sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

O Ponto de Mutação: Mude a mente e o mundo muda!

No vídeo que você pode assistir abaixo, a interessante conclusão:

o caminho para mudar a forma de agir destrutiva da humanidade é mudando a forma de pensar e isso deve ser feito sistematicamente, ou seja, por meio da Educação.

Cada um é responsável pela mudança, que começa pela mudança de si mesmo...

assistam o vídeo indicado abaixo até o fim. Vale a pena!

 

“Pensem mais seriamente! é nossa responsabilidade”

(Dalai Lama e Matthieu Ricard)


Ao final da conferência "Change Your Mind Change the World" (15 de maio de 2013) em Madison (EUA), o Dalai Lama Tenzin Gyatso, faz um apelo pela responsabilidade de cada um na realidade que vivenciamos no mundo.
Em referência e respeito ao trabalho de todos os mestres e de todas as pessoas que se empenharam no passado para fazer o mundo melhor, ele sintetiza: "o bastão agora é nosso", "temos que ter "espírito de equipe" ... 
No evento citado, o Dalai Lama aproveita o discurso do monge francês Matthieu Ricard, que instantes antes havia mencionado a importância de cada um de nós ter mente saudável, para que consigamos multiplicar o efeito de sanidade no mundo, e sublinha essa importância do indivíduo em todos os efeitos que queremos que o mundo experimente. Ele diz:
“Os resultados de hoje vêm do trabalho de uma equipe – teamwork – eu realmente agradeço então, é muito natural, no passado, na história da humanidade, todos esses grandes mestres, primeiro era uma única pessoa, então seus ensinamentos e suas explicações eram algo realista e benéfico, então cada vez mais pessoas se interessaram e dessa forma difundiram os ensinamentos, um grupo pequeno multiplicou-se para 100 pessoas, milhares de pessoas, cem mil pessoas, um milhão, cem milhões, um bilhão. Só há um caminho de transformar a humanidade, mudar a forma de pensar da humanidade então o estilo de vida irá mudar, então este século poderá ser um século extraordinário comparado ao meu século, o século XXI comparado ao século XX poderá ser realmente extraordinário, o século passado foi de derramamento de sangue, de violência. Como mencionei, este cérebro brilhante pode ser usado para a destruição, os físicos nucleares, cérebros maravilhosos mas seu conhecimento ficou à disposição do ódio, da raiva, acho que este século não deve ser dessa forma, então nosso time deve ser realmente… vocês da platéia, não devem pensar que passaram alguns momentos aqui, ouvindo o que essa pessoa disse, o que aquela pessoa disse, não é isso. Pensem mais seriamente, cada um de vocês. E então, compartilhem com mais pessoas, talvez tenhamos aqui 1.000 pessoas, compartilhem com, pelo menos, dez pessoas e isso significará dez mil, e essas dez mil pessoas, com mais dez pessoas, e então, cem mil, e é assim.”
~ Dalai Lama
A mediadora do evento, a jornalista Arianna Huffington, lembra que “Matthieu disse numa ocasião que se conseguíssemos atingir uma massa crítica de pessoas que pensam nos outros operando a partir dos instintos altruístas em vez da ganância puramente egoísta, então esse poderia ser um ponto de inflexão (tipping point*) para que todas estas questões que estamos abordando pudessem ter uma solução”. 
Segundo Matthieu, mente saudável, colaboração e simplicidade são algumas das escolhas e dos empenhos que temos que realizar para fazer parte da equipe:
“Se a mente de cada indivíduo for saudável teremos uma sociedade saudável. Se as pessoas colaborarem mais do que competirem, se houver menos consumismo e mais contentamento, se encontrarmos uma simplicidade voluntária, simplesmente ter uma vida mais simples e mais feliz, não é se privar das boas coisas, o que seria estúpido, mas é simplesmente não ser constantemente atormentado por querer mais, quando você tem um então você quer dois e isso não tem fim.
~ Matthieu Ricard 
Segue o vídeo (28min35seg), como foi gravado pela WTP (Wisconsin Public Television), e com legendas em português embutidas, com agradecimentos à Jeanne Pill, que disponibilizou o vídeo no YouTube com a tradução:



* Tipping point é uma expressão conhecida dos círculos de marketing e das mídias digitais que indica o momento em que certa ideia, produto ou serviço atinge uma quantidade de adesões e um ritmo de crescimento tal que caminha numa direção praticamente inevitável de massificação, ou de sucesso.


