Mostrando postagens com marcador auto-observação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador auto-observação. Mostrar todas as postagens

domingo, 15 de junho de 2025

Dzongsar Jamyang Khyentse - Observe a Projeção Mental


Observe a Projeção Mental

 “Nenhuma das suposições sobre quem você é, quem finge ser, ou sobre os rótulos que cola em si mesmo é o verdadeiro ‘você’. 

São apenas suposições. E são justamente essas suposições, presunções, fantasias, rótulos e etc. que criam a ilusão do samsara. 

 

Embora o mundo ao seu redor e os seres que fazem parte dele ‘apareçam’, nenhum ‘existe’; é tudo uma ilusão fabricada. 

Depois de aceitar totalmente essa verdade – não apenas intelectualmente, mas na prática – você se tornará destemido. Você verá que assim como a vida é uma ilusão, a morte também é. 

Mesmo que você não consiga perceber totalmente essa visão, familiarizá-la reduzirá exponencialmente seu medo da morte”. 

Dzongsar Jamyang Khyentse. 

 

 Segue no vídeo abaixo, um conselho importantíssimo de como se comportar em relação à mente, durante uma prática de meditação:


 

 

Citações e trechos do livro “Living is Dying”, de Dzongsar Jamyang Khyentse. 

“A lei e a justiça são projetadas para manter a paz e criar uma sociedade harmoniosa, mas em muitos casos o sistema de justiça criminal funciona em benefício dos bandidos e dos ricos, enquanto os pobres e inocentes sofrem com leis injustas.”  

 “Às vezes percebemos que tudo é nossa própria projeção, mas na maioria das vezes não. Não percebemos que tudo é nossa própria interpretação. É aqui que ficamos cegos.” 

“Enquanto houver fluxo de pensamentos, não haverá fim para a projeção do samsara.”  



Consta que Dzongsar Jamyang Khyentse Rinpoche ou Thubten Chökyi Gyamtso, é um mestre da linhagem Nyingma do budismo tibetano, cineasta e escritor. 
Nascido em 1961, em Khenpajong (leste do Butão), aos sete anos, foi reconhecido por Sua Santidade Sakya Trizin como a principal encarnação de Dzongsar Jamyang Khyentse Chökyi Lodrö, o herdeiro espiritual de uma das mais influentes e admiradas encarnações de Manjushri (o Buda da Sabedoria). 
Até a idade de doze anos, Dzongsar estudou no Mosteiro do Palácio do Rei de Sikkim no nordeste da Índia, onde estudou com vários mestres contemporâneos influentes como Dudjom Rinpoche, Dalai Lama e Dilgo Khyentse, que considera ser seu principal mestre. 
Ainda adolescente, Dzongsar construiu um pequeno centro de retiro em Ghezing em Sikkim e logo começou a viajar e ensinar pelo mundo. 
Em 1989, Dzongsar fundou a Siddhartha's Intent, uma associação budista internacional de centros sem fins lucrativos, a maioria das quais são sociedades e instituições de caridade, com a intenção principal de preservar os ensinamentos budistas, bem como aumentar a conscientização e a compreensão dos muitos aspectos do ensinamento budista além dos limites das culturas e tradições. 
Como cineasta, Dzongsar estudou com o italiano Bernardo Bertolucci; e seus dois filmes principais são “A Copa” (1999) e “Traveller e Magicians” (2003). Dzongsar Rinpoche é famoso pela liberdade descontraída com que se move entre culturas e povos e por sua dedicação incansável em trazer a filosofia e o caminho da iluminação para qualquer pessoa com um coração aberto. 


quinta-feira, 24 de março de 2022

Ram Dass - A Prática da Autoinquirição

Como funciona a autoinquirição na prática?

Como se autoconhecer, segundo a filosofia não dualista (Advaita Vedanta)?

Raros textos/vídeos explicam ou detalham tão objetiva e claramente como iniciar a prática do método de autoconhecimento Advaita, denominado "autoinquirição" ou "Atma Vichara"...

