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domingo, 27 de junho de 2021

Por que o mundo está na ignorância?

Por que o mundo está na ignorância? 


 


Tente responder a essa pergunta sinceramente antes de ver a resposta de Sri Ramana Maharshi (1879-1950), o grande sábio indiano, que segue abaixo.

Porque o mundo está em ignorância?

 

Eis a resposta de Sri Ramana Maharshi:

Pergunta: Porque o mundo está em ignorância?

Sri Ramana Maharshi: Deixe o mundo tomar conta de si mesmo.
Se você é o corpo, então o mundo grosseiro aparece aí.
Se você é o espírito, tudo é apenas espírito.

Procure o ego, e ele desaparece. Se você investiga, a ignorância será descoberta como não-existente. É a mente que sente miséria e escuridão.

Veja o Ser.

Sri Ramana Maharshi, “Abide As The Self”.

 

 

Há tantas coisas nessa resposta curta. Mas o quanto conseguimos ver verdadeiramente de nós mesmos parece ser a chave. “Se você é o corpo, então o mundo grosseiro aparece aí. Se é o espírito, tudo é apenas espírito”. Rearranjando as frases, podemos tentar uma emenda nova: se você é a mente, então sente miséria e escuridão.

Está implícito que não adianta saber porque o mundo está em ignorância. Manter a pergunta lá fora (o mundo, as outras pessoas, o vizinho, o chefe, etc) mantém o “eu” que acreditamos ser intacto, inquestionado, num desvio do problema fundamental. Quem eu sou (que percebe essa ignorância no mundo) é realmente quem eu sou? E que “conhecimento” verdadeiro esse eu pode ter para sustentar isso?

 

Deixe o mundo tomar conta de si mesmo“.

Ele parece dizer: você não sabe nem o que se sucede dentro das crenças que tem de você mesmo, como pode querer saber da ignorância do mundo?

Isso lembra uma outra resposta que Sri Ramana deu a alguém que lhe perguntou sobre o mundo nesses tempos críticos.  

Ele respondeu: “Porque você deveria se preocupar com o futuro? Você nem conhece apropriadamente o presente. Tome conta do presente e o futuro tomará conta de si mesmo.”

Para logo depois emendar: “Como você é, assim também é o mundo“.

Se quisermos usar nossas percepções sobre o mundo para algum tipo de ajuda nessa investigação, talvez uma utilidade seja se perguntar como o mundo reflete quem achamos que somos.  

Qual é a relação que existe entre o-mundo-que-eu-vejo (percebo-entendo-vivo) e o-que-acredito-que-sou?  

Se o mundo da forma que vejo revela quem-eu-acho-que-sou, quem eu acho que eu sou? E vice-versa (como o-que-eu-acho-que-eu-sou molda minha visão de mundo?). 

E depois que encontramos esse quem-eu-acho-que-eu-sou, se formos investigar profundamente, ele continua lá (aqui)?

Este post foi escrito por

Sobre o autor Psicoterapeuta Gestalt e jornalista, Nando Pereira é autor do livro "Para Abraçar a Prática" (240pp, 2019) e coordenador da Mentoria de Meditação, "30 dias para transformar sua prática".

sexta-feira, 5 de março de 2021

"a importância da prática constante"... Controle a mente e o Inferno será Paraíso (Ramana Maharshi)

Interessante excerto do livro "Crumbs From His Table”, de Ramana Maharshi, publicado por

 

“Controle a mente e até mesmo o Inferno será Paraíso pra você. Todo o resto que se fala de solidão, viver na floresta, etc, é mero papo furado”.
SRI RAMANA MAHARSHI

Para atingirmos alguma possibilidade de ver a verdade e/ou atingir a iluminação, e até lá, nossa obrigação é com a prática. Quantas vezes teremos que ouvir isso?

Aqui está o grande sábio indiano Sri Ramana Maharshi (1879-1950) para nos lembrar mais uma vez. Num pequeno livro de 56 páginas lançado originalmente em 1936, intitulado “Crumbs From His Table”, Sri Ramana aparece respondendo questões de um discípulo, duas delas transcritas e traduzidas abaixo pelo Dharmalog.


A mensagem dele — de que nossa obrigação é com a nossa própria prática — não só serve à pessoa que lhe perguntou há quase um século, num pequena cidade do sul da Índia, mas também serve a nós, que não temos colinas de montanhas isoladas para nos aquietarmos. “Sua obrigação está na prática“.


