domingo, 27 de fevereiro de 2022

Ramana Maharshi - Atma-Vichara - A Investigação de Si Mesmo

 

Quer saber detalhes sobre a prática da auto-investigação (Atma-Vichara)?

Neste vídeo, você encontrará importantes explicações e esclarecimentos sobre essa meditação importantíssima do Advaita Vedanta. 

 créditos: Canal Corvo Seco

Bhagavan Sri Râmana Mahârshi (1879 - 1950), foi um mestre de Advaita Vedanta e famoso santo do sul da Índia, considerado um dos maiores sábios de todos os tempos. 

A essência de seus ensinamentos é o “Atma Vichara”, “Self-enquiry” (auto-inquirição ou auto-investigação). 

Seu objetivo é eliminar as falsas ideias sobre o Eu e o ego, o levando à realização não-dual da Realidade. 

Atma-Vichara não deve ser considerada uma prática de meditação que ocorre em certas horas e em certas posições; mas que deve continuar durante as horas de vigília, independentemente do que se esteja fazendo. 

Sri Ramana Maharshi não via conflito entre o trabalho e a auto-investigação e afirmava que com um pouco de prática isso poderia ser feito em quaisquer circunstâncias. 

 

 Ātmā Vicāra (विचार), é um termo sânscrito que significa o processo de investigar quem realmente somos, a investigação sobre a Natureza do Ser. Esta técnica é a que melhor exemplifica o Jñāna Yoga, o Yoga do conhecimento sobre Si Mesmo. A meditação da auto-indagação é a constante atenção para a consciência interior do “eu” ou “eu sou”, recomendado por Ramana Maharshi como o maneira mais eficiente e direta de descobrir a irrealidade do pensamento “eu” .

 

Ramana Maharshi - Atma-Vichara - A Investigação de Si Mesmo

 

 Citações de Ramana Maharshi

Trechos dos livros “Pérolas de Sabedoria” e “The Teachings of Ramana Maharshi in His Own Words”. 

“Meditação é permanecer como seu próprio Ser sem desviar-se de maneira nenhuma de sua natureza real e sem sentir que você está meditando”. Ramana Maharshi. 

“Meditação é firmar-se a um pensamento. Aquele único pensamento mantém afastados os outros pensamentos. Distração da mente é um sinal de sua fraqueza. Através de constante meditação ela ganha força, ou seja, a fraqueza dos pensamentos fugitivos dá lugar ao duradouro pano de fundo livre de pensamentos. Essa vastidão desprovida de pensamentos é o Ser. A mente em pureza é o Ser.” Ramana Maharshi. 

“Verdadeiramente falando, meditação é fixar-se no Ser. Mas quando os pensamentos cruzam a mente e fazemos um esforço para eliminá-los, o esforço geralmente é chamado de meditação. 

Atmanishtha (estar fixado no Ser) é a sua natureza real. Permaneça como você é. Esse é o objetivo”. Ramana Maharshi.

 “Conforme a capacidade do aluno, existem muitas opções, mas não há meio mais eficaz que a auto-inquirição. Todos os métodos, exceto a auto-inquirição, são praticados enquanto retém o ego, assim, mesmo que a mente diminua, ela se levantará novamente.

Auto-indagação é o método direto à autorrealização, é a chave para a liberdade. Volte-se para dentro. Em primeiro lugar, encontre a fonte de sustentação da mente. Descubra de onde ela surge. Ela é apenas um feixe de pensamentos, e todos eles nascem de um “eu”. 

Através de uma investigação profunda e constante sobre a natureza da mente, ela deixará de existir. Assim, mergulhe na consciência através da indagação: “Quem sou eu?”. 

A pergunta: “Quem sou eu?” significa tentar encontrar a origem do ego. O inquérito que leva a autorrealização é a investigação sobre o que é esse ego. Todos os esforços devem ser direcionados para remover o véu da ignorância. Assim, auto-inquirição é a remoção das nuvens que revela o céu azul que já estava lá”. - Ramana Maharshi.

 

 

Saiba mais:

conheça o canal Sri Ramana Mandir: A Prática Correta de Auto Inquirição - Atma Vichara. https://youtu.be/7IOpT807lZY 

canal NovoYoga (Venkataraman: Bhagavan Sri Ramana Maharshi): https://youtu.be/vjtKQTZd-8s  

 

livros de Ramana Maharshi na Amazon: 

Pérolas de Sabedoria: https://amzn.to/3og4XW4 

Ensinamentos Espirituais: https://amzn.to/2UA9qYS 

 


 

Annamalai Swami - A Auto Investigação - Atma Vichara

Este vídeo contém ótimos esclarecimentos a respeito da técnica chamada "Atma Vichara" ou "meditação da auto-investigação", a qual promove a constante atenção para a consciência interior do “eu”, conforme orientada pelo mestre Ramana Maharshi.

  créditos: Canal Corvo Seco

 

 Annamalai Swami

Ātmā Vicāra (विचार), é um termo sânscrito que significa o processo de investigar quem realmente somos, a investigação sobre a Natureza do Ser. 

