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sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Epicteto - A Arte de Viver

 Excelentes reflexões deste grande filósofo grego foram destacadas neste vídeo. São extremamente úteis para auxiliar no processo do autoconhecimento e na reflexão racional sobre o comportamento humano. Créditos para o Canal "Corvo Seco".

 

Epiteto ou Epicteto (55 - 135) foi um filósofo grego da Escola do Estoicismo. 
 
Seu nome de nascimento é desconhecido, “epiktetos” significa “adquirido” ou “comprado”, isso porque quando ainda era menino foi comprado como escravo por Epafródito, um dos secretários administrativos de Nero. 
 
Muito cedo Epicteto mostrou uma excepcional capacidade intelectual, e Epafródito resolveu mandá-lo a Roma para estudar com o renomado professor estóico Gaio Musônio Rufo. 
 
Epicteto se tornou seu aluno mais brilhante e acabou livre da escravidão. De aluno, Epicteto tornou-se um conceituado professor de filosofia, ensinando na capital do Império Romano até o ano de 94 d.C. 

Epicteto busca em seus pensamentos destacar o lado prático da filosofia para desenvolver a moral, difundindo a ideia de que a filosofia deveria ser vivida, e não meramente discutida. 
Para Epicteto, o desejo é uma das principais causas da infelicidade humana. E um dos objetivos principais de sua filosofia é a busca da felicidade. 
Como viver uma vida plena, uma vida feliz? 
Como ser uma pessoa com boas qualidades morais? 
Para Epicteto, uma vida feliz e uma vida virtuosa são sinônimos. 
Felicidade e realização pessoal são consequências naturais de atitudes corretas. Assim, a cura aos homens que sofrem com suas paixões acontece através da virtude. 
A Escola do Estoicismo é uma doutrina filosófica fundamentada nas leis da natureza, que surgiu na Grécia no século IV a.C., fundada pelo filósofo grego Zênon de Cítio (333 - 263 a.C.). 
O Estoicismo trata de questões atemporais, como lidar com adversidades, emoções negativas, conhecer a si próprio e investir energia no que importa. 
Para os estoicos, a perfeição humana estava fundamentada na ideia de que os seres humanos estão ligados à natureza. 
Assim, devem negar seus desejos para a realização de uma vontade guiada pela razão em conformidade com essa natureza. Ou seja, uma corrente filosófica onde a “virtude” depende da vontade subordinada à razão, sendo considerada a base para se atingir a felicidade.


 
Trechos do livro “A Arte de Viver”:
 
“A maioria das pessoas costuma iludir-se pensando que liberdade consiste em fazer o que é agradável ou o que proporciona conforto e facilidade. A verdade é que aqueles que subordinam a razão aos seus sentimentos do momento são na realidade escravos de seus desejos e aversões. Não estão preparados para agir de forma digna e eficaz quando ocorrem desafios inesperados, como é inevitável acontecer”. Epicteto. 
 
“Não busque a felicidade fora, mas sim dentro de você, caso contrário nunca a encontrará”. Epicteto. 
 
“Nada pode ser realmente tomado de nós. Não há nada a perder. A paz interior começa quando, em vez de dizer a respeito das coisas “Perdi isto”, começamos a afirmar “Isto voltou para o lugar de onde veio”. Seus filhos morreram? Eles voltaram para o lugar de onde vieram. Seus bens e propriedades foram tirados de você? Isso também voltou para o lugar de onde veio. Por que sofrer quando o que você recebeu do mundo está sendo devolvido a ele?”. Epicteto.
 
“Só existe um caminho para a felicidade: parar de nos preocupar com coisas que estão além do nosso poder de vontade. A única coisa sobre a qual você tem controle é a sua mente. E isso lhe garante poder suficiente porque a sua mente é origem de todas as suas escolhas, ações e percepções. 
 
Reconheça as aparências pelo que realmente são. De agora em diante pratique dizendo para tudo o que parecer desagradável: 'Isto é só aparência e de modo algum o que parece ser'. E, então, examine cuidadosamente a questão de acordo com os princípios que acabamos de considerar. Em primeiro lugar: 'Esta aparência se refere às coisas que estão sob meu controle ou às que não estão?'. Se a questão estiver relacionada com qualquer coisa fora de seu controle, treine a si mesmo para não se preocupar com ela.  
Não procure fazer com que as coisas aconteçam exatamente como você deseja. Deseje que tudo aconteça da forma como acontecerá e sua vida fluirá bem. 
Veja as coisas como elas são. As circunstâncias não ocorrem para atender às nossas expectativas. Os fatos acontecem como têm de acontecer. As pessoas comportam-se de acordo com o que são. Acolha as coisas que de fato conseguir. 
Abra os olhos: veja as coisas como elas são e preserve-se assim da dor causada pelos falsos apegos e os estragos evitáveis”. - Epicteto. 
 
 
livros de Epicteto na Amazon: 
A Arte de Viver: https://amzn.to/30G9A3W 
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segunda-feira, 27 de abril de 2020

Para encontrar a paz - "Tudo depende de teus passos" Thich Nhat Hanh

O seguinte texto de autoria do monge zen Thich Nhat Hanh estava pregado essa semana (agosto/2016) num mosteiro budista na Espanha, onde estava sendo realizado um retiro de meditação.