 

Eis o texto abaixo (o livro completo, em inglês, está neste link.)


SOLIDÃO É UM ESTADO DE CONSCIÊNCIA

 
Pergunta: Quando passei uma ou duas horas na colina, algumas vezes encontrei uma paz melhor do que aqui (no Ashram), o que me faz pensar que um lugar solitário é mais condutivo para o controle da mente.


SRI RAMANA MAHARSHI: Verdade, mas se você tivesse ficado lá por mais uma hora, você teria visto que aquele lugar também não lhe deu a calma que você fala. Controle a mente e até mesmo o Inferno será Paraíso pra você. Todo o resto que se fala de solidão, viver na floresta, etc, é mero papo furado.


Pergunta: Se a solidão e o abandono da casa não fossem necessários, onde então estava a necessidade para Sri Bhagavan vir aqui (na montanha Arunachala para meditar em solidão) quando tinha 17 anos?


SRI RAMANA MAHARSHI: Se a mesma força que pegou isso aqui (referindo-se a si mesmo) também lhe tirasse da sua casa, então de todas as maneiras, você deixe isso acontecer, mas é inútil abandonar sua casa como um esforço seu, particular... Sua obrigação está na pratica, na prática contínua de auto-investigação.”

(do livro “Crumbs from His Table“, 1936)


dharmalog

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Para encontrar a paz - "Tudo depende de teus passos" Thich Nhat Hanh

O seguinte texto de autoria do monge zen Thich Nhat Hanh estava pregado essa semana (agosto/2016) num mosteiro budista na Espanha, onde estava sendo realizado um retiro de meditação.

Um dos participantes e amigo pessoal publicou na Internet o original em espanhol junto da foto da folha que foi pregada no mosteiro (abaixo), e me permitiu compartilhar aqui. 

É um pequeno grande lembrete sobre a presença e a apreciação da paz no momento presente, na autoria do passo de cada um. 
Ao ver a foto pela primeira vez, e ler a mensagem naquela foto, tirada no mosteiro, por alguns segundos imaginei a foto e me senti momentaneamente lá, no alto, no ermo e no verde, em silêncio, quase podia ver os monges desacelerando o tempo com seus passos calmos, e descansei na imagem.
 
Eis a foto e a mensagem (a tradução segue logo abaixo):
 Crédito: Reginaldo Menezes (agosto de 2016).
A semente da plena consciência se encontra em cada um de nós, mas nos esquecemos de regá-la. Acreditamos que só seremos felizes no futuro, quando conseguirmos uma casa, um carro ou um doutorado. Mantemos uma luta em nossa mente e em nosso corpo e não sentimos a paz e a alegria que temos ao nosso alcance neste preciso instante: o céu azul, as folhas verdes e os olhos de nosso ser querido.
O que é mais importante? São muitas as pessoas que passam em provas e compram casas e carros, mas seguem sendo infelizes. O mais importante é encontrar a paz e dividi-la com os demais. E para encontrá-la, podemos começar a caminhar com calma. Tudo depende de teus passos".
— Thich Nhat Hanh, em "O Longo Caminho Leva à Alegria: Um Guia para a Meditação Andando"

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

confronto de paradigmas num discurso de Alan Watts



“Quem disse? Cadê as evidências?”: o confronto de paradigmas num discurso de Alan Watts

 




"Por quê devemos parar de pensar? Por que é errado não gostar de ficar sozinho? Por que ter uma mente cheia de pensamentos é como uma droga? Será que realmente tem algum vício ou efeito maligno envolvido? Quem disse? Cadê as evidências????"
— ltrafael, em comentário ao vídeo "A Mente", com Alan Watts


Essas indagações publicadas num comentário ao vídeo "A Mente" (mais abaixo), um discurso do filósofo inglês Alan Watts (1915-1973) sobre as preocupações e o pensamento compulsivo, chamam a atenção de uma maneira bem simples e interessante para o choque de paradigmas na busca de respostas sobre a vida. 
 
Apesar do discurso de Watts ser bem claro e auto-explicativo, está se referindo a um processo interior e subjetivo de investigar a realidade, enquanto a pessoa que fez o comentário espera evidências ou provas "científicas e sérias" externas a ele mesmo ("Quem disse? Cadê as evidências??"), provenientes de alguma autoridade na pesquisa objetiva da realidade. 
 