Esta técnica é a que melhor exemplifica o Jñāna Yoga, o Yoga do Conhecimento sobre Si Mesmo. 

A meditação da auto-investigação é a constante atenção para a consciência interior do “eu” ou “eu sou”, recomendado por Ramana Maharshi como o maneira mais eficiente e direta de descobrir a irrealidade do pensamento “eu” . 

Annamalai Swami (1906 - 1995), foi um mestre de Advaita Vedanta, discípulo direto de Sri Ramana Maharshi. 

Em 1938, após dez anos de trabalho e devoção, Sri Ramana pediu a Annamalai Swami para que deixasse o Ashram e se dedicasse exclusivamente à meditação solitária de Atma Vichara. 

Ele então se mudou para uma casa nas proximidades onde praticou a auto-investigação por décadas e, finalmente, através do serviço devotado a Bhagavan e rigorosa prática de sādhana, alcançou a Auto-Realização. 

Seu ensino em linguagem simples tornaram-se conselhos valiosos aos buscadores, pois sua experiência direta deu-lhe o conhecimento prático sobre como obter sucesso na Auto-Realização através da auto inquirição.

 


 Annamalai Swami - A Auto Investigação - Atma Vichara


Citações e trechos do livro “Final Talks”

“Não-dualidade é Jnana, dualidade é Samsara. Se você puder abandonar a dualidade, só o absoluto Brahman permanece e você percebe que você mesmo é esse Brahman. Todo sofrimento começa com uma noção de dualidade. Enquanto essa consciência dualidade estiver fortemente fixada na mente, não se pode dar ajuda real a outras pessoas. Se alguém percebe sua natureza não dual e fica em paz interior, torna-se um instrumento adequado para ajudar os outros”. Annamalai Swami. 

“Para superar a falsa ideia da mente, simplesmente pare de acreditar nela. Se isso não acontecer espontaneamente quando ouvir a verdade de um professor, continue dizendo a si mesmo: 'Eu não sou a mente; eu não sou a mente. Não há mente; não há mente. Apenas a Consciência existe'. Só existe Consciência. Quer dizer, tudo o que existe é apenas Consciência. Mantenha isso em mente e não se permita considerar qualquer outra coisa como sendo real”. Annamalai Swami. 

“Você deve manter a indagação: 'Para quem isso está acontecendo?' - o tempo todo. 

Se você estiver com problemas, lembre-se: 'Isso está acontecendo apenas na superfície da minha mente. Eu não sou esta mente ou os pensamentos errantes'. 

Em seguida, volte para a pergunta: 'Quem sou eu?'. Ao fazer isso, você penetrará cada vez mais fundo e se desligará da mente. Isso só acontecerá depois que você fizer um esforço intenso. O que importa se muitos pensamentos continuam surgindo? Investigue sua origem ou descubra quem tem os pensamentos. Se você não esquecer seu Eu Real, isso será suficiente. Quando tiver abandonado todos os pensamentos, todas as identificações, o conhecimento verdadeiro repentinamente se manifesta em você: 'Eu sou o Ser não manifesto e sou também o todo da manifestação'”. Annamalai Swami.

 

 

canal Sri Ramana Mandir: https://youtu.be/eJb7TyLFUCs 

canal NovoYoga (Venkataraman: Bhagavan Sri Ramana Maharshi): https://youtu.be/vjtKQTZd-8s 

 

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Ramesh Balsekar - Tudo é Um

Excelentes e inspiradoras reflexões filosóficas a respeito da Verdade, da Unidade, da Totalidade, daquilo que é a "Não Dualidade"... Qual a relação entre nossa aparente individualidade e a Consciência? Por que temos a impressão da aparente separação entre os seres?

O que é a Consciência? O que é a mente/ego? 

Qual a natureza real de cada um de nós, aparentes sujeitos/indivíduos? 

Qual a natureza real das coisas que percebemos?

créditos: Canal Corvo Seco


 Ramesh S. Balsekar (1917 - 2009) foi discípulo de Nisargadatta Maharaj. 

Desde a infância, Balsekar foi atraído pelo Advaita, particularmente os ensinamentos de Ramana Maharshi. 

Ele escreveu mais de 20 livros, foi presidente do Banco da Índia e recebia hóspedes diariamente em sua casa em Mumbai até pouco antes de sua morte.