Um dos participantes e amigo pessoal publicou na Internet o original em espanhol junto da foto da folha que foi pregada no mosteiro (abaixo), e me permitiu compartilhar aqui. 

É um pequeno grande lembrete sobre a presença e a apreciação da paz no momento presente, na autoria do passo de cada um. 
Ao ver a foto pela primeira vez, e ler a mensagem naquela foto, tirada no mosteiro, por alguns segundos imaginei a foto e me senti momentaneamente lá, no alto, no ermo e no verde, em silêncio, quase podia ver os monges desacelerando o tempo com seus passos calmos, e descansei na imagem.
 
Eis a foto e a mensagem (a tradução segue logo abaixo):
 Crédito: Reginaldo Menezes (agosto de 2016).
A semente da plena consciência se encontra em cada um de nós, mas nos esquecemos de regá-la. Acreditamos que só seremos felizes no futuro, quando conseguirmos uma casa, um carro ou um doutorado. Mantemos uma luta em nossa mente e em nosso corpo e não sentimos a paz e a alegria que temos ao nosso alcance neste preciso instante: o céu azul, as folhas verdes e os olhos de nosso ser querido.
O que é mais importante? São muitas as pessoas que passam em provas e compram casas e carros, mas seguem sendo infelizes. O mais importante é encontrar a paz e dividi-la com os demais. E para encontrá-la, podemos começar a caminhar com calma. Tudo depende de teus passos".
— Thich Nhat Hanh, em "O Longo Caminho Leva à Alegria: Um Guia para a Meditação Andando"

quarta-feira, 25 de março de 2020

o problema do mundo é o mesmo problema das pessoas

A Paz e a Felicidade são substâncias Atômicas que estão além do bem e do mal, de toda moral, e é emanada das próprias entranhas de Deus.
Tudo passa nesta vida! Passam as coisas, as pessoas, as ideias, etc. Os que têm dinheiro passam e os que não têm também passam e ninguém conhece a autêntica Felicidade.
O problema do mundo é o mesmo problema das pessoas. Se as pessoas não têm Paz em seu interior, o indivíduo, a sociedade, o mundo, viverá, inevitavelmente, em guerras.
A Paz é o delicioso perfume do coração tranquilo! 


Samael Aun Weor

terça-feira, 10 de março de 2020

O Discurso de S.N. Goenka na Cimeira sobre a Paz


O Discurso de S.N. Goenka na Cimeira sobre a Paz

Por Bill Higgins
Data: 29 de Agosto de 2000
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fotografia cortesia de Beliefnet Inc.
 
 
Nova Iorque — O Acharya de Vipassana S.N. Goenka discursou para os representantes das delegações na Cimeira do Milénio sobre a Paz Mundial na Assembleia Geral das Nações Unidas que, pela primeira vez, reuniu líderes religiosos e espirituais.
O discurso do Sr. Goenka, na sessão intitulada A Transformação do Conflito, focalizou os temas da harmonia religiosa, tolerância e coexistência pacífica.
“Em vez de converter pessoas de uma religião organizada para outra religião organizada”, disse o Sr. Goenka, “nós deveríamos tentar converter pessoas do sofrimento para a felicidade, do cativeiro para a liberdade e da crueldade para a compaixão.”
O Sr. Goenka proferiu este discurso durante a sessão da tarde da Cimeira para um grupo que incluía aproximadamente dois mil representantes de delegações e observadores. O Sr. Goenka pronunciou-se após a intervenção do fundador da CNN, Ted Turner, um dos patrocinadores financeiros da Cimeira.
Mantendo-se dentro do tema da Reunião em busca da paz mundial, o Sr. Goenka deu ênfase no seu discurso que a paz no mundo não poderá ser alcançada enquanto não houver paz dentro dos indivíduos. “Não poderá haver paz no mundo enquanto as pessoas tiverem ódio e raiva nos seus corações. Apenas com amor e compaixão no coração é que a paz mundial será atingida.”
Um aspeto importante da Cimeira é o esforço para reduzir o conflito e a tensão sectários. Com relação a isto, o Sr. Goenka disse, “Quando há raiva e ódio internamente, o indivíduo fica infeliz independentemente de ser cristão, hindu ou muçulmano.”
Da mesma forma, ele declarou a uma plateia que aplaudia com entusiasmo, “Aquele que tiver amor e compaixão com um coração puro experimenta o Reino dos Céus interior. Esta é a Lei da Natureza, ou se preferirem, a vontade de Deus.”
Apropriado para uma plateia que incluía importantes líderes religiosos ele disse, “Vamos nos concentrar nas características comuns de todas as religiões, no núcleo interior de todas as religiões que é a pureza de coração. Todos nós deveríamos dar importância a este aspecto da religião e evitar conflitos sobre a aparência externa das religiões, que normalmente são os ritos, rituais, festivais e dogmas.”

