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domingo, 3 de abril de 2022

Swami Vivekananda - Aprenda a Dominar sua Mente

Qual é o valor da concentração e da meditação no trabalho do autoconhecimento? 

Para quê serve a concentração e a meditação?

Qual é a meditação mais elevada?

Qual a relação do mundo exterior (aparentemente objetivo) com o "mundo interior (aparentemente subjetivo)?

 Todas estas valiosas questões e suas respectivas respostas possuem um valor inestimável ao buscador, àquele que está verdadeiramente disposto a se autoconhecer e vislumbrar sua verdadeira natureza.

No vídeo a seguir, uma importante reflexão sobre a questão da identificação do sujeito com os "seus" pensamentos e sentimentos, bem como com o "seu" corpo físico.  

A infelicidade tem uma causa, uma raiz: esta raiz é a identificação do ser com o corpo e suas manifestações (pensamentos e emoções).

A felicidade tem uma causa:a desidentificação com o corpo e suas manifestações. Para isso, é importante que, por meio da meditação, o sujeito compreenda a verdadeira natureza de todas as manifestações que se apresentam aos seus sentidos. "Para meditar, é preciso uma tremenda perseverança e vontade"

"A meditação pode transformar os tolos em sábios. Infelizmente, os tolos nunca meditam(...) Trabalhe duro e você atingirá a meta".

 

Swami Vivekananda (1863 - 1902) foi um monge hindu e um dos mais célebres líderes espirituais da Índia.

Vivekananda , que significa: “A bem-aventurança do discernimento da sabedoria”, foi principal discípulo de Sri Ramakrishna e um dos pioneiros na divulgação da filosofia do Yoga e Vedanta no ocidente. 

Seus ensinamentos foram baseados principalmente nos ensinamentos espirituais de Ramakrishna e sua internalização pessoal da Filosofia Advaita Vedanta

Vivekananda interpretou as escrituras, a filosofia e o modo de vida hindus para o povo ocidental, sempre enfatizando o lado universal e humanista dos Vedas (os textos sagrados mais antigos do hinduísmo), bem como a crença no serviço ao invés do dogma. 

Auto-aperfeiçoamento e serviço eram seus ideais. Ele orientou alcançar a divindade da alma empreendendo trabalho altruísta, adoração e disciplina mental. 

De acordo com Vivekananda, o objetivo final é alcançar a liberdade da alma e isso abrange a totalidade da religião de uma pessoa. 

Swami Vivekananda - Aprenda a Dominar sua Mente


Citações e trechos do livro “A Meditação e seus Métodos” de Swami Vivekananda. 

“Todos os poderes do Universo já são nossos. Somos nós que colocamos as mãos diante dos olhos e clamamos que está escuro”. Swami Vivekananda. 

 “O homem ideal é aquele que, em meio ao maior silêncio e a solidão, encontra a atividade mais intensa, e no meio da atividade mais intensa, encontra o silêncio e a solidão do deserto”. Swami Vivekananda. 

“É bom e grandioso conquistar a natureza externa, mas maior ainda é conquistar a natureza interna do homem. É importante e bom conhecer as leis que governam as estrelas e os planetas; é infinitamente maior e melhor conhecer as leis que governam as paixões, os sentimentos e a vontade da humanidade. Essa conquista do homem interior, a compreensão dos segredos do funcionamento sutil que está dentro da mente humana, e o conhecimento de seus segredos maravilhosos, pertencem inteiramente à religião”. Swami Vivekananda.

 “Depois de anos de luta, finalmente descobrimos que a verdadeira felicidade consiste em matar o próprio egoísmo. Por meio do esforço constante para fazer o bem aos outros, tentamos esquecer de nós mesmos; este esquecimento de si mesmo é a grande lição que temos de aprender na vida. Levante-se, acorde e não pare até que o objetivo seja alcançado”. - Swami Vivekananda.

 
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Epicteto - A Arte de Viver

 Excelentes reflexões deste grande filósofo grego foram destacadas neste vídeo. São extremamente úteis para auxiliar no processo do autoconhecimento e na reflexão racional sobre o comportamento humano. Créditos para o Canal "Corvo Seco".

 

Epiteto ou Epicteto (55 - 135) foi um filósofo grego da Escola do Estoicismo. 
 
Seu nome de nascimento é desconhecido, “epiktetos” significa “adquirido” ou “comprado”, isso porque quando ainda era menino foi comprado como escravo por Epafródito, um dos secretários administrativos de Nero. 
 
Muito cedo Epicteto mostrou uma excepcional capacidade intelectual, e Epafródito resolveu mandá-lo a Roma para estudar com o renomado professor estóico Gaio Musônio Rufo. 
 