Ram Dass consegue explicar de modo simples os primeiros passos para o autoconhecimento, segundo a filosofia Advaita Vedanta, sem nenhuma complicação ou divagação teórica desnecessária.

Vídeo realmente imperdível!!  

O vídeo contém esclarecimentos importantíssimos para todos os praticantes (iniciantes ou não) da autêntica meditação não-dualista Advaita. Vale realmente sua atenção!

Agradecimentos especiais pelo excelente trabalho do canal "Corvo Seco".

A Prática da Autoinquirição

 Trechos do documentário “Abide As The Self” e gravações em Satsang. 
 
Ātmā Vicāra (विचार), é um termo sânscrito que significa o processo de investigar quem realmente somos, a investigação sobre a Natureza do Ser. 
 
Esta técnica é a que melhor exemplifica o Jñāna Yoga, o Yoga do conhecimento sobre Si Mesmo. 
A meditação da auto-indagação é a constante atenção para a consciência interior do “eu” ou “eu sou”, recomendado por Ramana Maharshi como o maneira mais eficiente e direta de descobrir a irrealidade do pensamento “eu”. 
 
Ram Dass (Richard Alpert ; 1931 -2019), foi um professor espiritual americano, escritor e psicólogo. Desiludido com o mundo consumista, Ram Dass procurou um caminho para a salvação da consciência humana através dos ensinamentos místicos hindus. 
 
Nos anos 70 começou a dar aulas de psicologia na Universidade de Harvard, onde mergulhou no estudo de drogas psicodélicas. No final da década, ele foi para a Índia e estudou com o guru hindu Neem Karoli Baba, que daria a Richard Alpert seu novo nome, que significa "Servo de Deus". 
 
Quando retornou aos Estados Unidos, Ram Dass se tornou ele próprio guru, dando palestras sobre autoconhecimento por todo o país.


A Prática da Autoinquirição

 

citações de Ramana Maharshi e Ram Dass:

“O verdadeiro Eu não é o corpo, ou nenhum dos cinco sentidos, nem qualquer dos órgãos de ação, nem a mente, nem mesmo o estado de profunda sonolência em que não se tem consciência de tais coisas. Após chegar a cada um destes itens e dizer ’isto eu não sou’, aquilo que resta é o Eu, e isso é Consciência. A Meditação é a sua verdadeira natureza, você chama isso de meditação agora por que há pensamentos que o distraem. Quando esses pensamentos forem dissipados, você permanecerá sozinho, no estado livre de pensamentos e essa é sua verdadeira natureza. Verdadeiramente falando, meditação é fixar-se no Ser. Meditação é permanecer como seu próprio Ser sem desviar-se de maneira nenhuma de sua natureza real e sem sentir que você está meditando”. - Ramana Maharshi. 

“Esse caminho da autoinvestigação não é um caminho que estava disponível apenas durante a vida de Ramana Maharshi, pelo contrário, há um novo começo. As palavras e a presença de Maharshi permanecem vibrantemente vivas como uma abordagem direta para buscadores que desejam realizar a natureza infinita de seu Ser Real, que desejam despertar da poderosa ilusão do ego, e permanecer na perfeita paz de sua verdadeira natureza”. - Ram Dass.  

“Eu tentei muito todos os métodos que conhecia para não me apegar à comida, mas eu não conseguia fazer com isso. Então, comecei a fazer uma meditação, que foi criada por Ramana Maharshi chamada Atma-Vichara (Autoinquirição)”. Ram Dass. 

“O Maharshi geralmente ensinava em silêncio, e o buscador sincero muitas vezes experimentava uma influência silenciosa no Coração. A expressão verbal do silêncio era sempre dada livremente a todos e frequentemente combinada com humor e risos, enquanto sua presença física era esmagadora e sua majestade e beleza indescritíveis, ele permanecia completamente natural, simples e despretensioso e totalmente inalterado. Havia nele uma simplicidade e humildade espontâneas, um senso de igualdade universal e amor que derrete o coração, suas ações eram naturais e espontâneas e refletiam uma vida totalmente identificada com a única consciência, o Eu em todos os seres”. Ram Dass. 

