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domingo, 4 de dezembro de 2022

Papaji - Descanse em Eterna Paz

 Quando a mente se agita, o mundo surge... portanto, fique quieto!

Tudo o que tem que fazer é parar todo o movimento da mente. Seja gentil com si mesmo. Abra seu coração e simplesmente seja. Apenas descanse em paz. Descanse naquilo que é sempre permanente e desapegue-se do resto. Tudo a que você é apegado, tudo que você ama,  tudo que você sabe, algum dia irá embora.

Mergulhe profundamente em si mesmo e acorde na Realidade... Este momento está disponível agora mesmo... Olhe para este momento, para este instante de tempo, olha para ele agora, e veja como você se sente. 

 

Papaji, ou Sri H.W.L. Poonja (1910 - 1997) foi um mestre de Advaita Vedanta discípulo de Ramana Maharshi e mestre de Mooji. Através de sua sabedoria profunda e autêntica Papaji ensinou a auto-inquirição (Atma-Vichara) que envolvia localizar o senso de “eu”, focalizando apenas nisso através de uma investigação direta. Entre 1991 e 1997, milhares de devotos desejando sinceramente por liberdade foram à Índia para se sentar em sua presença e receber seu “não ensino”, sua transmissão de mente silenciosa e a realização direta de Si Mesmo.

 

 No vídeo abaixo seguem trechos de gravações em satsangs. 

Papaji - Descanse em Eterna Paz

 
“Esta é uma boa prática: Manter a atenção em seu diamante e manter os ladrões longe dele. Permanecer quieto, e estar ciente dos pensamentos. Quando estiver ciente, você não terá nenhum pensamento, porque nenhum pensamento surge quando você observa. Quando você faz isso, você está naturalmente na própria Consciência. Nenhuma atenção, nenhuma intenção, simplesmente atenção. Nenhuma luta entre o dentro e o fora, apenas fique relaxado e à vontade. Sente-se quieto e observe a mente. Ela vai querer ir aqui e ali para aproveitar as experiências passadas e os prazeres. Traga-a de volta. Se você está ciente do ladrão ele não vai roubar você, mas se você não está ciente, então ele não vai deixar você ser feliz, ele vai roubar a propriedade da paz”. - Papaji. 

 “Não há diferença entre olhar para dentro na realidade, e fora no sonho, a criação. Isto não pode ser explicado. Em silêncio, na quietude ou no campo de batalha - ainda estar tranquila no campo de batalha, ou nos altos picos do Himalaia, meditando com ninguém ao seu redor. Não existe qualquer diferença. Quer seja agora ou no próximo ano ou no próximo nascimento, não importa”. Papaji. 

“Permaneça em Satsang, permaneça quieto, e sempre tenha amor pelo seu próprio Ser. Você não irá ganhá-lo por nenhuma tentativa ou esforço. São essas esperanças e desejos que ocultam a sempre-pura Consciência. Seu Eu Real pode se revelar num piscar de olhos, assim que você abandonar toda sua esperança e todo seu desejo, que são as doenças da mente”. Papaji. 

“Os desejos são problemas quando deixam traços na mente. São os traços que são perigosos, e não os desejos em si. Quando um pássaro voa, ele não deixa marcas no ar. Quando um peixe nada, ele não deixa qualquer marca na superfície da água. Se nós pudéssemos viver sem deixar quaisquer traços e marcas na mente, nós não teríamos nenhum problema. Este ciclo interminável é alimentado pelo desejo, o desejo de desfrutar de objetos sensoriais em um corpo. Quando cessa o desejo, o ciclo cessa. Este aparentemente interminável ciclo de nascimentos e mortes cessa com a cessação do desejo. O universo cessa, como se nunca houvesse existido. É assim que é”. Papaji.

 

domingo, 27 de março de 2022

Rupert Spira - A meditação mais elevada


 

 Rupert Spira - A meditação mais elevada 

O que é meditação?

Eis uma pergunta que refere-se a um mal entendido que muita gente nem sabe que tem.
E é importante que saibamos bem o que é que nós estamos "buscando"... e esse "objetivo seria, de fato, alcançável, por meio da meditação.
Mas antes de aprofundar nossa noção do que vem a ser "meditação", vamos começar nos perguntando:

Por que buscamos meditar?

Talvez seja porque estamos buscando sentir 'felicidade' ou 'paz', isto depois de termos cansado de procurá-las em objetos convencionais do mundo... Ou ainda, porque desejamos possuir a 'iluminação' de que fala tantas obras espiritualistas... ou então experimentar a presença de alguma divindade (que se supõe seja algo muito extraordinário, não é?), ou pode ser apenas porque desejamos experiências extraordinárias (êxtases, sons e vivências "fantásticas"... ),que o mundo material não conseguiu nos dar.
 
Então, por primeiro, é importante atentar para o que é que nos impulsiona a querer meditar.
 