Epicteto se tornou seu aluno mais brilhante e acabou livre da escravidão. De aluno, Epicteto tornou-se um conceituado professor de filosofia, ensinando na capital do Império Romano até o ano de 94 d.C. 

Epicteto busca em seus pensamentos destacar o lado prático da filosofia para desenvolver a moral, difundindo a ideia de que a filosofia deveria ser vivida, e não meramente discutida. 
Para Epicteto, o desejo é uma das principais causas da infelicidade humana. E um dos objetivos principais de sua filosofia é a busca da felicidade. 
Como viver uma vida plena, uma vida feliz? 
Como ser uma pessoa com boas qualidades morais? 
Para Epicteto, uma vida feliz e uma vida virtuosa são sinônimos. 
Felicidade e realização pessoal são consequências naturais de atitudes corretas. Assim, a cura aos homens que sofrem com suas paixões acontece através da virtude. 
A Escola do Estoicismo é uma doutrina filosófica fundamentada nas leis da natureza, que surgiu na Grécia no século IV a.C., fundada pelo filósofo grego Zênon de Cítio (333 - 263 a.C.). 
O Estoicismo trata de questões atemporais, como lidar com adversidades, emoções negativas, conhecer a si próprio e investir energia no que importa. 
Para os estoicos, a perfeição humana estava fundamentada na ideia de que os seres humanos estão ligados à natureza. 
Assim, devem negar seus desejos para a realização de uma vontade guiada pela razão em conformidade com essa natureza. Ou seja, uma corrente filosófica onde a “virtude” depende da vontade subordinada à razão, sendo considerada a base para se atingir a felicidade.


 
Trechos do livro “A Arte de Viver”:
 
“A maioria das pessoas costuma iludir-se pensando que liberdade consiste em fazer o que é agradável ou o que proporciona conforto e facilidade. A verdade é que aqueles que subordinam a razão aos seus sentimentos do momento são na realidade escravos de seus desejos e aversões. Não estão preparados para agir de forma digna e eficaz quando ocorrem desafios inesperados, como é inevitável acontecer”. Epicteto. 
 
“Não busque a felicidade fora, mas sim dentro de você, caso contrário nunca a encontrará”. Epicteto. 
 
“Nada pode ser realmente tomado de nós. Não há nada a perder. A paz interior começa quando, em vez de dizer a respeito das coisas “Perdi isto”, começamos a afirmar “Isto voltou para o lugar de onde veio”. Seus filhos morreram? Eles voltaram para o lugar de onde vieram. Seus bens e propriedades foram tirados de você? Isso também voltou para o lugar de onde veio. Por que sofrer quando o que você recebeu do mundo está sendo devolvido a ele?”. Epicteto.
 
“Só existe um caminho para a felicidade: parar de nos preocupar com coisas que estão além do nosso poder de vontade. A única coisa sobre a qual você tem controle é a sua mente. E isso lhe garante poder suficiente porque a sua mente é origem de todas as suas escolhas, ações e percepções. 
 
Reconheça as aparências pelo que realmente são. De agora em diante pratique dizendo para tudo o que parecer desagradável: 'Isto é só aparência e de modo algum o que parece ser'. E, então, examine cuidadosamente a questão de acordo com os princípios que acabamos de considerar. Em primeiro lugar: 'Esta aparência se refere às coisas que estão sob meu controle ou às que não estão?'. Se a questão estiver relacionada com qualquer coisa fora de seu controle, treine a si mesmo para não se preocupar com ela.  
Não procure fazer com que as coisas aconteçam exatamente como você deseja. Deseje que tudo aconteça da forma como acontecerá e sua vida fluirá bem. 
Veja as coisas como elas são. As circunstâncias não ocorrem para atender às nossas expectativas. Os fatos acontecem como têm de acontecer. As pessoas comportam-se de acordo com o que são. Acolha as coisas que de fato conseguir. 
Abra os olhos: veja as coisas como elas são e preserve-se assim da dor causada pelos falsos apegos e os estragos evitáveis”. - Epicteto. 
 
 
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quinta-feira, 24 de junho de 2021

Os escritos perdidos de Wu Hsin

 
Mais uma excelente produção do canal "Corvo Seco", desta vez abordando os fragmentos do ensinamento de Wu Hsin, os quais lembram bastante os profundos preceitos filosóficos orientais budistas e advaitas. 
 
Ótima dica para os praticantes da meditação!  
 
Assista ao vídeo:



 Conheça alguns trechos do livro: “The Lost Writings", do mestre Wu Hsin

 

Acredita-se que Wu Hsin viveu entre 403 - 221 a.C., na China, cem anos depois de Confúcio.

