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domingo, 11 de setembro de 2022

Nisargadatta Maharaj - O Autoconhecimento Supremo

Qual é a verdade libertadora que você atinge quando se autoconhece?

O que se ganha quando se consegue discernir o real, do irreal?

Quando você sofre dentro de um sonho, de uma experiência onírica, quando é que seu sofrimento acaba? a resposta é muito simples! O sofrimento acaba assim que você percebe que está sonhando e acorda. 

Esse despertar só é possível quando você compreende sua própria identidade básica, quando você compreende quem você é, e quem você não é... o que é real, e o que é imaginário...

As perguntas nunca terminam... você não precisa conhecer todos os "porquês" e os "comos"... Mantenha a mente em silêncio e você descobrirá... vai compreender em si mesmo que "tudo é Um" ... 

"O mundo parece real porque pensamos nele o tempo todo. Enquanto você se considerar uma pessoa, um corpo e uma mente separados da corrente da vida, tendo vontade própria, perseguindo seus próprios objetivos, estaremos vivendo apenas na superfície e seja o que for que façamos, será temporário e de pouco valor"...

O mundo existe somente como um sonho na consciência... Pare de buscar felicidade e realidade num sonho e você despertará!

 

Nisargadatta Maharaj (1897 - 1981) foi um dos mestres espirituais da não-dualidade mais importantes de sua época. Filósofo, guru indiano e um dos principais nomes da filosofia Advaita Vedanta. 

Em 1951, Maharaj começou a aceitar visitantes e passou a dar palestras em sua casa, onde respondia perguntas e explicava conceitos da maneira simples, sem complexidade religiosa. 

Seu pensamento acerca da espiritualidade é que cada ser vivo deveria ter plena consciência de sua vida, ou seja, o entendimento sobre sua verdadeira natureza, e então, buscar e se desenvolver a partir daí. Pertencente ao Inchegeri Sampradaya, discípulo de Siddharameshwar Maharaj, 

Nisargadatta alcançou reconhecimento mundial através da publicação de 1973, de "Eu Sou Aquilo" (I Am That). 

 

O Autoconhecimento Supremo

 

 Trechos retirados do livro “I Am That”, de Nisargadatta Maharaj.

 “Cedo ou tarde você está condenado a perceber que, se realmente quiser descobrir o Ser, só há um lugar a procurar: dentro de você”. Nisargadatta Maharaj. 

“Buscamos o real porque estamos infelizes com o irreal. A felicidade é nossa própria natureza real e não devemos descansar até que a encontremos. Mas raramente sabemos onde buscá-la”. Nisargadatta Maharaj. 

“Uma vez que você possa dizer, com a confiança da experiência direta, que: ‘Eu sou o mundo e o mundo sou eu mesmo’, você é livre do desejo e do medo por um lado e, do outro, torna-se totalmente responsável pelo mundo. A aflição inconsciente da humanidade toma-se seu único interesse”. Nisargadatta Maharaj. 

“O autoconhecimento é o conhecimento a respeito do seu Ser. O ser humano esquece seu Verdadeiro Ser, e não entende quem ele realmente é. Chegamos a descobrir quem somos apenas ao pensar sobre isso. Qual é nosso dever quando ganhamos o nascimento como seres humanos?” - Siddharameshwar Maharaj. 

“A mente e o mundo não estão separados. Entenda que o que você pensa ser o mundo é sua própria mente. Todo o espaço e todo o tempo estão na mente. Onde você localizaria um mundo além da mente? Existem muitos níveis de mente e cada um projeta sua própria versão, mesmo assim, todos estão na mente e são criados por ela. Compreenda que tudo acontece na consciência e que você é a raiz, a origem, o fundamento da consciência. O mundo não é senão uma sucessão de experiências e você é o que as faz conscientes, permanecendo, ainda assim, além de toda experiência”. - Nisargadatta Maharaj.


 

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Adyashanti - A Base do Silêncio - Acabando com o Jogo da Ilusão

 

 

"...O seu caminhar (todo o esforço a fim de conseguir algo) é apenas (uma tentativa, uma fuga) para evitar o que você é (...)" 

-Adyashanti-

 

 

 

As pessoas espiritualistas querem um objetivo comum, que se traduz em distintas expressões, dependendo da religião ou tradição: Nas religiões tradicionais, seus discípulos, seus crentes e fiéis querem "ser salvas", "ir para o céu, algum dia", "escapar do inferno", "atingir a iluminação", "o despertar da consciência", a "união com Deus" (seja qual for o nome que cada cultura escolha).

Você já se perguntou quais são suas expectativas quanto ao "estado de consciência desperta"?

O que você espera que aconteça quando você "chegar lá"?

O que acha que vai acontecer quando "experimentar a iluminação"?

