sexta-feira, 5 de agosto de 2011

pensando os relacionamentos

De fato, acontece às vezes que investimos alto demais em projetos que começam "a fazer água" ou que “naufragam”, algum tempo depois...

às vezes apostamos todas as "fichas", todas as nossas "economias emocionais" em eventos ou pessoas... arriscamos, sem refletir e ponderar...

também, às vezes, somos precavidos demais e investimos pouco em alguém... subestimamos seu potencial, ou projetamos nesse alguém nossos traumas, antigas decepções, medos ou fantasmas do passado...

então... como saber se estamos nos arriscando além ou aquém da conta??

Como saber se estamos perdendo ou ganhando?? difícil. Mas o que é fácil nessa vida?

Então, eu concluí que o problema não são as pessoas, mas o modo como nós enxergamos tudo... o nosso paradigma, e por conseqüência, o nosso modo de lidar com as situações...
Sem querer ser cafona, mas acho que vale o dito pelo poeta: “Tudo vale a pena, se a alma não é pequena”.

"Ganhando" ou "perdendo", no final, o que realmente vale é o que aprendemos, as lições que tiramos, e a maturidade que construímos.

Sofrimento algum é desejável, exceto para um masoquista, é claro...

mas o fato é que o sal de nossas lágrimas também ajuda a temperar nossa vida.

Aqueles sonhos que construímos em cima das pessoas?? São de nossa inteira responsabilidade. Nós assumimos o risco quando confiamos e apostamos.

E tem outro jeito de viver dignamente, sem ser confiando?

é verdade que às vezes também abusamos da sorte, somos tolos (ou nos fazemos de tolos).
um dia a gente aprende (ou não).

Pessoas são pessoas; nem santos, nem anjos, nem demônios. Bicho esquisito o ser humano...

terça-feira, 26 de julho de 2011

Somos o povo borra-botas?

Publicado no Jornal da Cidade (Bauru) em 26/07/2011

Somos o povo borra-botas?


imagem meramente ilustrativa
Era uma vez um país encantado. Era um país que sonhava ser de Primeiro Mundo, mas acordava babando no travesseiro do Terceiro Mundo... Sonhava com saúde e educação... mas que pena! nem médico tinha no plantão, nem fé na educação.

Este país encantado sonhava celebrar em arquitetura espantosa, a apoteose de eventos mundiais; sonhava embalado em trem-bala e no pó tipo exportação. Sonhava com bandido preso, e não premiado com cargo no Congresso; sonhava que criança ía à escola para ler, escrever... sonhava que os escritores é que eram premiados pela Academia de Letras, (ao invés de jogador de futebol)...

Bom... depois de tanto sonhar um país, acordamos na manhã do último 07 de julho, sacudidos com a intrigante pergunta do jornalista espanhol Juan Arias em artigo publicado no famoso El País:por que os brasileiros não reagem diante da notória corrupção de seus políticos?


segunda-feira, 25 de julho de 2011

entorpecente politicamente correto


entorpecente 'politicamente correto'

Hoje é bonito ser politicamente correto... sair em defesa das minorias, dizer "não" ao preconceito, defender a reciclagem do lixo e criticar a caça às baleias...


basta aderir a um desses discursos para ser logo aplaudido...


O próximo candidato a "discurso politicamente correto" do mês é o da "liberação do uso da maconha". 

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Ritos Corporais entre os Nacirema


Você conhece o famoso texto "Ritos Corporais entre os Nacirema"?

Seu autor registra a existência de um povo muito estranho, de comportamentos bizarros e exóticos...

imagem meramente ilustrativa




esta imagem é meramente ilustrativa












A leitura atenta do texto indicado abaixo constitui um ótimo exercício para compreender os limites do discurso antropológico e verificar como o etnocentrismo pode influenciar nossa narrativa e interpretação do fenômeno antropológico.


RITOS CORPORAIS ENTRE OS NACIREMA



Horace Miner In: A.K. Rooney e P.L. de Vore (orgs) YOU AND THE OTHERS - Readings in Introductory Anthropology (Cambridge, Erlich) 1976

O antropólogo está tão familiarizado com a diversidade das formas de comportamento que diferentes povos apresentam em situações semelhantes, que é incapaz de surpreender-se mesmo em face dos costumes mais exóticos. De fato, se nem todas as combinações logicamente possíveis de comportamento foram ainda descobertas, o antropólogo bem pode conjeturar que elas devam existir em alguma tribo ainda não descrita.  
Deste ponto de vista, as crenças e práticas mágicas dos Nacirema apresentam aspectos tão inusitados que parece apropriado descrevê-los como exemplo dos extremos a que pode chegar o comportamento humano. Foi o Professor Linton, em 1936, o primeiro a chamar a atenção dos antropólogos para os rituais dos Nacirema, mas a cultura desse povo permanece insuficientemente compreendida ainda hoje.  
Trata-se de um grupo que vive no território entre os Cree do Canadá, os Yaqui e os Tarahumare do México, e os Carib e Arawak das Antilhas. Pouco se sabe sobre sua origem, embora a tradição relate que vieram do leste. Conforme a mitologia dos Nacirema, um herói cultural, Notgnihsaw, deu origem  à sua nação; ele é, por outro lado, conhecido por duas façanhas de força: ter atirado um colar de conchas, usado pelos Nacirema como dinheiro, através do rio Po- To- Mac e ter derrubado uma cerejeira na qual residiria o Espírito da Verdade.  
A cultura Nacirema caracteriza-se por uma economia de mercado altamente desenvolvida, que evolui em um rico habitat. Apesar do povo dedicar muito do seu tempo às atividades econômicas, uma grande parte dos frutos deste trabalho e uma considerável porção do dia são dispensados  em atividades rituais. O foco destas atividades é o corpo humano, cuja aparência e saúde surgem como o interesse dominante no ethos deste povo. Embora tal tipo de interesse não seja, por certo, raro, seus aspectos cerimoniais e a filosofia a eles associadas são singulares.  

domingo, 26 de junho de 2011

Novo Livro de Antropologia


Este é um livro introdutório de Antropologia,  útil em sala de aula, que tem como finalidade estimular a discussão, o entendimento e a reflexão sobre nós, seres humanos. Sabemos que há muitas obras que podem e devem acompanhar um estudo mais profundo da Antropologia, por isso desejamos despertar o estudante para uma reflexão introdutória que deverá ser complementada por meio do debate em sala de aula e pela leitura de outros textos e obras fundamentais.
Há uma parte importante deste trabalho composta por textos complementares que ajudarão a orientar melhor o estudante no entendimento da Antropologia e dos modos do desenvolvimento da cultura humana.
Que, ao entrar em contado com essa ciência, lembre-se o leitor de que o conhecimento é uma busca constante, que o contato com outras culturas e formas de pensamento, pessoas e povos, deve nos fazer rever nossos hábitos e costumes e nos lançar para o diálogo.
A Antropologia é uma ciência que tem em suas bases o desejo de decodificar o indivíduo humano nas suas extensões culturais e físicas e, neste sentido, compreender os inúmeros aspectos que envolvem essas dimensões.

MAIS INFORMAÇÕES
Bauru: (14) 2107 7252 (Rodrigo)