segunda-feira, 28 de outubro de 2019

I Jornada de Autoconhecimento - Ministério Público em Bauru, 2a. parte 22-10-19


I Jornada de Autoconhecimento  - Comex Bauru

- palestra proferida no auditório da Associação Paulista do Ministério Público em Bauru, no dia 22/10/2019


Mitos e Verdades sobre a Meditação! Guia Prático de Meditação

Guia Prático de Meditação


   

excelente obra para os que desejam tirar dúvidas sobre o que é meditação e para quê serve... 

 

contém ótimas dicas para iniciantes na arte da meditação... sem complicações, sem rodeios e sem misticismos desnecessários.

 Aconselho a leitura!

 

 

 


 

 



segunda-feira, 5 de agosto de 2019

meditação e concentração: diferenças - parte 1

Meditação não é concentração. Na concen­tração, há alguém se concentrando e um objeto sobre o qual se concentra. Há uma dualidade. Na meditação, não há ninguém dentro e nada fora.

Ela não é uma concentração. Não há divisão en­tre o interior e o exterior. O interior flui para fora e o exterior para dentro. A demarcação, o limite, as fronteiras não existem mais. O que está dentro, está fora; e o que está fora, está dentro. É uma consciência não-dual.

A concentração é uma consciência dual: é por isso que cansa; é por isso que, ao se concen­trar, você se sente exausto. É impossível concentrar-se por vinte e quatro horas; se o fizer terá que tirar férias para descansar. A concentração não pode tornar-se sua natureza nunca.

A meditação não cansa, não o deixa exausto. Pode ser feita por vinte e quatro horas, por dias, por anos. Pode ser eterna; é um relaxamento em si mesma.

A concentração é um ato, um ato voluntário. A meditação é um estado involuntário, um estado de inação. É um relaxamento, um simples abandonar-se no próprio ser, o qual é o mesmo ser do Todo.

Na concentração, a mente funciona a partir de uma resolução: você está fazendo alguma coi­sa. A concentração vem do passado. Na medita­ção, não há nenhuma resolução por trás. Você não está fazendo nada em particular, está simples­mente sendo.

A meditação não tem passado, não está contaminada pelo passado. Não tem futuro, está limpa de qualquer futuro. É o que Lao Tzu chama de wei-wu-wei, ação através da não-ação. É o que os mestres Zen têm dito: sentando-se em silêncio, sem fazer nada, a primavera vem e a gra­ma cresce por si mesma.

Lembre-se: ‘por si mes­ma’ — nada é feito. Você não puxa a grama para cima; a primavera vem e a grama cresce por si mesma. Esse estado — no qual você permite que a vida siga seu próprio caminho, sem querer diri­gi-la, sem querer controlá-la, sem a manipular, sem lhe impor nenhuma disciplina — esse estado de pura e indisciplinada espontaneidade é medi­tação.

A meditação está no presente, no puro pre­sente. A meditação é imediata. Você não pode me­ditar, mas pode estar em meditação. Você não pode estar em concentração, mas pode se concen­trar. A concentração é humana; a meditação é divina.



Osho, em "O Livro Orange"