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domingo, 27 de fevereiro de 2022

Annamalai Swami - A Auto Investigação - Atma Vichara

Este vídeo contém ótimos esclarecimentos a respeito da técnica chamada "Atma Vichara" ou "meditação da auto-investigação", a qual promove a constante atenção para a consciência interior do “eu”, conforme orientada pelo mestre Ramana Maharshi.

  créditos: Canal Corvo Seco

 

 Annamalai Swami

Ātmā Vicāra (विचार), é um termo sânscrito que significa o processo de investigar quem realmente somos, a investigação sobre a Natureza do Ser. 

Esta técnica é a que melhor exemplifica o Jñāna Yoga, o Yoga do Conhecimento sobre Si Mesmo. 

A meditação da auto-investigação é a constante atenção para a consciência interior do “eu” ou “eu sou”, recomendado por Ramana Maharshi como o maneira mais eficiente e direta de descobrir a irrealidade do pensamento “eu” . 

Annamalai Swami (1906 - 1995), foi um mestre de Advaita Vedanta, discípulo direto de Sri Ramana Maharshi. 

Em 1938, após dez anos de trabalho e devoção, Sri Ramana pediu a Annamalai Swami para que deixasse o Ashram e se dedicasse exclusivamente à meditação solitária de Atma Vichara. 

Ele então se mudou para uma casa nas proximidades onde praticou a auto-investigação por décadas e, finalmente, através do serviço devotado a Bhagavan e rigorosa prática de sādhana, alcançou a Auto-Realização. 

Seu ensino em linguagem simples tornaram-se conselhos valiosos aos buscadores, pois sua experiência direta deu-lhe o conhecimento prático sobre como obter sucesso na Auto-Realização através da auto inquirição.

 


 Annamalai Swami - A Auto Investigação - Atma Vichara


Citações e trechos do livro “Final Talks”

“Não-dualidade é Jnana, dualidade é Samsara. Se você puder abandonar a dualidade, só o absoluto Brahman permanece e você percebe que você mesmo é esse Brahman. Todo sofrimento começa com uma noção de dualidade. Enquanto essa consciência dualidade estiver fortemente fixada na mente, não se pode dar ajuda real a outras pessoas. Se alguém percebe sua natureza não dual e fica em paz interior, torna-se um instrumento adequado para ajudar os outros”. Annamalai Swami. 

“Para superar a falsa ideia da mente, simplesmente pare de acreditar nela. Se isso não acontecer espontaneamente quando ouvir a verdade de um professor, continue dizendo a si mesmo: 'Eu não sou a mente; eu não sou a mente. Não há mente; não há mente. Apenas a Consciência existe'. Só existe Consciência. Quer dizer, tudo o que existe é apenas Consciência. Mantenha isso em mente e não se permita considerar qualquer outra coisa como sendo real”. Annamalai Swami. 

“Você deve manter a indagação: 'Para quem isso está acontecendo?' - o tempo todo. 

Se você estiver com problemas, lembre-se: 'Isso está acontecendo apenas na superfície da minha mente. Eu não sou esta mente ou os pensamentos errantes'. 

Em seguida, volte para a pergunta: 'Quem sou eu?'. Ao fazer isso, você penetrará cada vez mais fundo e se desligará da mente. Isso só acontecerá depois que você fizer um esforço intenso. O que importa se muitos pensamentos continuam surgindo? Investigue sua origem ou descubra quem tem os pensamentos. Se você não esquecer seu Eu Real, isso será suficiente. Quando tiver abandonado todos os pensamentos, todas as identificações, o conhecimento verdadeiro repentinamente se manifesta em você: 'Eu sou o Ser não manifesto e sou também o todo da manifestação'”. Annamalai Swami.

 

 

canal Sri Ramana Mandir: https://youtu.be/eJb7TyLFUCs 

canal NovoYoga (Venkataraman: Bhagavan Sri Ramana Maharshi): https://youtu.be/vjtKQTZd-8s 

 

Livros de Ramana Maharshi na Amazon: 

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sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Kabir - Não Procure Fora

 

Um dos maiores místicos da Índia, Kabīr (1440 - 1518) foi um dos grandes poetas místicos ou santos-poetas da Índia medieval. 

Filósofo, igualmente imerso em teologia e pensamento social, música e política. 

Kabir não se definia como hindu, muçulmano ou sufi. Ele desprezava credos, denominações e ascetismos, levando a filosofia oriental a um novo rumo. 

Tecelão e iletrado, o grande mestre indiano do século XV discorreu, em linguagem acessível, sobre o amor místico e a comunhão com o divino. 

