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terça-feira, 9 de novembro de 2021

Ramakant Maharaj - Vá Além das Palavras

Mais uma excelente publicação do canal "Corvo Seco", com excertos de Ramakant Maharaj, tratando da importantíssima temática da meditação Advaita e trazendo valiosas e luminosas reflexões e conclusões, profundamente filosóficas e úteis... sobre a vida, o corpo, a mente, a Verdade, a ilusão, a autorrealização...
 

 

 

 

Ramakant Maharaj

Discípulo direto de Nisargadatta Maharaj, Ramakant Maharaj (1941 - 2018) foi um professor espiritual indiano de Advaita, Mestre Auto-Realizado e Guru pertencente ao ramo Inchegiri do Navnath Sampradaya. 

Durante a última década em seu Ashram em Nashik, Ramakant recebeu devotos de todo o mundo para ensinar-lhes a como encontrar felicidade e paz permanentes, sem nenhuma causa material. 

Respondendo às questões fundamentais de nossa existência com surpreendente clareza, lógica e potência, Ramakant apresenta o raro e mais elevado conhecimento sobre “quem sou eu”, revelando assim, sua verdadeira identidade. 

Sobre sua vida, Sri Ramakant Maharaj diz: “Conheço meu passado e de onde vim. Sou um milagre. Tudo graças ao meu Mestre, Shri Nisargadatta Maharaj”. 

 

Citações:

“O Conhecimento Direto Espontâneo está além de todo conhecimento lógico, intelectual, filosófico, espiritual. Este Conhecimento é Conhecimento Universal, seu Conhecimento”. Ramakant Maharaj. 

“Você não pode dizer como você era antes de ser. Não havia palavras, nem conhecimento, nada. Palavras não podem descrever 'nada'”. Ramakant Maharaj. 

“Por que continuar viajando quando você é o destino?”. Ramakant Maharaj.  

https://www.ramakantmaharaj.net

 

Livros de Ramakant Maharaj: Esteja Com Você - Realidade Sem Pensamentos: https://amzn.to/2SV8Epf

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

A distância entre o que percebo e o real

 

Mais do que posso conceber

by flaviosiqueira

Nada é exatamente como percebemos. Cada um de nós enxerga a partir de lentes embaçadas, mentes condicionadas por tantos conceitos, tantas impressões, tantos vetores que não nos damos conta.
Você só conhece uma versão. Olha por uma única fresta e pensa que viu tudo. Sente-se seguro por acreditar que sabe. Pensar que sabe lhe deixa seguro.
A ciência pensa que sabe, a filosofia imagina ter chegado à algum lugar, a teologia orgulha-se sem saber que não sabe.
A maioria de nós se apegou às próprias certezas e a partir delas construiu castelos imaginários que o tempo, as perdas, as dores, os imprevistos da vida podem facilmente destruir. Tememos a desilusão. Enxergar desilude.
E então vivemos como quem se esforça para acreditar que tudo será como parece, que os castelos serão inabaláveis, que as coisas farão sentido conforme a lente embaçada e a vida será sempre mar tranquilo, como se todas as possibilidades, todas as variáveis, todos os caminhos coubessem na caixinha de fósforo que vivo, no grãozinho de arroz que sou.
Mas essa é só uma parte da história. É a parte inquietante, pelo menos sob a perspectiva da mente que se esforça para assumir o controle, que projeta sobre o ego a incumbência de assumir-se como ente, como ser que não é.
Até que não reste alternativa a não ser enxergar a própria ignorância. Desconstruir-se é assumir-se como é, reconhecer as incompletudes, sem disfarces, sem camuflagem, sem medo.
Nada é exatamente como percebemos.
A vida inteira se movimenta para nos mostrar que toda perspectiva absoluta é reducionista e nos livrar da tendência tão arraigada de nos identificarmos com a imagem do espelho, a superfície dos acontecimentos, a sensação de controle.
É preciso coragem para soltar as muletas e caminhar sem escorar-se em nada. Calar a mente, pacificar-se exatamente por saber que a inquietude é improdutiva, as construções mentais ilusórias, o sentimento de posse passageiro, a sensação de poder enganosa.
Você só vê pela fechadura, não sabe quase nada, portanto, que o sentimento diante da vida seja de reverência.
Que haja silêncio e pacificação suficientes para entender os sinais sem ficar se debatendo, conectar os movimentos sem reclamação, perceber que em cada acontecimento, por menor que seja, existem bilhões de possibilidades, todas com potencial para aprofundar sua consciência, mas você só percebe uma, talvez duas, quem sabe três, nada além.
Aquiete-se.
Você está vivo, experimentando agora a condição de ser-humano e isso já é mais do que pode entender.
Se não sabemos quase nada, sejamos humildes e simples de coração, abertos o suficiente, atentos ao universo que nos cerca, que nos habita, que se projeta no caminho e, sobretudo, gratos pelo espantoso e inexplicável fato de existirmos.
Por que você se inquieta por tão pouco? Ainda que a vida seja um completo mistério, estar aqui já é um enorme privilégio. Para mim, isso já é mais do que posso conceber.