Watts talvez tenha evidências científicas e sérias, mas no seu paradigma, que precisa da percepção interior e das próprias experiências pessoais para serem verificadas como, de fato, evidências. Mas sem uma ponte entre esses dois paradigmas, o espectador não percebe isso, e o diálogo não acontece.

Muitos grandes autores já trataram desse encontro (ou desencontro) de paradigmas, que muito genericamente poderíamos incluir nas diferenças entre "Ocidente" e "Oriente", aqui talvez mais especificamente entre o método científico "ocidental" e as ciências contemplativas "orientais", mas neste caso está expresso e atualizado num debate cotidiano simples de um vídeo do YouTube. 
 
Para alguns esse problema está superado, e os paradigmas convivem entre si, mas para muitos ainda há um vão. Sem uma ponte, o que há do outro lado do paradigma permanece inacessível.

Assista ao vídeo de Alan Watts, de 3min, legendado, abaixo (com agradecimentos ao canal Charles Darwin, e ao site AlanWatts.org, que cedeu o áudio original ao vídeo em inglês):

 
De uma certa forma, quem já conseguiu algum tipo de esclarecimento a partir das fontes contemplativas orientais (como Ioga ou Budismo, por exemplo), já fez algum tipo de conexão entre esses paradigmas, e talvez não tenha sido fácil. 
 
Imagino que se meus primeiros questionamentos existenciais fossem respondidos com a recomendação de parar de pensar, quando eu não fazia a menor ideia de como a ciência oriental tratava esse assunto, eu ficaria igualmente inconformado. 
 
Não conseguiria ver a conexão entre as duas coisas, e questionaria. Talvez eu pensasse: o que tem a ver parar de pensar com buscar provas sobre a existência? Seria como se eu tivesse um plug de três pinos tentando encaixar numa tomada de dois furos.
 
 

SOBRE PENSAR DEMAIS

Se formos perceber bem, nesse discurso Alan Watts não diz para pararmos de pensar, ele fala que pensamos demais e que estamos presos nesse ininterrupto movimento compulsivo mental, mas não é raro entendermos que isso significa uma recomendação para pararmos de pensar. 
Se a mente pudesse relaxar mais profundamente, aquietar-se naturalmente, e se pudéssemos fazer algum tipo de prática onde pudéssemos ganhar perspectiva sobre ela, sobre o próprio pensar, então uma outra resposta poderia vir, uma que poderia fazer ver que pensar demais é de fato uma compulsão, que escraviza o homem e ofusca profundamente sua visão da realidade... Que distorce o que ele entende por realidade, e que isso obviamente se parece bastante com uma droga. 
O efeito maligno envolvido é justamente o próprio bloqueio a uma outra compreensão da realidade, mas que só se torna evidente (ou seja, que só se torna uma evidência) para aquele cuja mente foi dada a chance de relaxar e ser vista em seu movimento obsessivo. 
Se isso não acontecer, pensar compulsivamente vai ser a única realidade que existe. E não vamos entender que problema há nisso.


"Uma pessoa que pensa todo o tempo não tem nada a pensar exceto pensamentos. Por isso perde contato com a realidade, e vive num mundo de ilusão".

 — Alan Watts, em "Alan Watts Teaches Meditation" (1992)



SOBRE NÃO GOSTAR DE FICAR SOZINHO

Watts também não falou em "não gostar de ficar sozinho", ele falou em  "fugir de si mesmo", que traz uma ênfase muito maior num tipo de medo íntimo que deveria ser no mínimo intrigante ao questionador sério. 
A pergunta poderia ser substituída por "Porque tenho essa reação de fugir da minha própria presença? O que pode haver de tão ruim no meu simples silêncio natural de ser? Será que faz sentido virmos a existir para termos tal desconforto de ficar conosco mesmos, ao ponto de querermos fugir dessa situação? Será que isso não mostra que talvez exista algo de errado justamente nisso?"
Enfim, os questionamentos fazem sentido, dentro de um paradigma. As respostas de Alan Watts idem. Talvez não tenham sido suficientes para o questionador, talvez demonstrem a limitação dos paradigmas, talvez precisemos de mais pontes entre paradigmas, ou adaptadores de pinos iguais entre perguntas a respostas.
 
 

quarta-feira, 12 de março de 2014

Como “aceitar” a insanidade do mundo?