“A manifestação única da Realidade Suprema que chamamos de Ramana Maharshi está sempre presente como o Coração de todas as coisas, seja qual for o nome que preferirmos chamá-lo, se apenas nos voltarmos genuinamente em sua direção, essa fonte de paz e felicidade iluminará nossas mentes e corações, com o conhecimento e a compreensão de quem e o que realmente somos”. Ram Dass.

Ramakant Maharaj - Dissolva a Ilusão

Quem somos Nós?

Uma das questões fundamentais da existência - talvez a mais urgente e dramática - seja a questão: "quem somos nós".

Ao perguntar-se "quem sou eu", a pessoa se depara com uma pergunta básica, mas que só uma pessoa humana pode fazer... não consta que qualquer outro animal tenha uma tal autoconsciência de tal modo desenvolvida a ponto de também poder se fazer semelhante indagação.

Tal questão existencial parece estar na base da formação psíquica e moral/comportamental de qualquer indivíduo de nossa espécie. Quem "pensamos" que somos parece definir mesmo nossa maneira de ver o mundo e de agir no mundo.

Podemos sufocar a questão por algum tempo, por muito longo tempo, na verdade. Mas cedo ou tarde, ela, a questão incômoda, emergirá à luz de sua própria consciência condicionada: "quem sou eu?"

Para auxiliar na compreensão do papel da meditação neste formidável método filosófico Advaita Vedanta de autoinquirição, podemos contar com os profundos ensinamentos de Ramakant, disponíveis em vídeo (com os créditos para o excelente canal "Corvo Seco")

 

 Discípulo direto de Nisargadatta Maharaj, Ramakant Maharaj (1941 - 2018) foi um professor espiritual indiano de Advaita, Mestre Auto-Realizado e Guru pertencente ao ramo Inchegiri do Navnath Sampradaya. 

 Durante a última década em seu Ashram em Nashik, Ramakant recebeu devotos de todo o mundo para ensinar-lhes a como encontrar felicidade e paz permanentes, sem nenhuma causa material. 

Respondendo às questões fundamentais de nossa existência com surpreendente clareza, lógica e potência, Ramakant apresenta o raro e mais elevado conhecimento sobre “quem sou eu”, revelando assim, sua verdadeira identidade. 

Sobre sua vida, Sri Ramakant Maharaj diz: “Conheço meu passado e de onde vim. Sou um milagre. Tudo graças ao meu Mestre, Shri Nisargadatta Maharaj”. 

Ramakant Maharaj - Dissolva a Ilusão


Citações de Ramakant Maharaj - Trechos de gravações em satsangs. 

“Estamos aqui para nos conhecer em um sentido real, não para fazer estudo comparativo, a análise de vários mestres espirituais. Esta é uma abordagem muito ruim, e é o maior obstáculo no caminho da espiritualidade. Por favor evite tais coisas! Ao invés da vida pessoal do Mestre, e o que ele ensina, foque em você. Onde você está? Que progresso você fez em sua vida espiritual? Isto é mais importante”. Ramakant Maharaj. 

“No início, a mente não permite que você se concentre no Eu Altruísta diretamente. Então, nesse caso, você tem que ver o Mestre em forma corporal, você pode se concentrar no Mestre e algumas vibrações, algumas ondas virão para dentro. Na verdade, não há diferença entre o Mestre e você, mas apesar disso, a mente não está aceitando a realidade. Para fazer a mente aceitar esta realidade, no início, você tem que se concentrar no Mestre ou no Eu Altruísta. O Mestre, embora seja com forma, é fácil de se concentrar. Não há diferença entre Mestre e discípulo”. Ramakant Maharaj. 