 

As duas extraordinárias exposições contidas nos vídeos abaixo indicados se complementam no sentido de expor bem o "dilema do buscador". 

É que a maioria de nós, "espiritualistas", buscamos sinceramente uma transformação, uma mudança... que, no fundo, no fundo, se traduz por uma busca de "um outro lugar que não o aqui", de "um outro tempo que não o Agora", de uma situação, de uma realidade que seja distinta daquela que se nos apresenta, aqui e agora"... 

A maioria de nós  na realidade está a fugir dessa realidade nua e crua que se vivencia. Queremos, ambicionamos, desejamos profundamente um "outro mundo", um estado, uma realidade distinta daquela que vivenciamos no presente momento... e nos convencemos de que vamos alcançar a meta assim que nos tornemos "algo que não somos".

Então partimos em uma jornada para "evoluir", para mudar a nós mesmos e para mudar assim, o mundo a nossa volta... 

Não percebemos o que estamos fazendo... não nos damos conta de quanta "resistência" estamos criando em relação ao Agora... 

Resistindo ao que É, resistindo ao Agora, na busca por um paraíso, onde pensamos que vamos chegar?

Toda vez que se fala sobre "iluminação", sobre "o caminho para despertar a consciência", nosso ego rápida e sutilmente se apossa, se apropria da mensagem para convertê-la em um "novo objetivo" a ser perseguido... 

E lá estamos nós de novo, "perseguindo a cenoura", correndo prá lá e prá cá, angustiados, só que agora nossa cobiça é refinada, é sutil, é "espiritual"... 

Na ânsia por alcançar o objetivo, a meta... simplesmente entramos no jogo da mente, mordemos a isca! O ego mais uma vez conseguiu transformar nossa anseio por liberdade, nosso desejo pela iluminação em um novo "fazer" mental, egocentrado... 

Assim é que, nestas duas palestras, Adyashanti desvenda, escancara de maneira nua e crua, algumas das armadilhas mais sutis que a mente nos arma... na sua intenção oculta de perpetuar-se neste jogo.

Então, eis um sábio conselho: Abandone todas, todas, todas as expectativas. Que o nosso "caminhar" não seja um mero esforço para resistir à Verdade, para evitar a Verdade que não queremos aceitar.

Assista os dois vídeos abaixo indicados!

 

Acabando com o Jogo da Ilusão

 


Adyashanti - A Base do Silêncio

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Sri Aurobindo - A Vontade Transcendental


 Interessante vídeo do canal "Corvo Seco", produzido a partir dos profundos ensinamentos sobre autoconhecimento, sob a ótica de Sri Aurobindo, grande estudioso e praticante do Yoga/Vedanta.

Vale a pena assistir... e meditar...

 

 

Trechos do livro “Sri Aurobindo's Teaching & Method of Practice”. 

Aurobindo Akroyd Ghosh, Ghose, ou Sri Aurobindo (1872 - 1950) foi um filósofo, poeta, yogue e grande mestre espiritual indiano. Essencialmente, Aurobindo ensina o mesmo que os antigos sábios da Índia: que por detrás das aparências do universo existe a Realidade, a base da vida de todas as coisas, o único e eterno, e que para enxergar essa Verdade, um novo princípio de consciência deve emergir da mente ordinária, a Supramente. 

Sua profunda compreensão emergiu devido as suas próprias práticas espirituais, para as quais ele encontrou vívidas descrições alegóricas nos Vedas. 

Assim, Aurobindo formulou os princípios de um “Yoga Integral”, unificando os princípios das diversas linhas em um todo harmônico e coerente. 

 

 

“Nosso primeiro paradoxo é que o mundo inteiro anseia por liberdade, mas cada criatura está apaixonada por suas correntes”. 

Sri Aurobindo. 

 

“A paz é a primeira condição, a base sem a qual nada mais pode ser estável. Quando a mente está quieta, a verdade tem a chance de ser ouvida na pureza do silêncio”. 

Sri Aurobindo. 

 

“O princípio do verdadeiro ensino é que nada pode ser ensinado”. 

Sri Aurobindo.

 

 

 

livros de Sri Aurobindo: A Vida Divina - Uma Visão da Evolução Espiritual da Humanidade: https://amzn.to/2SjfsMH 

Ensinamentos de Sri Aurobindo: https://amzn.to/3hJXIEN 

Sri Aurobindo ou a Aventura da Consciência: https://amzn.to/3fakoMK 

 


quinta-feira, 19 de julho de 2018

vida material e vida espiritual - parte I

O lado material e o lado espiritual da vida - I

No mundo da Verdade (o mundo real) não há dualidade (mas unicidade). 
Porém, a crença ortodoxa comumente ensinada em nossa cultura nos diz: "há um corpo físico e há uma mente", "são substâncias distintas"... a teoria é essa, ainda que a interação entre corpo e mente não seja satisfatoriamente explicada até hoje. 

