Quais são os mecanismos que nos mantém afastados da autorrealização e da felicidade?
No vídeo a seguir, do canal Corvo Seco, você ouvirá alguns excertos (trechos) de gravações em satsangs realizados por R. Dass.
Ram Dass (Richard Alpert ; 1931 -2019), foi um professor espiritual americano, escritor e psicólogo. Desiludido com o mundo consumista, Ram Dass procurou um caminho para a salvação da consciência humana através dos ensinamentos místicos hindus.
Nos anos 70 começou a dar aulas de psicologia na Universidade de Harvard, onde mergulhou no estudo de drogas psicodélicas.
No final da década, ele foi para a Índia e estudou com o guru hindu Neem Karoli Baba, que daria a Richard Alpert seu novo nome, que significa "Servo de Deus".
Quando retornou aos Estados Unidos, Ram Dass se tornou ele próprio guru, dando palestras sobre autoconhecimento por todo o país.
"(...)coisas bem óbvias costumam passar despercebidas..."
"(...)só se pode viver um momento de cada vez..."
Vale a pena prestar atenção especial ao conteúdo deste vídeo! São conselhos valiosíssimos! Conselhos simples, os quais, quando estão bem contextualizados, tornam-se extremamente úteis...
O vídeo a seguir, preparado com inegável qualidade pelo canal "Corvo Seco", traz citações e trechos do livro “The Wisdom of Insecurity” de Alan Watts.
Alan Wilson Watts (1915 - 1973) foi um filósofo britânico, escritor, palestrante e um dos pioneiros na divulgação da sabedoria oriental ao ocidente.
Baseando-se em uma grande variedade de tradições (como a filosofia chinesa, o hinduísmo, o budismo, o taoismo e a ciência moderna) Watts sintetiza os principais ensinamentos que permitem o indivíduo a encontrar-se com sua profunda natureza.
Com grande lucidez de pensamento e simplicidade na linguagem, Watts apresenta respostas ao mal-entendido fundamental, o mistério central da existência, a realidade sobre quem somos nós.
Como um grande intérprete das disciplinas orientais, Watts difundiu que nossa concepção sobre nós mesmos é um mito; sendo as entidades que chamamos de “coisas separadas” meramente aspectos ou características de uma mesma unidade.
“A arte de viver não é um vagar descuidado por um lado, nem um apego medroso ao passado, por outro. Consiste em ser sensível a cada momento, em considerá-lo totalmente novo e único, em ter a mente aberta e totalmente receptiva. ”
Alan Watts.
“Meditação é a descoberta de que o objetivo da vida é sempre alcançado no momento imediato”.
Alan Watts.
“Acordar para quem você é requer desapego de quem você imagina ser”.
Alan Watts.
“Percebi que o passado e o futuro são ilusões reais, que existem no presente, que
é o que existe, e tudo o que existe.A vida existe apenas neste momento, e este momento é infinito e eterno, pois o
momento presente é infinitamente pequeno; antes que possamos medi-lo, ele se foi, e, no entanto, existe para sempre”.- Alan Watts.
“
Como a onda está para o oceano, o indivíduo está para o
universo......ou seja: Eu não existo, nem há outro, nem você, nem esses, não há mente nem sentidos.
Só há um, a consciência pura. A consciência que é a base e o
substrato de todas as noções: Brahman”.
- Yoga Vasistha.
"O mundano e o sagrado são um e o mesmo". Faça uma falsa divisão de um processo em dois, esqueça que o fez, e depois passe séculos tentando resolver este
enigma sobre como os dois podem se unir".
Alan Watts.
Trechos dos livros “The Book” e “The Spirit of Zen”
“Assim como o verdadeiro humor é rir de si mesmo, a verdadeira humanidade é o conhecimento de si mesmo. Outras criaturas podem amar e rir, falar e pensar, mas parece ser a peculiaridade especial dos seres humanos que eles refletem: eles pensam sobre o pensamento e sabem que sabem. Isso, como outros sistemas de feedback, pode levar a círculos viciosos e confusões se gerenciado de forma inadequada, mas a autoconsciência torna a experiência humana ressonante.
