sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O que está feito está terminado


Há alguns anos, um abade famoso estava construindo uma nova sala em seu monastério. Quando chegou a época das chuvas*, ele parou o trabalho e mandou os pedreiros para casa. Esse era o momento de silêncio em seu monastério.
Alguns dias depois, um visitante apareceu, viu o prédio construído pela metade e perguntou ao abade quando sua sala seria terminada. Sem hesitar, o monge respondeu:
- A sala está terminada.
- O que o senhor quer dizer com “terminada”? – respondeu o visitante surpreso. – Ela ainda não tem telhado, portas ou janelas. Há pedaços de madeira e sacos de cimento em toda parte. Você vai deixar essas coisas aí, desse jeito? Está louco? O que quer dizer com “terminada”?
O velho monge sorriu e respondeu gentilmente:
- O que está feito está terminado – e então se retirou para meditar.


 * A monção (esse período é chamado de Vassa ou época das chuvas) na Tailândia dura de julho a outubro. Durante esse período, os monges param de viajar, deixam de lado todos os seus trabalhos e projetos e dedicam-se exclusivamente aos estudos e à meditação.



O trecho acima foi retirado de seu livro “Antes que o dia acabe, seja feliz!”, publicado no Brasil pela editora Fundamento


fonte: http://sobrebudismo.com.br/o-que-esta-feito-esta-terminado/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+SobreBudismo+%28Sobre+Budismo%29

A cultura como hierarquia de sistemas semióticos



A cultura como hierarquia de sistemas semióticos




A linguagem é comumente entendida como elemento fundamental distintivo do ser humano. O homo sapiens teria surgido por ter assumido uma posição ereta, liberado as mãos e braços. Contudo, isso seria de pouco valor sem a especial capacidade cognitiva para tornar-se especialista na comunicação com os demais indivíduos, substituindo o grito animalesco pela palavra.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Filosofia da Linguagem: alguns conceitos de Saussure



Alguns conceitos básicos de Saussure, na visão de Castelar de Carvalho

Semiologia / Linguística
A Semiologia (ou Semiótica) é a teoria geral dos sinais. Ela difere da Linguística por sua maior abrangência: enquanto a Linguística é o estudo científico da linguagem humana, a Semiologia preocupa-se não apenas com a linguagem humana e verbal, mas também com a dos animais e de todo e qualquer sistema de comunicação, seja ele natural ou convencional. A Linguística constitui, portanto, uma parte da Semiologia. Semiologia e Semiótica são termos permutáveis (a primeira surgiu na Europa, com Saussure, e a segunda, nos Estados Unidos, com o filósofo Charles Sanders Peirce).

O signo linguístico: arbitrariedade e linearidade
Para Saussure, signo é a união do sentido e da imagem acústica. O que ele chama de “sentido” é a mesma coisa que conceito ou ideia, isto é, a representação mental de um objeto ou da realidade social em que nos situamos, representação essa condicionada pela formação sociocultural que nos cerca desde o berço.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O que aprendemos sobre cidadania?

04/09/13  - Opinião1 – Jornal da Cidade - Bauru

O que aprendemos sobre cidadania?

Silvio Motta Maximino

Em três grandes protestos nos meses de junho e julho, centenas de milhares foram às ruas reclamar a aprovação e rejeição de projetos, criticar o comportamento imoral e vergonhoso de partidos e de políticos em todas as esferas... 

Partidos em geral levaram prá casa, além da bandeira rasgada ou queimada, a vergonha de terem sido literalmente expulsos da festa para a qual, aliás, não haviam sido convidados. 

Enganam-se os ressentidos que adoram enxergar “conspirações” fascistas ou golpes de Estado em cada esquina: o “puxão de orelha” tem explicação relativamente mais simples: um alerta contra a canalhice e cinismo daquelas agremiações que estão fracassando em seu papel de mediadores entre o povo e o poder político. Quando uma instituição social perde sua credibilidade e função, é colhida pela obsolescência. É muito triste ver isso acontecendo com os partidos políticos.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Temos governo ou desgoverno?

02/09/13 03:00 - 
Opinião - Jornal da Cidade 

Não podemos chamar isso que temos de governo!

Rafael Moia Filho
O povo brasileiro é desprovido de governantes, temos democracia, votamos, elegemos, até já cassamos um presidente, mas continuamos sem governo. Falta ao nosso país gestores que sejam visionários, mas que enxerguem além de suas contas bancárias que engordam após cada novo mandato. Que olhem para o horizonte e enxerguem mais do que seus próprios umbigos. Precisamos de gente honesta, que diariamente prove ser honesta por quatro ou até oito anos e assim até o final da vida.