“Não ignore nenhuma responsabilidade. Faça seu trabalho, cumpra seus deveres, não há restrições. Algumas pessoas perguntam - 'Devo continuar ou não em meu emprego?'. Por quê? Qual é o mal? Espiritualidade não é para que você deixe seu emprego, deixe suas responsabilidades e vá para a floresta. Cumpra a rotina de sua vida, não há nada de errado com você, isso significa que você tem ego. 'Eu sou uma pessoa diferente, eu sou um homem espiritual, eu sou Brahman' - também é ego”. Ramakant Maharaj.

“A espiritualidade não está separada de você. Ao invés de estudar a espiritualidade, tente digerir essa espiritualidade, dentro de você. No momento em que a espiritualidade é absorvida, nesse estágio não há 'eu', não há 'você', 'ele', 'ela', não há nada. Nenhum Deus está lá, nenhum Mestre está lá, nenhum discípulo, nenhum devoto, nada está lá! Portanto, eu disse a você: exceto o seu Eu Altruísta, não há Deus, nem Brahman, nem Atman, nem Paramatman. 

 Estou convidando a atenção do Ouvinte Invisível dentro de você, de que você é a Verdade Suprema. Mas não aceitamos isso por conta do impacto do corpo. Portanto, a meditação é o mais importante. No início, você deve passar pela meditação, então todos os seus conceitos serão dissolvidos. Você permanecerá despreocupado com todos os pensamentos, intocável pelo mundo inteiro. 

Curve-se àquilo por meio do qual você conhece a si mesmo. Incline-se apenas ao Eu abnegado, o Eu Altruísta. Não apenas mecanicamente, mas renda-se com todo o coração”. - Ramakant Maharaj. 

 

terça-feira, 9 de novembro de 2021

o que é MEDITAR e COMO meditar: Osho

Que é Meditar? Como é meditar?


 

Quando você não está fazendo absolutamente nada - corporalmente, mentalmente, em qualquer nível - quando toda a atividade cessou e você simplesmente é, apenas sendo, isso é meditação
 
Você não pode fazê-la, você não pode praticá-la; você tem apenas que compreendê-la.

Sempre que você encontrar tempo para apenas ser, abandone todo o fazer. Pensar também é um fazer, concentração também é um fazer, contemplação também é um fazer. Mesmo que apenas por um único momento você fique sem nada fazer, simplesmente permanecendo no seu centro, totalmente relaxado - isso é meditação. E uma vez que você tenha descoberto o jeito, você pode permanecer nesse estado tanto tempo quanto quiser; por fim você poderá permanecer nesse estado durante as vinte e quatro horas do dia.

Uma vez que você tenha se tornado consciente de como o seu ser pode permanecer sem perturbação, então, vagarosamente, você pode começar a fazer coisas, mantendo-se alerta para que o seu ser não se agite. Essa é a segunda parte da meditação - a primeira é aprender a simplesmente ser, e em seguida aprender pequenas ações como limpar o chão, tomar um banho, mas permanecendo centrado. Depois você poderá fazer coisas mais complicadas....

Assim, a meditação não é contra a ação. Não é que você tenha que escapar da vida. Ela simplesmente lhe ensina uma nova maneira de viver: você se torna o centro do ciclone.

A sua vida continua; continua de uma maneira muito mais intensa - com mais alegria, com mais clareza, mais visão, mais criatividade - todavia você está distanciado, é apenas um observador nas colinas, assistindo simplesmente o que está acontecendo ao seu redor.

Você não é aquele que faz, você é o observador.

Esse é todo o segredo da meditação: você se tornar o observador. O fazer continua em seu próprio nível, não há nenhum problema nisso: cortar madeira, tirar água do poço. Você pode fazer coisas pequenas e coisas grandes; só uma coisa não é permitida: o seu centramento não pode se perder.

Essa consciência, esse estado de observação deve permanecer absolutamente desanuviado, sem perturbação."