Em segundo, é relevante perceber que muitos praticantes entendem a 'meditação' como uma atividade mental, um "fazer da mente". Alguns pressupõem que meditar seja sinônimo de uma intensa concentração mental (que poderia ser, dependendo de cada caso, em um som ou em um 'objeto externo' ou "interno") ou ainda simplesmente entendem 'meditar' como sinônimo de 'imaginar' (imagens ditas 'especiais', previamente sugeridas) 'refletir racionalmente' ou fazer algum tipo de 'mentalização' ou verbalização de mantrans, sutras sagrados, orações etc.
 
Evidentemente que podemos consentir haver várias "modalidades de meditação", dependendo do efeito que se queira atingir... e, assim, aceitar que se trata de um conceito muito amplo, com vários subtipos de 'práticas meditativas'.
 
Contudo, quando estamos falando da meditação nessa concepção mais profunda (não dualista), o que meditar significa realmente?

Qual a meditação mais elevada, no sentido mais exigente e rigoroso do termo?

 Eis a seguir um vídeo contendo uma explicação bastante esclarecedora a respeito da meditação de mais alto nível que se pode realizar, sob a ótica da filosofia Advaita Vedanta (não dualista).
 
Aqui, Rupert Spira aborda de maneira direta e simples, como a "meditação acontece". 
 
E então, de repente compreendemos que a meditação mais elevada, você não a faz, não a pratica... ela acontece.    

Rupert Spira - A meditação mais elevada

 

domingo, 27 de fevereiro de 2022

Ramana Maharshi - Fique Quieto

Dando sequência à série de vídeos sobre os ensinamentos do conhecido mestre Advaita Vedanta Râmana Mahârshi, eis mais uma sequência de dicas importantes para os praticantes do autoconhecimento, em especial àqueles que se dedicam à prática da auto-inquirição (Atma-Vichara) 

créditos: Canal Corvo Seco

 

 

 Bhagavan Sri Râmana Mahârshi (1879 - 1950), foi um mestre de Advaita Vedanta e famoso santo do sul da Índia, considerado um dos maiores sábios de todos os tempos. 

A essência de seus ensinamentos é o “Atma Vichara”, “Self-enquiry” (auto-inquirição ou auto-investigação). 

Seu objetivo é eliminar as falsas ideias sobre o Eu e o ego, o levando à realização não-dual da Realidade. 

Atma-Vichara não deve ser considerada uma prática de meditação que ocorre em certas horas e em certas posições; mas que deve continuar durante as horas de vigília, independentemente do que se esteja fazendo. 

Sri Ramana Maharshi não via conflito entre o trabalho e a auto-investigação e afirmava que com um pouco de prática isso poderia ser feito em quaisquer circunstâncias. 

 

Ramana Maharshi - Fique Quieto

 

Citações e trechos do livro “A Imortalidade Consciente”, de Ramana Maharshi.
 
“Você deve saber que o estado Supremo de liberação existe apenas em uma mente que atingiu o estado de silêncio e em nenhum outro lugar”. Ramana Maharshi. 
 
“Para a maioria das pessoas o esforço é necessário. Claro, todos os livros dizem 'permaneça em silêncio', ou 'apenas seja', mas não é fácil. É por isso que todo esse esforço é necessário. Mesmo que você encontre alguém que alcançou sem esforço o silêncio, ou o estado supremo, você pode entender que o esforço necessário já foi completado em uma vida passada. Tal consciência sem esforço e sem escolha só é alcançada depois da prática deliberada de meditação”. Ramana Maharshi. 
 
“Firme e disciplinada permanência no Atman (Atmanishtha), sem conceder a menor oportunidade a que se levante qualquer pensamento que não seja aquele de profunda contemplação do Ser, é o que verdadeiramente constitui a auto-submissão ao Supremo Senhor. Que qualquer fardo seja entregue ao Senhor e Ele o carregará. Esse é, de fato, o indefinível poder do Senhor que ordena, sustenta e controla tudo o que acontece”. Ramana Maharshi.
 
“Se não há paz mental, por mais que um homem ignorante se esforce e se arraste pelo abismo profundo dos textos espirituais (shastras), não conseguirá obter a Libertação. Só pode ser considerada morta a mente que, pela prática do yoga, perdeu todas as suas tendências e tornou-se pura e imóvel como uma lâmpada bem protegida do vento por uma redoma. Essa morte da mente é a realização mais elevada.  
A conclusão final de todos os Vedas é que a Libertação nada mais é do que a mente silenciada. Para a Libertação apenas uma mente silenciosa tem valor. Da mesma forma, muitos livros sagrados ensinam que a Libertação consiste em abandonar a mente. 
Em várias passagens do Yoga Vasishta a mesma ideia se repete, de que a Bem-aventurança da Libertação só pode ser alcançada pela extinção da mente, que é a causa principal do samsara e, portanto, de todo sofrimento.
Assim, matar a mente pelo conhecimento dos ensinamentos sagrados, pelo raciocínio e pela experiência pessoal é desfazer o samsara. De que outra maneira pode ser parada a miserável roda de nascimentos e mortes? E como pode a liberdade resultar disso? Nunca. 
A não ser que o sonhador desperte, o sonho não termina, como não acaba o pavor de estar diante de um tigre, no sonho. Igualmente, se a mente não estiver desiludida, a agonia do samsara não cessará. 
A única coisa é que a mente precisa ser silenciada. Esta é a realização da vida”. - Ramana Maharshi. 
 