Ele transmite esse "eco" simultâneo a tudo o que pensamos e sentimos, como a caixa de um violino reverbera com o som das cordas. Dá profundidade e volume ao que de outra forma seria raso e plano. O autoconhecimento leva à admiração, e a admiração à curiosidade e à investigação, de modo que nada interessa mais às pessoas do que as pessoas, mesmo que apenas a própria pessoa.
Todo indivíduo inteligente quer saber o que o motiva, mas ao mesmo tempo fica fascinado e frustrado pelo fato de que a si mesmo é a coisa mais difícil de se conhecer.
Pois o organismo humano é, aparentemente, o mais complexo de todos os organismos, e embora se tenha a vantagem de conhecer seu próprio organismo tão intimamente de dentro há também a desvantagem de estar tão perto dele que nunca se pode chegar a conhecê-lo.
Nisso. Nada escapa tanto à inspeção consciente quanto a própria consciência. É por isso que a raiz da consciência tem sido chamada, paradoxalmente, de inconsciente”.
Alan Watts.
“O primeiro resultado dessa ilusão é que nossa atitude para com o mundo ‘fora’ de nós é amplamente hostil. Estamos sempre "conquistando" a natureza, o espaço, as montanhas, os desertos, as bactérias e os insetos, em vez de aprender a cooperar com eles em uma ordem harmoniosa.
‘Quem não luta não tem identidade; quem não é egoísta não tem eu’.
A atitude hostil de conquistar a natureza ignora a interdependência básica de todas as coisas e eventos - que o mundo além da pele é na verdade uma extensão de nossos próprios corpos - e terminará destruindo o próprio ambiente do qual emergimos e do qual toda a nossa vida depende”.
Alan Watts.
“Veja, sair de sua mente pelo menos uma vez por dia é tremendamente importante, porque ao sair de sua mente você volta aos seus sentidos. E se você ficar em sua mente o tempo todo, você é mais racional. Em outras palavras, você é como uma ponte muito rígida que, por não se permitir, sem loucuras, será derrubada no primeiro furacão”.
Alan Watts.
“Quando somos crianças, somos enganados pelo sentimento do ego através das atitudes, palavras e ações da sociedade que nos cerca - nossos pais, parentes, professores e, acima de tudo, nossos colegas igualmente enganados.
Outras pessoas nos ensinam quem somos. Suas atitudes para conosco são o espelho no qual aprendemos a nos ver, mas o espelho é distorcido.
Todos fazem todo o possível para nos confirmar a ilusão da separação, para nos ajudar a ser falsos genuínos, que é precisamente o que significa “ser uma pessoa real”. Pois a pessoa, do latim persona, era originalmente a máscara com boca de megafone usada pelos atores nos teatros ao ar livre da antiga Grécia e Roma, a máscara através (per) pela qual o som (sonus) vinha.
Como a pessoa é amplamente definida como separada, em um universo irracional e desconhecido, sua principal tarefa é obter uma vantagem sobre o universo e conquistar a natureza.
Assim enganado, o indivíduo - em vez de cumprir sua função única no mundo - fica exausto e frustrado nos esforços para atingir objetivos autocontraditórios.
Em uma avaliação exagerada sobre a identidade separada, o ego pessoal está serrando o galho em que ele está sentado, e depois ficando cada vez mais ansioso com a colisão iminente!”.
- Alan Watts.
É fato: Tudo que conhecemos neste mundo vai se dissolver, vai desaparecer até não deixar qualquer rastro. A transitoriedade de tudo que conhecemos é irrefutável... ninguém pode contestá-la...
O problema é que resistimos à ideia da impermanência, da transitoriedade, da morte, e, consequentemente, da dinâmica da própria vida. Como não queremos aceitar a transitoriedade de tudo que existe, consequentemente não aceitamos bem a ideia da morte. Como não compreendemos o sentido da vida, tampouco compreendemos a razão da transformação, das mudanças e da morte...
Importantíssimo refletir sobre a morte. Quando a compreendermos, passaremos a ter acesso a uma compreensão de uma dimensão mais profunda de nossas próprias existências neste "mundo que passa". Compreender o sentido da vida e da morte passa pelo entendimento do motivo pelo qual estamos aqui. Mas, primeiro de tudo, temos de compreender "quem somos nós". Se não sabemos quem ou o quê somos, de nada adiantaria tentar entender qualquer outra coisa.