Suas palavras são marcadas por ousadia retórica e sutileza conceitual. Irreverente e acusado de heresia, veio a ser considerado santo por hinduístas, muçulmanos e siques. 

Para Kabir, a vida foi reduzida a um jogo entre a alma de cada homem (atman) e Deus (paramatma); Alcançar a união de ambos seria a missão da vida terrena. Transmitidos de geração a geração, seus poemas orais condensam e harmonizam as mais sublimes aquisições do ioga e do sufismo. 


Kabir - Não Procure Fora


Citações de Kabir

“Não sou hindu, nem muçulmano, sou eu! Sou este corpo, um jogo de cinco elementos; um drama do espírito dançando com alegria e tristeza”. Kabir. 

“A fechadura do erro mantém fechada a porta: Abre-a com a chave do amor”. Kabir. 

“Este corpo no final será misturado com a lama. Por que permanecer na arrogância?”. Kabir.

"Música sem palavras significa deixar a mente para trás. E deixar a mente para trás é meditação. A meditação leva você de volta à fonte. E a fonte de tudo é o som. Kabir diz: Só são puros aqueles que purificaram completamente seus pensamentos”. - Kabir. 

 

livros de Kabir na Amazon: Kabir - Cem Poemas: https://amzn.to/3gFobRG

 



 

domingo, 12 de dezembro de 2021

Tilopa - Examine-se - A Meditação Mahamudra

 

Muito interessante o vídeo abaixo, abordando de forma bastante sintética e profunda, a essência dos conselhos do grande Mestre Tilopa, mestre de mahamudra e de tantra, que viveu na região de Bengala, Índia e Bangladesh, entre os séculos X e XI (988 a 1069 d.C). 

Tilopa é reconhecido como o fundador humano da linhagem Kagyu do budismo tibetano.

Tilopa ofereceu a Naropa, seu discípulo, um dos mais importantes ensinamentos sobre meditação por meio de um pequeno poema, chamado gnad kyi gzer drug (Seis Palavras de Conselho”)*:

Não lembre. Deixe de lado o que passou.

Não imagine. Deixe de lado o que pode vir.

Não pense. Deixe de lado o que está acontecendo agora.

Não examine. Não tente descobrir nada.

Não controle. Não tente fazer nada acontecer.

Repouse. Relaxe agora mesmo, e repouse.

* (A tradução baseia-se na tradução do tibetano para o inglês, de Ken McLeod)

Os conselhos de Tilopa se baseiam no conceito tradicional de atenção plena ou mindfulness: a consciência plena da experiência do presente momento, com tolerância e equanimidade.

(fonte: https://plenamente.eu/os-seis-conselhos-de-tilopa-para-a-medita%C3%A7%C3%A3o-5768adf2fdc7)


Tilopa - Examine-se

 

Quem foi Tilopa?

Nascido em Bengala (Índia), Mahasiddha Tilopa (988 - 1069), foi um monge budista, guru tântrico, grande líder e um poeta-iogue. 

Como um brâmane e monge budista, Tilopa alcançou o posto de sacerdote pessoal do rei, no entanto, fugiu para fixar residência entre os pescadores de Bengala, abandonando sua casta Brahmin para viver entre os pobres. 

Tilopa gradualmente assumiu uma vida monástica, fazendo votos e se tornando um erudito. Como um iogue praticante Tilopa estudou com vários professores diferentes, e mais tarde como mestre, combinou e fundiu várias linhagens de instrução. 

Tilopa é creditado por conceituar o Mahamudra - método de meditação, que envolve um conjunto de práticas espirituais que aceleram o processo de obtenção de Bodhi ou iluminação. 

A meditação Mahamudra, embora altamente avançada, ainda é simples e prática, pois o que é identificado e meditado é a essência da própria mente.

 

 

Algumas citações:

“As nuvens que vagam pelo céu não têm raízes, nem lar, Nem os pensamentos distintos flutuando pela mente. Uma vez que o eu-mente é visto, a discriminação para”. - Tilopa. 

 “As aparências do mundo não são o problema, é o apego a elas que causa sofrimento”. Tilopa. 

 “Você deve se esforçar pela unidade do Samsara e do Nirvana. Olhe no espelho de sua mente, que é deleite eterno”. Tilopa. 

“O tolo em sua ignorância, desprezando Mahamudra, Não conhece nada além de lutar no dilúvio do samsara. Tenha compaixão de quem sofre de ansiedade constante! Doente de dor implacável e desejo de liberação, siga um mestre, Pois quando a bênção dele toca seu coração, a mente é liberada”. Tilopa.