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quarta-feira, 5 de abril de 2017

armadilhas do ego (Mooji)

(...) Se você acha que é mais “espiritual” andar de bicicleta ou usar transporte público para se locomover, tudo bem, mas se você julgar qualquer outra pessoa que dirige um carro, então você está preso em uma armadilha do ego.

Se você acha que é mais “espiritual” não ver televisão porque mexe com o seu cérebro, tudo bem, mas se julgar aqueles que ainda assistem, então você está preso em uma armadilha do ego.

Se você acha que é mais “espiritual” evitar saber de fofocas ou notícias da mídia, mas se encontra julgando aqueles que leem essas coisas, então você está preso em uma armadilha do ego.

Se você acha que é mais “espiritual” fazer Yoga, se tornar vegano, comprar só comidas orgânicas, comprar cristais, praticar reiki, meditar, usar roupas “hippies”, visitar templos e ler livros sobre iluminação espiritual, mas julgar qualquer pessoa que não faça isso, então você está preso em uma armadilha do ego.

Sempre esteja consciente ao se sentir superior. A noção de que você é superior é a maior indicação de que você está em uma armadilha egóica. O ego adora entrar pela porta de trás. Ele vai pegar uma ideia nobre, como começar yoga e, então, distorcê-la para servir a seu objetivo, ao fazer você se sentir superior aos outros; você começará a menosprezar aqueles que não estão seguindo o seu “caminho espiritual certo”.

Superioridade, julgamento e condenação. Essas são armadilhas do ego.(...)

(Mooji)

sábado, 26 de novembro de 2016

o divã e a espiritualidade

Qual a diferença entre um “bom divã de psicanalista” e um “encontro com a espiritualidade"?

by flaviosiqueira

A mente encontra respostas em um bom divã.
Mas somos mais do que a mente e as respostas mentais são insuficientes.
Posso interromper processos adoecidos, desfazer confusões e isso é ótimo, mas não é sobre isso que falo. Aquietar-se é mais do que um ritual mental.
É uma condição interior que está ligada ao jeito de olhar a vida como um todo. É como percebo Deus em mim, como vejo que sou parte do todo e que o todo faz parte de mim, que estamos vinculados e permito que essa percepção tangencie minha caminhada, molde meus valores e acalme minhas inquietudes.
É transcender a mente, sabendo de que os processos de “iluminação” não são processos conscientes, mentais, intelectuais ou sistemáticos, mas acontecem em dimensões muitas vezes incognoscíveis.
É a percepção de que somos seres fragmentados que se relacionam com o absoluto e por isso mesmo permanecem abertos para enxerga-lo aonde ele se manifesta, aonde ele está, livre de apontamentos intelectuais/doutrinários.
É o encontro consigo mesmo e a constatação de suas limitações que lhe projeta para o além, para o que não cabe em nós, ainda que esteja em nós.
Enxergar-se faz parte do processo, compreender a mente é importante, mas não creio que seja caminho suficiente para uma vida espiritual.
O que eu tenho tentado fazer é simplesmente lembrar as pessoas que o caminho começa dentro, em como me enxergo e consequentemente enxergo o próximo.
Em como enxergo o próximo e consequentemente o mundo.
Em como enxergo o mundo e consequentemente a vida.
Em como enxergo a vida e consequentemente Deus.
No mais, faço de tudo para estimular uma busca individual, pessoal e consciente.