domingo, 16 de janeiro de 2022

Ramana Maharshi - Quem é Deus?

Interessantíssimas e fundamentais reflexões a respeito da importância do autoconhecimento, pelas palavras de Râmana Mahârshi. Fundamental e inspirador!

créditos: Canal Corvo Seco

 

 

Bhagavan Sri Râmana Mahârshi (1879 - 1950), foi um mestre de Advaita Vedanta e um famoso santo do sul da Índia, considerado um dos maiores sábios de todos os tempos. 

Seus ensinamentos, simples, profundos e lúcidos, estão registrados em um grande número de livros. 

A essência dos seus ensinamentos é o "Vichara" (auto-inquirição), ou investigação, onde por meio de questionamentos como: "Quem sou eu?", ou, "De onde surge o pensamento 'eu'?", descobre-se a "Verdade, a nossa real natureza". 

Ramana nos alerta que não se trata de mero questionamento verbal, mecânico, mas de trazer sempre ao foco da atenção, por meio desse questionamento, a sensação de "eu sou", que é a única coisa real, visto que todas as outras coisas mudam e passam, enquanto esta consciência do eu permanece. 

 

 

 Trechos do livro “True Happiness”, editado por Arthur Osborne. 

“Afortunado é aquele que não se perde nos labirintos da filosofia, mas vai direto à fonte de onde tudo surge”. Ramana Maharshi. 

“Não há nada para ser conquistado, apenas ignorância a ser removida”. Ramana Maharshi. 

“Qual a utilidade do conhecimento sobre tudo o mais, se você não conhece quem você é?” Ramana Maharshi.

“A Realidade não tem nomes, nem formas. Aquilo que se acha por trás de nomes e formas é a Realidade”. - Ramana Maharshi. 

 

 

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Epicteto - A Arte de Viver

 Excelentes reflexões deste grande filósofo grego foram destacadas neste vídeo. São extremamente úteis para auxiliar no processo do autoconhecimento e na reflexão racional sobre o comportamento humano. Créditos para o Canal "Corvo Seco".

 

Epiteto ou Epicteto (55 - 135) foi um filósofo grego da Escola do Estoicismo. 
 
Seu nome de nascimento é desconhecido, “epiktetos” significa “adquirido” ou “comprado”, isso porque quando ainda era menino foi comprado como escravo por Epafródito, um dos secretários administrativos de Nero. 
 
Muito cedo Epicteto mostrou uma excepcional capacidade intelectual, e Epafródito resolveu mandá-lo a Roma para estudar com o renomado professor estóico Gaio Musônio Rufo. 
 
Epicteto se tornou seu aluno mais brilhante e acabou livre da escravidão. De aluno, Epicteto tornou-se um conceituado professor de filosofia, ensinando na capital do Império Romano até o ano de 94 d.C. 

Epicteto busca em seus pensamentos destacar o lado prático da filosofia para desenvolver a moral, difundindo a ideia de que a filosofia deveria ser vivida, e não meramente discutida. 
Para Epicteto, o desejo é uma das principais causas da infelicidade humana. E um dos objetivos principais de sua filosofia é a busca da felicidade. 
Como viver uma vida plena, uma vida feliz? 
Como ser uma pessoa com boas qualidades morais? 
Para Epicteto, uma vida feliz e uma vida virtuosa são sinônimos. 
Felicidade e realização pessoal são consequências naturais de atitudes corretas. Assim, a cura aos homens que sofrem com suas paixões acontece através da virtude. 
A Escola do Estoicismo é uma doutrina filosófica fundamentada nas leis da natureza, que surgiu na Grécia no século IV a.C., fundada pelo filósofo grego Zênon de Cítio (333 - 263 a.C.). 
O Estoicismo trata de questões atemporais, como lidar com adversidades, emoções negativas, conhecer a si próprio e investir energia no que importa. 
Para os estoicos, a perfeição humana estava fundamentada na ideia de que os seres humanos estão ligados à natureza. 
Assim, devem negar seus desejos para a realização de uma vontade guiada pela razão em conformidade com essa natureza. Ou seja, uma corrente filosófica onde a “virtude” depende da vontade subordinada à razão, sendo considerada a base para se atingir a felicidade.


