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quinta-feira, 14 de abril de 2022

Refletindo sobre esse instante...

... Eterno é o instante, 
sempre é Agora! 
Efêmero, tudo que acontece NO instante eterno ... 
Então de repente você descobre 
que não foi o "instante" que passou... 
Foi você que passou pelo instante 
e o perdeu, ao se perder de si mesmo.

 

Refletindo sobre esse instante...

É o instante que passa? ou é você que passa pelo instante?

 

Certa vez li o ditado seguinte: “viva o dia de hoje como se fosse o último”. Noutra ocasião, li outro parecido mais completo dizendo: “viva hoje como se fosse seu último dia, mas também como se fosse o primeiro”.

‘Viver hoje como se fosse meu primeiro dia’, pode significar ‘não perder minha capacidade de espanto, de admiração, de atenção e vivacidade, diante de cada vivência a cada instante!!, isto é, não desprezar nada, não divagar em situações fantasiosas. Isto é: tudo que se apresenta tem valor: pessoas, animais, árvores, céu, chão, cheiros, cores, gostos, água, objetos, corpos... tudo que se nos apresenta é digno da nossa atenção. Então, dê menos valor ao que você imagina, supõe e imagina com sua mente fantasiosa e dê mais valor ao que acontece AGORA!

 

PESSOAS ESTÃO ACONTECENDO DIANTE de VOCÊ! Situações estão acontecendo a sua volta! A VIDA ESTÁ ACONTECENDO! É um filme maravilhoso para desfrutar! Mas ONDE VOCÊ ESTÁ? (vale dizer, em qual sonho, expectativa ou fantasia você está divagando, enquanto a vida acontece?)

Esse especial estado de atenção, de alerta, mas recordando-se ao mesmo tempo de si mesmo, tem o poder de desencadear um formidável processo de ativação (também se diz: "despertar") da sua consciência!

 

 Veja bem: toda fuga ou desatenção do momento presente nos leva invariavelmente a um estado de hipnose da consciência... mergulhamos no passado (já morto e petrificado) ou 'viajamos' ao futuro (fantasma inexistente da imaginação). 

 

 Agora, vamos à segunda parte do ditado: o que quer dizer ‘viver como se fosse o último dia’? 

Pense bem: quando uma pessoa sabe que é seu ‘último dia neste mundo’, quantos minutos será que ela jogaria fora em atividades fúteis, vãs ou vazias de significado?

 

Essa última, em conjunção com a primeira parte do ditado, ressalta a gravidade e a urgência de se atentar para dois aspectos: primeiro, tratar cada instante de nosso dia como raro e valioso, conscientes de que aqui estamos apenas e tão somente por um breve instante.

 

Em segundo lugar, para lembrar que tudo que nos cerca vai passar, vai mudar ou desaparecer... muito rapidamente. É fato que a impermanência de tudo é a regra geral. Tudo se transforma noutra coisa distinta... e isso vai sim acontecer sempre, queiramos ou não, e quase sempre antes do que gostaríamos... Isso se aplica ao corpo, à saúde, à doença; também se aplica a pessoas, queridas ou não, a situações, agradáveis ou desagradáveis, aos nossos problemas, angústias, ansiedades e preocupações, às nossas conquistas, aquisições ou posses...  em cerca de pouco tempo, tudo já se foi... em cem anos ou menos, nossas obras serão pó e provavelmente nem nosso nome será sequer lembrado.

Nosso tempo cronológico, na verdade, é o que menos importa, não é o mais relevante. De que adiantaria ter muito tempo, se vivemos como autômatos, robôs, adormecidos ou sonâmbulos?

 

Então ‘viver como se fosse o último dia’, quer dizer antes de qualquer outra coisa, reavaliar urgentemente nossos valores e motivações, nossas prioridades, nossos hábitos e todas as rotinas que consomem nossos minutos e nossas horas, e nossos dias e, por fim, nossos anos.

Afinal, se você só tem só 24 horas, o que realmente vale a pena ser feito, pensado ou vivido?

Basta refletirmos sobre o momento exato em que nos encontramos agora... e logo nos damos conta que nunca temos muito mais do que ESTE MOMENTO... Seja porque não sabemos se ainda estaremos vivos daqui a alguns minutos, seja porque AGORA, este instante, é o único onde sempre realmente estamos e onde efetivamente se pode fazer alguma coisa... (já que o futuro que se imagina é só fantasia e divagação, e o passado não pode ser modificado).

De nada adianta esperar e sonhar outro mundo ou situação melhor, se não despertamos e vivemos primeiro AQUI e AGORA? 

Então, consideremos a sabedoria profunda deste conselho que talvez seja um dos mais sábios conselhos que alguém poderia receber nessa vida!