                                                                                                                                         
Como meditar

Não há necessidade de meditar todo o tempo. Umas poucas vezes no dia e apenas por uns poucos minutos é o bastante.

Existem algumas poucas coisas que se fizer demais podem ser prejudiciais.

Por exemplo, os últimos estudos dizem que se você fizer algum exercício corporal por vinte minutos e depois fizer o mesmo exercício por quarenta minutos, o benefício não será dobrado. E se você fizer por sessenta minutos o benefício se tornará prejudicial. É exatamente como quando você come algo que é benéfico. Se você comer muito não será benéfico, isso se tornará prejudicial. Assim, a matemática comum não funciona.

Sempre que você encontrar tempo, apenas por uns poucos minutos, relaxe o sistema de respiração, nada mais – não há necessidade de relaxar o corpo inteiro. Sentado num ônibus, ou num avião, ou num carro, ninguém perceberá que você está fazendo alguma coisa. Apenas relaxe o sistema de respiração. Deixe que ele seja como quando ele está funcionando naturalmente. Então feche os olhos e observe a respiração entrando, saindo, entrando, saindo...

Não concentre. Se você concentrar, irá criar problemas, porque então tudo se tornará uma perturbação. Se você tentar se concentrar sentado num carro, então o barulho do carro se tornará uma perturbação, a pessoa sentada ao seu lado se tornará uma perturbação.

Meditação não é concentração. Ela é simples consciência. Você simplesmente relaxa e observa a respiração. Em tal observação, nada é excluído. O carro está fazendo barulho – isso está perfeitamente Ok, aceite isso. O trânsito está movimentando – isso está Ok, faz parte da vida. A pessoa sentada ao seu lado está roncando, aceite isso. Nada é rejeitado. Você não tem que estreitar sua consciência.

Concentração é um estreitamento de sua consciência de modo que você se torne focado num ponto, mas tudo mais se torna uma concorrência. Você está brigando com tudo mais porque você tem medo de que aquele ponto seja perdido. Você pode se distrair e isso se torna uma perturbação. Por isso você precisa de isolamento, dos Himalaias. Você precisa ir a Índia e para um quarto onde você possa sentar-se silenciosamente, sem ninguém perturbando você de modo algum.

Não, isso não é certo – isso não pode se tornar um método de vida. Isso é isolar a si mesmo. Isso tem alguns bons resultados – você se sente mais tranquilo, mais calmo – mas esses resultados são temporários. É por isso que você sente repetidas vezes que aquela sintonia foi perdida. Uma vez que você não tenha as condições nas quais ela pode acontecer, ela se perde.

A meditação na qual você precisa de certos pré-requisitos, na qual certas condições precisam ser atendidas, não é meditação de modo algum – porque você não será capaz de fazê-la quando estiver morrendo. A morte será uma dispersão. Se a vida dispersa, pense sobre a morte. Você não será capaz de morrer meditativamente, e então toda essa coisa é inútil, é perdida. Você novamente morrerá tenso, ansioso, na miséria, no sofrimento e criará imediatamente o seu próximo nascimento no mesmo padrão.

Deixe que a morte seja o critério. Qualquer coisa que possa ser feita mesmo enquanto você estiver morrendo é real – e isso pode ser feito em qualquer lugar; em qualquer lugar e sem condições como requisito. Se algumas vezes as boas condições estiverem ali, tudo bem, você desfruta delas. Se não, isso não faz qualquer diferença. Mesmo na praça do mercado você pode fazê-la.

Não deve haver qualquer tentativa de se controlar a respiração, porque todo controle é da mente, assim a meditação nunca pode ser uma coisa controlada.

A mente não consegue meditar. Meditação é alguma coisa além da mente, ou abaixo da mente, mas nunca na mente. Assim, se a mente permanecer observando e controlando, isso não é meditação; isso é concentração.

Concentração é um esforço da mente, ela traz as qualidades da mente ao seu ponto máximo. Um cientista se concentra, um soldado se concentra, um caçador, um pesquisador, um matemático, todos se concentram. Essas são atividades da mente.