 
Trechos do livro “A Arte de Viver”:
 
“A maioria das pessoas costuma iludir-se pensando que liberdade consiste em fazer o que é agradável ou o que proporciona conforto e facilidade. A verdade é que aqueles que subordinam a razão aos seus sentimentos do momento são na realidade escravos de seus desejos e aversões. Não estão preparados para agir de forma digna e eficaz quando ocorrem desafios inesperados, como é inevitável acontecer”. Epicteto. 
 
“Não busque a felicidade fora, mas sim dentro de você, caso contrário nunca a encontrará”. Epicteto. 
 
“Nada pode ser realmente tomado de nós. Não há nada a perder. A paz interior começa quando, em vez de dizer a respeito das coisas “Perdi isto”, começamos a afirmar “Isto voltou para o lugar de onde veio”. Seus filhos morreram? Eles voltaram para o lugar de onde vieram. Seus bens e propriedades foram tirados de você? Isso também voltou para o lugar de onde veio. Por que sofrer quando o que você recebeu do mundo está sendo devolvido a ele?”. Epicteto.
 
“Só existe um caminho para a felicidade: parar de nos preocupar com coisas que estão além do nosso poder de vontade. A única coisa sobre a qual você tem controle é a sua mente. E isso lhe garante poder suficiente porque a sua mente é origem de todas as suas escolhas, ações e percepções. 
 
Reconheça as aparências pelo que realmente são. De agora em diante pratique dizendo para tudo o que parecer desagradável: 'Isto é só aparência e de modo algum o que parece ser'. E, então, examine cuidadosamente a questão de acordo com os princípios que acabamos de considerar. Em primeiro lugar: 'Esta aparência se refere às coisas que estão sob meu controle ou às que não estão?'. Se a questão estiver relacionada com qualquer coisa fora de seu controle, treine a si mesmo para não se preocupar com ela.  
Não procure fazer com que as coisas aconteçam exatamente como você deseja. Deseje que tudo aconteça da forma como acontecerá e sua vida fluirá bem. 
Veja as coisas como elas são. As circunstâncias não ocorrem para atender às nossas expectativas. Os fatos acontecem como têm de acontecer. As pessoas comportam-se de acordo com o que são. Acolha as coisas que de fato conseguir. 
Abra os olhos: veja as coisas como elas são e preserve-se assim da dor causada pelos falsos apegos e os estragos evitáveis”. - Epicteto. 
 
 
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terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Jean Klein - Esvazie-se em Silêncio

 as carências, os desejos, os conflitos pessoais e sociais, o mecanismo humano das compensações, os sofrimentos, as guerras... tudo isso é inerente à condição humana? quem sou eu?

J. Klein aborda a essas questões e a necessidade da autoinvestigação, de tornar-se consciente dos processos do nosso corpo e de nossa mente...

mais uma contribuição do canal "Corvo Seco".

Jean Klein (1912 - 1998) foi um autor francês, professor espiritual e filósofo Advaita. 

Seu ensino trata de uma abordagem direta para além de qualquer atividade ou esforço mental. 

Apontando para o ponto final, onde tudo o que pertence à mente, tempo e espaço, está integrado. 

Klein não se baseou na terminologia ou na doutrina de qualquer tradição, mas falou diretamente através de sua própria experiência, constantemente buscando novas maneiras de expressar o inexprimível, percebendo que se ele usasse uma palavra ou frase por muito tempo, seus alunos se apegariam a ela e, assim, deixariam de ver a realidade.

  

 Jean Klein - Esvazie-se em Silêncio

 

 Citações e trechos do Livro “La Joie Sans Objet” de Jean Klein

Quando alguém disse que gostaria de fazer algumas perguntas pessoais, ele respondeu: "Não há ninguém para responder a perguntas pessoais. Eu ouço sua pergunta e ouço a resposta. A resposta vem do silêncio". 

“A identificação com o corpo e a personalidade, criam a escravidão; ao se colocar como observador de ambos, tudo se resolve e existe a liberdade”. Jean Klein. 

“Na realidade, o mundo é criado a cada momento. É apenas a memória que nos dá a falsa impressão de continuidade”. Jean Klein. 

 “Testemunhe suas atividades ininterruptamente, a vigilância limpa da mente mais cedo ou mais tarde o colocará além dela”. Jean Klein.