 

Silvio M. Max 

(inspirado na Obra "O Poder do Agora" -Echkart Tolle- e muitas outras...)

domingo, 10 de abril de 2022

A Vida Secreta de Walter Mitty - o Filme

"A Vida Secreta de Walter Mitty"


Eis uma obra de arte que vale a pena assistir, até o fim!
 
Classificado como 'comédia dramática' com traços de romance e fantasia, este filme (baseado em um curta metragem que leva o mesmo nome) pode fazer você realmente repensar alguns aspectos da sua vida...
 
O protagonista (Walter Mitty) faz o papel de um tímido funcionário da 'Revista Life' (ele é o gerente de negativos da revista), que embora mantenha boa relação com sua família e seja dedicado ao trabalho, não consegue viver sua vida plenamente. Ele se entrega facilmente à divagação fantasiosa (que são interpretados como "apagões"), o que o torna praticamente impotente para tomar decisões relevantes que poderiam fazer grande diferença em sua vida. 

Você vai notar que Walter mostra-se extremamente inseguro em quase todos os aspectos de sua vida, em especial no que se refere a relacionamentos (para se ter uma ideia, ele tenta preencher um cadastro em um site/aplicativo de encontros, mas sequer consegue enxergar algo de interessante em sua própria vida, para mencionar em seu perfil). 
 
O começo do filme não promete muito e você será tentado a desistir. Mas espere passar os primeiros dez minutos e você pode ter uma boa surpresa, com ótimas oportunidades para reflexão. 

Como quase toda comédia, há aqueles exageros e hipérboles típicos, mas, afinal, tal recurso se permite em razão da licença poética... então não seja tão crítico, relaxe e aproveite... No enredo, ao mesmo tempo em que o negativo da fotografia que estampará a última edição física da revista desaparece misteriosamente, a própria revista passa por uma transformação para tornar-se exclusivamente digital, o que exerce enorme estresse sobre o protagonista, que se vê pressionado a tomar uma atitude. Eis o momento de virada: Walter embarca em uma intensa e improvável aventura (em claro contraste com a mesquinhez da sua vida até então).
 
O personagem principal então passa a se permitir viver mais o momento presente e aos poucos vai deixando a fantasia e a idealização de lado. Agora o espectador se depara com um novo filme! E cada aventura que o protagonista vivencia torna-se um convite para uma reflexão íntima do espectador, ao mesmo tempo em que se mostra como uma metáfora de algum desafio que qualquer um pode estar enfrentando em sua própria vida. 
 
Então é o momento de você começar a perceber a mensagem fundamental: Não existem vidas comuns!  
Walter Mitty é cada um de nós (embora não seja nenhum de nós)! 
Walter deve aceitar os desafios e mudar radicalmente sua trajetória de vida? 
 
Cada um de nós tem sua própria trajetória, suas próprias demandas íntimas, sociais, familiares... Então não é o caso de seguirmos literalmente o que Walter faz... afinal, Walter tem sua própria vida para viver... 
Trata-se de cada um seguir seu próprio íntimo, atender ao anseio de seu próprio Ser, sua própria essência.

O final da aventura de Walter pode ser uma agradável e emocionante surpresa, a depender do seu olhar.  

E tem mais: O enredo também consegue mesclar temas contemporâneos, como a modernização da tecnologia da informação e seus reflexos sobre as relações sociais e pessoais, com temas intimistas que retratam a necessidade que todo ser humano tem de ser prático e dar um sentido mais profundo a sua própria vida, em meio aos desafios nem sempre agradáveis que surgem no dia a dia. 
 
No final, você pode ter aquela sensação de que pode estar desperdiçando sua vida numa rotina sem muito sentido (embora a gente sabe que todas as rotinas tem sua razão de ser). O que é preciso é atribuir o sentido. É isso que podemos fazer, ao invés de simplesmente descartar as tais rotinas. Às vezes, tudo que precisamos é de uma oportunidade para uma reflexão como esta! 
 
Rotinas podem ser ruins ou boas... e o imprevisível nem sempre é ruim. O importante é compreendermos que não são as situações, mas nossas atitudes diante das situações, que realmente vão fazer a diferença no final. 

Que lições podemos tirar do filme?

Depende de você! 
  • A vida é para viver, não para sonhar.
  • Saia da zona de conforto e explore o mundo ao seu redor. 
  • Viva o momento presente.
  • Você já tem (sempre teve) aquilo que está procurando.
  • Não é tarde demais para começar a ser a pessoa que quer ser.



 

Data de lançamento: 20 de dezembro de 2013 (Brasil)

Diretor: Ben Stiller

Adaptação de: The Secret Life of Walter Mitty

Cinematografia: Stuart Dryburgh

Música composta por: José González, Theodore Shapiro, Rogue Wave