Seu nome significa literalmente 'não-mente', e quase não há vestígios sobre ele. 

Segundo Roy Melvin (organizador do livro), Wu Hsin foi influenciado pelas escolas de Confúcio, Mozi e pelo Taoísmo, e ajudou a criar as fundações do que seria mais tarde o Zen Budismo na China e no Japão.

“Seus escritos estão cheios de paradoxos, que fazem com que a mente desacelere e, às vezes, até mesmo pare. 

Lendo Wu Hsin, é preciso refletir. No entanto, não é uma reflexão ativa, mas passiva, da mesma forma que alguém põe algo no forno e deixa assar um pouco”. Roy Melvin. 

 

“Não se apegue a nenhum método, caminho ou professor. A corda que te resgata do rio pode ser usada para te enforcar”. Wu Hsin. 

“Muitos dias de silêncio são necessários para se recuperar da futilidade das palavras”. Wu Hsin.

 “Ninguém pode ter o suficiente daquilo que não satisfaz”. Wu Hsin. 

“A quietude não é a ausência de pensamento. A quietude é anterior a ambos. A ausência e a presença. Ela não pode ser criada, mas pode ser encontrada”. Wu Hsin.

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Dicas de Eckhart Tolle para o autoconhecimento

PENSAMENTOS SELECIONADOS DE ECKHART TOLLE



O autor aborda de forma brilhante, as principais características da nossa essência e do nosso ego. A partir da compreensão de quem somos, conseguimos compreender melhor o que nos impede de experienciar o "Agora", e, portanto, de conhecer a nós mesmos e sermos felizes verdadeiramente.

Sugiro a leitura da obra na íntegra. Tolle ensina técnicas praticáveis no dia a dia: 
  


Existe uma linha fina entre honrar o passado e se perder nele

Existe uma linha fina entre honrar o passado e se perder nele. Por exemplo, você pode se conscientizar e aprender a partir dos erros que você cometeu, então se mover e mudar o foco para agora. Isso é chamado de se perdoar.
Deixar ir requer força e muita coragem. Muitas vezes deixar as coisas ir é um tipo maior de grandeza do que se defender ou agarrar-se à situação.

Você é um ser humano, não um ser-fazendo

Na pressa do nosso dia a dia, todos nós pensamos demais, desejamos demais, buscamos demais e esquecemos de apenas apreciar o ser.

🔻Pare de se definir e definir os outros🔻


segunda-feira, 28 de outubro de 2019

terça-feira, 26 de março de 2019

Coisas que tornam uma pessoa fraca

 Como saber se nossa ação (ou se a motivação de nossa ação) é pura e sábia, ou não?*



Pergunte-se se você se encaixa em alguma das oito situações abaixo:

1.Querer ganhar;
2.Não querer perder;

3.Querer ser reconhecido;
4.Não querer ser ignorado.

5.Querer ser elogiado;
6.Não querer ser criticado;

7.Querer prazer;
8.Não querer dor;







*extraído da filosofia budista

domingo, 8 de julho de 2018

Deu ruim... A culpa é de quem? ... o autocontrole e a vitimização, segundo Osho

Excelente reflexão de Osho sobre o problema do autocontrole, da vitimização, da liberdade, do carma... uma sábia análise sobre a origem dos nossos problemas de relacionamento.  
A questão da responsabilidade pessoal sobre tudo que nos acontece também é abordada aqui. Não somos sujeitos passivos que sofrem a ação do inferno e do céu, externos a nós mesmos... 
Tanto um, quanto o outro, não estavam aqui aqui no mundo antes de nós chegarmos. Eles acontecem porque estamos aqui!
Vale a pena ler:








Os hábitos obrigam você a fazer certas coisas; você é uma vítima. Os hindus dão a isso o nome de karma. Cada ato que você repete, ou cada pensamento — porque os pensamentos também são ações mentais sutis — fica cada vez mais forte. E então você fica sob o domínio dele. Fica preso ao hábito. Você passa a viver a vida de um prisioneiro, de um escravo. E esse aprisionamento é muito sutil; a prisão é feita de hábitos, de condicionamentos e de ações que você praticou. Tudo isso está em torno do seu corpo e você fica todo emaranhado, mas continua se fazendo de tolo, achando que é você quem está decidindo.

Quando fica zangado, você acha que é você quem decide ficar. 

Você racionaliza e diz que a situação exigiu esse comportamento: “Eu tive de ficar zangado, senão a criança ficaria malcriada. Se eu não ficasse zangado, as coisas dariam errado, o escritório ficaria um caos. Os empregados não ouviriam; tive de ficar zangado para pôr as coisas em ordem. Para colocar minha mulher em seu devido lugar, tive de ficar zangado.” Essas são as racionalizações — é assim que seu ego continua a pensar que você ainda está no comando. Mas você não está.