“Deixe-se fundir com o silêncio sempre que ele surja. Não cultive ideias a respeito de si mesmo, muito menos as que a sociedade faz de você. Não seja alguém, nem algo, permaneça totalmente fora do jogo; isto lhe proporcionará um estado de constante alerta. Observe sem ideias preconcebidas, escute sua mente, como ela entra em ação, como atua. Descobrirá que você é o vigilante, a testemunha; mais adiante compreenderá que você é a Luz do observador; esta toda-possibilidade está na origem; tudo surge dela e não é mais que ela”. - Jean Klein.  

 

 

Observe e Não Faça Nada


 

 Citações e trechos do livro “La Liberté d'être”, de Jean Klein

 “Enganados pela satisfação que nos proporcionam os objetos, chegamos a constatar que causam saciedade e, até mesmo, indiferença: nos preenchem num momento, nos levam à não carência, nos devolvem a nós mesmos e logo nos cansam; perderam sua magia evocadora. Portanto, a plenitude que experimentamos não se encontra neles, está em nós; Durante um momento o objeto tem a faculdade de suscitá-la e tiramos a conclusão equivocada de que ele foi o artesão desta paz. Mas na verdade, durante estes períodos, a alegria existe em si mesma, não há nada além. Logo, aplicamos essa felicidade a um objeto que, segundo acreditamos, foi o que a ocasionou. Portanto, objetivamos a alegria transformando a alegria em um objeto. O erro consiste em considerar este objeto como uma condição da dita plenitude. Observemos mais de perto”. Jean Klein. 

 

“Veja que você está condicionado na aceitação e na rejeição. No estado de rejeição ou aceitação há apenas um jogo com as palavras, com a memória e com o intelecto. Mas, no estado de escuta silenciosa, não há lugar para certo ou errado, compensação ou conclusão. Eles se tornam, através da compreensão intuitiva, conhecidos ou não. O intelecto é uma defesa contra algo que você aceita ou rejeita. Quando o intelecto está ausente, há atenção total; escutar e falar podem espontaneamente acontecer, mas brotam da Realidade. Não há mais produção por parte da mente”. Jean Klein. 

 

“Testemunhe suas atividades ininterruptamente, a vigilância limpa a mente e mais cedo ou mais tarde o colocará além dela”. Jean Klein.

 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Krishnamurti: o que é meditação


 

O que é meditação

Pergunta: O senhor parece descartar a ioga como coisa inútil, e concordo com o senhor em que a ioga é, com frequência, praticada como um método de fuga àquilo que é. Mas, se evitarmos a fixação artificial da mente em um objeto escolhido, e permitirmos que a nossa chamada meditação tome a forma de uma investigação sobre todo o campo do que é, sem esperarmos nenhuma respostas específica, isso certamente é o que o senhor recomenda. O senhor não acha também que poderemos fazer essa coisa difícil com mais facilidade se tivermos aprendido a aquietar o corpo e a respiração?

Krishnamurti: O interrogante quer saber, realmente, como meditar – se a quietação do corpo e a estabilização da respiração não ajuda na meditação – que é o processo de investigar o inteiro campo do que é, e não fugir dele. Então vamos descobrir como meditar.

Agora, se puderem gentilmente escutar sem focar a atenção em nenhuma sentença particular, em nenhuma frase da resposta, poderemos investigar toda a questão de como meditar. Para mim, o “como” não é, de modo algum, o problema. O problema é: “O que é meditação?” Se eu não souber o que é meditação, o simples inquirir sobre como meditar não tem significado nenhum. Portanto, minha investigação não consiste em como meditar, que método seguir, como ficar consciente daquilo que é, sem fugir, como sentar-se quieto, como repetir certas palavras, e assim por diante. Não estamos discutindo nada disso. Se eu souber o que é meditação, então a questão de como meditar não será um problema, certamente.

O que é meditação? Como não sabemos o que é meditação, não temos ideia de como começar a meditar; então, precisamos abordar este assunto com a mente aberta, não é verdade? Vocês entenderam? Vocês precisam abordar este assunto com uma mente livre, que diga “eu não sei”, e não com uma mente ocupada, que pergunte “como é que devo meditar?” Por favor, se quiserem mesmo seguir isto – e não aferrar-se ao que estou dizendo, mas realmente experimentar a coisa enquanto prosseguimos – então vocês descobrirão, por si mesmos, o significado da meditação.