Abaixo segue o vídeo com citações de Alan Watts, mais uma excelente produção do canal Corvo Seco:
Citações e trechos do livro “The Essence of Alan Watts”.
Alan Wilson Watts (1915 - 1973) foi um filósofo britânico, escritor, palestrante e um dos pioneiros na divulgação da sabedoria oriental ao ocidente.
Baseando-se em uma grande variedade de tradições (como a filosofia chinesa, o hinduísmo, o budismo, o taoísmo e a ciência moderna) Watts sintetiza os principais ensinamentos que permitem o indivíduo a encontrar-se com sua profunda natureza.
Com grande lucidez de pensamento e simplicidade na linguagem, Watts apresenta respostas ao mal-entendido fundamental, o mistério central da existência, a realidade sobre quem somos nós.
Como um grande intérprete das disciplinas orientais, Watts difundiu que nossa concepção sobre nós mesmos é um mito; sendo as entidades que chamamos de “coisas separadas” meramente aspectos ou características de uma mesma unidade.
“A religião quer garantir o futuro depois da morte, e a ciência quer garantir o futuro
até a morte e adiar a morte. Mas 'amanhã' e 'planos para amanhã' não têm sentido nenhum a não ser que se
esteja em pleno contato com a realidade do presente, já que é no presente e só no presente que se vive.Não existe realidade a não ser a realidade presente, de forma que, mesmo que vivêssemos por eras infinitas, viver para o futuro seria estar enganado eternamente”.
- Alan Watts
“Acordar
para quem você é requer desapego de quem você imagina ser”.
Alan Watts.
“Então... Não existe absolutamente nada de errado em estar doente ou
morrendo.
Quem disse que você precisa sobreviver?
Quem te deu a ideia de que é necessário continuar sempre em frente?
Nós não podemos dizer que é uma boa ideia que tudo sobreviva... porque
se permitíssemos que todos vivessem para sempre, nós enfrentaríamos uma
superpopulação.
Então de alguma forma, morrer é um ato honrável, pois dá lugar a outros.
Nós podemos observar mais detalhes sobre isso e perceber que se
pudéssemos adiar nossa morte indefinidamente... Nós não continuaríamos a
adiá-la para sempre.
Porque depois de um certo ponto nós perceberíamos, que esta não é a
forma na qual gostaríamos de sobreviver...
Por qual outro motivo
teríamos filhos?
Porque as crianças nos permitem sobreviver de uma outra forma. Como se
estivéssemos passando a tocha, para que você não tenha que carregá-la o
tempo todo. Chega um momento em que você pode se entregar. E dizer:
Agora é a sua vez!
É um arranjo muito mais interessante para a Natureza... Continuar o
processo da Vida, através de indivíduos diferentes, ao invés de ser
sempre o mesmo indivíduo. Porque com cada novo indivíduo que ganha Vida,
a Vida é renovada.
E então, relembra o quão fascinante são as coisas do dia-a-dia para uma
criança. Porque elas não enxergam tudo sob a ótica da sobrevivência e do
lucro. Quando começamos a pensar em tudo sob a ótica da sobrevivência e
do lucro, como fazemos, as formas dos arranhões no chão deixam de
conter magia. A maioria das coisas, na verdade, perdem a magia.
Então, no curso da Natureza, quando deixamos de ver a magia no mundo,
nós não estamos mais fazendo nossa parte no jogo da Natureza de
reconhecer a si mesma. Não há mais sentido... e então morremos.
E então algo diferente nasce, com uma perspectiva completamente
diferente.
Não é natural para nós, querer prolongar a vida indefinidamente, mas
vivemos em uma cultura, onde nos foi dito de todas as formas possíveis
que morrer é algo terrível, e isso é uma grande doença da qual sofre
nossa cultura”.
Alan Watts.
“Como seria ir dormir e nunca acordar?
A maioria das pessoas razoáveis simplesmente dispensa esse pensamento.
Elas dizem, “Você não pode imaginar isso”, dão de ombros e dizem “Vai
ser o que vai ser”. Mas eu sou uma dessas pessoas teimosas que não se
contentam com uma resposta dessas. Não que eu esteja tentando descobrir
algo além, mas eu sou totalmente fascinado pelo que seria ir dormir e
nunca mais acordar.