“Mantenha o silêncio e vá fundo à origem de tudo. Descubra quem você é. É tudo o que você precisa fazer”. Annamalai Swami.  
 
“O objetivo de toda prática é o silêncio, então se esforce apenas por isso. Não se apegue a nenhum assunto. Treine sua mente para ir ao silêncio. Permaneça em silêncio e renda-se. Isso é tudo”. H. W. L. Poonja (Papaji). 
 
“A única maneira de despertar, é através do silêncio. Não através da análise dos fatos. Não separando o que é bom e o que é ruim, mas por meio do simples silêncio. Abandonando todos os pensamentos, todas as feridas, todos os dogmas e conceitos. Abandonando essas coisas diariamente. É no silêncio que seus problemas simplesmente se dissolvem. Tente. Realmente funciona”. Robert Adams.  
 
 
 
 

canal Sri Ramana Mandir: 

A Prática Correta de Auto Inquirição - Atma Vichara. https://youtu.be/7IOpT807lZY 

canal NovoYoga (Venkataraman: Bhagavan Sri Ramana Maharshi): https://youtu.be/vjtKQTZd-8s  

 

livros de Ramana Maharshi na Amazon: 

Pérolas de Sabedoria: https://amzn.to/3og4XW4 

Ensinamentos Espirituais: https://amzn.to/2UA9qYS

 

segunda-feira, 8 de março de 2021

a única meditação que existe: a observação


A Única Meditação Que Existe: Observar


Não "manter a mente tranquila", mas vazia.
 
Embora você não tenha plena certeza se os professores das várias localidades estão certos ou errados, se sua própria base é sólida e genuína, os venenos das doutrinas erradas não serão capazes de lhe fazer mal, "manter a mente calma" e "esquecer preocupações" incluídas. 
 
Relaxe e torne-se vasto e expansivo. Quando velhos hábitos repentinamente surgirem, não use a mente para reprimi-los. Nessa hora, é como "um floco de neve sobre uma fornalha aquecida"...
Só então eles conhecem o dito de Jung: "usando a mente, sem nenhuma atividade mental". (...) 
O esvaziamento de que eu falo agora não está separado de ter mente. Estas não são palavras para enganar pessoas. Tem havido um grande mal-entendido sobre estas duas coisas: "manter a mente tranquila" e "esvaziamento mental". 
Existiram muitas pessoas que ensinaram que elas são sinônimos. Elas parecem ser sinônimos, mas na realidade estão tão separadas quanto duas coisas podem estar, e não há como interligá-las. Assim, primeiro vamos tentar encontrar o exato significado dessas duas palavras, porque o Sutra Ta Hui completo desta noite diz respeito ao entendimento da diferença. 

A diferença é muito sutil. Um homem que está mantendo sua mente tranquila e um homem que não tem mente irá parecer exatamente igual olhando de fora, porque o homem que está mantendo sua mente tranquila também está silencioso. Porém, por baixo de seu silêncio, há um grande tumulto, mas ele não está permitindo isto vir à tona. Ele está no controle total. 
 
O homem com a não-mente, ou sem atividade mental, não tem nada para controlar. Ele é somente puro silêncio com nada reprimido, com nada disciplinado - apenas um puro céu vazio.
 
Superfícies podem ser muito enganadoras. A pessoa precisa estar muito alerta sobre as aparências, porque ambas parecem iguais do lado de fora - ambas são silenciosas. O problema não teria surgido se a mente tranquila não fosse fácil de alcançar. É fácil de alcançar. Esvaziamento mental não é tão fácil de alcançar; não é barato é o maior tesouro do mundo 
 
A mente pode jogar o jogo de ser silenciosa... ela pode jogar o jogo de não ter qualquer pensamento, qualquer emoção, mas estes estão apenas reprimidos, plenamente vivos, prontos para aparecer a qualquer momento. 
As assim chamadas religiões e seus santos caíram na falácia de tranquilizar a mente. Se você continua sentado em silêncio, tentando controlar seus pensamentos, não permitindo suas emoções, não permitindo qualquer movimento dentro de você, lento, lentamente isso se tornará seu hábito. Essa é a maior decepção do mundo que você pode dar a si próprio, porque tudo é exatamente o mesmo, nada mudou, mas parece que você sofreu uma transformação.