 Balsekar ensinava a partir da tradição do não-dualismo Advaita Vedanta. Seu ensino começa com a ideia de uma Fonte definitiva, Brahman, da qual surge a criação. Uma vez que a criação surgiu, o mundo e a vida operam mecanicamente de acordo com as leis divinas e naturais. Tudo o que acontece é causado por esta fonte, e a identidade real desta fonte é pura Consciência, que é incapaz de escolher ou fazer. 

Portanto, o livre-arbítrio é na verdade uma ilusão. Essa falsa identidade que gira em torno da ideia de que "Eu sou o corpo" ou "Eu sou o executor" impede a pessoa de ver sua identidade real, que é a Consciência livre. 

 

Ramesh Balsekar - Tudo é Um

 
 

Citações e trechos do livro “Counsciousness Speaks” de Ramesh Balsekar.

“Entenda que nada acontece a menos que seja a vontade de Deus, e faça o que quiser. O que pode ser mais simples do que isso?”. Ramesh Balsekar. 

“O reflexo do sol pode ser visto apenas em uma gota de orvalho clara, não em uma enlameada”. Ramesh Balsekar. 

“O verdadeiro amor de Deus significa render-se a ele, sem querer nada, nem mesmo a salvação”. Ramesh Balsekar.

“O 'Eu Sou' é o sentimento impessoal de estar ciente. E foi aí que a Consciência-em-repouso tornou-se Consciência-em-movimento, quando a energia potencial tornou-se energia de fato. Elas não são duas. Nada separado sai da energia potencial. 

A Consciência-em-movimento não está separada da Consciência-em-repouso. A Consciência-em-repouso torna-se a Consciência-em-movimento, e esse momento que a Ciência chama de Big Bang, o místico chama de "o repentino surgimento da consciência".  

O universo objetivo é em fluxo contínuo, constantemente projetando e dissolvendo inúmeras formas. Diferentemente, a pura Consciência, o estado Absoluto, é sem início e sem fim, não tendo a necessidade de qualquer suporte além de Si mesmo. O que nasce é a consciência, que precisa de um organismo no qual manifestar-se, e esse organismo é o corpo físico. 

Sendo a consciência manifesta a sua única ligação com o Absoluto, ela se torna o único instrumento pelo qual o ser senciente pode esperar obter uma libertação ilusória do 'indivíduo' que ele acredita ser. Ao ser "um com sua consciência" e ao tratá-la como Atman, seu Deus, ele pode esperar alcançar aquilo que ele pensa ser o Inatingível”. - Ramesh Balsekar.  

Assim como o espaço é apenas um, o ar é um, o fogo é um, similarmente, a consciência também é uma. Devido à ignorância e à identificação com o corpo, você experimenta o prazer e a dor mesmo que a consciência seja universal e somente funcione através do corpo”. - Nisargadatta Maharaj.



domingo, 16 de janeiro de 2022

Ramana Maharshi - Quem é Deus?

Interessantíssimas e fundamentais reflexões a respeito da importância do autoconhecimento, pelas palavras de Râmana Mahârshi. Fundamental e inspirador!

créditos: Canal Corvo Seco

 

 

Bhagavan Sri Râmana Mahârshi (1879 - 1950), foi um mestre de Advaita Vedanta e um famoso santo do sul da Índia, considerado um dos maiores sábios de todos os tempos. 

Seus ensinamentos, simples, profundos e lúcidos, estão registrados em um grande número de livros. 

A essência dos seus ensinamentos é o "Vichara" (auto-inquirição), ou investigação, onde por meio de questionamentos como: "Quem sou eu?", ou, "De onde surge o pensamento 'eu'?", descobre-se a "Verdade, a nossa real natureza". 

Ramana nos alerta que não se trata de mero questionamento verbal, mecânico, mas de trazer sempre ao foco da atenção, por meio desse questionamento, a sensação de "eu sou", que é a única coisa real, visto que todas as outras coisas mudam e passam, enquanto esta consciência do eu permanece. 

 

 

 Trechos do livro “True Happiness”, editado por Arthur Osborne. 

“Afortunado é aquele que não se perde nos labirintos da filosofia, mas vai direto à fonte de onde tudo surge”. Ramana Maharshi. 

“Não há nada para ser conquistado, apenas ignorância a ser removida”. Ramana Maharshi. 

“Qual a utilidade do conhecimento sobre tudo o mais, se você não conhece quem você é?” Ramana Maharshi.

“A Realidade não tem nomes, nem formas. Aquilo que se acha por trás de nomes e formas é a Realidade”. - Ramana Maharshi. 

 

 

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Epicteto - A Arte de Viver

 Excelentes reflexões deste grande filósofo grego foram destacadas neste vídeo. São extremamente úteis para auxiliar no processo do autoconhecimento e na reflexão racional sobre o comportamento humano. Créditos para o Canal "Corvo Seco".