Segue abaixo um interessantíssimo artigo de Jeff Foster, traduzido por Nando Pereira, abordando a questão de 'como' lidamos psicologicamente com as 'informações' que nos chegam como 'bombas', por meio das mídias... Como elas nos afetam e como, a partir disso, afetamos  as pessoas que estão ao nosso redor?

O artigo contém uma série importante de perguntas, de questionamentos que devemos nos fazer... questões que dizem respeito a todo ser humano em geral e que funciona como um bom exame de consciência cidadã.

 

 

Como podemos “aceitar” o sofrimento e a insanidade do mundo? 

Que vida terão as crianças? 

 

Uma visão por Jeff Foster

O autor britânico Jeff Foster (de “Life Without a Centre” e “The Deepest Acceptance”) pediu para divulgar esse importante artigo sobre “Como Podemos Aceitar o Sofrimento do Mundo” (Keep Your Eyes On The Prize, How Can We ‘Accept’ The World’s Suffering?), originalmente publicado em maio de 2013, e agora traduzido para o português.

No texto, dois pontos merecem destaque:
1) uma tomada de consciência da influência desorientadora da mídia. O 'privilégio' de receber notícias em nossas casas virou uma exposição diária ao medo e a uma visão pessimista da humanidade e do mundo.
Saber lidar com esse mundo passa, então, fundamentalmente, por perceber que essa noção de mundo talvez seja primordialmente a composição dos meios que propagam uma realidade intoxicada de lados, de “nós contra eles”, essencialmente ruim e focado no que está decadente como se fosse o predominante ou o principal.
2) a reflexão de como ensinamos nossos filhos ao reagir nós mesmos a esse mundo. Quando “embarcamos” nesse noticiário e saímos a criticar a loucura do mundo, emitindo todo tipo de julgamentos sobre bem e mal, nós mesmos passando a adotar éticas questionáveis e a transmitir táticas de sobrevivência que estão de acordo com a manutenção dessa mesma noção de mundo.
É um texto sobre o qual vale a pena refletir:

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Você odeia o silêncio?

Bom, não conheço muitas pessoas que realmente odeiam o silêncio, mas conheço muitas que “não suportam”.
A justificativa geralmente é que o silêncio ou é angustiante ou uma perda de tempo.
 Aqui não há muita discussão, pois apenas no silêncio de si mesmo é que se descobre a essência da vida, e por mais subjetivo e desconhecido que isso possa parecer para um novato no mundo do silêncio, se não houver isso, não há muito o que fazer a respeito do aprofundamento em si mesmo.
Apesar de algumas pessoas parecerem irem bem em suas carreiras sem silêncio, se você prestar atenção vai perceber que muitas delas cultivam o silêncio e os longos momentos contemplativos pessoais com bastante frequência, à sua maneira. A experiência de estar sentindo seu próprio propósito é calmante e satisfatória, inclui e se deleita no silêncio, enquanto que a experiência (ainda que externamente bem sucedida) de estar fora do seu caminho traz angústia e inquietação, coisa que o silêncio acentua e que, por isso, é rejeitada.
- Nando Pereira-

“Vivemos numa sociedade que não valoriza o silêncio. Valoriza a ação.
Mas viver sem silêncio é perigoso. Sem ele, você acaba acreditando que seu ego – e tudo que ele quer – é seu propósito. Se você imaginar bem esse cenário, sabe que ele não termina bem. Viva uma vida onde o Ego está no comando e você só encontrará o esgotamento – e além disso, uma questão esgotante:

“Eu tenho uma ótima vida. Porque não estou satisfeito?”.

 O silêncio abafa o barulho e cria um espaço para a autenticidade aparecer. Em silêncio, você pode se perguntar como sua vida ou seu trabalho realmente está indo e pausar para esperar a resposta.

Em silêncio, você dá tempo para que as informações da sua vida convirjam em algumas lições. Geralmente, entretanto, antes que as lições tenham tempo para serem percebidas em profundidade, você já foi para a próxima distração.” (Shelley Prevost)



fonte:
http://dharmalog.com/2013/12/12/5-razoes-que-impedem-pessoas-de-descobrirem-sentido-maior-na-vida/

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

“os seis conselhos”, essenciais segundo o mestre Tilopa

Originalmente eram apenas seis palavras (sânscrito ou bengali), ditas por um mestre que viveu há mais de 1.000 anos, o célebre budista tântrico Tilopa (988-1069): 
O texto "Os Seis Conselhos", transformou-se em poema dirigido ao discípulo Naropa, mas que nos remete ao problema da atividade e do sofrimento mental.
Do sânscrito, traduziu-se para o tibetano e depois para o inglês (Ken MacLeod).