A qualquer tempo medite. Não há necessidade de ter um tempo pré-determinado. Use qualquer tempo que tiver disponível. No banheiro, quando você tiver dez minutos, simplesmente sente-se debaixo do chuveiro e medite. De manhã, depois do almoço, por quatro, cinco vezes, em pequenos intervalos – apenas de cinco minutos – medite, e você verá que isso se tornará uma constante nutrição.

Não há necessidade de fazê-la por vinte e quatro horas.

Apenas uma xícara de meditação é o bastante. Não precisa beber todo o rio. Apenas uma xícara. E faça isso o mais fácil possível. O fácil é o certo. Faça o mais natural possível. Simplesmente faça quando você encontrar tempo. E não faça disso um hábito, porque todos os hábitos são da mente e, na verdade, a pessoa real não tem qualquer hábito.

(OSHO – Nothing to Lose But Your Head - Cap. 5)


Eckhart Tolle - Renda-se ao Agora


 

 
Trechos do livro “O Poder do Agora”, de Eckhart Tolle. Eckhart Tolle, pseudônimo de Ulrich Leonard Tolle, é um escritor alemão e orador espiritual. 

Aos 29 anos, depois de vários episódios depressivos, passou por uma profunda transformação espiritual, dissolveu sua antiga identidade e mudou o curso de sua vida de forma radical. Os anos seguintes foram dedicados ao entendimento, integração e aprofundamento desta transformação, que marcou o início de uma intensa jornada interior. 

Em seu livro, “O Poder do Agora”, Tolle relata as respostas obtidas através dessa busca, explicando que, quando nos alinhamos ao momento presente, uma nova percepção da realidade surge, muito mais pura, profunda e poderosa. 

livros de Eckhart Tolle na Amazon: O Poder do Agora: https://amzn.to/3xJ0fEL 

Praticando o Poder do Agora: https://amzn.to/2QHR3zX 

O Poder do Silêncio: https://amzn.to/3ePAWIt 

Um novo mundo - O despertar de uma nova consciência: https://amzn.to/3horUoD 

 

"A vida da maioria das pessoas é conduzida pelo desejo e pelo medo. O desejo é a necessidade de acrescentar algo a você para ser mais plenamente você mesmo. Todos os medos são medo de perder alguma coisa e, portanto, tornar-se menor, ser menos. Esses dois movimentos nos impedem de perceber que Ser não é algo que possa ser dado ou tirado". 

Eckhart Tolle 

 

"O Agora assume a forma de qualquer coisa ou acontecimento. Enquanto resistirmos a isso internamente, a forma, isto é o mundo, é uma barreira impenetrável que nos separa de quem somos além dela, que nos afasta da Vida única sem forma que nós somos". 

Eckhart Tolle 

 

 "Nada lá fora vai conseguir lhe trazer satisfação, exceto por um tempo e de modo superficial. Mas talvez você precise passar por muitas decepções antes de perceber essa verdade". 

Eckhart Tolle 

 

Música: Gamma Binaural Beats (https://youtu.be/siPsyzn8xIY)

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Os escritos perdidos de Wu Hsin

 
Mais uma excelente produção do canal "Corvo Seco", desta vez abordando os fragmentos do ensinamento de Wu Hsin, os quais lembram bastante os profundos preceitos filosóficos orientais budistas e advaitas. 
 
Ótima dica para os praticantes da meditação!  
 
Assista ao vídeo:



 Conheça alguns trechos do livro: “The Lost Writings", do mestre Wu Hsin

 

Acredita-se que Wu Hsin viveu entre 403 - 221 a.C., na China, cem anos depois de Confúcio.

Seu nome significa literalmente 'não-mente', e quase não há vestígios sobre ele. 