FONTE: http://dharmalog.com/2014/01/15/pensem-mais-seriamente-responsabilidade-dalai-lama-matthieu-ricard/

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Lei Anticorrupção entra em vigor hoje

Lei Anticorrupção entra em vigor nesta quarta-feira

29/01/2014

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Qual é o parasita mais resistente que existe?

Qual é o parasita mais resistente? 

Você acha que é a bactéria? ou seria o vírus?


Resposta: Uma ideia!!   
...Resistente e altamente contagiosa. Uma vez que uma ideia se apodera do cérebro, é quase impossível erradicá-la... 
Uma ideia que é totalmente formada e compreendida, permanece.”

adaptado a partir da ideia apresenta no filme "A Origem"


Abaixo, uma dica muito interessante de vídeo para assistir sobre o tema "despertar da consciência":

Hora de Acordar! - Alan Watts

 

sábado, 25 de janeiro de 2014

A Revolução que ainda não aconteceu


O artigo abaixo aborda a crucial questão do sonho da nossa consciência, aborda a revolução da consciência (e consequente despertar dessa mesma consciência), o papel da religião nessa Revolução, o velho problema do apego, a questão das falsas revoluções (aquelas que só se processam na camada do verniz, na superfície dos fenômenos socioculturais, mas que não modificam as estruturas psíquicas que sustentam o comportamento medíocre dos sujeitos).
O autor também faz dura crítica às religiões tradicionais, enfatizando que os seus fiéis seguidores em geral não seguem de fato os preceitos ensinados pelos seus respectivos Mestres fundadores. A humanidade ora os venera, ora os tortura e mata, mas nada de aplicar seus ensinamentos.
A revolução proposta por todos os grandes Mestres e Professores parece ser um "caminho perigoso" demais para a maioria das pessoas. É assustador promover uma autêntica revolução interna, isso é ameaçador demais para o ego...

silvio mmax.



A Revolução que nunca foi tentada

Noutro dia, eu lhes disse que todas as revoluções fracassaram, todas, exceto uma. Mas essa jamais foi tentada, trata-se da religião, a revolução não tentada.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Por que o MP e a polícia não podem investigar políticos?

Por que o TSE proibiu o MP e a polícia de investigar?


Ou "A absoluta e flagrante inconstitucionalidade da nova resolução do TSE".
E começa tudo de novo. A população foi às ruas pedir a derrubada da PEC 37. O Congresso, assustado, por unanimidade atendeu aos apelos do povo. Pois não é que o TSE resolveu repristinar a discussão, por um caminho mais simples, uma Resolução?
Para quem não sabe, explico: pela Resolução 23.396/2013, o Ministério Público e também a Polícia de todo o Brasil não podem, de ofício, abrir investigação nas próximas eleições. É isso mesmo que o leitor leu. Segundo a nova Resolução – que, pasmem, tem data, porque vale só para 2014 – somente poderá haver investigação se a Justiça Eleitoral autorizar.
Então o TSE é Parlamento? Pode ele produzir leis que interfiram no poder investigatório da Polícia e do Ministério Público? Não acham os brasileiros que, desta vez, o TSE foi longe demais?