No mundo oriental, existem diferentes ideias sobre isso. A principal
ideia oriental é geralmente conhecida como reencarnação, atravessar uma
vida após uma vida em uma série interminável.
A coisa mais fascinante sobre isso, é que a morte não é o fim da
consciência.
Em outras palavras, estamos iludidos por uma espécie de fantasia. Se
você acha que a morte é como a escuridão sem fim, o nada sem fim, isso é
o nada inconcebível, porque não somos capazes de ter alguma ideia e
muito menos a sensação do nada, a menos que isso possa ser comparado a
sensação de alguma coisa. Essas duas coisas andam juntas.
O que quer dizer, que o vazio criado pelo desaparecimento de um ser,
pelo desaparecimento de seu sistema de memória, seria simplesmente
preenchido por outro ser”.
Alan Watts.
"...O
seu caminhar (todo o esforço a fim de conseguir algo) é apenas (uma
tentativa, uma fuga) para evitar o que você é (...)"
-Adyashanti-
As pessoas espiritualistas querem um objetivo comum, que se traduz em distintas expressões, dependendo da religião ou tradição: Nas religiões tradicionais, seus discípulos, seus crentes e fiéis querem "ser salvas", "ir para o céu, algum dia", "escapar do inferno", "atingir a iluminação", "o despertar da consciência", a "união com Deus" (seja qual for o nome que cada cultura escolha).
Você já se perguntou quais são suas expectativas quanto ao "estado de consciência desperta"?
O que você espera que aconteça quando você "chegar lá"?
O que acha que vai acontecer quando "experimentar a iluminação"?
As duas extraordinárias exposições contidas nos vídeos abaixo indicados se complementam no sentido de expor bem o "dilema do buscador".
É que a maioria de nós, "espiritualistas", buscamos sinceramente uma transformação, uma mudança... que, no fundo, no fundo, se traduz por uma busca de "um outro lugar que não o aqui", de "um outro tempo que não o Agora", de uma situação, de uma realidade que seja distinta daquela que se nos apresenta, aqui e agora"...
A maioria de nós na realidade está a fugir dessa realidade nua e crua que se vivencia. Queremos, ambicionamos, desejamos profundamente um "outro mundo", um estado, uma realidade distinta daquela que vivenciamos no presente momento... e nos convencemos de que vamos alcançar a meta assim que nos tornemos "algo que não somos".
Então partimos em uma jornada para "evoluir", para mudar a nós mesmos e para mudar assim, o mundo a nossa volta...
Não percebemos o que estamos fazendo... não nos damos conta de quanta "resistência" estamos criando em relação ao Agora...
Resistindo ao que É, resistindo ao Agora, na busca por um paraíso, onde pensamos que vamos chegar?
Toda vez que se fala sobre "iluminação", sobre "o caminho para despertar a consciência", nosso ego rápida e sutilmente se apossa, se
apropria da mensagem para convertê-la em um "novo objetivo" a ser perseguido...
E lá estamos nós de novo, "perseguindo a cenoura", correndo prá lá e prá cá, angustiados, só que agora nossa cobiça é refinada, é sutil, é "espiritual"...
Na ânsia por alcançar o objetivo, a meta... simplesmente entramos no jogo da mente, mordemos a isca! O ego mais uma vez conseguiu transformar nossa anseio por liberdade, nosso desejo pela iluminação em um novo
"fazer" mental, egocentrado...
Assim é que, nestas duas palestras, Adyashanti desvenda, escancara de maneira nua e crua, algumas das armadilhas mais sutis que a
mente nos arma... na sua intenção oculta de perpetuar-se neste jogo.
Então, eis um sábio conselho: Abandone todas, todas, todas as expectativas. Que o nosso "caminhar" não seja um mero esforço para resistir à Verdade, para evitar a Verdade que não queremos aceitar.
Dando sequência à série de vídeos sobre os ensinamentos do conhecido mestre Advaita Vedanta Râmana Mahârshi, eis mais uma sequência de dicas importantes para os praticantes do autoconhecimento, em especial àqueles que se dedicam à prática da auto-inquirição (Atma-Vichara)
Bhagavan Sri Râmana Mahârshi (1879 - 1950), foi um mestre de Advaita Vedanta e famoso santo do sul da Índia, considerado um dos maiores sábios de todos os tempos.
