O objetivo desta reflexão é compreender um pouco mais sobre a natureza da consciência, bem como do tempo e do espaço (fenômenos subjacentes à percepção que temos do mundo).
Tempo e espaço são reais e independentes da noção de ego? Eles existem independentes de nossa própria percepção corporal?
O que é "mundo exterior" e "mundo interior"?
Existe um espaço objetivo, além de nossa percepção corporal e mental??
Existe um tempo e um espaço objetivos, que pudessem existir por si só, situando-se além de nossa experiência subjetiva de percepção?
Noutras palavras: tempo e espaço são realidades que independem do sujeito?
Sem nosso corpo-mente, algo pode ser experimentado?
E como diferenciaríamos exterior e interior se fôssemos pura consciência, sem corpo/mente que nos permitisse interpretar fenômenos?
Sobre a real natureza do tempo e do espaço
Preliminarmente, façamos uma breve reflexão sobre a natureza do tempo, do espaço e do mundo tridimensional:
Quase
todos nós "experimentamos" (em nosso atual nível de
percepção/consciência) um único paradigma, dentre tantos possíveis: o
paradigma do mundo físico, condicionado pela 4ª dimensão, que conhecemos
como tempo/espaço, sobre a qual temos frequentemente, apenas uma vaga
percepção.
Ocorre que nossa "experiência" sensorial nos diz que a realidade material é tridimensional, e que o tempo e o espaço são duas "realidades" objetivas, certo?
Mas, e se estivermos enganados? E se nossa "realidade" for bem diferente disso que acreditamos que é? E se o tempo e o espaço forem uma ilusão?
Há muitos físicos, filósofos e místicos afirmando que é nossa consciência, em constante movimento que nos dá a sensação ilusória do tempo que passou, e do tempo que ainda virá... Vamos tentar compreender bem isso?
Ocorre que nossa "experiência" sensorial nos diz que a realidade material é tridimensional, e que o tempo e o espaço são duas "realidades" objetivas, certo?
Mas, e se estivermos enganados? E se nossa "realidade" for bem diferente disso que acreditamos que é? E se o tempo e o espaço forem uma ilusão?
Há muitos físicos, filósofos e místicos afirmando que é nossa consciência, em constante movimento que nos dá a sensação ilusória do tempo que passou, e do tempo que ainda virá... Vamos tentar compreender bem isso?
Observe como tudo que chamamos de passado, nada mais é do que um conjunto de "recordações", de memórias subjetivas acumuladas. Estão na mente (subjetiva), e não fora dela. Tais memórias, costumamos chamar de 'ego', ou 'eus psicológicos'.
E o que chamamos de futuro? Nada além de um conjunto de projeções ou imaginações que poderiam ser facilmente classificadas como alucinações... mais uma vez, todas elas baseadas em experiências passadas. Isso é fato: embora aparentemente dotados de mente sã, estamos alucinando quase o tempo todo! E o mais incrível: isso acontece tanto de dia, como de noite, enquanto sonhamos ou temos pesadelos.
Geralmente pensamos no tempo como algo objetivo e mensurável, já que aparentemente o experimentamos como "algo que flui" (embora ninguém consiga defini-lo ao certo).
A essa aparente fluição chamam de passado, presente e futuro. Então criamos um aparelho para "medir objetivamente" o fluir desse tal tempo: o relógio. Esse instrumento certamente tem sua utilidade prática no dia a dia, mas... podemos efetivamente dizer que ele mede objetivamente isso que chamamos "tempo"?
Nossa vida comum agora está organizada em compromissos que passam a ser "cronometrados", mas poucos reparam que o mover desses ponteiros não evidencia a existência de qualquer tempo concreto, objetivo. Um relógio faz apenas a "medida do movimento", parafraseando o famoso filósofo grego Aristóteles (evidentemente, sem movimento, não é possível se falar em tempo. Se o universo fosse imóvel, não haveria tampouco percepção de tempo)...
Assim, o relógio não mede tempo objetivo algum, mas apenas tenta traduzir em linguagem humana, a duração ou a frequência do movimento dos corpos ou fenômenos percebidos mentalmente.
Noutras palavras, tenta medir a frequência com que fenômenos naturais sofrem transformações, ou se repetem, permitindo a comparação e a rotulação destes mesmos fenômenos com outros semelhantes.