Encontrando sua própria voz


Acompanhe essa importante reflexão introdutória sobre os elementos psicológicos que, dentro de nosso mundo interior, competem por atenção e por energia...
como identificar em nós mesmos, nosso verdadeiro Ser? essa resposta pode ser simples, mas não é uma tarefa fácil...
como distinguir nossa autêntica voz interior e assim, identificar corretamente as vozes dos distintos eus psicológicos? 
depois disso, o que fazer com essas múltiplas vozes que coabitam nosso espaço interno psíquico? 
O texto abaixo é bastante simples e resumido. Por isso, talvez não traga uma noção ampla sobre tantas graves questões... contudo, vale a pena ler com atenção e seguir as pistas... 

silvio mmax 





A voz interior é muito forte nas crianças, mas aos poucos, lentamente enfraquece. As vozes dos pais e dos professores, da sociedade e dos padres, vão se fortalecendo. Agora se você quiser descobrir qual é sua voz, você terá que passar através da multidão de ruídos.

Basta olhar dentro: de quem é essa voz? 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

o sistema de franquia no âmbito das ONGs

Franquia de ONGs, uma nova forma de combater a corrupção
Rede de Observatórios Sociais aposta na prevenção para combater a corrupção em mais de 70 cidades
O início foi modesto, há dez anos, no interior do Paraná. Mas a iniciativa deu tão certo que a expansão foi inevitável: hoje a rede de Observatórios Sociais, ONGs que apostam na prevenção para combater a corrupção, atua em mais de 70 cidades de 14 Estados do País. O plano agora é, com a ajuda do Sebrae, ampliar a rede recorrendo à criação de franquias.
O primeiro Observatório surgiu em 2004, no rastro de um escândalo de desvio de recursos em Maringá. O ex-prefeito Jairo Gianoto foi condenado, preso e hoje recorre em liberdade. Dois anos depois, a vizinha Campo Mourão seguiu o exemplo. A iniciativa chegou a Estados como Santa Catarina, São Paulo e Rondônia.
"É preciso matar a corrupção no edital", diz o presidente da ONG, Ater Cristófoli. "A gente percebe que, se o prefeito não resolve lá no começo, pouca coisa acontece depois." Uma de suas lições: "O fundamental é que os integrantes dos Observatórios não sejam filiados a partidos políticos, para que o prefeito não possa alegar que é uma ação da oposição". Com base nas irregularidades detectadas, a rede calcula ter conseguido em 2013 uma economia total de R$ 305 milhões para os cofres públicos.
Como surgiu o Observatório?

Observatório Social: como deter a corrupção?

Rede de ONGs ensina a deter corrupção enquanto é tempo

Sem alarde, Observatórios Sociais se alastram por cidades médias e pequenas do Brasil, monitorando editais de licitação de forma sistemática, antevendo fraudes e garantindo vultosa economia para os cofres municipais. E agora querem pôr o pé nas principais metrópoles do país

 


Fiscalização sistemática previne a corrupção e eleva o debate sobre a
                                          qualidade dos gastos públicos (Foto: iStock)Fiscalização sistemática previne a corrupção e eleva o debate sobre a qualidade dos gastos públicos (Foto: iStock)
Há dois caminhos para combater a corrupção. Um deles é o de punir os malfeitos — e todos sabem como é difícil obter condenações no Brasil, e mais ainda reaver os valores desviados. O outro caminho é o da prevenção, o de se antecipar aos corruptos. É a isso que se dedica o Observatório Social do Brasil (OSB), uma rede de ONGs que se alastrou por 14 estados. O ponto de partida é a constatação de que boa parte das fraudes pode ser adivinhada nas entrelinhas das licitações. Basta ter acesso à papelada, o olho treinado e (muita) paciência para desenredar suas tramas. O mesmo método evita que erros que não envolvem má fé, mas saem caro para o contribuinte, sejam cometidos. Em 2012, a OSB conseguiu impedir que 305 milhões de reais escoassem dos cofres municipais.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Um Connosco

De um monge carmelo, de Portugal:

Um Connosco


«Ele fez-se um de nós,
e mais ainda,
fez-se um connosco.»


Hoje, venho adorar-Te,
Jesus Menino,
No presépio que construíste em cada irmão.
No silêncio da oração,
Vou de presépio em presépio e
Olho cada um no coração,
Procurando encontrar-Te aí.