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

quando é que você vai ter paz?


Essa sede, essa inquietude, essa insaciabilidade que nos queima. Essa pressa de chegar não se sabe ao certo onde, a saudade que sentimos, mas desconhecemos do que, de quem, de qual tempo? Isso que nos deixa angustiados, esfomeados, distraídos. Cessará. Haverá paz quando percebermos o insano fluxo da cobiça onde nos colocamos. Haverá paz quando reconhecermos que pouca coisa é necessária, que a vida é o presente, que tudo o que precisamos potencialmente já é e mora em nós. Cessará e haverá paz.

sábado, 12 de novembro de 2016

A Paz sem Esforço: o poder da quietude - Papaji



Fique quieto, não pense, não faça esforço algum. Para estar aprisionado é necessário algum esforço, mas não para ser livre. A Paz está além do pensamento e do esforço. 
Não pense e não faça nenhum esforço, porque isso apenas obscurecerá Aquilo, mas não o revelará. É por isso que permanecer em silêncio é a chave do oceano de amor e paz.
Essa quietude é a não mente; esse não-pensamento é a liberdade. Identifique-se com este Nada, esse Silêncio, mas tome cuidado para não fazer disso uma experiência, pois aí seria a mente aplicando-lhe um truque com a armadilha da dualidade.

Papaji (H.W.L. Poonja- 1913-1997)



domingo, 22 de dezembro de 2013

Paz: a mudança que começa em nós

A paz do mundo e paz de dentro 

 
“Não precisamos olhar muito longe para vermos exemplos de inquietação e conflitos, eles estão em nossas comunidades, sociedade, no mundo como um todo. Há um excesso de ansiedade e inquietação, e não é o que nós dizemos e queremos que fará com que isso mude, mas o que nós somos.
Ao invés de olhar à nossa volta e dizer que não há paz suficiente, precisamos olhar para dentro de nós e descobrir se temos ou não paz interior. Quando nós conseguirmos alcançar paz em nossa própria vida, então gradualmente a paz prevalecerá em nossa sociedade.

sábado, 26 de outubro de 2013

que alimento estamos servindo à nossa alma?

Atenção à percepção, a cada momento!


Numa fria noite de inverno, voltei para casa depois de caminhar pelas colinas e descobri que todas as portas e janelas da minha ermida haviam sido escancaradas pelo vento. Quando saí, eu não as havia trancado. Um vento gelado soprara pela casa, abrira as janelas e espalhara os papéis da minha escrivaninha por toda a sala. Eu imediatamente fechei as portas e janelas, acendi a luz, recolhi os papéis e os arrumei com cuidado sobre a escrivaninha. Depois acendi a lareira e logo as achas crepitavam, trazendo o calor de volta ao aposento.
As vezes, no meio de uma multidão, nós nos sentimos cansados, desanimados e solitários. Podemos ter vontade de nos retirar dali para que sozinhos possamos nos reaquecer, como eu fiz fechando as janelas e me sentando diante da lareira, protegido do vento frio e úmido. Nossos sentidos são nossas janelas para o mundo, e às vezes o vento passa por elas e perturba tudo que há em nosso íntimo.
Alguns de nós mantêm as janelas abertas o tempo todo, permitindo que os sons e os suspiros do mundo nos invadam, nos penetrem e exponham nossos eus tristes e perturbados. É que sentimos frio, medo e solidão. Você alguma vez já se flagrou assistindo a um programa horrível na televisão, sem conseguir desligar o aparelho? Os ruídos estridentes e as explosões dos tiros o transtornam. Mesmo assim, você não se levanta para desligar a televisão. Por que se torturar dessa forma? Você não quer fechar suas janelas? Tem medo da solidão do vazio e do isolamento que pode encontrar quando olhar para si mesmo sozinho?