Há, contudo, outro paradigma: 
Tudo que existe constitui uma unidade, constituída de uma única substância, tudo está conectado, não havendo separação  real entre corpo e mente (vida material e vida espiritual)... 
Pense então nessa divisão como meramente didática, criada para facilitar o aprendizado de 'neófitos' como nós. 

Analisando profundamente, podemos notar que ambos os aspectos se fundem num todo único. Muito facilmente se pode constatar, pela simples observação e experiência pessoal, que um aspecto da vida sempre se reflete no outro tão intrínseca e detalhadamente, que aquelas distinções, antes aceitadas como óbvias, vão se tornando cada vez mais questionáveis e até mesmo obsoletas em muitos casos...

Logo, faço um convite: ousemos por um momento, olhar o ser humano, seu corpo e sua mente, sua psicologia e sua fisiologia, ambos como um todo único!

Sendo mais ousados ainda e dando um passo adiante, pensemos agora a sociedade, o mundo, os animais, os vegetais, o planeta... tudo formando um organismo vivo único, uma unidade complexa.

Assim é que "formamos uma unidade"... em inúmeros sentidos. 

Quando um dos elementos (na aparência distintos, isolados, diferenciados) sofre um desequilíbrio, todo o organismo é afetado de algum modo...  Noutras palavras, todo 'indivíduo', como se fosse uma célula desse grande corpo, é afetado em maior ou menor grau, em maior ou menor intensidade.

Outro exemplo de que a aparente dualidade corpo/mente é de certo modo ilusória, são as doenças psicossomáticas, cujo rol, segundo o CID (código internacional de doenças), aumenta a cada dia. 
Há não muito tempo apenas psicólogos abraçavam a tarefa de estudá-las. Hoje, tais enfermidades fazem parte obrigatória da formação profissional de qualquer médico, neurologista, fisiologista ou psiquiatra. E a cada dia que passa, mais pesquisadores vão desconfiando e constatando que enfermidades antes consideradas como de origem exclusivamente física (meramente 'biológica'), na verdade tem origem (ou ao menos influência) de 'mecanismos psíquicos'.

Outro aspecto interessante que podemos considerar/analisar quando estamos avaliando a distinção entre o mundo interior e o exterior é a questão do sonho. Então, pergunte-se:

Agora mesmo, neste exato momento, você está sonhando ou está acordado?

Ou pergunte-se: Como sabemos que estamos no mundo físico?
Você poderia provar/demonstrar que está vivenciando uma experiência no 'mundo exterior' (estritamente material)?
 
Vejamos: No mundo dos sonhos, não há distinção nítida entre passado, presente e futuro, podemos até nos ver flutuando e voando, atravessando paredes compactas, podemos conversar usando apenas o pensamento, visitar mundos desconhecidos etc...
Mas, mesmo com todas essas diferenças notórias entre um mundo e outro, ainda assim nossa consciência comumente não percebe que se trata de um sonho, de uma vivência onírica em outra dimensão "não física".
Isto é: mesmo com todas essas informações, enquanto dormimos em nossa cama, geralmente não nos damos conta que naquele momento, estamos sonhando, não é mesmo? 
Mesmo isso ocorrendo todos os dias, sem exceção, por que raramente notamos que se trata de um sonho?
A constatação é que nossa consciência segue hipnotizada, dormindo em qualquer dimensão (já que tampouco há separação absoluta entre elas). 
O fato é que não importa se estamos 'experimentando' materialidade ou espiritualidade, se estamos 'sintonizados' com algo 'físico' ou 'energético', simplesmente continuamos sonhando

Por que as pessoas então resistem tanto em aceitar que, agora mesmo, neste exato instante, estão também dormindo profundamente?
Por que achamos que agora, só por estarmos aparentemente manipulando um corpo físico, estaríamos 'acordados'? 
Não é possível que agora mesmo, estejamos vivendo "dentro" de um outro tipo específico de sonho?

Este sonho é o que se denomina "o sonho da consciência".

E ele ocorre rotineiramente, não importa se estamos usando corpo físico, ou se ele está repousando numa cama. Nossa consciência simplesmente segue lá, no mundo dos sonhos, tal qual se estivesse aqui. O fato de não termos lá os mesmos limites corpóreos e morais da dimensão física, dá um outro colorido, é verdade. Mas o sonho continua sendo sonho. O sonho não deixa de ser sonho só porque ele ocorre em outra dimensão (nível de percepção).

Costumamos pensar que somos muito espertos, mas corriqueiramente nos debatemos em dramas e tramas ridículos, projetados por nós mesmos, nos 'mundos internos/externos', oníricos, físicos ou não físicos...
 