Vejo, que olhar-Te escondido
Na pessoa do irmão,
Antes de Te adorar,
Faz-me pedir-Te perdão
Perdão, por tantas vezes não Te reconhecer;
Perdão, por tantas vezes não Te compreender;
Perdão, por tantas vezes não Te acolher.

Olhar-Te na fragilidade do presépio
que o meu irmão é,
faz-me vê-lo com olhos novos,
com os Teus próprios olhos.
Começo a ver os dons com que O revestiste
A beleza interior que lhe concedeste,
A graça com que o adornaste,
Quando o escolheste para fazer nele
O Teu presépio.

Divino Menino
Ajuda-me a fixar o meu olhar
No coração de cada irmão,
Onde Tu habitas,
Para que o possa ver sempre
Com os Teus próprios olhos,
E assim será Natal!

(Detalhe de mosaico de Marko Rupnik, SJ | séc. XXI)

O Poder do Agora e a questão do sofrimento - Eckhart Tolle


quem verdadeiramente somos?

Você já se perguntou sobre isso? 
Possivelmente sim. A chave para entender a questão do sofrimento está no autoconhecimento. 
Mas quantas vezes isso ocorreu com você?  quantos momentos de autoconhecimento profundo e pleno você já vivenciou?

A questão do sofrimento é um problema muito complexo para ser 'solucionado' em apenas um único texto.
Contudo, o trecho abaixo pode trazer alguma luz sobre o assunto e ajudar a encontrar pistas interessantes para entender as possíveis origens do sofrimento, o "modus operandi" do ego e a relação do sofrimento com quem verdadeiramente somos.

Silvio MMax.


“Alguns ensinamentos espirituais dizem que todo sofrimento é, em última análise, uma ilusão, e isso é verdade. A questão é se isso é uma verdade para você.”
(Eckhart Tolle)


Neste famoso best-seller (“O Poder do Agora"), seu autor sugere: 
“Preste atenção a qualquer sinal de infelicidade em você, qualquer que seja a forma, pois talvez seja o despertar do sofrimento”.  

Se você prefere ler a obra completa em versão digital, clique a seguir:
LINK PARA ACESSO GRATUITO À OBRA COMPLETA!

Acompanhe a seguir, um importante trecho extraído da citada obra:

sábado, 18 de janeiro de 2014

sobre o silêncio

Refletindo...
Há tanta coisa por fazer, não? tantas tarefas, obrigações, diversões... em casa, no trabalho, na vida individual e coletiva. Muitos nos requisitam...
há muito com o quê se distrair, por aí e por aqui e acolá... 
Há um número absurdamente grande de problemas aí...E se se resolve um, logo se pode ver outro no horizonte, esperando sua (re)ação. A omissão é imoral.
E assim é por aqui, aí. Um desfile incessante e interminável de eventos e circunstâncias... cada qual carregando seu quebra-cabeças fascinante ou entediante... Eis o filme... e é assim, e vai, e vai e vai...
Há melhor ação que o silêncio?

Posso pensar agora em um grande número de soluções mais ou menos boas, mais ou menos ruins, para certa quantidade de problemas: meus, seus, nossos, do planeta, dos animais, dos humanos... 
cada solução pode ser apoiada ou contestada, testada ou não testada, aprovada ou reprovada, não importa. Todas as soluções advém geralmente da mesma mente que criou os problemas com os quais se entretém... isso nos garante que os problemas verdadeiramente não serão solucionados, mas apenas modificados, retirados daqui e postos ali... repintados, remodelados, renomeados e reclassificados...
Há melhor resolução que o silêncio?