Segundo Roy Melvin (organizador do livro), Wu Hsin foi influenciado pelas escolas de Confúcio, Mozi e pelo Taoísmo, e ajudou a criar as fundações do que seria mais tarde o Zen Budismo na China e no Japão.

“Seus escritos estão cheios de paradoxos, que fazem com que a mente desacelere e, às vezes, até mesmo pare. 

Lendo Wu Hsin, é preciso refletir. No entanto, não é uma reflexão ativa, mas passiva, da mesma forma que alguém põe algo no forno e deixa assar um pouco”. Roy Melvin. 

 

“Não se apegue a nenhum método, caminho ou professor. A corda que te resgata do rio pode ser usada para te enforcar”. Wu Hsin. 

“Muitos dias de silêncio são necessários para se recuperar da futilidade das palavras”. Wu Hsin.

 “Ninguém pode ter o suficiente daquilo que não satisfaz”. Wu Hsin. 

“A quietude não é a ausência de pensamento. A quietude é anterior a ambos. A ausência e a presença. Ela não pode ser criada, mas pode ser encontrada”. Wu Hsin.

segunda-feira, 8 de março de 2021

a única meditação que existe: a observação


A Única Meditação Que Existe: Observar


Não "manter a mente tranquila", mas vazia.
 
Embora você não tenha plena certeza se os professores das várias localidades estão certos ou errados, se sua própria base é sólida e genuína, os venenos das doutrinas erradas não serão capazes de lhe fazer mal, "manter a mente calma" e "esquecer preocupações" incluídas. 
 
Relaxe e torne-se vasto e expansivo. Quando velhos hábitos repentinamente surgirem, não use a mente para reprimi-los. Nessa hora, é como "um floco de neve sobre uma fornalha aquecida"...
Só então eles conhecem o dito de Jung: "usando a mente, sem nenhuma atividade mental". (...) 
O esvaziamento de que eu falo agora não está separado de ter mente. Estas não são palavras para enganar pessoas. Tem havido um grande mal-entendido sobre estas duas coisas: "manter a mente tranquila" e "esvaziamento mental". 
Existiram muitas pessoas que ensinaram que elas são sinônimos. Elas parecem ser sinônimos, mas na realidade estão tão separadas quanto duas coisas podem estar, e não há como interligá-las. Assim, primeiro vamos tentar encontrar o exato significado dessas duas palavras, porque o Sutra Ta Hui completo desta noite diz respeito ao entendimento da diferença. 

A diferença é muito sutil. Um homem que está mantendo sua mente tranquila e um homem que não tem mente irá parecer exatamente igual olhando de fora, porque o homem que está mantendo sua mente tranquila também está silencioso. Porém, por baixo de seu silêncio, há um grande tumulto, mas ele não está permitindo isto vir à tona. Ele está no controle total. 
 
O homem com a não-mente, ou sem atividade mental, não tem nada para controlar. Ele é somente puro silêncio com nada reprimido, com nada disciplinado - apenas um puro céu vazio.
 
Superfícies podem ser muito enganadoras. A pessoa precisa estar muito alerta sobre as aparências, porque ambas parecem iguais do lado de fora - ambas são silenciosas. O problema não teria surgido se a mente tranquila não fosse fácil de alcançar. É fácil de alcançar. Esvaziamento mental não é tão fácil de alcançar; não é barato é o maior tesouro do mundo 
 
A mente pode jogar o jogo de ser silenciosa... ela pode jogar o jogo de não ter qualquer pensamento, qualquer emoção, mas estes estão apenas reprimidos, plenamente vivos, prontos para aparecer a qualquer momento. 
As assim chamadas religiões e seus santos caíram na falácia de tranquilizar a mente. Se você continua sentado em silêncio, tentando controlar seus pensamentos, não permitindo suas emoções, não permitindo qualquer movimento dentro de você, lento, lentamente isso se tornará seu hábito. Essa é a maior decepção do mundo que você pode dar a si próprio, porque tudo é exatamente o mesmo, nada mudou, mas parece que você sofreu uma transformação.