 

Epiteto ou Epicteto (55 - 135) foi um filósofo grego da Escola do Estoicismo. 
 
Seu nome de nascimento é desconhecido, “epiktetos” significa “adquirido” ou “comprado”, isso porque quando ainda era menino foi comprado como escravo por Epafródito, um dos secretários administrativos de Nero. 
 
Muito cedo Epicteto mostrou uma excepcional capacidade intelectual, e Epafródito resolveu mandá-lo a Roma para estudar com o renomado professor estóico Gaio Musônio Rufo. 
 
Epicteto se tornou seu aluno mais brilhante e acabou livre da escravidão. De aluno, Epicteto tornou-se um conceituado professor de filosofia, ensinando na capital do Império Romano até o ano de 94 d.C. 

Epicteto busca em seus pensamentos destacar o lado prático da filosofia para desenvolver a moral, difundindo a ideia de que a filosofia deveria ser vivida, e não meramente discutida. 
Para Epicteto, o desejo é uma das principais causas da infelicidade humana. E um dos objetivos principais de sua filosofia é a busca da felicidade. 
Como viver uma vida plena, uma vida feliz? 
Como ser uma pessoa com boas qualidades morais? 
Para Epicteto, uma vida feliz e uma vida virtuosa são sinônimos. 
Felicidade e realização pessoal são consequências naturais de atitudes corretas. Assim, a cura aos homens que sofrem com suas paixões acontece através da virtude. 
A Escola do Estoicismo é uma doutrina filosófica fundamentada nas leis da natureza, que surgiu na Grécia no século IV a.C., fundada pelo filósofo grego Zênon de Cítio (333 - 263 a.C.). 
O Estoicismo trata de questões atemporais, como lidar com adversidades, emoções negativas, conhecer a si próprio e investir energia no que importa. 
Para os estoicos, a perfeição humana estava fundamentada na ideia de que os seres humanos estão ligados à natureza. 
Assim, devem negar seus desejos para a realização de uma vontade guiada pela razão em conformidade com essa natureza. Ou seja, uma corrente filosófica onde a “virtude” depende da vontade subordinada à razão, sendo considerada a base para se atingir a felicidade.


 
Trechos do livro “A Arte de Viver”:
 
“A maioria das pessoas costuma iludir-se pensando que liberdade consiste em fazer o que é agradável ou o que proporciona conforto e facilidade. A verdade é que aqueles que subordinam a razão aos seus sentimentos do momento são na realidade escravos de seus desejos e aversões. Não estão preparados para agir de forma digna e eficaz quando ocorrem desafios inesperados, como é inevitável acontecer”. Epicteto. 
 
“Não busque a felicidade fora, mas sim dentro de você, caso contrário nunca a encontrará”. Epicteto. 
 
“Nada pode ser realmente tomado de nós. Não há nada a perder. A paz interior começa quando, em vez de dizer a respeito das coisas “Perdi isto”, começamos a afirmar “Isto voltou para o lugar de onde veio”. Seus filhos morreram? Eles voltaram para o lugar de onde vieram. Seus bens e propriedades foram tirados de você? Isso também voltou para o lugar de onde veio. Por que sofrer quando o que você recebeu do mundo está sendo devolvido a ele?”. Epicteto.
 
“Só existe um caminho para a felicidade: parar de nos preocupar com coisas que estão além do nosso poder de vontade. A única coisa sobre a qual você tem controle é a sua mente. E isso lhe garante poder suficiente porque a sua mente é origem de todas as suas escolhas, ações e percepções. 
 
Reconheça as aparências pelo que realmente são. De agora em diante pratique dizendo para tudo o que parecer desagradável: 'Isto é só aparência e de modo algum o que parece ser'. E, então, examine cuidadosamente a questão de acordo com os princípios que acabamos de considerar. Em primeiro lugar: 'Esta aparência se refere às coisas que estão sob meu controle ou às que não estão?'. Se a questão estiver relacionada com qualquer coisa fora de seu controle, treine a si mesmo para não se preocupar com ela.  
Não procure fazer com que as coisas aconteçam exatamente como você deseja. Deseje que tudo aconteça da forma como acontecerá e sua vida fluirá bem. 
Veja as coisas como elas são. As circunstâncias não ocorrem para atender às nossas expectativas. Os fatos acontecem como têm de acontecer. As pessoas comportam-se de acordo com o que são. Acolha as coisas que de fato conseguir. 
Abra os olhos: veja as coisas como elas são e preserve-se assim da dor causada pelos falsos apegos e os estragos evitáveis”. - Epicteto. 
 
 
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