Até agora abordamos este problema com uma atitude de perguntar como meditar, qual sistema seguir, como respirar, quais práticas de ioga realizar, e tudo o mais – porque pensamos saber o que é meditação e que o “como” nos levará a alguma coisa. Mas, realmente, sabemos o que é meditação? Eu não sei, nem vocês, penso eu. Então, ambos precisamos abordar a questão com uma mente que diga “Eu não sei” – embora possamos ter lido centenas de livros e praticado muitas disciplinas de ioga. Vocês não sabem realmente. Vocês apenas esperam, vocês apenas desejam, vocês apenas querem, por meio de determinado padrão de ação, de disciplina, chegar a determinado estado. E tal estado pode ser totalmente ilusório; ele pode ser apenas o seu desejo. E certamente é assim; ele é a sua projeção, uma reação à miséria da existência diária.

Portanto, a primeira coisa essencial não é como meditar, mas sim descobrir o que é meditação. Assim, a mente precisa abordar esse assunto sem conhecimento prévio – e isso é extremamente difícil. Estamos de tal modo acostumados a pensar que determinado sistema é essencial à meditação – seja a repetição de palavras, como oração, ou o assumir dada postura corporal, ou fixar a mente em dada frase ou num quadro, ou respirar regularmente, fazer o corpo ficar muito quieto, ter controle completo da mente; com tais coisas estamos familiarizados. E acreditamos que essas coisas nos levarão a algo que pensamos estar além da mente, além do transitório processo de pensamento. Pensamos já saber o que queremos, e agora estamos tentando comparar qual é o melhor caminho. Essa questão de “como meditar” é completamente falsa. Mas, posso descobrir o que é meditação? Esta é a pergunta real. Meditar, saber o que é meditação, é algo extraordinário; assim, descubramo-lo.

Certamente, meditação não consiste em seguir nenhum sistema. Será que minha mente tem condições de eliminar completamente essa tradição de seguir uma disciplina, um método? – que existe não só aqui, mas também na Índia? Isso é essencial porque não sei o que é meditação. Sei como me concentrar, como controlar, como disciplinar, o que fazer, mas não sei o que é que está no fim disso. A única coisa que me disseram foi: “Se você praticar essas coisas, conseguirá o que deseja”; e, sendo eu ambicioso, realizo essas práticas. Então, será que posso eliminar essa exigência de método para descobrir o que é meditação?

A própria investigação de tudo isso é meditação, não é verdade? Já estou meditando no próprio instante em que começo a investigar o que é meditação – em vez de procurar saber como meditar. No momento em que começo a descobrir por mim mesmo o que é meditação, minha mente, não sabendo, precisa rejeitar tudo quanto ela conhece – o que significa que preciso pôr de lado o meu desejo de alcançar um estado. Porque o desejo de alcançar é a raiz, a base, da minha busca de um método. Já conheci momentos de paz, de tranquilidade, e um sentido da “outra coisa”, e quero alcançar isso de novo, torná-lo um estado permanente; então, procuro o “como”. Penso que já sei o que é o outro estado e que um método me levará a ele. Mas, se já sei o que é a outra coisa, então essa coisa não é verdadeira; é somente uma projeção do meu desejo.

Minha mente, quando está realmente investigando o que é meditação, compreende o desejo de alcançar, de chegar a um resultado, e, assim, fica livre dessas coisas. Portanto, ela descartou completamente toda autoridade, porque não sabemos o que é meditação e ninguém pode ensinar-nos. Minha mente está completamente num estado de “não-saber”; não há método nenhum, nenhuma oração, nenhuma repetição de palavras, nenhuma concentração, pois ela sabe que a concentração é só outra forma de alcançar alguma coisa. A concentração da mente numa determinada ideia, esperando assim treinar-se para avançar por meio de exclusão, implica novamente um estado de “saber”. Então, se eu não souber, todas essas coisas precisam desaparecer. Já não penso em termos de alcançar, chegar. Já não há um sentimento de acumulação que me ajudará a alcançar a outra margem.