Sonhamos (inconscientemente) à noite. Isso não seria um indício de que também sonhamos durante outras hora do dia? 
Mas, iludidos, creiamos estar “acordados”.
 
A maioria continua sonâmbula, sem sequer perceber que 'ainda dorme'... 

E quando alguém ou a Vida (o carma) vem e nos chacoalha, gritando “ACORDE!!”, ainda resmungamos, damos de ombros e viramos de lado na cama...  parece ainda não nos fartamos de tanto 'dormir'.
Além disso, aquilo que julgamos ser o "mundo físico" (tão real e concreto), não passa de uma 'criação' de nossos próprios cérebros.

E os cinco sentidos? não são "portas ou janelas" por meio das quais temos acesso direto ao "mundo exterior"; de fato, nossos sentidos são tecidos orgânicos dotados de terminações nervosas sensíveis a certo número limitado de ondas e frequências... nossos sentidos captam uma gama pequeníssima de impressões ... e é com elas que nosso cérebro/mente 'constrói' aquilo que depois chamaremos de 'realidade'... 
Aquilo que a ciência chama de 'impulsos elétricos', 'ondas', 'fótons', 'frequências', são continuamente transformadas, filtradas e depois ainda interpretadas. 

Tudo aquilo que nosso aparelho físico conseguiu captar, nosso cérebro/mente depois vai selecionar, segundo critérios de relevância completamente desconhecidos. Por fim, aquilo de que tomamos consciência (e que portanto consideramos 'real') não passa de uma mera "representação interna" subjetiva (psicológica, mental), nada mais que isso...
Então, quanto do mundo que "vemos", "ouvimos" e "apalpamos" é realmente como supomos que é?

Então, vamos combinar uma coisa? Vamos parar de fingir que sabemos alguma coisa sobre o mundo. Vamos admitir que não conhecemos a realidade ao nosso redor.
É isso mesmo! Não sabemos... não conhecemos a origem, a causa do que vivemos ou experimentamos no mundo... não sabemos como surgiu e nem onde tudo isso vai dar... só podemos imaginar, deduzir, supor, conjecturar.
Então como saber se estamos indo bem ou mal em algum aspecto de nossa vida? Estar "bem " implica em quê? Ter sucesso ou fracasso em algo, ter muita ou pouca saúde, ter vida longa, isso ou aquilo... Nada disso prova coisa alguma.


Melhor não perder tempo colando rótulos em ninguém... NEM em nós mesmos! Tais etiquetas são como roupas escondendo a nudez de nossa esplêndida ignorância.
 
O reconhecimento de que nada sabemos é o primeiro passo em direção à autêntica sabedoria (Sócrates). 
 
 
continua:

vida material ou vida espiritual – II

  

quarta-feira, 27 de junho de 2018

o sonho da vida e a crença do sonhador

“O segredo da salvação é esse: que você está fazendo isso sobre si mesmo. Não importa a forma do ataque, isso continua sendo verdade. Quem quer que assuma o papel do inimigo e do atacador, ainda é esta a verdade. Qualquer que parece ser a causa de qualquer dor e sofrimento que você sente, isso continua verdade. Porque você não reagiria aos personagens em um sonho se soubesse que você estava sonhando. Deixe-os ser tão odiosos e viciados quanto possam ser, eles não podem ter nenhum efeito em você a não ser que você falhe em reconhecer que são seu sonho”.
Helen Schucman (1909-1981), co-autora de Um Curso em Milagres, Cap. 27

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

a hipnose coletiva e a ilusão do tempo

“Nós vivemos em uma cultura totalmente hipnotizada pela ilusão de tempo, na qual o chamado presente é sentido como uma pequena linha entre o ‘todo poderoso’ passado causativo e o ‘absurdamente importante futuro’. 

Nesta reflexão, Alan Watts consegue nos mostrar a armadilha e a confusão em que a nossa mente nos meteu quando optamos por projetar nossa consciência nas preocupações, nas memórias e expectativas. 

Onde estamos neste preciso momento?  

Querendo terminar rápido esta leitura para ir logo a outro site? 
Há alguma tarefa que deve ser feita daqui a pouco? 
Ou estou aqui em paz, com minha respiração tranquila e completa? 
Ou talvez eu esteja com alguma pressa sutil (ou nem tanto), respiração rasa, sensação de escassez que não se sabe de que exatamente?

Tenho a expectativa que algum texto possa me salvar de algum passado que “me prende” ou me faz sofrer? 


Jornalista autor do Dharmalog, terapeuta na Hridaya Terapia em São Paulo, Instrutor de Meditação e proprietário do Dharma Office.

fonte: http://dharmalog.com/2014/12/01/aqui-e-tudo-nao-ha-nenhum-lugar-ir-toda-existencia-culmina-neste-momento-osho-aqui-e-agora/