Não se costuma parar, nem uma fração de segundo, para praticar o silêncio
Só se ouve incessantemente, dentro de nós, o infernal burburinho de vozes: nossos pensamentos, nossos eus pensantes dizendo sobre as coisas, falando dos outros e de si mesmos... uma multidão de vozes que não se cala, assinalando regras, revivendo memórias, culpas, erros e acertos, seus e de outros, tentando encontrar respostas nas experiências passadas...
O silêncio interior acaba sendo coisa rara, pois a mente quieta e a ausência do ego, são igualmente raros... nada de paz e relaxamento.
Há melhor prêmio que o silêncio?

Muitas vezes se necessita de respostas, se é atormentado por questões que exigem escolhas. Uma resposta aí é como água para um caminhante no deserto.  O pseudossilêncio da ausência de resposta se torna tortura, como a sede sob o sol do deserto. 
Mas a alma é livre e ninguém pode decidir em seu lugar, dizer o que fazer ou não fazer. 
Ninguém pode assumir essa responsabilidade, nem os astros, nem os santos, nem os deuses, nem os pais ou esposos, nem o melhor amigo poderia, nem o governo ou o juiz, nem mesmo a religião... 
Ninguém, absolutamente ninguém, tem aquela resposta que irá poupar sua alma da angústia, da responsabilidade e das consequências pelas suas decisões. 
E diante dessa angústia, há melhor castigo que o silêncio?

As respostas não podem ser dadas pela fala ou escrita, pela linguagem intelectual ou pelos oráculos... A mente nada pode dizer sobre aquilo que desconhece. A mente nada pode falar sobre a Verdade...

Logo, me pergunto: haveria melhor resposta que o silêncio?

Parece que saber as respostas certas não é tão importante... não tão importante quanto conhecer a pergunta certa! 
Se ignoramos a pergunta certa, então que sentido há em buscar respostas?

Então, qual a pergunta certa? 
Qual é a pergunta que realmente importa?
Se souber a pergunta, a própria resposta verdadeira o encontrará. Não será necessário buscá-la... 
Por fim, me parece igualmente inútil perguntar-se sobre qual é a pergunta certa. 
A pergunta ou a resposta são obsoletas se não se sabe onde quer chegar...  

Então, há melhor pergunta que o silêncio?

Há melhor sabedoria que o silêncio? 
Há melhor lição que o silêncio? 
Há melhor liberdade que o silêncio? 
Há melhor verdade que o silêncio?

Uma certa parábola assim dizia:

Um grande mestre estava sentado à beira-mar, na praia, e um homem que buscava a verdade se aproximou dele, tocou os seus pés e pediu, “Se não for incomodar, eu gostaria de fazer qualquer coisa que o senhor sugira para me ajudar a encontrar a verdade”.
O mestre simplesmente fechou os olhos e ficou em silêncio. Ele cutucou o mestre e insistiu, “E a minha pergunta?”

O mestre disse, “Eu a respondi! Senta em silêncio... não faça nada e a grama cresce por si mesma".
O homem disse: “O senhor pode me dar um nome para isso? ... porque as pessoas vão me perguntar...

Então o mestre escreveu na areia com o dedo: meditação.
Então o homem retrucou: Mas, Mestre... como faço meditação?
O velho mestre sorriu e disse: "silêncio!"

O homem, já meio resignado, replicou ansioso: e como faço para alcançar o silêncio?
E pela última vez o mestre respondeu: meditação!
 

Essa descoberta vai mudar tudo.

A maioria das pessoas espera há muito tempo por um mundo novo. 

Como essa história termina? 

Você pode 'escrever' sua continuação... em silêncio...


Silvio MMax.


respiração e comportamento

No interessante artigo abaixo, se trata da relação entre duas 'coisas' que em geral só entendemos existentes enquanto separadas uma da outra. A interação entre corpo e mente continua sendo um intrincado enigma, tanto para a Ciência, como para a Filosofia. Mas, será que essas duas 'entidades' são substancialmente distintas? 
Ou, de fato, no fim das contas, são a mesma coisa? Será que vamos acabar descobrindo que são duas palavras para designar uma mesma realidade? Será que são substâncias que subsistem independentes ou uma não existe sem a outra? 
Essa questão nos leva a outra inevitável: qual o nível de interdependência entre ambas?