A essência de seus ensinamentos é o “Atma Vichara”, “Self-enquiry” (auto-inquirição ou auto-investigação).
Seu objetivo é eliminar as falsas ideias sobre o Eu e o ego, o levando à realização não-dual da Realidade.
Atma-Vichara não deve ser considerada uma prática de meditação que ocorre em certas horas e em certas posições; mas que deve continuar durante as horas de vigília, independentemente do que se esteja fazendo.
Sri Ramana Maharshi não via conflito entre o trabalho e a auto-investigação e afirmava que com um pouco de prática isso poderia ser feito em quaisquer circunstâncias.
Citações e trechos do livro “A Imortalidade Consciente”, de Ramana Maharshi.
“Você deve saber que o estado Supremo de liberação existe apenas em uma mente que atingiu o estado de silêncio e em nenhum outro lugar”.
Ramana Maharshi.
“Para a maioria das pessoas o esforço é necessário. Claro, todos os livros dizem 'permaneça em silêncio', ou 'apenas seja', mas não é fácil. É por isso que todo esse esforço é necessário.
Mesmo que você encontre alguém que alcançou sem esforço o silêncio, ou o estado supremo, você pode entender que o esforço necessário já foi completado em uma vida passada.
Tal consciência sem esforço e sem escolha só é alcançada depois da prática deliberada de meditação”.
Ramana Maharshi.
“Firme e disciplinada permanência no Atman (Atmanishtha), sem conceder a menor oportunidade a que se levante qualquer pensamento que não seja aquele de profunda contemplação do Ser, é o que verdadeiramente constitui a auto-submissão ao Supremo Senhor. Que qualquer fardo seja entregue ao Senhor e Ele o carregará. Esse é, de fato, o indefinível poder do Senhor que ordena, sustenta e controla tudo o que acontece”.
Ramana Maharshi.
“Se não há paz mental, por mais que um homem ignorante se esforce e se arraste pelo abismo profundo dos textos espirituais (shastras), não conseguirá obter a Libertação.
Só pode ser considerada morta a mente que, pela prática do yoga, perdeu todas as suas tendências e tornou-se pura e imóvel como uma lâmpada bem protegida do vento por uma redoma. Essa morte da mente é a realização mais elevada.
A conclusão final de todos os Vedas é que a Libertação nada mais é do que a mente silenciada. Para a Libertação apenas uma mente silenciosa tem valor.
Da mesma forma, muitos livros sagrados ensinam que a Libertação consiste em abandonar a mente.
Em várias passagens do Yoga Vasishta a mesma ideia se repete, de que a Bem-aventurança da Libertação só pode ser alcançada pela extinção da mente, que é a causa principal do samsara e, portanto, de todo sofrimento.
Assim, matar a mente pelo conhecimento dos ensinamentos sagrados, pelo raciocínio e pela experiência pessoal é desfazer o samsara.
De que outra maneira pode ser parada a miserável roda de nascimentos e mortes? E como pode a liberdade resultar disso?
Nunca.
A não ser que o sonhador desperte, o sonho não termina, como não acaba o pavor de estar diante de um tigre, no sonho. Igualmente, se a mente não estiver desiludida, a agonia do samsara não cessará.
A única coisa é que a mente precisa ser silenciada. Esta é a realização da vida”.
- Ramana Maharshi.
“Mantenha o silêncio e vá fundo à origem de tudo. Descubra quem você é. É tudo o que você precisa fazer”.
Annamalai Swami.
“O objetivo de toda prática é o silêncio, então se esforce apenas por isso. Não se apegue a nenhum assunto. Treine sua mente para ir ao silêncio.
Permaneça em silêncio e renda-se. Isso é tudo”.
H. W. L. Poonja (Papaji).
“A única maneira de despertar, é através do silêncio. Não através da análise dos fatos. Não separando o que é bom e o que é ruim, mas por meio do simples silêncio. Abandonando todos os pensamentos, todas as feridas, todos os dogmas e conceitos. Abandonando essas coisas diariamente.
É no silêncio que seus problemas simplesmente se dissolvem. Tente. Realmente funciona”.
Robert Adams.