A raiva é fruto de velhos padrões, do passado. E, quando ela irrompe, você tenta achar uma desculpa para ela. Os psicólogos têm feito experiências e chegaram às mesmas conclusões que a psicologia esotérica oriental: o ser humano é uma vítima, não é senhor de si mesmo.

Os psicólogos deixaram as pessoas em isolamento, com todo conforto possível. Tudo o que lhes fosse necessário era proporcionado, mas elas não tinham contato nenhum com outros seres humanos. Viveram em isolamento numa cela com ar-condicionado — sem ter de trabalhar, sem ter nenhum problema, mas continuaram com os mesmos hábitos. Numa manhã, sem nenhuma razão — porque elas tinham todo conforto, não havia com que se preocuparem, nenhuma desculpa para ficarem zangadas —, um homem descobriu de repente que começava a sentir raiva.

Ela está dentro de você. As vezes, surge uma tristeza sem nenhuma razão aparente. E, às vezes, aflora um sentimento de felicidade, euforia ou êxtase. Um homem destituído de todos os relacionamentos sociais, isolado num ambiente com todo conforto, em que todas as suas necessidades são satisfeitas, passa por todos os estados de ânimo pelos quais você passa num relacionamento. Isso significa que alguma coisa vem de dentro e você a associa a outra pessoa. Isso é só uma racionalização.

Você se sente bem, você se sente mal e esses sentimentos borbulham da sua própria inconsciência, do seu próprio passado. Ninguém é responsável, exceto você. Ninguém pode deixar você zangado ou feliz. Você fica feliz por sua própria conta, fica zangado por sua própria conta e fica triste por sua própria conta. A menos que perceba isso, você continuará para sempre um escravo.

O domínio do seu próprio eu você conquista quando percebe: “Sou absolutamente responsável por tudo o que me acontece. Seja o que for que acontecer, incondicionalmente — sou inteiramente responsável.”

A princípio, isso o deixará extremamente triste e deprimido, porque, quando pode jogar a culpa nos outros, você fica tranquilo e certo de que não é você quem está errando. O que você pode fazer se a sua mulher está se comportando dessa forma tão desagradável? Você tem de ficar com raiva. Mas, veja bem, a sua mulher está se comportando dessa forma por causa dos seus próprios mecanismos interiores. Ela não está sendo desagradável com você. Se você não estivesse ali, ela seria desagradável com o filho. Se o filho não estivesse ali, ela seria desagradável com a pia cheia de louça; ela jogaria toda a louça no chão. Quebraria o rádio. Ela teria de fazer alguma coisa; esse sentimento afloraria nela.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

um quarto de segundo: o livre arbítrio

Vamos revisar como os sentimentos se originam. Primeiramente, ocorre um contato direto com o estímulo sensorial, e isto serve de base para o sentimento subsequente. Por exemplo, primeiro você vê uma pessoa passando pela porta, e então reconhece a pessoa como um velho amigo ou talvez como uma ameaça; isto traz um sentimento como resposta. Uma vez que esse sentimento surge, pode por sua vez, dar origem a um desejo ou uma aversão com relação ao objeto, que não é igual ao sentimento original. 
Então, a resposta de desejo ou aversão pode levar a alguma outra coisa, como por exemplo, à intenção. Muitos desejos não resultam em intenções.
Quando sentar em meditação, você poderá notar sensações sutis e efêmeras, que são experimentadas com um certo tom de sentimento. Isso pode levar à atração, aversão ou indiferença, e esses sentimentos podem ou não dar origem a uma intenção e uma ação subsequente. 
Normalmente, essa sequência completa de eventos está unida porque nós, inconscientemente, nos identificamos com ela, ao invés de observá-la com cuidado. Por meio da aplicação da atenção plena discriminativa e cuidadosa, você pode distinguir esses eventos na sequência em que surgem.

Como explicou a psicoterapeuta Tara Bennett-Goleman, a aplicação cuidadosa da atenção plena aos sentimentos, nos oferece uma alternativa à repressão, supressão e expressão compulsiva das nossas emoções. Citando a pesquisa do neurocirurgião Benjamin Libet, Bennett-Goleman nos mostra que do momento em que surge uma intenção, a ação pretendida tem início um quarto de segundo depois. 

Tara Bennett-Goleman comenta, “Esta janela é crucial: é o momento em que temos a capacidade de seguir o impulso ou rejeitá-lo. Pode-se dizer que o arbítrio reside aqui, neste quarto de segundo.”

~ Alan Wallace – Genuine Happiness

FONTE:
http://equilibrando.me/