Como o 'simples' controle de uma das funções do corpo (o ato de respirar, p. ex.) pode afetar nosso estado psíquico? Quais as implicações disso? Você já pensou a respeito??
Então, aproveite para refletir nessas interações e tire suas próprias conclusões...

silvio mmax.


Perguntaram a Osho:


Você mencionou que os movimentos rápidos dos olhos indicam processos mentais e que, se os movimentos dos olhos forem parados, os processos mentais também cessarão. Mas esse controle fisiológico dos processos mentais, essa cessação dos movimentos dos olhos, parece criar tensões psíquicas, como acontece quando nós mantemos nossos olhos fechados sob uma venda por um longo tempo.

Em primeiro lugar, sua mente e seu corpo não são duas coisas no que se refere ao tantra. Lembre-se disso sempre. Não diga “processo fisiológico” e “processo mental”. Eles não são dois - simplesmente duas partes de um lodo. Tudo o que você faz fisiologicamente, afeta a mente. Tudo o que você faz psicologicamente, afeta o corpo. Eles não são dois, eles são um.

Você pode dizer que o corpo é um estado sólido da mesma energia e a mente é um estado líquido da mesma energia. Então, não importa o que você esteja fazendo fisiologicamente, não pense que é apenas fisiológico. Não se pergunte como isso irá ajudar alguma transformação na mente. Se você toma álcool, o que acontece à sua mente? O álcool é tomado no corpo, não na mente, mas o que acontece à mente? Se você toma LSD, ele vai para o corpo, não para a mente, mas o que acontece à mente?

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Ciência investiga o que está matando as abelhas

Cientistas descobrem o que está matando as abelhas, e é mais grave do que se pensava

Publicado . em Biodiversidade
As vendas de fugicidas cresceram mais de 30% e as vendas de inseticidas também crdsceram significativamente no Brasil durante o primeiro trimestre em 2013. Divulgou a suíça Syngenta, uma das maiores empresas de agroquímicos e sementes do mundo.
Os cientistas tinham dificuldade em encontrar o gatilho para a chamada Colony Collapse Disorder (CCD), (Desordem do Colapso das Colônias, em inglês), que dizimou cerca de 10 milhões de colmeias, no valor de US $ 2 bilhões, nos últimos seis anos. Os suspeitos incluem agrotóxicos, parasitas transmissores de doenças e má nutrição. Mas, em um estudo inédito publicado este mês na revista PLoS ONE, os cientistas daUniversidade de Maryland e do Departamento de Agricultura dos EUA identificaram um caldeirão de pesticidas e fungicidas contaminando o pólen recolhido pelas abelhas para alimentarem suas colmeias.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Notícias sub-reportadas de 2013

Strange Fruit

           Notícias sub-reportadas de 2013

Peter H. Peng, PhD


Continuando a tradição iniciada ao final de 2012, discutirei as notícias mais seriamente sub-reportadas de 2013, segundo minha opinião, claro. Recordemos: faz um ano que inventei o que espero vire moda jornalística; identificar a sub-reportagem, um contrapeso às “Dez Mais”.
É fácil chegar a um consenso e nomear as maiores manchetes de 2013. Por exemplo, em 2013, aqui nos EEUU tivemos períodos em que não se ligava a televisão sem se ouvir sobre o Edward Snowden, Benghazi, o assassinato do Trayvon Martin, o julgamento da Jody Arias, e a vida e a morte de Nelson Mandela. No Brasil, também, fomos à exaustão com os protestos nas ruas, o mensalão e com a visita do Papa ao Brasil.
O avesso é mais difícil. Foi o que chamei de under-reporting, ou notícias sub-reportadas. São aqueles aspectos das notícias – o lado avesso – que, por omissão, ignorância, preguiça, falta de profissionalismo, ou cumplicidade dos jornalistas, não receberam a atenção devida, e assim desvalorizaram os respectivos eventos reportados em peso. É como aquele tempero tão chave no preparo de um prato que sua ausência flagrante desmonta a construção. A importância da ausência é ainda maior quanto o evento é seminal, determinante do futuro.

auto-observação e autoconhecimento: isso é importante?