domingo, 10 de setembro de 2017

o inimigo... dentro do sonho

“O segredo da salvação é esse: que você está fazendo isso sobre si mesmo. Não importa a forma do ataque, isso continua sendo verdade. Quem quer que assuma o papel do inimigo e do atacador, ainda é esta a verdade. Qualquer que pareça ser a causa de qualquer dor e sofrimento que você sente, isso continua verdade. Porque você não reagiria aos personagens em um sonho se soubesse que você estava sonhando. Deixe-os ser tão odiosos e viciados quanto possam ser, eles não podem ter nenhum efeito em você a não ser que você falhe em reconhecer que são seu sonho”.

— Helen Schucman (1909-1981), co-autora de Um Curso em Milagres, Cap. 27

sexta-feira, 10 de março de 2017

Pierre Lévy: a raiz do sofrimento




Qual a relação entre tecnologia e o ato de respirar? Toda, segundo Pierre Lévy.

Mundialmente reconhecido por suas teorias sobre a relação entre o ser humano e a tecnologia, o filósofo francês tem, em meio às obras diretamente ligadas à cibercultura, um livro que pode intrigar seus admiradores. É O fogo liberador, que apresenta a incursão pelo caminho espiritual de Pierre Lévy e de sua esposa, a pintora e ilustradora Darcia Labrosse.


Em entrevista ao programa Roda Viva (2001), Lévy explica como filosofia oriental e tecnologia estão intimamente relacionadas:


"Sou um filósofo. E, desde sempre, a filosofia se interessa por problemas sociais e políticos, problemas de conhecimento, de evolução histórica, pelo sentido da história etc. Mas, a filosofia também se interessa pela sabedoria, pela felicidade. E, para mim, digamos, é a continuação do meu trabalho de filósofo.
Então, no fundo, nos trabalhos sobre a revolução epistemológica, social e cultural trazida pelas novas tecnologias, trata-se de analisar um tipo de abertura do espírito, expansão do conhecimento e da consciência em uma esfera exterior, uma esfera concreta, uma esfera social. E, com o livro O fogo liberador, não é mais a exploração da liberdade exterior, mas a exploração da liberdade interior."
Como colocamos no início do texto, O fogo liberador propõe exercícios conhecidos por praticantes de meditação, mostrando como a observação do presente e o simples ato de respirar podem revelar o sentido da existência. 

sábado, 14 de junho de 2014

você está no comando de você mesmo?

Você é mesmo o dono de sua mente e do seu corpo?

Você crê que sua visão da realidade é objetiva?

 

Você sabe dizer qual o grau de objetividade daquilo que você percebe com seus sentidos? 


Percebemos o mundo objetivamente ou nossa 'percepção' é, de algum modo, determinada ou condicionada? 

A neurociência, a biologia, a ciência da cognição e muitas das ciências humanas já demonstraram, à exaustão, que é possível sermos facilmente manipulados e literalmente enganados... tanto pelo nosso cérebro, quanto pelo paradigma sociocultural no qual estamos mergulhados. 

Contudo, nem a ciência, nem a filosofia conhecem satisfatoriamente os processos que ocorrem dentro do complexo mente-cérebro, ou do socioambiental. Não só o mundo das emoções e dos pensamentos são um grande mistério para a ciência humana... Nem os melhores pesquisadores tem consciência de como nosso cérebro "constrói" a realidade que chamamos de "mundo exterior".

O assunto está muito pesado para você? 
Então descanse um pouco assistindo esse interessante documentário sobre como nosso cérebro pode ser enganado: Em  “Jogos Mentais” (veiculado originalmente no canal NatGeo), você vai se deparar com questões inusitadas. Por exemplo, você acha que poderia ficar bêbado sem ter tomado sequer uma gota de álcool?

🔺Assista e tire suas próprias conclusões.🔻