Considere que esses "conselhos" não são para serem tomados ao pé da letra. A ideia é que não pensemos nesses conselhos como uma lista de obrigações.
“O problema é nossa tendência de nos apegar ao que passou, o que acaba sendo a base de nosso pensamento e de nossas reações (Lama Shenphen Rinpoche). 
Então não baseie sua experiência de vida presente no que passou. 


OS SEIS CONSELHOS

Por Tilopa

(traduções de Ken MacLoad e Nando Pereira)



Não lembre;

Deixe o que passou;

Não fantasie;

Deixe o que pode vir a ser;

Não pense;

Deixe o que está acontecendo agora;

Não analise;

Não tente antecipar as coisas;

Não controle;

Não tente fazer as coisas acontecerem;

Descanse;

Relaxe, agora, e descanse.

FONTE:
http://dharmalog.com/2013/12/04/ou-seis-pontos-essenciais-ou-os-seis-preceitos-como-ensinados-pelo-mestre-budista-tilopa/

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Natureza Incrível - Chokchai Love King


Uma belíssima coleção de flores, pequenas plantas, árvores e folhas se abrindo, buscando o sol, pegando chuva e fazendo outros movimentos que nossos olhos humanos geralmente não captam pela velocidade em que ocorrem. 
Para obter as imagens, Chokchai Love King utilizou o recurso time-lapse
O vídeo chama-se “Amazing Nature“ e a música de fundo chama-se “Phantasmagoria” (álbum Symphonic Fantasia), de Simon Arthur Rodes.

(Recomendável assistir na resolução máxima de 1080p HD)

Assista abaixo:
http://dharmalog.com/2013/11/01/pra-contemplar-51-5min-com-danca-crescimento-de-flores-e-arvores-em-time-lapse-hd-video/

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Vícios e Apegos

É interessante ver o Ram Dass (ou Richard Alpert) falando da gênese psíquica dos vícios (e apegos) do seu ponto de vista de mestre espiritual e sua formação de PhD em Psicologia, pela Stanford University (EUA). Um confesso insatisfeito com a Psicologia ocidental nos Anos 60 e 70, Ram Dass foi descobrir na Índia, no Budismo e no Hinduísmo, as descrições elucidativas para a consciência, e a partir de sua própria experiência cunhou algumas de suas conclusões, como a que está nesse discurso registrado em áudio e que segue no vídeo abaixo, “Vícios e Apegos” (9min) — traduzido para o português pelo canal JoeTheEagle do YouTube, a quem agradecemos pelo compartilhamento.
Uma das partes especialmente interessantes que fazer parte do circuito da “cadeia de reatividade“, tal qual Ram Dass explica, é como a ressaca da busca pela sensação de estar em casa acaba reforçando o sentimento inicial de que “somos maus“, de que originalmente não teríamos e não fomos permitidos o direito de desfrutar de Paz e Satisfação permanentes, uma vez que assim que o prazer acaba, o estado “a que voltaríamos” é o de ausência/carência.

FONTE: Nando Pereira (Dharmalog.com)

“Quando nascemos, nós chegamos da sensação de estar plenamente em casa com o mundo exterior. Ao sermos soltos, nós ainda temos uma pequena sombra daquela sensação quando chegamos em casa no fim do dia, aqueles de vocês que tem uma casa, que colocam seus pés pra cima, relaxam, tomam uma xícara de chá ou seja lá o que for, aquela sensação de voltar pra casa, de voltar para um lugar seguro, ou o sentimento de voltar a estar em paz com o Todo. Quando nós somos separados disso, esta separação é criada pela mente, que é a raiz do sofrimento, como o Buda fica, o apego da mente pelas coisas que nos separam do Todo. Agora, uma vez que essa separação ocorre, há uma dor incrível. Você pode chamá-la de ser expulso do Jardim do Éden, pode chamá-la de pecado original, como você quiser chamá-la, há diferentes metáforas em diferentes sistemas, mas há uma dor incrível. E de alguma profunda maneira, todas as nossas ações a partir de então, são uma tentativa de retornar para aquele ‘de volta ao Todo'”.
~ Ram Dass, em “Vícios e Apegos” (Attachment and Addiction)