Qual a relevância da meditação e da auto-investigação?
Qual a importância de se observar o espaço entre estar dormindo e o estar acordado?
Este pode ser o início de um mergulho fundamental para a descoberta de si mesmo, segundo o autor americano da tradição indiana do Vedanta Robert Adams (1928-1997), autor de “Silence of the Heart” e “All Is Well”. Qual o requisito básico para o sucesso nessa prática? "Fazer todo dia",
O autor enfatiza ações como “perceber”, “perguntar-se”, “descobrir” e “investigar”.
Veja abaixo, um trecho traduzido do satsang “Good For Nothing Man” (na íntegra, em inglês, neste link).

silvio mmax
Perceba que você não é a pessoa que pensar ser. Tente entender a cada dia que você não é o corpo-mente, que você não é nada do que parece ser.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

O Que é Ecologia Profunda?

O Que é Ecologia Profunda?

Publicado . em Ecologia Interior
A natureza, cuja evolução é eterna, possui valor em si mesma, independentemente da utilidade econômica que tem para o ser humano que vive nela. Esta idéia central define a chamada ecologia profunda – cuja influência é hoje cada vez maior – e expressa a percepção prática de que o homem é parte inseparável, física, psicológica e espiritualmente, do ambiente em que vive.
Na nova era global, milhões de pessoas voltam a perceber que o sentimento de comunhão com a natureza é um dos mais elevados de que o ser humano é capaz, e fonte de grande felicidade. Não é coisa do passado ou um costume do tempo das cavernas. Ao contrário, deverá marcar as civilizações do futuro. Em qualquer tempo histórico, o convívio direto com a natureza foi e será um fator decisivo para o bem-estar físico e psicológico do ser humano.

E. Tolle - O Sentido do ser, da consciência e da busca pela espiritualidade


Essa apresentação trata a respeito da  compreensão sobre o que constitui o 'mim mesmo', sobre o que é que confere 'sentido ao eu' (o senso do mim mesmo). Outro tema importantíssimo abordado aqui é o que se poderia chamar de 'centro de gravidade' do mim mesmo, ou seja: o que faz o ego sentir-se vivo? o que o alimenta, o que é que o sustenta?
Além disso, outro interessante assunto é o aparente paradoxo entre a necessidade de se 'perpetuar' e a necessidade de 'morrer', de dissolver o ego. Enfim, Tolle aborda a relevância da consciência humana, os artifícios que o ego encontra para continuar uma vez mais sobrevivendo. Ele demonstra alguns modos como o ego se disfarça para não morrer, mas para "reforçar sua identidade", fazer-se sentir, fortalecer-se a si mesmo.  Até o interesse por angariar mais conhecimento, até mesmo a busca pela espiritualidade pode ser um subterfúgio do ego para perpetuar-se. 
No contexto da percepção de si mesmo, o autor enfatiza a distinção entre o que as tradições espiritualistas ensinam como 'combater/abandonar o desejo', e a tarefa de simplesmente observá-lo. O autor argumenta que qualquer forma de oposição ou conflito, por fim acaba fortalecendo aquele ego que se queria enfraquecer.

Silvio MMax.

ATENÇÃO: o presente vídeo tem sequência indicada no próprio canal do youtube. É importante assistir com calma a toda a sequência, não apenas o primeiro vídeo.  
https://www.youtube.com/watch?v=FiQjv-s0L2k


 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

onde queremos chegar?



Afinal, onde queremos chegar?



