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sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

A Meditação - Como aprender - a Impermanência - Jiddu Krishnamurti

Abaixo seguem 03 vídeos, contendo excertos muito interessantes do sábio contemporâneo Krishnamurti. Todos os vídeos foram produzidos pelo Canal "Corvo Seco", que muito tem contribuído para a difusão dos valiosos ensinamentos de muitos mestres e sábios, da antiguidade ou da atualidade.

Aproveitem!

Como Aprender

A Arte da Meditação

A Vida é Impermanência

 

Jiddu Krishnamurti (1895 - 1986) foi um filósofo, escritor, orador e educador indiano. 

Proferiu discursos que envolveram temas como revolução psicológica, meditação, conhecimento, liberdade, relações humanas, a natureza da mente, a origem do pensamento e a realização de mudanças positivas na sociedade global. 

Constantemente ressaltou a necessidade de uma revolução na psique de cada ser humano e enfatizou que tal revolução não poderia ser levada a cabo por nenhuma entidade externa seja religiosa, política ou social. 

Uma revolução que só poderia ocorrer através do autoconhecimento; bem como da prática correta da meditação ao homem liberto de toda e qualquer forma de autoridade psicológica. 

 

“Queremos ordem no mundo, politicamente, religiosamente, economicamente, socialmente, mas a crise não está lá fora, a crise é interna, e não queremos encarar isso”. Jiddu Krishnamurti. 

“Só a mente tranquila está apta a receber algo que não é 'projeção' dela própria”. Jiddu Krishnamurti. 

 

 

livros de Jiddu Krishnamurti na Amazon: 

O Livro da Vida: https://amzn.to/3w3XL24 

A Mente Imensurável: https://amzn.to/3uNiA1u 

A Primeira e a Última Liberdade: https://amzn.to/3eLiBgY 

 Liberte-se do Passado: https://amzn.to/3ojfUGz 

 

 
 

 

 

 

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Medo, Ambição e Cólera - Krishnamurti

Medo, Ambição, Cólera, Violência, Agressividade

Como sabeis, há muito do animal em nós. Os biólogos nô-lo dizem, mas não precisamos ouvir os biólogos, se observarmos a nós mesmos e os animais. Em nós há muita animalidade. Somos autoritários, brutais, violentos, sem consideração (…), agressivos - e assim são os animais. (…)
(A Suprema Realização, pág. 179-180)

O Medo

Estivemos considerando o problema do medo. Vimos que a maioria de nós tem medo, e que o medo impede a iniciativa, porque faz com que nos apeguemos às pessoas e às coisas, da mesma forma que uma planta trepadeira se apega a uma árvore. Apegamo-nos aos pais, aos maridos, aos filhos, às filhas; às esposas e às nossas posses. (…) 
(O Verdadeiro Objetivo da Vida, pág. 30-31)

(…) Esta é a forma exterior do medo. Estando interiormente amedrontados, receamos ficar sós. Podemos ter muitas roupas, jóias ou outras propriedades; mas, interiormente, psicologicamente, estamos muito pobres. Quanto mais pobres interiormente, tanto mais procuramos enriquecer exteriormente, apegando-nos a pessoas, a uma posição, às propriedades. 
(Idem, pág. 31)

Que entendemos por medo? Medo de que? Medo de não ser? Medo do que sois? Medo de perder, de ter prejuízo? O medo, quer consciente, quer inconsciente, não é abstrato: ele só existe em relação com alguma coisa. (…) Temos medo de estar inseguros (…) economicamente (…) interiormente. Isto é, tememos a solidão, (…) o ser nada (…) 
(Por que não te Satisfaz a Vida?, pág. 32)

Desejo falar sobre o medo, porque o medo perverte todos os nossos sentimentos, pensamentos e relações. É o temor que impele a maioria de nós a tornar-nos (…) “espirituais”; é ele que nos impulsiona para as soluções intelectuais que tantos oferecem; é ainda o temor que nos leva a praticar ações estranhas e peculiares. (…) O medo existe por si só? Ou só há medo em consequência do pensamento (…)? 
(O Passo Decisivo, pág. 234)

Assim, o que agora me cabe inquirir é como ficar livre do temor inspirado pelo conhecido, que é o temor de perder minha família, minha reputação, meu caráter, meu depósito no banco, meus apetites, etc. Direis que o temor surge da consciência; mas vossa consciência é formada pelo vosso condicionamento, pode ser insensata ou sensata; a consciência, pois, também é resultado do conhecido. (…) 
(Que Estamos Buscando?, pág. 94)

terça-feira, 5 de setembro de 2017

A cura que começa por nós...