Assim, quando eu tiver feito isso, porventura não terei descoberto o que é meditação? Não há conflito, não há luta; há um sentimento de não-acumulação – todo o tempo e não em um momento específico. Portanto, meditação é o processo de completo desnudamento da mente, a purgação de todo sentimento de acumulação e realização – que é a própria essência do ego, do “eu”. A prática dos diversos métodos só faz fortalecer esse “eu”. Você pode encobri-lo, pode embelezá-lo, refiná-lo, mas ele continua sendo o “eu”. Então, meditação é o desnudamento dos caminhos do ego.

E você descobrirá, se puder aprofundar-se nisso, que nunca há um momento em que a meditação se torna um hábito. Pois o hábito implica acumulação, e, onde houver acumulação, há o processo do ego pedindo mais, exigindo mais acumulação. Tal meditação está dentro do campo do conhecido e não significa nada senão um meio de auto-hipnose.

A mente só consegue dizer “Eu não sei” – realmente e não só verbalmente – quando tiver varrido de si, mediante percepção, mediante autoconhecimento, todo esse sentimento de acumulação. Então, meditação é morrer para as próprias acumulações – e não alcançar um estado de silêncio, de quietação. Enquanto a mente for capaz de acumular, haverá sempre o desejo de mais. E o “mais” exige o sistema, o método, o estabelecimento de autoridade – coisas que constituem os próprios caminhos do ego. Quando a mente tiver visto completamente a falácia disso, então ela estará em constante estado de “não-saber”. Tal mente terá condições de receber aquilo que não pode ser mensurado e que só se manifesta de momento a momento.

 

fonte: https://textosk.wordpress.com/trechos-curtos/o-que-e-meditacao/

domingo, 26 de dezembro de 2021

Shunryu Suzuki - Tudo Muda

 

Shunryu Suzuki. 

Monge, filósofo e mestre do budismo Sōtō Zen, Shunryu Suzuki, ou Suzuki Roshi (1905 - 1971) foi um dos professores espirituais mais influentes do século XX. 

Profundamente respeitado no Japão, Suzuki deixou seu país e foi para os Estados Unidos em 1958, onde fundou o primeiro mosteiro Zen Budista fora da Ásia, em São Francisco (Califórnia). 

Através de sua grande sabedoria e personalidade carismática, Suzuki foi o primeiro mestre zen a ganhar popularidade no mundo ocidental, e seu livro “Mente Zen, Mente de Principiante” se tornou um dos mais vendidos da literatura espiritual moderna. Saiba mais em: https://www.dharmalog.com/2012/08/22/...

 

Shunryu Suzuki - Tudo Muda 

 


 Citações e trechos do livro “Mente Zen, Mente de Principiante"

“No Japão, dispomos do termo shoshin, que significa 'mente de principiante'. O objetivo da prática é conservar nossa 'mente de principiante'. Suponhamos que você recite o Prajna Paramita Sutra uma só vez. Poderia ser uma boa recitação. Mas o que lhe acontecerá se o recitar duas, três, quatro ou mais vezes? Você poderia facilmente perder sua atitude original em relação a ele. O mesmo acontecerá com suas outras práticas Zen. Por algum tempo você manterá sua mente de principiante, porém, se continuar a prática um, dois, três anos ou mais, embora você possa melhorar em alguns aspectos, é possível que perca o sentido ilimitado da 'mente original'. A coisa mais importante é manter sua 'mente de principiante'”. Shunryu Suzuki. 

“Quando você está sentado em meio ao seu próprio problema, o que é mais real para você: seu problema ou você mesmo? A consciência de que você está aqui, neste exato instante, é o fato incontestável”. Shunryu Suzuki. 

“Você deve ser fiel ao seu próprio caminho até que, finalmente, chegue ao ponto em que veja que é necessário esquecer tudo sobre si mesmo”. Shunryu Suzuki.  

“Assim que você vê algo, já começa a intelectualizar. Assim que intelectualiza algo, não é mais o que você viu. Deixe seus ouvidos ouvirem sem tentar ouvir. Deixe a mente pensar sem tentar pensar e sem tentar detê-la. Isso é prática”. - Shunryu Suzuki. 

 

livros de Shunryu Suzuki na Amazon: Mente Zen, Mente de Principiante: https://amzn.to/3lVrRBB 

Nem Sempre É Assim: https://amzn.to/39z16gn