sábado, 4 de outubro de 2014

Jesse Cook

dica musical do dia:

 

'Closer to Madness'





'Cafe Mocha'

você quer morar no deserto?

Sudeste, rumo à desertificação

. em Envolverde
por Julio Ottoboni*

O sudeste do Brasil, parte da região central e do sul caminham para se tornar desérticas. A seca registrada este ano na porção centro-sul, principalmente em São Paulo, está ligada à permanente e acelerada degradação da floresta amazônica. O transporte de umidade para as partes mais ao sul do continente está sendo comprometida, pois além de sua diminuição natural, há o agravante do acúmulo de partículas geradas nos processos de queimadas que impedem a formação de chuvas.
Os cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa) há mais de uma década fizeram esse alerta, sobre esta situação que a cada ano está pior e mais grave. A ciência está colocando em confronto o modelo econômico agropecuário, baseado em commodities, com a área mais industrializada, produtiva e rica do país. Esta segunda área é também a mais urbanizada, além de deter 45% da população brasileira em apenas 10,5% do território nacional.
Para o cientista e doutor em meteorologia do Inpe, Gilvam Sampaio de Oliveira, a situação é preocupante e bem mais grave do que imaginado. A comunidade científica está surpresa com a dinâmica das alterações do clima. O número de desastres naturais vem crescendo. Entre 1940 e 2009 houve uma curva ascendente de inundações e o número de dias frios, principalmente em São Paulo, está em franca decadência.

Guerra da Água: você está preparado?

A Guerra da Água já começou 

Por Herton Escobar
Há muitos anos ouvimos falar sobre a tal “guerra da água” que está por vir, quando os recursos hídricos se tornarem tão escassos que pessoas, municípios, estados e países começarão a lutar por eles, da mesma forma que lutam por petróleo, gás e outros recursos minerais essenciais ao seu desenvolvimento (ou, no casa da água, essencial à vida). Pois então: sinto informar, mas essa guerra já começou, aqui mesmo na região metropolitana de São Paulo, bem debaixo das nossas torneiras. Na verdade, já começou há muitos anos; faltava apenas uma grande seca para trazer o problema à tona por completo e colocá-lo à vista de todos.

 
 Publicado



O nível dos reservatórios que compõem o Sistema Cantareira vem caindo há vários anos; de praticamente cheios em 2010 para 76% em 2012 e para menos de 15% agora, em 2014. Enquanto que a demanda por água da região abastecida por eles só cresceu no mesmo período, com o aumento da população e o crescimento das indústrias.
Ou seja: dizer que está faltando água hoje porque não choveu ontem é tão correto quanto dizer que os alagamentos da cidade são culpa de um bueiro entupido. O problema, na verdade, é muito mais complexo do que se enxerga na superfície. A seca foi só a gota d’água que faltava. E as autoridades sabem disso.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

qual é o preço da sua omissão?

Como se constrói o valor do seu voto?

 

Silvio Motta Maximino
 
Muitos brasileiros se questionam: vale mesmo a pena votar? Perder tempo pesquisando, pegar fila e votar... Será que vale tanto esforço? O sistema já não está corrompido pelo poder econômico antes mesmo da eleição acontecer? As opções disponíveis representam os interesses do povo? Tudo já não está perdido?

Dependendo da ideologia escolhida pelo eleitor, logo terá a sensação de que a democracia brasileira é uma trágica falácia. Contudo, influências do poder econômico não acontecem só no Brasil. Mas então, como fizeram outros países bem sucedidos para superarem o paradoxo? Isto não é, nem nunca foi tarefa fácil. Sempre dependerá de um longo processo de amadurecimento da consciência e de aprendizagem. São processos que nunca acontecem rápida ou violentamente. A História é pródiga em exemplos de revoluções sangrentas que, décadas depois retrocederam todas os avanços artificialmente conquistados. 

Nós, brasileiros, estamos começando nossa experiência democrática. Precisamos ter coerência e humildade para admitir que temos muito que aprender. Mesmo assim, muitos já desanimaram ou estão extremamente pessimistas. Na última eleição para presidente, tivemos um altíssimo índice de abstenções e de votos nulos. Como o voto lhes parece uma inútil tortura, pensam em se vingar, tentando transformá-lo naquilo que ele nunca será: um instrumento de protesto. 

Você já tentou bater um prego usando um alicate ou torcer um arame usando um martelo? Pois é bem isso que acontece quando usamos uma boa ferramenta para a finalidade errada. 

Eleitor idoso cresce 80%


Eleitor idoso cresce 80% em 10 anos

Votantes idosos sobem de 13.652 para 24.514, mesmo sem a obrigação de ir às urnas

 

Tisa Moraes


Para muitas pessoas acima dos 70 anos, esta semana é de dupla comemoração. Hoje, elas celebrarão o Dia Internacional do Idoso e, no próximo domingo, a possibilidade de ajudar a escolher os representantes do País. Apesar de, nesta faixa etária, o voto ser facultativo, muitos ainda fazem questão de ir às urnas, com o entendimento de que ainda podem – e devem – continuar participando das decisões que influenciam diretamente a vida de toda a população.