 


Ninguém disse que seria fácil, há sombras no caminho e os tropeços tantas vezes nos parecem invitáveis, há dias mais difíceis, cansaço, estreitamentos inesperados, que no assustam, nos confundem, nos desviam.
Ser humano é ser contraditório, é caminhar em busca de algo que se vincule ao vazio de dentro e nos traga respostas, nos acolha, nos transcenda e nos livre do medo.
Mas o medo passa e não há choro que dure para sempre, nem culpa que nunca se acabe, vazios que não sejam preenchidos, amores que jamais correspondam, dores terminam, tristezas têm fim e o luto morre quando finalmente entendemos que tudo se cura quando cura na gente.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Educação, ego, destreza, medo, cultura, liberdade... - excertos de Krishnamurti

Embora seja difícil demonstrar como a mente funciona na realidade, vou tentar fazê-lo; e podeis “experimentar”, e ver por vós mesmos. Sabemos que o pensar é uma reação  fundada em (um fundo de) condicionamento” (background). Pensais como hinduísta, como parse*, (…) não apenas no vosso pensar consciente, mas também no pensar inconsciente. Vós sois o background, não sois separado, pois não há pensador separado do background; e a reação desse background é o que chamais pensar.

* parse: antigo grupo de persas zoroastristas que emigrou e se estabeleceu na Índia.
(Que Estamos Buscando, 1ª ed., pág. 179).

Esse background, quer culto, quer inculto, instruído ou ignorante, está sempre correspondendo a algum desafio, a algum estímulo, e essa reação cria não apenas o chamado presente, mas também o futuro. Tal é o nosso processo de pensar.
(Idem, pág. 179)

(…) O que eu digo é que a experiência baseada no conhecimento, no nosso background, é meramente o prolongamento desse fundo e, por conseguinte, não é experiência nova. (…) Só posso reagir ao desafio de maneira nova quando a minha mente compreendeu o background e dele se libertou. (…)
(O Homem Livre, pág. 44)

(…) Quando pensais, o vosso pensar é, por certo, resultado do passado, do vosso condicionamento, da vossa crença, do vosso fundo consciente e inconsciente. De acordo com vosso background reagis, e essa reação é chamada pensar; e por meio desse pensar quereis resolver os vossos problemas. E achais que, quanto mais adquirirdes, (…) mais acumulardes experiência, tanto maior se vos tornará a capacidade de atender ao problema e resolvê-lo.
(Viver sem Temor, pág. 68)

Vejamos agora a relação entre o educador e o educado: Será que o professor, consciente ou inconscientemente, mantém um sentimento de superioridade, colocando-se num pedestal e fazendo o aluno sentir-se inferior, como alguém que tem de ser ensinado? Nesse caso, evidentemente, não há relacionamento.
(Cartas às Escolas, I, pág. 24)

O pensar, sem dúvida, é uma reação. Se vos faço uma pergunta, a essa pergunta vós reagis; reagis de acordo com vossa memória, vossos preconceitos, vossa educação, (…) com todo o fundo do vosso condicionamento; e em conformidade com tudo isso vós respondeis, pensais (…) O centro desse fundo é o “eu” com sua atividade (…)
(A Renovação da Mente, pág. 10-11)



quinta-feira, 27 de outubro de 2016

lições que aprendi com o medo

10 lições sobre o medo

1ª lição:
O apego ao corpo (e a tudo que ele remete) é o que nos faz temer a morte.

2ª lição:
O apego ao que chamam "existência", nos faz perder a vida onde a existência acontece;

3ª lição:
O apego ao que chamam "segurança", nos faz perder a aventura que advém com cada dia;

4ª lição:
O apego ao passado, nos faz perder o presente;

5ª lição:
O apego ao "que dizem", nos faz perder de vista o que é;

6ª lição:
O apego ao "que pensamos", nos faz perder o que sentimos;

7ª lição:
O apego nos faz perder o valor de fazer e dizer aquilo que viemos dizer e fazer;

8ª lição:
O apego nos faz temer perder o que de fato nunca nos pertenceu;

9ª lição:
O medo é a mãe da violência, pai do desespero e filho do apego;

10ª lição:
O medo é fantasma que só evapora quando se o enfrenta; Não há atalhos. 

uma alegoria do medo

Numa noite escura, um homem andava no meio de uma floresta quando, de repente, caiu. A única coisa que conseguiu fazer foi segurar-se em um galho. Quando olhou para baixo, só viu escuridão. Começou, então, a sentir medo e pensou: "vou cair e morrer... Este galho não vai aguentar e vou me machucar muito...".
Conforme o tempo passava, o galho aos poucos se desprendia mais, e assim o homem mais se desesperava, com medo de cair e morrer. 
A claridade foi chegando com a manhã, e só então ele percebeu que estava com os pés a poucos centímetros do chão.

primeira moral da história: medo sempre causa mais sofrimento e aborrecimento do que a própria realidade poderia causar!

segunda moral da história: se for à floresta de noite, não seja tonto: leve uma lanterna!