de reaproveitamento de água da chuva.

Sampaio mora no bairro de Vila Clarice, noroeste da cidade, a poucos metros da Rodovia dos Bandeirantes, perto do Pico do Jaraguá. Começou a notar que a valeta de concreto que margeia a pista - e serve para escoar a água da chuva - andava sempre com suas poças. Pouco declive, região com sombra de árvores, zero permeabilidade... “Aí, em minha cabeça, ficava a lembrança de rios que, quando enchem, ocupam uma área de várzea. Depois, na estiagem, voltam ao leito mas deixam alguns lagos perenes”, comenta.

Em janeiro, pegou facão, enxada e principiou o trabalho. Deu uma limpada no mato, tirou o lodo que estava acumulado no fundo da valeta, fez duas barragens com argila e algumas pedras - tiradas do próprio entorno -, criou um corregozinho de dez metros. Choveu. Encheu. Trinta centímetros de profundidade.
Então ele se embrenhou por rios da região, peneira na mão, caçou uns guaruzinhos - o lebiste selvagem. Conseguiu também cascudos e carás. “E um dia fui ao Mercado da Lapa e comprei seis pequenas carpas. Gastei R$ 20. Foi o único investimento financeiro do projeto”, conta. 
A valeta ganhou vida. Os guarus se reproduzem rapidamente. Aos poucos, girinos têm surgido. Plantas aquáticas, também. “Outro dia um passarinho desses pescadores estava aqui de olho. Daqui a pouco vai ter bicho sondando por perto, atrás dos peixes”, diz Sampaio. Borboletas já rodeiam o local, antes quase inóspito.
Então o ativista descobriu - ah, a internet! - que o que estava fazendo tem nome e conceito: biovaletas. Na realidade, é um jeito de lidar com as águas da chuva de modo sustentável. “Trata-se de uma técnica bem contemporânea no exterior”, afirma o arquiteto, urbanista e paisagista Henrique de Carvalho, do Ateliê Tanta - um entusiasta da ideia. “Desde os anos 1960 e 1970, é um formato bastante estudado. Nos Estados Unidos, por exemplo, a cidade de Portland, em Oregon, incentiva o modelo largamente.”
Ano sim, ano não, a prefeitura do município americano publica um guia intitulado Manual de Manejo da Água da Chuva. A última edição, de 2016, saiu com 502 páginas. 
Nelas, as biovaletas são apresentadas como uma alternativa recomendada para lidar com a pluviosidade. Um “canal vegetado” não apenas para coletar a água da chuva, mas também com a função de “diminuir o escoamento superficial, sedimentar, melhorar a infiltração e reduzir a poluição”. Sim, as tais barreiras de argila “inventadas” por Sampaio têm essas funções: acabam livrando a água de impurezas. 
Na versão paulistana, o ativista acredita que está resolvendo o problema dos mosquitos - afinal, as larvas dos insetos são um banquete para os peixinhos. “Já notei que não aparecem mais tantos Aedes quanto antes”, ressalta.

Reconhecimento.
Biovaletas são instrumento reconhecido pela literatura especializada. A técnica aparece no livro Manual de Orientação Para a Proteção da Qualidade das Águas Pluviais, da Associação das Agências de Manejo de Água da Chuva da Área da Baía de São Francisco (BASMAA, na sigla em inglês). 
Em Desenvolvimento de Baixo Impacto, obra publicada pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de Arkansas, no Estado americano homônimo, as biovaletas são destacadas como componentes úteis às áreas urbanas. 
Sampaio diz que pretende procurar a CCR AutoBan, concessionária que administra a Rodovia dos Bandeirantes, com o projeto debaixo dos braços. Agora já com três trechos de dez metros cada em pleno funcionamento, sonha com um córrego que avance por quilômetros. “Estarei à disposição se quiserem que eu ensine a fazer”, adianta ele, enquanto admira a própria criação.


fonte:
https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2017/03/22/as-margens-da-rodovia-o-fazedor-de-rios.htm?

domingo, 19 de março de 2017

Sintropia: Agrofloresta em Grande Escala - Large-scale agroforestry

Somos "animais racionais", certo?
Pelo menos é o que aprendemos na Escola e na Filosofia...
Só que geralmente esse animal não se comporta como racional, mas age ede maneira burra, estúpida, autodestrutiva... enfim, muito aquém da inteligência, dignidade e racionalidade da qual se acredita portador...
Mas de repente, muitos começam a notar que não podemos sobreviver nos isolando da natureza, que não somos "mais inteligentes", mas que somos parte de um "sistema inteligente"!
Não é "NÓS versus NATUREZA"; é "NÓS & NATUREZA".
Escolha um dos breves documentários e VEJA O QUE É POSSÍVEL, O QUE JÁ ESTÁ SENDO FEITO, em prol de uma ação antrópica mais integrada e harmonizada com a própria natureza (a nossa e a do outro)!
IMPERDÍVEL!!!

Aprenda um pouco sobre o conceito de sintropia 

(contrário da entropia)

 




É preciso preservar, mas é possível regenerar!!



O agricultor e pesquisador suíço Ernst Götsch é prova de que a agricultura regenerativa pode ser um caminho de desenvolvimento para o país. Estabelecido em uma fazenda na zona cacaueira do sul da Bahia desde os anos 80, vem desenvolvendo técnicas de recuperação de solos. 

O equivalente a 480 campos de futebol foi recomposto, dos quais 350 se transformaram na primeira Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN) da Bahia. 

Além da colheita agrícola, observou-se que a fazenda desenvolveu seu próprio microclima, 14 nascentes de água foram recuperadas e a fauna repopulou o lugar. 

A partir do experimento – chamado de agricultura sintrópica –, Götsch elaborou um conjunto de princípios e técnicas para integrar produção de alimentos e regeneração natural de florestas que tem sido adaptado a diferentes regiões e climas nos últimos 30 anos.


Agora conheça a incrível "Fazenda da Toca"!

Agrofloresta em Grande Escala - Large-scale agroforestry, Fazenda da Toca

 

  
  

Quem é ERNST GÖTSCH?

 Uma vida pela regeneração da floresta 

  

  assista em: https://www.youtube.com/watch?v=SKl3_Xigjyc

 

Aula prática completa de Agrofloresta

assista em: https://www.youtube.com/watch?v=W-UGjSz_rRU 

 


Quem é ERNST GÖTSCH?

Cientista dedicado ao melhoramento genético, buscava nas plantas forrageiras – seu objeto de estudo – genótipos que fossem mais resistentes às doenças. 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

O Que é Ecologia Profunda?

O Que é Ecologia Profunda?

Publicado . em Ecologia Interior
 
A natureza, cuja evolução é eterna, possui valor em si mesma, independentemente da utilidade econômica que tem para o ser humano que vive nela. Esta ideia central define a chamada ecologia profunda – cuja influência é hoje cada vez maior – e expressa a percepção prática de que o homem é parte inseparável, física, psicológica e espiritualmente, do ambiente em que vive.
Na nova era global, milhões de pessoas voltam a perceber que o sentimento de comunhão com a natureza é um dos mais elevados de que o ser humano é capaz, e fonte de grande felicidade. Não é coisa do passado ou um costume do tempo das cavernas. Ao contrário, deverá marcar as civilizações do futuro. Em qualquer tempo histórico, o convívio direto com a natureza foi e será um fator decisivo para o bem-estar físico e psicológico do ser humano.