O ano 2013 ficará irremediavelmente marcado na nossa memória, por inúmeras conquistas e derrotas, no aspecto sociológico e político.  Nosso país entrou orgulhosamente no circuito internacional das grandes mobilizações e protestos massivos.  Ao lado da mobilização das ruas, destacamos a atuação perene e menos difusa das redes de cidadãos que, organizados em ONGs, também contribuíram para barrar retrocessos como a PEC 37, para ampliar a aplicabilidade da Ficha Limpa em todos os níveis da gestão pública, para fulminar o vergonhoso voto secreto parlamentar, bem como para dar um empurrãozinho na aprovação da importante Lei nº 12.846, que dispõe sobre a responsabilização administrativa e civil de empresas pela prática de atos contra a administração pública. Referida lei será sim muito útil para inibir a prática da corrupção com os contratos de obras e serviços públicos.

Questões como a Reforma Política, a busca por eleições mais limpas, as distorções de representação política do atual sistema eleitoral brasileiro, além da vil questão da permissão para que empresas financiem campanhas eleitorais, para posteriormente serem beneficiadas com contratos junto à Administração Pública, também entraram na pauta, mas avançaram menos do que esperávamos. Ao lado de tudo isto, tivemos o fato inédito de políticos do alto escalão e importantes empresários terem sido condenados por corrupção, inclusive muitos com penas de prisão em regime fechado. Por mais que estejamos frustrados com a timidez dos avanços, certamente abriu-se um precedente para outros casos que também precisam de urgente apuração, mas que jaziam no limbo tenebroso da prática político-partidária brasileira.

Paradoxalmente, o Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional mostra que a corrupção no Brasil continua alarmante, o que nos leva a concluir que muito ainda há para ser feito. O brasileiro em geral se tornou mais consciente de que em ambiente de corrupção dificilmente prosperam projetos de desenvolvimento econômico e social. O combate à corrupção aumentou, mas a corrupção (ou a percepção dela) também parece ter aumentado.

Como resolver o aparente paradoxo? Podemos efetivamente construir uma sociedade mais justa? Ou tudo não passa de utopia e engodo ideológico? Temos evidenciado que a simples percepção consciente do mal, juntamente com os duros golpes que desferimos contra ele, não o eliminam. Assim, não deveríamos focar somente no combate aos corruptos e corruptores, pois há uma lei condicionando nesse momento a psicologia e a sociologia humanas: tudo no que nos concentramos e simploriamente combatemos, acaba se fortalecendo. Tudo que se tenta simploriamente reprimir, só faz aumentar sua resistência, tal como um antibiótico mal administrado fortalece ainda mais o micróbio que se queria eliminar.

Por isso, ao invés de simplesmente criticar e combater o mal, mudemos nosso foco! Valorizemos as pessoas que respeitam o próximo, que pagam seus impostos honestamente, que respeitam a sinalização, que pautam suas vidas em atitudes éticas. Notemos a influência do nosso comportamento na vida social e percebamos que, a partir de pequenas atitudes, vai se formando aquela cultura das boas práticas de conduta, que por sua vez, em efeito cascata, contribuirão para que as relações pessoais, comerciais e de governo sejam construídas sobre as novas bases da honestidade e da integridade.

Por fim, precisamos, cada um de nós, despertar nas pessoas que nos cercam, não fatalismos e derrotismos, mas aquele senso de brasilidade que vai além da torcida pela seleção em dia de jogo, que vai além do patriotismo tolo e etnocêntrico. Precisamos despertar a consciência cidadã, resgatando valores e atitudes que compõem o senso coletivo de moralidade, civismo e cidadania. Precisamos vigiar a sombra que nos espreita a partir de nós mesmos, mas nosso foco principal não deve ser o mal que enxergamos tão bem no mundo fora de nós. Nossa atenção deve se voltar para aquelas atitudes que gostaríamos de ver generalizadas na prática social e política. Somos sim capazes de mudar o mundo a nossa volta. Mas não adianta espernear: o mundo só muda se mudamos primeiro a nós mesmos.



Silvio MMax.



publicado no Jornal da Cidade (Bauru) em 06/01/2014
disponível em: http://www.jcnet.com.br/editorias_noticias.php?codigo=232327